Invasão Extra-terrestre
5 Meus deuses
Todos acordaram quebrados, com exceção de mim e de Rafael, que, incrivelmente, conseguimos dormir muito bem na banheira.
- Bom dia pessoal! Será que o mundo hoje para de acabar? — Pergunta Alice descabelada.
– Não viaja, Alice! — Diz Carol para ela, curta e grossa.
– Aí, que fome! — Reclama Bruna, ignorando a cara de taxo que Alice adquiriu depois do fora.
– "Bora" assaltar um mercado? — Digo, saindo do banheiro junto com Rafael.
– Vocês dormiram juntos na banheira? — Pergunta Alice, nos olhando com uma cara indecifrável.
– CLARO! Você e a Carol não paravam de roncar, e a Bruna dorme de olho aberto, ABERTO! Me deu nos nervos!
– Ah tá...
– Vamos! Todos se ajeitem e vamos embora dessa espelunca! Estou com fome!
Nos ajeitamos e saímos do quarto, deparando com uma cena nada legal, estava um caos, pessoas corriam, gritavam, Magro estava escondido atras da mesinha, e quando nos viu berrou.
– OLHA! PEGUEM ELES! ELES SÃO MAIS! PEGUEM ELES!
Nos olhamos assustados, e só nos mexemos depois que algo que parecia ser uma língua grande e preta caiu do teto, agarrando Magro e o puxando para cima, ele começou a berrar, e a última coisa que eu vi foi seu corpo sendo quebrado ao meio.
Corremos, e corremos, e corremos, até encontrar a saída de trás do motel, onde estava estacionada uma pequena vã, onde se lia "Puteiro Móvel".
– TODO MUNDO PRA DENTRO!
– QUE?
– AGORA! VOU LIGAR ESSE TROÇO!
Todos obedecemos, Bruna se jogou no banco do motorista, pegou algumas ferramentas que se encontravam de baixo do banco e começou a mexer nos fios, até que o carro ligou e ela pisou fundo no acelerador.
Aposto que ela nunca havia dirigido tão rápido em toda vida, dirigia como se estivesse em Velozes e Furiosos, desviando das pessoas e dos raios emitidos pelas naves, pessoas eram mortas ao nosso lado, tinham as cabeças arrancadas ou caiam e eram pisoteadas, olhei para trás e vi que os três estavam agarrados.
– Deus!Me proteja! Se tiver que levar alguém aqui, leve a Carol que matou o velho! Amém!
– Matei o velho e vou matar você também, Alice!
– NÃO OUSE ENCOSTAR UM DEDO SEQUER EM MIM, SUA PSICOPATA MALUCA!
– Clara, faz a Alice calar a boca!
– AI MEUS DEUSES! — Berrou Rafael — POSSÊIDON! RÁ! APOLO! CURUPIRA! BOI TATÁ! NOS SALVEM!
– Não esquece o Cosmo e a Wanda, Rafa... Agora, Alice, me escute! PARA DE BERRA POR QUE SE CONTINUAR QUEM VAI MATAR VOCÊ VAI SER EU, E NÃO A CAROL! TÁ OUVINDO?
– Tô! Mas tá todo mundo berrando! Por quê eu que tenho de calar a boca? Enfia a cabeça pra fora do vidro e manda o povo lá calar a boca, também!
– A SUA VOZ IRRITA! ALICE, ESTA ATRAPALHANDO A MINHA CONCENTRAÇÃO! EU VOU BATER ESSA MERDA DE VÃ E VAI TODO MUNDO MORRER, QUE TAL?
– ENTÃO BATE PORQUE EU VOU CONTINUAR GRITANDO! AAAAAAAH MEU DEUS ME ACUDA! ME SALVA! MEU DEUS! AAAAAAAAH O CARA PERDEU A CABEÇA AQUI DO LADO! BRUNA, MUDA DE PISTA, MUDA DE PISTA!
– BRUNA ELES ESTÃO DO NOSSO LADO! VAMOS SAIR DAQUI AGORA! — Berro vendo que Alice está certa.
Ela da um cavalo de pau, vira na contra mão e segue com toda, passando por cima de quem estivesse na frente, a pequena nave que estava fazendo toda aquela confuzão pareceu não perceber a nossa fuga, ou estava grata por atropelarmos tanta gente.
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