- QUE QUARTO PEQUENO PRA CARALHO À BEÇA! — Berra Alice inconformada com o cubiculo que tinhamos alugado. — AI MEU DEUS! UMA BARATA! MATA! MATA! MATA!

Como morro de medo de barata e como Rafa é alércio começamos a travar um pequeno duelo para ver que ia ficar na frente, enquanto isso Alice berrava tentando acertar aquele bicho nojento com chinelo.

Depois de muitas porradas e de uma inspeção minunciosa começamos a descutir por causa do espaço.

– EU FICO COM O SOFÁ, E PRONTO, ACABOU A BRIGA! E MEU E EU NÃO CEDO! — Rafa se joga no velho sofá vermelho, feito do couro sintético mais vagabundo que já vi, lenvantando poeira e o fazendo espirrar.

– Eu fico com o tapete... Se alguma coisa acontecer, pelo menos eu to perto do chão.

– Desde que você fique longe de mim, sua psicopata, pra mim tá bom! A cama é minha!

– E eu e a Bruna? Onde a gente se enfia?

– Eu vou dormir com a Alice!

– A cama é de solteiro!

– A gente se aperta, cabe as três, "vambora"!

– Eu não, vou pra banheira!

– Deixa de frescura! Deita logo com a gente!

– B-A-N-H-E-I-R-A! — Disse pausadamente.

– Que seja... — Disse Bruna por fim, se enfiando ao lado de Alice.

Me acomodei na banheira, que pareceia ser o lugar mais bem cuidado do quarto, fiquei ali por alguns minutos, até que Rafael apareceu na porta do banheiro me olhando com cara de assuatado.

– Posso dormir ai com você?

– Por que? Que que houve?

– Estou com medo!

– Nenhum E.T. vai achar a gente aqui não, maninho, pode ficar calmo.

– Não deles! A Carol e a Alice não param de roncar! E a Bruna dorme de olho aberto! Tá me dando nos nervos! Ela fica me encarando enquanto dorme! Deixa eu entrar ai?

– Entra, uai...

Nos ajeitamos na pequena banheira, ele para um lado e eu para o outro, antes de dormir consegui ouvir o ronco das duas, realmente assustava.