Notas iniciais
ANTES DE QUALQUER COISA: VALE RESSALTAR QUE ESSA HISTÓRIA É TOTALMENTE SEPARADA DO MUNDO DOS VINGADORES OU DE AOS. É UMA HISTÓRIA ORIGINAL EM UM MUNDO SEPARADO. Espero que gostem u.u

Olá! Me chamo Nathan e irei contar como que minha vida desandou de um dia para o outro. Era terça-feira, tinha escola. Acordo mais cedo, coloco uma camiseta do Batman e meu moletom do uniforme, era um azul marinho, já estava todo desbotado, era o terceiro ano de uso daquela coisa. Desço as escadas pra tomar café, dou de cara um uma mulher loura, alta e com o cabelo em um coque, conhecida também por minha mãe. Me sento na mesa e pergunto

— O que teremos pra café da manhã, mãe? – Olho pra ela com esperanças de serem waffles.

— Waffles, meu querido. Terça é dia de waffles, seu favorito. – Ela dá um sorriso e volta a cozinhar.

— Irei falar pra ela hoje. – Sorrio pra minha mãe – Que gosto dela, depois da aula.

— Tava na hora, hein filho? 18 anos e ainda não encontrou uma garota – Ela ri, me zombando.

— Hey! – Fico indignado mas depois dou uma risada abafada – Você tem razão, não tô indo muito bem.

Dez minutos depois, a comida estava pronta. Waffles, calda de chocolate, suco de maçã e pães, óbvio. Não éramos uma família rica, mas aquela semana minha mãe ganhara aumento. Meu pai? Nunca vi, fugiu um ano depois do meu nascimento e não voltou atrás. Eu era criado sozinho pela minha mãe, ela nunca mais havia conseguido se relacionar direito, acho que por minha culpa, já que eu acabava ocupando boa parte do seu tempo. Após finalizar meu café da manhã, me levanto e dou um beijo na minha mãe, me despedindo. Pego minha mochila, minha bicicleta e vou até a escola. Guardando minha bike eu a vejo. Hannah, eu amava tudo naquela garota, seu cabelo lindo, encaracolado e moreno, seus olhos castanhos claro, sua forma de se vestir, uma blusa branca, calça jeans e até mesmo a jaqueta de uniforme ficava melhor nela. Ela era simplesmente incrível, eu estava irremediavelmente apaixonado por aquela garota.

Ando em direção à escola, aquele dia estava sendo perfeito, uma aula de matemática, duas de física e também havia português. Sim, eu sou um CDF se é assim que você considera gostar de estudar matemática e física. O que eu posso fazer? São simplesmente as melhores matérias. Após bater o sinal do terceiro período, saio pelos corredores sem rumo, até esbarrar com a Hannah.

— Hey! Hannah, me desculpa, não foi minha intenção. Deixe eu te ajudar. – Então me abaixo pra pegar os livros que caíram.

— Não precisa se desculpar – Ela sorri – Foi minha culpa, eu estava distraída.

— Me desculpa por pedir desculpa. – Ela vira as costas, sorrindo pelas minhas várias desculpas – Hey! Você por um acaso gostaria de andar após a escola? Tenho algo importante pra lhe contar.

— Tudo bem. – Ela da de ombros – Nos vemos no final da aula – Ela se despede e vai pra sua classe.

Sigo pelo corredor, confiante, afinal ela tinha aceitado. Éramos bem amigos, sabe? Desde o fundamental, blá blá blá, como a maioria das histórias românticas. Eu esperava que terminasse como a maioria também, com aquele final clichê feliz, entende? Bom, o final clichê não me parece tão ruim. Continuei caminhando, minha aula tava vaga, pego o celular e começo a mexer nele, sem olhar muito por onde caminhava, até esbarrar num cara loiro, cabelo curto, olhos azuis e encorpado. Oliver, esse bastardo fazia parte do time de futebol americano e não largava do meu pé nunca, eu era o garoto inteligente e ele o descolado que tirava sarro de pessoas “nerds”. Digamos também que eu não era inteiramente CDF, era meio a meio, uma mistura de descolado com inteligentinho, então não abaixava a cabeça pra ele.

— Olha por onde anda, otário. – Ele me dá um empurrão

— Cara, não foi minha intenção. Vê você também por onde anda, não fui o único que esbarrou aqui. – Me abaixo e pego meu celular

— Fale assim comigo de novo e eu arranco essa sua língua.

— Tente a sorte. – Retruco e viro as costas, continuando a andar – Você não está com sua trupe pra te defender, meu bem! – Finalizo, já meio longe.

Era a verdade, ele só era o fortão quando seus amigos estavam perto. Eu o conhecia desde a sexta série, sempre foi o mesmo, zombava dos outros sem olhar as consequências. Na oitava série eu e ele tivemos uma briga, depois disso ele diminuiu a zombaria. Eu sempre era zoado de CDF, filhinho da mamãe e coisas do tipo, até que um dia eu não aguentei mais e revidei, obviamente não com palavras, mas sim com socos e chutes. Sinceramente, declaro um empate naquela briga, mas ele viu que eu não era qualquer um que iria ficar de boca fechada.

Já se passava das 11:20, o sinal para a saída tocava às 12:00, cada vez eu ficava mais nervoso, havia me preparado por duas semanas mas quando chegava mais perto parecia que mais despreparado eu estava. “Ah, queria ser o Batman, ele sim tem preparo”, eu penso enquanto ouvia a professora de português falar.

— Bom, já que estamos no final da aula, sei que não é certo mas o que vocês acham das ações do James Parker aqui em Nova York? — Começa ela, mudando de assunto totalmente.

Ah, esqueci de contar pra vocês! James Parker era um cientista e atual candidato que estudava as “adaptações” que os humanos estavam passando nessa década. Sim, estamos em constante evolução, e alguns nascidos em 2030 estavam desenvolvendo alguns poderes telepáticos. Eu sei que parece loucura, mas é isso mesmo. Alguns achavam o trabalho de James uma porcaria, já boa parte idolatrava o cara. Não pense que eu faço parte da maioria.

— Acho que ele é um sociopata que tá tentando explorar a capacidade dessa nova “espécie” de humanos – Sussurro eu, importunamente porque naquele exato momento todos haviam ficado em silêncio.

— O que te faz pensar nisso, Nathan? – A professora olha pra mim, meio surpresa.

— Cara, pensa comigo. Essas pessoas desenvolvem os poderes a partir dos 18, são poderes da mente. Como ele estuda isso? Explorando as pessoas, o que ele faz deve ser desumano, porque se não fosse era liberado ao público.

— Bom, você tem um argumento. Mas acho... – Nesse exato momento o sinal toca – Saiam com calma! Não corram!

Ótimo, descobri que minha professora favorita apoia um sociopata. Mas não me importava, era agora. Iria me encontrar com ela e dizer tudo que eu estava sentindo. Saio para fora da escola, tremendo um pouco e totalmente nervoso, vou até a grama e me sento esperando ela. Alguns minutos depois sinto uma mão tocar meu ombro, olho pra trás e lá estava ela, linda como sempre.

—Hey! – Digo eu, com um sorriso bobo estampado no rosto – Vamos andar por aquela trilha que sempre andamos, aí te falo o que tenho de falar.

— Pode ser – Ela me diz enquanto estende a mão pra me ajudar a levantar – Aliás, parabéns, seu espertão! Achou que eu ia esquecer do seu aniversário? 18 anos já!– Ela dá um sorriso e me abraça. Deus, como ela tinha o melhor abraço do mundo, um abraço forte mas que não machucava, o tempo perfeito entre curto e longo demais pra ser estranho. Eu já disse que amava tudo naquela garota? Então.

Partimos em direção a trilha, conversamos sobre os filmes novos que iriam sair. Um crossover entre Liga da Justiça e Vingadores, finalmente haviam anunciado esse filme. Ao chegarmos na trilha, eu começo a ficar totalmente nervoso, minhas mãos estavam suando e tremendo ao mesmo tempo.

— Hannah, eu tenho que te contar algo.

— Fale, Nathan. Estou ouvindo.

— Olha sei que vai parecer estranho, muito estranho. Nós somos amigos a um bom tempo, saímos e entramos em alguns relacionamentos que nos arrependemos, mas sempre estivemos juntos. – Dizia eu enquanto descia uma ladeira muito inclinada. – Então, eu estive pensando. Por muito tempo eu estive procurando uma garota ideal pra mim, mas e se essa garota... – Paro de falar ao olhar pra frente, eu via uma neblina roxa vindo em nossa direção – Que porra é essa? – Olho pra Hannah.

— Não sei, mas acho melhor a gente sair daqui. Vamos voltar. – Ela dá meia volta e corre por onde viemos.

Eu estava correndo atrás dela, mas a neblina estava cada vez mais perto. Estávamos quase chegando, só mais um pouco e estaríamos dentro da escola, porém ao dar um passo em falso eu tropeço e caio no chão, pro meu azar havia uma elevação bem onde eu iria cair e eu bato com a cabeça. Tudo fica escuro e eu sou engolido pela neblina.

Notas finais
Espero que tenham gostado dessa história! Irei escrever mais logo logo ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.