Invertidos

1 Capítulo 1 - Descoberta


Notas iniciais
Oi gente, não deixem de comentar, pois quero ter certeza de que essa fanfic será lida. Caso contrário, não continuarei postando, pois pretendo torná-la um verdadeiro e publicado livro no ano que vem.

Por muitos anos na vida, somos taxados como criança, e isso gera grande desconforto para pessoas exageradamente maduras desde sempre como eu.
Se pudéssemos descobrir oque nos tornaríamos no futuro, gostaríamos de ser eternamente crianças, e viver no mais puro sentido da palavra.


A exatamente seis horas atrás, descobri que minha falecida mãe, de falecida, só possuía o título, e ao contrário do que muitos pensam, as coisas só pioraram depois que ela resolveu voltar dos mortos. Eu agora não era algo que orgulhasse uma mãe, muito menos a garotinha de apenas sete anos que eu era quando minha mãe resolveu brincar de ''morto-vivo''.

Adentrei o grande laboratório correndo, avistei Levi. Eu não o chamava de pai desde a morte de minha mãe, Andrea. Por algum motivo a palavra pai me dava a ideia de família, e oque eu tinha, era tudo menos uma família.

Dispensei meus pensamentos, e continuei a andar.

Ele estava sentado em uma mesa, no final do laboratório, com sua assistente, uma loira um pouco mais velha que eu. Levi sorria, balançando um pequeno frasco, talvez contendo a cura para alguma das milhares de doenças incuráveis.


Marchei até eles com certa pressa, meus pés tocavam o chão de madeira com tanta força que imaginei um grande buraco abrindo-se abaixo de mim, me engolindo para um possível porão que existia ali. Obviamente eu estava nervosa, e por isso imaginava coisas sem sentido. Qualquer coisa era melhor do que pensar em Andrea.
Posicionei-me de frente a mesa. Levi me encarou confuso, talvez tentando entender a expressão de dor em minha face.


– Precisamos conversar. Agora. — disse-lhe séria, enfatizando a última palavra para que ele entendesse o quão importante seria aquela conversa.
Ele levantou-se, deixando para trás a loira com alguns blocos de anotações, escrevendo, sabe-se lá oque. Andando, gesticulou para que eu o seguisse. Assim o fiz.

Diminui os passos quando o vi parar em sua sala de espera. Rapidamente ele se pôs de frente para mim.

– Posso explicar. Sua mãe me forçou... a guardar esse segredo. — disse cabisbaixo em um fio de voz.

''Sua mãe'', essas palavras me acertaram em cheio no estômago, que agora parecia se contorcer. Tudo bem, eu já sabia que Andrea estava viva, havia descobrido a horas atrás, mas, saber que Levi escondia esse segredo, era demais pra mim.

O fuzilei com o olhar.

DROGA, não era possível. Ela deveria estar morta, correto? Bom, era o lógico. Mas ao contrário disso, ela havia desafiado todas as leis da gravidade, e envolvendo nessa droga consigo, Levi.

Suspirei, percebendo que começava a assustá-lo, visto que eu deveria estar branca como uma folha de papel, e pelos meus cálculos, eu estava a uns 3 minutos em silêncio, apenas pensando. Minha única expressão era a dor, estampada em meu rosto.

– Sabia disso? Desde quando? Porque não me contou? COMO PODE FAZER ISSO COMIGO? — despejei as perguntas, e sem que percebesse, já estava gritando e bem mais alterada do que eu queria estar.

Levi pôs a mão esquerda sobre meu ombro.

– Desculpe-me Jess. Foi por você, para o seu bem. Você sabe o passado de sua mãe. Nada mudou, ela ainda é perigosa. — respondeu com um misto de ternura e medo nos olhos.

Olhei a minha volta, tudo parecia do mesmo jeito. Aquele era Levi, meu pai. Aquele ainda era o laboratório que eu tanto amava, e passava horas do meu dia. Mesmo tudo sendo familiar, algo dentro de mim era diferente, surreal e assustador.

– Ela ainda é uma assassina. — respondi séria — Talvez não seja a única nesse ... — girei mostrando todo o lugar com as mãos — mundo gigante, mas é a única que se intitula minha mãe. E é por isso, e por outros motivos que estou indo para Flórida, atrás de Andrea. Preciso de explicações, e não diga que é perigoso, eu não sou indefesa, além do mais, Ian irá comigo.

Não esperei para ouvir sua resposta. Saí rapidamente, decidida a pegar o mínimo de roupa possível e embarcar no primeiro avião rumo a Flórida.

Notas finais
Então vamos lá... espero que tenham gostado, e COMENTEM, isso não deixará nossa fanfic morrer e deixará a escritora aqui super animada! XoXo, Lia.