InuYasha Shin Sedai
2 Ayame confessa o que aconteceu
Notas iniciais
Kagome, abismada com a situação, finalmente percebe o que era aquela coisa branca que estava nos braços de Ayame, uma lágrima rola pelo seu rosto:
–Ayame- Fala sussurrando, sem força para dizer alto- O que aconteceu?
Eri vai correndo em direção a Ayame querendo ajudar, InuYasha vai também ele diz para Eri:
– Eri, chame o Suikotsu diga para ele vir aqui agora- Eri faz um gesto com a cabeça e entra em casa.
Kagome também entra, procurando alguma erva para curar os ferimentos e fazer alguma comida para ajudar o intestino, ela achou poucas ervas, iriam dar para fazer só um remédio, chamou o Souta:
– Souta, vá chamar a vovó Kaede, diga a ela que temos que curar uma ferida profunda e que ela traga várias ervas!- Souta sai correndo em direção à casa de Kaede, logo depois InuYasha e Suikotsu entram na casa carregando Ayame pelos braços.
Colocam ela em cima de uma cama e logo Kaede chega acompanhada de Rin, uma aprendiz de Kaede, já tinha uma idade bem avançada, 13 anos, ela era órfã, seus pais tinham morrido quando tinha sete anos, atacados por lobos, ela foi acolhida pelo meio irmão de InuYasha, Sesshoumaru um youkai que não demonstrava emoção por ninguém até Rin aparecer em sua vida. Sesshoumaru acha sua vida muito perigosa e não queria Rin sob nenhum perigo então a lhe deixou com Kaede, normalmente a cada mês ele vai até o vilarejo ver como Rin está e lhe traz algum presente.
Depois de algum tempo, quando já tinham cuidado de Ayame ela desperta com febre alta, pede para deixarem ela e Kagome sozinhas e atendem seu pedido.
–Ayame, quanto tempo! Soube que finalmente se casou com o Kouga! Mas... O que aconteceu?
–Kagome... -ela equilibra lágrimas em suas pálpebras- o Kouga...
–Calma, Ayame, conte com calma, não se precipite. Se quiser pode chorar.
Ayame chora muito por uns três minutos, então ela conta:
–Bom, ontem era o aniversário de sete anos de meu casamento com o Kouga, mas tivemos uma briga, pois ele estava saindo muito e nunca me dizia pra onde ia, voltava tarde, muito estranho, além disso, ele estava me pressionando porque queria ter filhos, mas...
“Eu não queria me precipitar, bom estávamos no meio dessa briga, quando um de seus colegas chegou, ele perguntou a Kouga se ele iria demorar muito e Kouga falou pra ele esperar mais um pouco fora da caverna, perguntei a ele aonde ele ia e ele não quis responder comecei a gritar com ele por nunca me contar pra onde ia. Então ele disse que não me aguentava mais e saiu correndo da caverna...”
–Calma Ayame, até ai parece uma briga normal de marido e mulher.
–Eu estava tentando dormir, mas não conseguia, só pensava na nossa briga, já deviam ser onze e meia quando eu ouvi passos na caverna, tinha de ser o Kouga, fingi que estava dormindo, mas ele não foi para a cama ele foi ao quarto do meu avô, ouvi um grunhido e fui correndo saber o que estava acontecendo, quando cheguei lá, Kouga segurava meu avô em um dos braços e com o outro segurava uma faca cravada no estomago dele, eu...
“Eu gritei, Kouga percebeu que eu estava ali, tirou a faca de dentro do corpo, o jogou ao meu lado e veio com a faca cheia de sangue em minha direção com olhos vermelhos cheios de alegria, a alegria de uma criança quando ganha um jogo...”
“Ele se jogou em cima de mim tentando me matar com aquela arma, ele conseguiu ferir minha perna quando a estiquei tentando lhe chutar em uma tentativa de fuga, mesmo me ferindo, minha perna o atingiu e ele foi jogado pra trás, agarrei o corpo de meu avô ainda vivo e saí correndo de meu lar.”
“Na floresta sentia Kouga a espreita, não sabia para onde ir, parei perto de um lago para ajudar meu avô, mas ele disse pra mim que não adiantava perder tempo tentando salva-lo, que ele iria morrer de qualquer maneira, mas pediu para que eu levasse sua pele com ele, disse a ele que ele vai sobreviver. Que eu iria achar um meio de ajudar, ele olhou pra mim com seus grandes olhos e diz que estava orgulhoso de mim... De sua pequena flor que desabrochou... Ele me chamava assim em meu treinamento, na época que eu não tinha ninguém além dele, fiquei em prantos, ele foi a única pessoa gentil em uma fase de minha vida ele era a minha família.”
–Ayame...
–Eu comecei a andar sem saber a direção de onde tinha fugido, pensava que a pele de meu querido avô, iria dificultar minha jornada, mas não ela não pesava nada, talvez o seu espirito tenha me ajudado...
“Bom eu avistei fumaça e fui em sua direção, mas Kouga apareceu de repente e me fez uma ferida na barriga, ele estava prestes a me matar, quando seus olhos tornaram a ser azuis ele olhou para mim assustada e como um remoinho foi embora, eu não entendi nada, mas não poderia voltar para minha casa, então me lembrei de você e InuYasha, eram minha salvação, então consegui chegar aqui depois de muitas horas de esforço....-Kagome fica quieta sem dizer uma palavra, fica encarando Ayame com seus olhos encantadores, ela olha dentro de seus olhos sem entender.
–Você deve me achar uma tonta!- exclama Ayame- Eu vou embora, mas obrigada por cuidar de mim...
Kagome coloca sua mão no ombro de Ayame que já se levantava para ir embora, está se vira para trás ofegante, com seus olhos cheios de lagrimas, Kagome a puxa e abraça com força, ela a abraça como abraça Sango, como uma grande amiga que está lá pro que der e vier.
Kagome percebia a gravidade do que tinha acontecido, o abraço tinha sentimento, ela sabia como Ayame devia estar se sentindo e a abraçou por isso e pelo que iria vir. Ayame não fazia ideia do que iria acontecer em seu futuro. Ela começa a parar de chorar, e, quando a última lágrima caiu, ela adormece profundamente.
Kagome a deixa dormindo na cama e conta a InuYasha, Kaede, Miroku e Sango (que tinham visto Ayame sendo socorrida e foram ajudar deixando de lado a briga), o que eles não sabiam era que quatro olhinhos curiosos os observavam atentamente e ouviam cada palavra com ouvidos de cão, Suikotsu e Eri ouviram tudo e queriam ajudar.
E neste exato momento, no outro lado da floresta, uma youkai jovem e bonita com roupas vermelhas e pretas anda por um campo cheio de flores, essa youkai se chama Kumiken Aka. Ela se depara com um lugar no meio desse campo, totalmente vermelho, anda até lá, está totalmente cheio de sangue, ela recolhe uma pétala vermelha, o sangue já está seco, ela lambe cuidadosamente o sangue, sorri sadicamente e anda em direção a um rio onde mergulha profundamente até achar o que procurava.
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