Invasão Extra-terrestre

19 Adeus, querido Puteiro Móvel


– FILHOS DE UMA PUTA GORDA! — Novamente acordada com berros, e novamente do Rafael... Que despertar harmonioso esse, não?

Levantei a cabeça e dei de cara com um escandaloso sentado no chão com as mãos na cabeça, só havíamos nós acordados, e quando me aproximei dele para ver o que há de ter ocorrido ele me taca uma folha de papel com uma escrita disforme.

– De Natal, entregamos esse presentinho para nossos novos amidos... Não, amigos, que letra! Eeer... Achei! Espero que não fiquem chateados conosco, mas o mais forte predomina sobre o mais fraco, deixamos aquelas armas d'água ridículas para trás, estavam ocupando muito espaço na vã. Feliz Natal, Marika e Cia. FILHOS DE DUAS PUTAS GORDAS! — Berro depois de terminar de ler, acordando o restante.

– Porra, Clara, xinga mais baixo! — Bruna briga comigo.

– Cala a boca ai, Bruna, to puta!

– Ai, grossa!

– Que houve? — Pergunta Alice antes que começássemos a discutir, nós duas de mau humor faz o inferno parecer um bom lugar para morar!

– ROUBARAM A NOSSA VÃ!

– OI? — Ela pergunta estufando as narinas.

– É! ROUBARAM O PUTEIRO MÓVEL, AQUELES QUENGOS AMALDIÇOADOS DO INFERNO! UM BANDO DE RECALCADOS NOJENTOS! AH EU VOU TER UM ADP! — Rafa histérico.

– Ah, um adp! — Ri Fabrício, levando uma moca da Bruna, que o olha feio, visivelmente estressada com a situação.

– COMO ASSIM ELES ROUBARAM A VÃ? — Alice pergunta, mais histérica ainda, de modo que sua voz foi sumindo até o fim da frase, fazendo "a vã" sair mais como um miado do que com palavras.

– Roubando! — Responde Fillipi, chutando um monte de feno com tanta força que o fez perder o equilíbrio e cair, foi bizarro, mas a única coisa que conseguimos exibir foi um risinho.

– Pelo menos as mulas deixaram as armas d'água... — Comento, dando uma para cada um.

– Eu disse que era uma boa a gente não contar a fraqueza dos E.T.s. — Carol se manifesta pela primeira vez.

– TO MUITO PUTA! — Berra Alice.

– Não adianta ficar puta, temos de ir antes que nos encontrem. — Digo por fim. Todos começam a se mexer, um bufando mais que o outro, nossa comida, nosso conforto, nosso CD do Avenged Sevenfold, se foram.

Tristes e abalados, saímos do celeiro desanimados, a única coisa que tínhamos era a mochila lotada de Fini de Rafael, que ele havia pego escondido de madrugada e, um céu, bem... Roxo!

Notas finais
Gente, tá quase no fim! Ideias para um bom final, sim? *-----*