Invasão Extra-terrestre
15 Amanhecer no Puteiro Móvel
Notas iniciais
Estávamos todos espremidos na parte traseira do Puteiro Móvel, Rafa estava dormindo largado no sofá junto com Carol, Bruna estava dormindo sentada, recostada a porta, de olho aberto, como sempre, eu e Alice havíamos acabado de contar aos novatos o que havíamos passado.
– Deixa eu ver se entendi. A Carol matou um velho, vocês roubaram um Fusca, foram parar em um motel cujo dono se chamava Magro, e ele tentou comer a Bruna, a Anna e o Rafa dividiram uma banheira, no dia seguinte o Magro foi comido pelo E.T...
– Unh, safadinho ele, não foi com a Bruna foi com o E.T.
– Cala a boca, Fabrício! Continuando, vocês fugiram do motel em uma vã chamada Puteiro Móvel, a Bruna atropelou geral, a Alice caiu dura e...
– O chão deve ter tremido!
– Ah, isso é porque você é muito magro, né Fabrício?
– Ah minha filha, eu sou um gordo alegre!
– CALEM A BOCA OS DOIS! Continuando – disse Fillipi entre os dentes – vocês arrombaram uma casa, que foi invadida por um E.T. que tentou digerir a Anna e a Bruna, nisso a Alice desmaiou de novo e a Carol descobriu que os nossos monstrinhos são alérgicos a H2O, o Rafa quis vir no parque e a gente acabou se achando. Esqueci de algo?
– Sim! Que se o Fabrício continuar comendo desse jeito já, já a gente vai ter de assaltar outro mercado!
– Ah, eu to com fome, Anna.
– Mas para!
– Eu não! – Disse cuspindo Fandangos.
– Você me irrita! Vou dormi! – Disse me acomodando próxima ao banco do carona, estava tão cansada que dormi assim que fechei os olhos.
...
– AAAAH, SAI DE CIMA DE MIM! – Acordei com o berro de Rafael e a única coisa que vi foi uma Carol voando pro chão e caindo em cima de Alice.
– AIÊEEEE! – Disse ela quando foi acertada por Carol.
– Alice, que sorte que você estava ai embaixo!
– Tá, mas sai!
– Carol, ninguém te quer. – Digo sonolenta.
– Percebi já.
Levanto e vou acordar Bruna, pra que ela possa exercer seu cargo de motorista, e acabo ganhando mais uma porrada no nariz.
– Ai! – Digo assim que ela acorda.
– Que, que houve? – Ela pergunta, limpando o sangue que estava escorrendo.
– Que, que você acha?
– Te bati?
– Sim!
– Bem feito!
– Filha da puta! – Exclamo levantando, enquanto ela gargalha. Vou até Fillipi, e depois até Fabrício.
– Fáh, acorda. – Digo, passando a mão na cabeça dele. Nada.
Alice se aproxima, pega os braços dele e sacode. Nada. Ela então decide sacudir mais forte. Nada de novo.
– FABRÍCIO. – Ela chama alto e tem como resposta um ronco profundo.
– Caralho, ele não acorda! – Resmunga Fillipi se jogando em cima dele. Outro ronco.
– Gente, ele tá de sacanagem com vocês! – Diz Rafa.
– Tá não, ela tá dormindo mesmo! – Respondo a ele. – Desculpa, Fáh. – Digo o pegando pelo cabelo e batendo com a cabeça dele no chão da vã. Nada de novo. – Caraca...
– Ah, cansei. – Diz Bruna abrindo a porta automática da vã. – Coloca ele sentado aí, Fillipi.
– Que, que você vai fazer? – Pergunto, enquanto abro espaço para Fillipi levantá-lo.
– Isso. – Ela responde assim que Fillipi o larga e acelera. Fabrício cai para fora da vã.
– SUA MALUCA! – Berro.
– Que é? Pelo menos assim ele acorda. Vamos Fabrício, levanta aí e entra na vã. – Nada. – Não creio. – Diz ela descendo do Puteiro Móvel e contornando-o. – CARALHO, ELE AINDA NÃO ACORDOU!
Devo dizer, essa não foi a melhor ideia dela, até porque fizemos ela o por de volta no Puteiro Móvel sozinha, tadinha, mas isso não foi o pior, assim que ela o deita no sofá e se afasta ofegante o mesmo abre os olhos, senta e diz.
– Bom dia, pessoal? Por quê não me acordaram?
Fale com o autor