Inverno Nuclear — Interativa

9 Capítulo 8 - Massacres


Notas iniciais
HELLO! Titã voltou! Vão entender o nome durante o capítulo, mas de qualquer forma, desculpa pelo atraso, e boa leitura! Aproveitem>>>

Capítulo 8 — Massacres

Miller lançou a granada para cima, enquanto fechava os olhos.

Ao contrário da enorme explosão flamejante, a granada explodiu numa luz cegante, que fez os pacificadores caírem no chão pelo choque, cegos. Miller sorriu, abrindo os olhos ao perceber que o som passara, e agarrou a arma de um dos pacificadores. Certificando-se que nem Clark, nem Crystal, nem Amy podiam vê-lo, abriu fogo.

A metralhadora começou a liberar suas balas, atravessando cabeças e troncos dos pacificadores, alguns que começavam a ter a visão de volta saíram correndo. As balas saiam do cartucho, atravessando o mecanismo e sendo ejetadas pelo cano da arma de grande porte, que atravessavam o crânio dos membros do Paz na Terra, pintando o piso de vermelho. Logo, as balas acabaram.

Secando a testa suada usando a mão, Miller encarou Mark, que estava parado atrás de uma coluna. Miller agarrou uma pistola de seu cinto, levantando-a.

— Clark! Crystal! Fujam pelos fundos e não olhem para lugar algum! Amy e reféns! Fujam pela porta da frente, e feche os olhos! Vou atirar novamente a granada de luz e som!

Os supracitados por Miller saíram correndo, com as mãos sobre os olhos, impedindo a vista. Clark e Crys saíram pelos fundos, e Amy pela porta da frente, agarrada à faca que Miller dera, acompanhada dos reféns, todos com os olhos fechados. Mark Peace olhou para Miller e para o massacre dos pacificadores. Abriu um sorriso de orelha em orelha. Analisando o homem de cabelos morenos, Mark saiu da coluna, com uma metralhadora abaixada.

— Não imaginava que você teria coragem para massacrar os pacificadores, garoto. Nem imaginaria que você tinha uma granada de luz e som com você. Foi uma boa idéia. E parece que você sabe atirar, garoto.

Miller sorriu, agarrado a pistola, levantando-a.

— É, eu tenho conhecimentos de armas — Disse, pisando na cabeça de um pacificador morto, espalhando sangue. — E é até legal matar outras pessoas, não acha, Peace? — Disse, sarcástico, com a pistola apontada para Mark.

Mark riu alto, ainda com a arma abaixada.

— Não é uma boa idéia atirar em mim. Se atirar, outros pacificadores vão matar você.

— Estão todos mortos, jogados no chão, Peace. Não acho que podem atirar em mim. — Falou, lambendo os lábios, e estalando os dedos da mão esquerda. — Como isso ocorreria, meu caro?

Mark balançou a cabeça, negando.

— Ainda tem alguns pacificadores do lado de fora, e estão vindo aqui, caso você atire em mim, eu irei desviar. E até me matar, eles chegarão, e vão te matar. Eu vou dar a você uma única chance. Saia daqui, ou ai sim você vai morrer. — Abaixou a arma, colocando-a no chão. — Se eu não estivesse tão confiante, acha mesmo que eu abaixaria minha arma?

Miller rangeu os dentes, vendo Mark sorrindo irônico.

— Não acabou aqui, Mark, eu vou te encontrar. Ninguém me faz de bobo e termina vivo.

Miller, agarrado a pistola, correu para os fundos, saindo pela porta, enquanto alguns terroristas do Paz na Terra entravam.

— Deixe-o em paz. Eu quero ver o que ele fará da próxima vez. — Sorriu abertamente. — Gostei de você, M.

Miller parou na porta, escondendo a arma. Ele jurou que mataria Mark. E isso que faria.

☢☢☢

Antony não acreditava em Deus, mas não podia negar que havia algo maior nos acontecimentos que se seguiram.

A bala cruzou o ar, fazendo Demetria gritar de dor, enquanto a bala acertava seu ventre, a fazendo apertar o lugar onde a bala adentrou, sujando a camisa e a mão de vermelho. May levantou o rosto, retirando o cabelo dos olhos, encarnado os dois homens que estavam presos pelos outros pacificadores.

— Isso foi para mostrar que eu tenho piedade, mas ela é pequena. Se fizerem mais alguma coisa que me irrite, eu — apontou a arma, com apenas uma mão, para Demetria — atirarei num lugar em que a morte será inevitável.

Ela fez um movimento de mão, fazendo os pacificadores levantarem Tony e Adam; Demetria tossiu, enquanto May continuava mirando na cabeça da garota. Após isso, os pacificadores foram até a porta de vidro, que ocupava metade da parede do pátio.

Foi então que os acontecimentos passaram tão rápido, que Tony mal conseguiu raciocinar.

Um barulho infernal de motor chegou aos ouvidos de todos, fazendo os pacificadores erguerem as armas, porém, antes de qualquer coisa, a parede de vidro explodiu em milhares de cacos. Um enorme jipe de exército partiu a parede transparente, fazendo os cacos voarem e acertarem alguns pacificadores. O jipe atropelou alguns dos terroristas, e fez com que os dois que agarravam Tony e Adam pararem. Aproveitando disso, Tony chutou a parte intima do que o agarrava, vendo pelo canto do olho Adam socando a cara do que o prendia.

Do jipe, uma garota de cabelos castanhos escuros levantou uma enorme Springfield M1A1, atirando em nenhum lugar em específico, Tony retirou a bolsa em que suas armas estavam guardadas, das mãos do pacificador que antes o agarrava, retirando a Colt M4 da sacola, e colocando-a sobre os ombros, atirando nos pacificadores que tentavam fugir, May levantou a arma e atirou na garota do jipe, que franziu os lábios quando a bala entrou no braço. Adam correu e levantou Demetria que estava com os lábios sendo pressionados pelos dentes, as mãos ainda agarradas ao ventre e à mochila. Tony e Adam correram para o jipe, enquanto a Springfield atirava em direção a May que fugiu pela porta, Os três entraram no jipe militar, fazendo a garota pisar no acelerador.

— O-Obrigado. — Tony disse, sem fôlego, a garota apenas assentiu, ainda dirigindo o carro.

— Há uma maleta de primeiros socorros no banco de trás. É melhor cuidar do ferimento de bala da sua amiga.

Adam colocou Demetria atrás, pulando para a parte traseira, encontrando a maleta e começando a cuidar do ferimento.

— Sou Antony, mas me chame de Tony. Por que nos ajudou? — Tony questionou, olhando para a garota de aparência asiática que dirigia o jipe.

— Sou Melody. Apenas vi um monte desses pacificadores com vocês e resolvi ajudar. Odeio-os. Não gostou da ajuda? — Melody falou, olhando com o canto do olho para Tony.

— Gostei, obrigado por nos ajudar. — Olhou para o braço da garota, ensanguentado pelo tiro de May. — É melhor cuidar disso, pode infeccionar.

— Estou bem. — Disse, virando uma rua.

— Não está não. — Tony afirmou.

— Estou. Bem. Não me faça repetir de novo. — Melody disse.

Antony bufou, olhando para Adam.

— Terminou? — Adam colocou seu olhar em Tony.

— Estou colocando a gaze nela agora

— Quando acabar pode ajudar Melody? — Antony questionou.

— Posso, por quê?

Antony sorriu.

— Viu só, srta-estou-bem, ele vai te ajudar. — Melody bufou.

Antony apenas aumentou o sorriso, fechando os olhos e se deixando afundar na cadeira. Aquilo não acabou, sabia disso, mas isso não tornava as coisas mais fáceis.

☢☢☢

Fernanda estava quase perdendo a sanidade.

Estava no quarto ao lado do quarto de seu pai e da madrasta, ou que fora de ambos. Olívia estava com a mesma doença do pai, por isso fora colocada no quarto de Rodrigo, para proteger ela e Gustavo, apenas por proteção. Nanda fechou os olhos, enquanto o som da TV chegava aos seus ouvidos.

“Ontem, o dia foi movimentado. Dois grandes atentados dos Paz na Terra foram o destaque do dia anterior. Um deles ocorreu numa cafeteria no centro da cidade, porém houve uma grande quantidade de mortes dos pacificadores, onde uma figura misteriosa provocou um massacre, que causou uma imagem repugnante aos policiais que ali chegaram. O outro atentado ocorreu num prédio, onde alguns deles foram encontrados mortos no térreo e num apartamento da prédio. Os responsáveis pelas mortes estão sendo procurados, mas ainda não sabemos os nomes; para a previsão do tempo, foi confirmada uma forte frente fria, nos próximos dias.”

Gustavo entrou no quarto, olhando para a irmã gêmea deitada na cama, com o braço encima dos olhos, com a respiração ofegante. Ele sentou-se ao lado da garota de cabelos castanhos ondulados. O garoto desligou a TV, que mostrava imagens dos massacres do dia anterior.

— Tudo bem Fend? — Gustavo perguntou preocupado para a irmã.

— ‘Tá, só estou pensando em como estamos num verdadeiro inferno. — Revelou Fernanda — Por que será que até a Olívia está nessa condição precária dessa doença?

— Talvez seja Deus — Deu de ombros. —, mas acho que é melhor nós termos um plano para podermos sair daqui quando ocorrer algum problema. Sabe, quando a Olívia ficar igual ao papai.

— Terceiro Cavaleiro... — Sussurrou Nanda.

— O quê?

— Terceiro Cavaleiro. — Disse Fernanda levantando-se até ficar sentada. — É o nome da doença que os dois estão. É um belo de um nome. — Riu.

— Tudo bem Fernanda. Vamos superar isso junto, não é?

Nanda sorriu, assentindo.

— É Gustavo, vamos aguentar. Juntos.

Fernanda fechou os olhos, acreditando nessas palavras, superarão esse Inferno juntos.

☢☢☢

Az entrou em casa, exausta.

Seu corpo estava ao máximo, sua cabeça ardendo de dor, seus braços jogados ao lado de seu corpo, suas pernas arrastando o corpo. Ela fechou os olhos, jogando-se no sofá. Quase caindo na inconsciência, ela lembrou-se dos últimos dias, trabalhando ao lado de Simon Wallen para tentar encontrar a cura do Terceiro Cavaleiro, sem sucesso, mas não conseguia desistir; foi apenas há duas horas que Simon percebera que Helena estava esgotada e a obrigou a voltar para casa.

— Ei! — Juliette Miller exclamou entrando na sala, vendo a médica caída no sofá, num estado entre o mundo dos sonos e o da realidade. — Boa noite, Helena, como foram os dias?

Ela resmungou algo incompreensível.

— Vou desligar a luz, mas acho que é melhor você ir para seu quarto para dormir.

Az sorriu minimamente, levantando-se e sendo auxiliada por Juliette, guiando-a até seu quarto, logo depois desligou a luz, sorrindo para Az, que já dormia. Saiu do quarto e foi até a sala, sentando-se e encarando a TV desligada. Desde que sua casa fora explodida, Juliette não conseguia dormir direito, tendo pesadelos frequentes por causa daquela noite maldita. Depois de ter visto os noticiários, percebera que os únicos que poderiam ter explodido a casa dela eram os pacificadores. Mas a questão era: Por quê?

Juliette ainda lembrava-se daquela noite fatídica.

A energia caíra. Estava na faculdade, quando por súbito, um barulho infernal de uma espécie de explosão chegara aos ouvidos de todos ali dentro. Ela estudava à noite, e não estava acostumada com barulhos desse tipo naquele horário. Os alunos que viram o Grande Cogumelo começaram a saírem correndo. Preocupada com a família, Juliette esperou a movimentação acabar, para então sair correndo em direção à sua casa.

As ruas estavam em verdadeiro Caos, o Cogumelo ainda visível no horizonte, e seus pés levantando poeira enquanto corria. A respiração descondensada fazia-a querer parar a qualquer momento, mas não podia. A escuridão das ruas a dava um arrepio constante na espinha, por puro fato de estar completamente apavorada pelo acontecido. Chegou à porta de casa, que abriu com força, adentrando na Sala de Estar.

— PAI! — Gritou, sentindo a garganta apertar, enquanto ouvia o grito de seu pai, e correu para o andar de cima, vendo a mãe arrumando as malas.

— FILHA! Graças a Deus! — Disse Harry, olhando para a Miller.

— Cadê os meninos? — Perguntou pelos irmãos, vendo Fleur, sua mãe, colocando algumas roupas na mala.

— Estão na escola, ainda não chegaram.

— Vou buscá-los!

Desceu correndo as escadas, ouvindo o grito do pai, antes de tudo virar um borrão. Um barulho infernal, chamas e uma enorme explosão. Sentiu tudo escuro, e desmaiou.

Juliette colocou as mãos no cabelo, chorando. Odiava essa memória. Porém... Seus irmãos. Eles ainda estavam vivos. Poderia encontrá-los. E faria isso.

E faria de tudo para que os culpados pagassem.

Continua...

Notas finais
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