Investigando casos
1 O caso
– Mais um dia de chuva... — A mulher pensou sem nem abrir os olhos, ela estava deitada em sua cama e podia ouvir o barulho dos pingos que atormentavam o sono. Ela não queria levantar da cama mas ainda sim lutou com o colchão e venceu, foi para o chuveiro e tomou um banho quente e logo viu que seu telefone havia umas 5 chamadas perdidas.
– Droga, era o Garcias !!! Preciso retornar antes que eu seja despedida !!! — Ela falou com desespero e ainda estava de toalha. Depois de uma ou duas tentativas o homem já nervoso atendeu:
– Acordou bela adormecida ?
– Me desculpe chefe, eu fiz hora extra ontem e acabei dormindo demais. Estou a caminho e levando o seu café... — Ela falou com a voz mais doce
possível tentando acalmar o chefe.
– Se for café forte sem adoçante eu te perdoo. — Ela sorriu do outro lado. — Não vá para o escritório, venha para a loja de ferramentas Ferrugem
que fica no centro da cidade e encontre o Creed. Parece que o FBI quer que a gente o ajude nessa.
– Então ta... — Ela desligou o telefone e deu meia volta com o carro. Carol chegou bem rápido e estavam Creed e Garcia na porta.
– Trouxe meu café sra. Richard ?
– Não esqueceria... — Ela falou tirando de dentro do carro. — Foi mal Creed eu esqueci o seu, afinal o que temos aqui ?
– Um cheiro de cadáver insuportável, e uma porta trancada. — Cody falou enquanto tentava abrir.
– Calma Creed, estamos esperando o FBI chegar para a gente poder averiguar o local. Eles tem que ficar cientes disso — Garcia o afastou da porta.
– Chegamos antes deles ? — Carol perguntou surpresa.
– PortLake está chovendo há muitos dias, e algumas estradas para o centro estão fechadas. E lá está ele. — Enquanto Garcia falava um carro preto
parou em frente da loja, saindo um homem loiro, alto e com um casaco preto.
– Boa tarde detetives. — Os outros responderam. — O que temos de tão grave que o FBI teve que se meter ?
– Ainda não sabemos, relatórios políciais dizem que havia um cadáver aqui e a loja não abre tem 2 semanas. — Cody falou lendo os papéis em sua mão.
– Bom detetives sou Anders, Ben Anders e faço parte do FBI. — Ele falou em seguida Garcia apresentou os 3, Ben era ágil e abriu a porta com umas ferramentas de arrobamento. O cheiro que estava insuportável no início ficou pior depois que a porta abriu, os quatro foram entrando e averiguando cada detalhe daquele local escuro e mal conservado. Garcia pisou em um lugar onde o chão cedeu e ele caiu, os outros ouviram o estrondo e olharam para o buraco:
– Está tudo bem chefe ? — Cody falou procurando ele com a lanterna.
– Está sim, eu acabei de encontrar o problema do fedor de cadáver. — Quando os outros puderam ver notaram algo assustador, eram cerca de 10 corpos espalhados no local, cada um amarrado e com números escritos a lâmina em suas testas. Tempo depois o local estava cheio de políciais e médicos:
– Não acho que será necessário a 'ajuda' de vocês aqui... — Ben falou acompanhando os três detetives para fora do local do crime.
– Como assim ? — Carol falou aflita. — Achei que tinham pedido a nossa ajuda com o caso. — O homem olhou para ela confuso e em seguida pegou um bloco.
– Sinceramente ? Meu departamento não tem conhecimento disso, por que vocês não vão embora antes que sejam indiciados ?
– Acredito que irá fazer isso por falta do que fazer. — Carol o enfrentou e Garcia agarrou seu braço.
– Acalme-se Carol, esse caso não é nosso. Somos apenas uma empresa e não queremos problemas ainda mais com o governo. — Ela bufou e começou a andar
e os outros dois seguiram ela. Tempo depois chegaram ao escritório e lá estava o estagiário sentado na mesa:
– Bom dia senhores. — Garcia e Carol nem olharam para eles e saíram andando. — Belo dia... — Ele falou irônico e Cody sentou na cadeira em frente a ele.
– Quais são as novidades ?
– Carol quase foi presa e um caso muito estranho, 10 pessoas mortas dentro de uma loja de ferramentas. Fora isso ta tudo bem, quem é aquela, Jake ? — Ele falou
interessado na menina sentado encarando as mãos.
– Ela chegou aqui falando que precisava falar com algum detetive, acho que espera ser chamada.
– Senhorita, pode me seguir por favor ? — Ele falou chamando atenção dela em seguida deu um sorriso para ela, enquanto isso Carol estava na sala de Garcia
e os dois conversavam.
– Essa nunca foi a intenção Antony !!! Sempre que pegamos um caso vamos até o fim !!! — Ela falou se levantando da cadeira. — Eram 10 pessoas, tinham duas crianças e a gente não vai fazer nada ?
– Bem o FBI quis pegar então a gente não pode fazer nada, somos autônomos e temos liçensa até aonde eles nos derem e se não acha suficiente vá trabalhar com eles. — Ela cruzou os braços revirou os olhos e sentou novamente. — Você está estressada, trabalhou até tarde é normal isso. — Quando ele acabou de falar Cody bateu na porta e entrou em seguida:
– Galera temos uma cliente e vão adorar ouvir o que ela tem para dizer. — Em seguida eles foram para a sala de provas/reuniões.
– Por favor conte tudo que sabe.
– Eu sou April Newman, tenho 27 anos e trabalho em um lanchonete perto da loja que era do meu pai. — Seus olhos encheram de água. — Recebi uma ligação do detetive Anders e ele falou que esse número estava na carteira de um deles, fui reconhecer o corpo agora.
– Me explique April, por que não confiou na investigação do governo ? — Carol falou.
– Eles estão investigando, mas não irão descobrir assim tão depressa. O meu pai está sumido há três dias, e eles ainda vão levar para a perícia. Essa organização é
famosa por ser rápida então é isso que eu quero.
– Obrigado pela preferência senhorita Newman, faremos o possível. — Cody falou colocando a mão no ombro dela, em seguida os dois saíram da sala.
– Estamos em um beco sem saída, mas o que eu ainda não entendi é por que o FBI trata isso como um perigo nacional e privatizam o caso, nem saiu nos jornais. – Garcia pensou alto.
– E é por isso que temos que começar a ter ideias. — Carol sorriu e em seguida chamou Jake. — Você não tem aquele amigo que trabalha no IML ?
– Na verdade é amigo do meu amigo mas...
– Consegue falar com ele ? — Carol o cortou e ele confirmou.- Certo, Garcia iremos progredir... — Ela falou andando para fora do escritório.
– Eu espero que sim... — Garcia falou se sentando novamente.
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