Inverno Nuclear — Interativa

3 Capítulo 2 - Apenas o Começo.


Notas iniciais
Oi! Algumas coisas sobre como funcionará a fic: Ela foi divida em três partes, essa em que estamos é a primeira, chamada de "Rumo ao Fim do Mundo", e cada parte tem uma capa específica para ela, já estou com a capa dessa parte pronta, e está como a capa da fic ;) Toda vez que um personagem principal morrer, uma vaga será aberta, para que aja um substituto sempre. Eu vou tentar postar, pelo menos, três vezes por semana, mas não vou dizer que sempre será assim pois pode haver de ter mais ou menos capítulos que o básico. Mais personagens, mais elementos chaves da história! Aproveitem>>>

Capítulo 2 — Apenas o Começo.

Amy e Ian correram por entre as ruas, fugindo do tumulto, em direção à casa da garota. Amy tinha os cabelos castanhos voando enquanto corria com seus olhos verdes vigiando os lados, e suas mãos agarrando a do seu amigo. Ela estava com a respiração ofegante, respirando fundo, tentando se controlar para não explodir — explodir de ansiedade, cansaço e medo. A garota se controlou para não desabar ali mesmo, estava apavorada, muito apavorada com os acontecimentos. Pararam no bairro dela, em frente ao prédio em que morava, e entraram pelo saguão, subindo pelas escadas até o primeiro andar. Ela parando para descansar da corrida. Impaciente, Ian a agarrou e a puxou para em direção ao apartamento, quando o lugar explodiu.

Um som alto e forte, uma luz avermelhada, chamas e uma onda de choque que empurraram ambos para o chão, de dentro do apartamento ao lado, um grupo de pessoas, todas com máscaras de gás, roupas pretas com uma imagem do globo terrestre e o símbolo da Paz e Amor, empunhando armas enormes, como rifles, escopetas, fuzis e espingardas. Na mão de um deles, havia uma granada ainda com o pino, e uma pistola em sua mão, ao lado um deles carregava um livro que foi, logo depois, jogado no fogo.

— Vamos! — Disse o que carregava a granada. A voz saiu abafada — Temos que sair daqui, antes que os policiais cheguem.

— Sim senhor! — O que antes estava com o livro disse, retirando o rifle das costas. — Atenção! Vamos sair!

Eles assentiram e saíram correndo passando pela garota, desacordada, e seu amigo que tossia pela fumaça.

Ian olhou para Amy, esta que acordava. Tentou falar algo, mas sua garganta estava presa. Amy acordou e olhou para a escada onde um dos caras que explodiram a casa saia, fazendo um movimento de adeus com a mão para a garota. Amy tossiu, em decorrência da fumaça, e encarou Ian, que estava encolhido, tossindo, e com um pedaço da parede enfiado em sua barriga.

— IAN! — Berrou, debruçando-se em cima do amigo, agarrando o pedaço de cimento, enquanto suava anormalmente por causa das chamas, que cresciam cada vez mais. — Fica comigo Ian, fica comigo, por favor...

Ele tossiu, encarando Amy.

— E-eu te amo... s-sempre t-te amei, sabe, mais do que simples amizade.

— Ian não fala isso eu vou te salvar, te ajudar e-

Ela foi interrompida pelos lábios de Ian, que sorriu e tossiu de novo, antes de fechar os olhos, permanentemente.

— IAN! IAN! — Agarrou o corpo do amigo, que estava pálido e sem vida. Foi então que ela viu o teto cair à sua frente. Sobressaltou-se e se levantou, cobrindo a boca com o braço e correu até a escada, descendo e fugindo das chamas que a seguiam.

Entrou no saguão que estava em chamas, vendo o teto desabar atrás dela. Ela correu até a porta, ainda cobrindo a boca com a mão. Entrou desesperada na rua, vendo os bombeiros e outros focos de fumaça saindo de prédios e casas. Olhou para trás, os olhos úmidos por causa das lágrimas que ameaçavam cair.

— Adeus Ian. — Sussurrou para o vento.

☮☮☮

Karan Costa riu, enquanto caminhava ao lado de Carter. Eles estavam indo até a casa de Polyanna, amiga deles, que morava um pouco distante do lar de ambos os garotos. Karan e Carter conversavam um pouco sobre a infância dos dois — quatro, se contasse Polyanna e Miguel, outro de seus amigos — para passar o tempo. Conversavam sobre tudo; desde a separação dos pais de Karan, até as travessuras que os quatro pregavam na escola e na cidade, como um grupo unido e feliz. Carter e Karan eram amigos desde que Carter ajudara o Costa com os valentões da escola de ambos. Karan ria pela lembrança — que no dia não era engraçada, mas agora era hilária — de quando a meia-irmã dele colocou bosta de cachorro na cama de Karan. Como tinha vontade de bater nela! Claro que era só vontade, afinal, nunca faria isso em plena consciência.

Chegaram na porta da casa de Polyanna, esta que estava parada no portão, concentrada no celular, talvez jogando algo, como o tal de Flappy Bird e Angry Bird, com o Costa se perguntando o porquê dos jogos de pássaros serem tão populares.

— Oi! — Karan exclamou, fazendo Polyanna pular de susto. — que jogo é esse?

— Não estou jogando, estou no Whattsapp, falando com o Miguel.

— O que ele está falando? — Carter perguntou olhando por cima do ombro de Polyanna, a qual se tratou de esconder o iPhone que usava.

— Está falando sobre o jornal. Estão dizendo que o Monte Vesúvio, na Itália, está soltando cinzas desde ontem.

— Vesúvio? Esse não é o vulcão que destruiu aquela cidade? Pompom? — Carter disse.

— Pompéia. — Corrigiu Karan, olhando para o céu, vendo uma fina camada de cinzas cobrindo o céu azul — Vesúvio é um dos maiores e perigosos vulcões do mundo.

— Percebi. — Carter revelou, olhando para Polyanna, que ainda escondia o telefone. — O que há com você, Polyanna? Por que está escondendo o celular?

Ela arregalou os olhos.

— Nada! — exclamou rápido.

Carter sorriu irônico e agarrou o iPhone da amiga puxando com força e retirando da mão dela.

— Vamos ver o q-

Pararam de repente. Ao longe, junto com um alto e atordoante som, um cogumelo como os das bombas nucleares dominava o céu do horizonte. Eles arregalaram os olhos ao ver o Grande Cogumelo ainda presente no mar azul do céu.

— O que é isso? — Polyanna exclamou, apavorada. — Meu deus!

Polyanna agarrou o telefone das mãos de Carter tentando liga-lo, não conseguindo.

— Meu celular não liga!

Karan e Carter agarraram os seus e tentaram liga-los, tendo o mesmo resultado da garota.

— E agora? Como vamos falar com nossos pais? — Karan questionou.

— Podemos ir no meu carro! — Exclamou Carter. — Está a um quarteirão de distância daqui, vamos a pé até lá e paramos onde eles estão.

Polyanna e Karan assentiram.

— Vamos logo! — Berrou Carter, saindo correndo. Os dois o seguiram.

☮☮☮

“Ontem, após a Erupção Dupla e o Grande Cogumelo, muitas casas e prédios foram misteriosamente explodidas. Não se sabe ao certo quem provocou o ocorrido, mas especialistas dizem que se trata de um grupo terrorista conhecida como Paz na Terra ou Os Pacificadores, a polícia está atrás dos responsáveis pelo ocorrido, mas recomendam que tomem cuidado com estranhas pessoas que pod-”

Antony desligou a TV, deitando no sofá e fechando os olhos, concentrando-se. Estava em sua casa, onde não saia desde o dia anterior, onde fora ao mercado mais próximo para pegar suprimentos para passar dias dentro de casa, junto com os pais. Ele balançou a cabeça, retirando os pensamentos de sua cabeça. Seu pai, August e sua mãe, Sarah, haviam sido mortos no início daquele caos. Mortos, a mãe por asfixia, o pai por um tiro. Tony se levantou e foi até a janela, vendo a fumaça preta cobrindo o céu, com um pouquinho de luminosidade solar em meio ao azul e preto. Ele suspirou e pegou uma lata de cerveja, bebendo-a até a metade, guardando o resto na geladeira.

Foi até o quarto, analisando a cama ainda bagunçada e o guarda-roupa revirado. Retirou uma tábua do piso de madeira, pegando o facão e o revólver .38, colocando na mochila encima da cama, junto com a sacola de remédios. Foi até cozinha pegando alguns alimentos e lançando-os na mochila. Pegou os livros do século 19 na estante e lançou na mochila.

— Só uma coisinha... — Sussurrou, entrando no quarto dos pais. Seu estomago revirou-se enquanto abria o fundo falso do armário de August Carter, pegando a metralhadora Colt M4; passando a tira por entre os ombros.

— Agora, é só esperar o caos completo. — e se lançou no sofá, dormindo com a mochila e a arma nos ombros.

☮☮☮

— Gustavo! — Fernanda exclamou, olhando para o irmão gêmeo, que sorria maliciosamente, com o celular da garota em sua mão. — Me devolve, seu paspalho!

— Você já teve xingamentos melhores, maninha.

— Ora seu filh...

— Não xingue a mamãe! — Gustavo disse, ainda com o celular dela no alto, Nanda tentava pegar, mas era mais baixa que o garoto, que estava com os braços para cima, o celular na mão.

— Me devolve! — Berrou, se lançando contra ele, que se desviou dela. — Olha aqui Gustavo eu não vou falar duas v-

Pararam. Um barulho infernal retumbou pela casa, obrigando ambos a tamparem os ouvidos. Olharam pela janela e viram um imenso cogumelo de bomba atômica enfeitando o céu, sendo acompanhado de uma imensa nuvem negra de fumaça; Nanda correu até a janela, seguida pelo irmão, ambos vendo a cena, sem perceber a falta de energia. Agarrou o celular, agora abaixado, e tentou ligar para o pai e a madrasta, mas o aparelho não ligava. Tentou duas vezes e nada. Acabou por desistir e continuar a contemplar o Cogumelo, mas excitada e nervosa demais para continuar.

— Onde está o papai e Olívia, Gustavo? — Questionou a garota para o irmão.

— Estavam trabalhando...

A porta foi aberta num estrondo e o pai e a madrasta dos dois entraram, ofegantes.

— Graças a Deus! Vocês estão bem. — Rodrigo, o pai, disse. — Estávamos preocupados por causa da explosão e tudo mais...

— Tudo bem. Estamos aliviados por estarem bem — Gustavo disse, olhando com o canto de olho para a janela, onde o Cogumelo ainda era visível — O que foi isso?

— O rádio disse que era uma erupção dupla, dois vulcões explodiram hoje! — Olívia exclamou.

— Vulcões? Mas o que isso tem a ver com esse Cogumelo Nuclear? — Fernanda questionou, mas para si do que para os outros, mas a madrasta a encarou séria.

— Os rádios não mentiriam para nós, mentiriam? — Olívia perguntou. — Agora, pirralha, vamos...

Ela foi interrompida pelo marido, que tossiu forte.

— Pai! Tudo bem? — Nanda falou.

— Tudo, só uma tosse. — Sorriu fraco. — Vamos ficar bem, eu tenho certeza.

Mas Fernanda franziu o cenho. Ela estava sentindo algo em seu estômago, uma sensação incessante.

Algo a dizia que aquilo era apenas o começo.

Notas finais
Gostaram?? Comentem!! Titã.