Introspectana
2 Saga 1 Capítulo 1 - O Grande Roubo de Memórias
Introspectana
Capítulo 1: O Grande Roubo de Memórias.
Uma fanfic baseada em “My Little Pony: Friendship is Magic”.
By Bolchen (Cláudio Y. H.).
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No dia seguinte ao ocorrido, Introspectana foi dar uma volta por Ponyville para encontrar aquele potro que ela “purificou”. Não demorou muito, visto que a cidade era pequena: Encontrou-o numa vendinha, daquelas simples barracas que vendem frutas e mantimentos. Estava fazendo compras junto a uma potra e uma potrinha, aparentemente sua esposa e filha. Ela sabia que o que ela estava fazendo era o correto, e fazia questão de falar a si mesma que estava no caminho certo.
Andando um pouco, novamente se esbarrou em algo, mas desta vez era uma adorável Pégaso com olhos curiosamente entortados. Da crina amarela e de seu corpo cinza-claro, carregando uma sacola cheia de cartas e correspondências.
-ÓH! Desculpa! Não queria te ferir!- Disse a potra dos olhos entortados.
-Tudo bem, minha pequena...-.
-Espera... Ah! Tenho uma carta pra você – Disse a égua cinza – Aqui! Está aqui!-.
-Obriga...-.
E aquela Pégaso voou ao longe, deixando aquela cascada dura dos olhos azuis no vácuo. Com a carta em cascos, notou que não havia remetente. Apenas abriu e começou a ler o bilhete:
-Sabemos o que você fez àquele pobre potro. Encontre-nos na torre do relógio de Ponyville agora mesmo. Estamos à sua espera-.
Introspectana, cautelosamente, tentou ler mais alguma coisa que pudesse estar incluída na carta, como letras miúdas ou dicas. Encontrou um aviso atrás, extremamente miúdo:
-Você é mais esperta do que pensamos-.
Tendo lido a carta, guardou-a consigo e seguiu até a Torre do Relógio de Ponyville. Caminhando, pode ir percebendo mais do cenário que era aquele lugar: Não havia mais tantas arvores como antes, mas ainda tinha algum verde ao redor. Percebeu que as folhas estavam muito secas, sinal de que não passaram por um inverno faz muito tempo. Provavelmente porque os pôneis estavam mais acostumados a ficarem correndo de carroça ou assistindo Televisões mágicas do que cuidar do que cuidavam.
Chegando perto da torre, notou que a mesma já estava bem deteriorada, assim como algumas casas abandonadas aos redores. Era uma região praticamente desértica, exceto por alguns pôneis mais pobres que realmente não tinham como morar nas regiões mais favorecidas de Ponyville.
Chegando à Torre, esperou por alguns minutos a chegada de algum pônei. Naquele momento, o sino toca, tocando o sinal da metade do dia andado. Entretanto, o sino estava muito mais alto que o de costume. O barulho estava estridente demais e, quando menos esperava, Introspectana desmaiou, tamanho era o barulho. Antes de desmaiar, percebeu que os sinos estavam cobertos de uma aura vermelha.
-Filhos da...-.
Desmaiou.
...
-Ei! Acorda, vadia!-.
...
-ACORDA!-
TAP!
Um pouco mais claro estava o ambiente, depois dos olhos que estavam fechados por horas. Acordando, percebia que estava em outro lugar, numa das casas típicas e quadradas de Ponyville, pelo concreto aparente na parede. Mais algumas tapas, ia lentamente figurando plenamente o nascer do obscuro porvir.
-Então, chefe. Ela parece que já está acordando-.
-Perfeito. Retire-se-.
Ao acordar, viu um grande garanhão saindo daquela sala. Notou que não havia uma única janela no quarto, tão claro e cheio de possibilidades como era aquele momento. A sua face estava coberta de olheiras e desbalanceadas piscadas, que tremulamente piscavam na horroriza de já logo ver tudo à sua volta. E via, não só a face própria de um espelho à sua frente, mas também a do outro garanhão, um pouco menor que o anterior, mas mais perceptível a sua aparência: Pônei terrestre, os seus olhos vermelhos combinavam com a crina roxa e a pele amarronzada, vestindo ao mesmo tempo um terno extremamente requintado.
Estava amarrada a uma cadeira, com uma mordaça em sua boca. Olhava para esquerda e direita rapidamente. Esquerda, direita, esquerda, direita...
Tap!
-Ei! Mula! Olha pra cá, vadia!-.
Ela então finalmente enxergou direito e confirmou o que havia percebido como o rosto seco e fajuto de tantos outros, mas ainda mais profundo em comparação com o potro que já purificara. Esse era o olhar que sorria e batia não como uma bola ou tapa, mas batia pelo olhar e, a cada secada grande de seus olhos, que tremiam jorrando tanto vermelho-sangue como uma serra elétrica em molho de macarrão, imediatamente torturava Introspectana com um grito interior. Tudo apenas na olhada. Finalmente, depois de toda imagem borrada, era possível ver a Cutie Mark do potro: O símbolo de uma lombada.
-Que foi? Tá com medinho?- Respondia, ainda sorrindo — Sabia: Essas éguas de hoje são tudo fracas. Não é a toa que a Princesa do Sol e a Princesa da Lua saíram do poder faz tanto tempo-.
Andando mais um pouco pela sala, desleixado, em repente retornou o seu olhar para a Unicórnio, em olhos arregalados.
-Eu sou Rich Way, mas pode também me chamar apenas de Rich. Como pode ver, você está amarrada e amordaçada e não creio eu que tenhamos de te submeter a métodos terríveis de tortura, já que obviamente, esperta como é, talvez saiba que o melhor caminho é seguir as minhas ordens- Disse, virando de costas para a pônei branca.
No mesmo instante, revirou e voltou a cara para bem perto da Introspectana, a assustando um pouco.
-MAS HÁ UM PORÉM! Também creio que você não poderia ter feito aquilo àquele pônei sem algum tipo de magia misteriosa. Os seus cascos e chifres com certeza devem ter algo diferente... — Afirmou, começando a encostar os seu casco no chifre dela – Algo muito além do que eu mesmo posso compreender, mas que pode me ser útil. Agora, já que você pode escutar tudo, quero saber o que você acha de trabalhar pra mim-.
Então, Rich imediatamente orientou o mesmo casco que acariciou o chifre para, então, arrancar a mordaça e permitir a expressão da pônei de olhos azuis. Tonta e abatida, sufocadamente perguntou, ofegante:
-O que você quer, afinal?-.
-Hum! Que pônei obediente. Gostei... – Afirmou, voltando-se diretamente para a Introspectana – Mas tudo o que eu quero é tão simples quanto será te soltar e depois de realizar essa tarefa, te deixar livre-.
-E se eu não quiser trabalhar pra você?-.
-Bom... Existem amigos de meus amigos que conhecem outros amigos que podem e muito bem cuidar de você... Você sabe, a amizade é mágica, não? Podem mover tantos pensamentos, tantas ideias... Mas, principalmente, ações. E creio que você não gostaria de saber que ações seriam essas que a amizade que eu tenho pode mover... -.
Um pouco pensativa, voltou à cabeça para baixo e, em poucos instantes, voltou para cima de novo, suspirando.
-Tudo bem... O que você deseja?- Disse, olhando de forma séria para Rich.
-Bom... O que eu quero é muito simples de você fazer: Você possui esse tal poder esquisito de deixar as pessoas com cara de idiotas e depois deixa-las inconscientes... -.
-Certo... E o que mais?-.
-Então, o que quero que você faça por mim é: Faça alguns guardas daquele banco velho do Centro de Ponyville ficarem tão idiotas e inconscientes como ficou aquele potro que você macumbou-.
-... É só?-.
-Claro que não! Até porque não iremos ao banco para roubar os Bits que há lá-.
-Então... O que vocês roubarã...-.
-ROUBAREMOS POTRINHOS E POTRINHAS!-.
Estranhando, Introspectana começou a olhar com certa dúvida para aquele pônei sorridente e, redobrando o olhar, voltou de novo e perguntou.
-Como assim? Roubar potrinhos e potrinhas?-.
-Veja bem: Minhas Amizades também precisam da minha ajuda, acima de tudo. E eles meio que precisam que esses filhotes estejam preparados para o futuro, se é que me entende. E o futuro precisa de jovens fortes e saudáveis, mas principalmente, obedientes. Então, o que quero é que você não só deixe idiotas os guardas, como também esses potrinhos. E depois, você estará liberada. Simples assim-.
-... Por que esses filhotes estariam no banco?-.
-Você sabe... Esse sistema educacional inútil ainda prega essas coisas alienadoras de “ensinar aos pequenos como viver em sociedade e alegria”. E desta vez, estão indo pro banco-.
-Então... Pode me soltar agora e vamos fazer logo isso?-.
-Está bem-.
Assim que soltou as cordas amarradas, Introspectana deu uma espreguiçada e começou a acompanhar Rich entre os corredores daquela casa. Aos poucos, ela notava que era uma mansão, uma enorme mansão cheia de detalhes em concreto e pedra. O chão de mármore e as pilastras em marfim contrastavam com algumas plantas e flores vermelhas que enfeitavam os cantos.
-Impressionante, huh? Fui eu mesmo que planejei a decoração-.
-É... Impressionante...- Disse, indiferentemente.
Passando pelo Hall principal e finalmente chegando ao jardim, notava-se que os veículos eram, de fato, carroças motorizadas com motores elétricos. Pelo poder aquisitivo aparente, eram bem melhor acabados do que a velha carroça da Introspectana: Eram de ferro e aço, com um desenho fluído e agressivo, sem curvas grandes e apenas bordas levemente arredondadas. Seriamente, Rich recitou o plano.
-Bom, o plano é o seguinte: Você primeiro irá à frente e entrará normalmente no banco. Nós iremos apenas estacionar na frente do banco após o seu sinal. Para esse sinal, simplesmente lance uma faísca de magia para fora do banco. Então, imediatamente iremos estacionar na frente do banco e render o resto dos guardas. E finalmente, idiotize as crianças-.
-Certo...-.
Já em cima da carroça, partira finalmente de encontro com o banco de Ponyville. Estranhamente, era um dos poucos monumentos daquele lugar que ainda mantinha as velhas riquezas arquitetônicas das eras passadas. E de fato: Em seu portão, entrava diversos potrinhos e potrinhas a mando de uma professora de olhos roxos extremamente delicados. Sendo uma pônei terrestre, a sua crina branca e ondulada contrastava com a pele cinza-fumaça. A sua marca registrada: Uma pomba branca segurando uma lâmpada.
Com um de seus cascos, ela levantava e todos os pequenos obedeciam e se calavam quando pronunciava. Sorridente, pronunciava uma faísca diferenciada.
-Tudo bem, meus pequenos pôneis! Agora que contei todos vocês agora podemos nos juntar e vamos conhecer como funciona um banco!-.
-YAY!- Gritou os filhotes.
Estacionando em frente ao banco, logo então desceu da carroça e caminhou lentamente até dentro do Banco. Não levantou suspeita alguma dos guardas e simplesmente foi caminhando, se misturou entre os milhares de potros de diversos tamanhos e idades que lotavam o local. A felicidade dos filhotes era o contraste necessário em relação aos maiores. Esses grandes potros guardando, guardas das memórias que se resumem em Bits. Dinheiro valia mais que as sensações.
Mais do que dinheiro, era os filhotes prontos para deixarem, um dia, as suas lembranças também naquele lugar. O frio, concreto vazio e antigo de um banco. As memórias, os lamentos e os sorrisos seriam sempre simplificados e comprimidos em pequenas moedas douradas de valor monetário Um. E cada Guarda sabia disso muito bem: Eles já foram filhotes um dia, tal como aqueles. A diferença é que a pele ressecada e suas crinas crespas e quebradiças quebravam mais os seus interiores, com os cacos dos fios de suas crinas quebradas, do que um banco mesmo e seu concreto rachado vir a seca-los pela tangente.
Os potros, no final, ficariam tão secos e quebradiços como as peles dos garanhões, com as flores do pequeno vaso ao fundo de cada recepção do banco não secando e nem florescendo: Sempre a nascer tardio, sem flor e sem cheiro, mas com vida, ainda sim.
Os quebradiços momentos se estendiam à própria Introspectana: Ela via um pônei ou outro se quebrando por dentro. Falta do próprio estado de alma. O próprio Estado de si mesmo. Tinha certeza absoluta de que aquelas larvas sugando a pele etérea de cada pônei não sugavam apenas umas fezes ou sangue: Sugava o álcool interior, a extravasada anterior. Essas larvas, ela via como cheias de gosmas e fedorentas, mas, acima de tudo, extremamente arrogantes e egoístas. O problema não era esse, como ela dizia. Era simples: Essas larvas eram os próprios pôneis.
Já tendo se localizado dentro do banco, ela então começava a atacar: Olhou diretamente a vários guardas ao mesmo tempo. Com a aura do seu chifre, levantou todos em sincronia com os seus cascos e, com um sorriso malicioso, se deliciava com as auras aos poucos saindo de cada um desses pôneis. Praticamente todos os guardas já estavam com os olhos arregalados e sem movimentos.
Agora ela não estava mais com o aspecto sereno de antes: Seus olhos estavam extremamente abertos e as pupilas dilatadas, o sorriso sádico e sua crina flutuando. E, principalmente, estava flutuando.
-Que delícia... QUE DELÍCIA! NUNCA PENSEI QUE HOUVESSE TANTA MALDADE DENTRO DE VOCÊS-.
Os pequenos potrinhos logo começavam a se debruçar com diversas estaladas e abatidas dos cascos ao chão, com a professora rapidamente tentando acalmar e defende-los com cascos e dentes.
Então, descontroladamente, a Unicórnio branca se revirou diretamente às crianças e à professora. Temendo o pior para elas, ela se postulou em frente aos pequenos e encarou Introspectana.
-NÃO! Não faça isso com esses filhotes! Faça em mim em vez deles!-.
-COM MUITO PRAZER!-.
Então, a Unicórnio lançou a sua aura branca diretamente contra a égua terrestre, mas com os cascos em frente se defendendo por instinto, estranhamente nada lhe aconteceu e continuava consciente. Perplexa, Introspectana parou para analisar e percebeu...
-Droga! Precipitei-me: Você não possui maldade alguma. Assim fica difícil me alimentar, hein?!- Afirmou, coçando o casco na lateral do rosto, aliviada e constrangida.
-O... O que disse?- Pronunciou a professora, ainda assustada.
Então, ela lembrou o combinado com o Rich e, então, rapidamente lançou uma faísca branca em direção ao portão principal do banco, o que imediatamente fez, em apenas poucos segundos, já aparecerem milhares de carroças do Rich Way e de seus empregados. Todos esses pôneis estavam segurando diversas armas diferentes, não exatamente armas do nosso mundo: Eram amplificadores de magia e coices. Basicamente, eram pequenos anéis presos em cada casco ou chifre, que amplificavam o poder de cada um desses membros utilizando a própria magia natural que havia em cada pônei.
Os pôneis terrestres, naturalmente, se postulavam numa posição para dar um coice, estando seguidamente em frente aos unicórnios, que com os chifres apontavam diretamente aos filhotes. Os pegasos, com suas asas, seguravam diversas bestas com flechas eletrizadas.
-Bom trabalho, minha adorável potra. Agora que controlamos tudo, está na hora de deixar-nos matar esses pequenos pôneis- Afirmou, sorrindo e olhando de baixo para cima.
-Que... ESPERA! Como assim?! Que merda de combinado foi esse?!- Perguntou a unicórnio, indignada.
-Ora! Acha mesmo que o mando dos meus amigos foi deixar esses pôneis retardados? E acha mesmo que não vimos a sua ceninha com uma grande falha épica? E agora? Fará o que diante de todo o meu poder bélico?-.
-E por que matar essas crias?!-.
-Simples: Os meus amigos me pediram. Nada além disso-.
-Esses seus amigos...-.
Então, a unicórnio novamente retornou a um estado de espírito diferente, mas parecido com o anterior sádico: Agora, sem o sorriso sádico, simplesmente estava flutuando junto com Rich Way, que estava desesperado tentando sair da aura que ela formou.
-Ei! Me deixa no chão! O que pensa que está fazendo?!-.
Então, ela novamente a sugar a maldade que havia de dentro dele e só nesse momento, ela deu um pequeno sorrisinho no ladinho do rosto. Percebeu que, então, logo os empregados do pônei vermelho começavam a marchar ao ataque e, rapidamente, ela foi em direção e os atacou, dando coices nos pôneis terrestres enquanto desarmava todas as bestas. Os Unicórnios, desesperados, atiravam várias rajadas de magia contra aquela potra, mas ela formava vários escudos que retornavam a magia de volta a eles, derrotando-os no exato momento e deixava-os inconscientes.
Após cada coice em cada pônei terrestre, ela se revirou e deparou com um pegaso que apontava uma besta em sua testa. Com o chifre, bateu na besta, quebrando-a em pedaços e o pegaso, caído, rapidamente também começou a ter seus olhos esbugalhados. Por todo lado, com tantos garanhões caídos, rapidamente começavam a levitar, todos cedendo, mais uma vez, diversas auras mágicas à Introspectana. Em poucos segundos, todos eles, um a um caíam ao chão.
Após o ultimo pônei caído, ela então finalmente pousou levemente ao chão e sua face voltava ao normal. Olhando para trás, via todos os filhotes e a professora horrorizados pelo ocorrido.
-Muito... Obrigad...- Agradecia a professora.
-Não... Infelizmente, guarde isso para si mesma-, Disse, em face neutra e olhando para baixo.
-Hã... Como assim?- Mudava o tom e o rosto da professora, em estranheza cara.
-Sabe... Atualmente, o destino é uma coisa que pode tornar um acontecimento algo X ou algo Y, independente de vir a ser algo bom ou ruim...-.
-Não estou entendendo... DESEMBUCHA!- Gritou a professora.
-O destino, na verdade, tinha por objetivo vir a querer a morte de todos vocês. Ele está conversando comigo, mas nesse momento ele exige que todas essas pequenas e inocentes crias... Morram-.
-NÃO! COMO ASSIM?! O QUE ESTÁ DIZENDO?!- Desesperava.
-Sinto muito... É o destino...-.
Então, no mesmo instante, ela novamente flutuava e, desta vez, as crias começavam a flutuar junto. Estranhamente, estavam calmas. Não estavam com o mesmo medo de antes e até se sentiam muito bem. Era a certeza de outra passagem. E da passagem, suas memórias, não só memórias, mas os corpos deixados ao banco. O dinheiro já não valia nada, nem conta bancária nem conta corrente: A transição estava completa e a transferência estava paga. A conta econômica estava se movendo como se movia tanto e tantas vezes transitavam.
E então as crias, não mais naquela conta bancária, pousavam levemente ao chão. Todas mortas. A professora, todo esse tempo apenas olhando incrédula, postulou finalmente a cair em prantos.
-Por favor, Flowerness! Acorde!- Suplicava desesperada a professora – Você também, Voltz!-.
-Sinto muito... O destino quis assim, é o destino que manda- Dizia, em face continuamente neutra.
-Car Bucks... Lilly Golf... Info News... Calina... Lina... Santuum...-.
Então, Introspectana se voltou em direção à saída, notando que diversas carroças pretas e brancas estavam estacionando em frente ao banco. Eram os guardas reais de Canterlot, enviados especialmente pelo Governo Republicano de Equestria.
-Muito bem! Aqui é a Guarda Pacificadora da República de Equestria! Não iremos atacar se vocês se renderem pacificamente!-.
Então, ela voltou o seu olhar para a professora triste, que continuava a recitar o nome de cada aluno perdido, com lágrimas caindo em cada coração de cada um dos cadáveres. Com a face um pouco mais entristecida, a unicórnio chegou mais perto da terrena e suplicou:
-Por favor... Temos de ir. Eles não irão entender a situação e irão te indiciar como a culpada por isso tudo-.
-Que! Como?! Como você sabe disso? Aliás, se já não bastasse ter assassinado os meus alunos...- Gritava, desesperada e chorando.
-Não temos tempo. Vem!-.
Então, ao invés de pegar pelos cascos ou pelo focinho, simplesmente a unicórnio levantou a força a pônei terrestre com magia. E então, correu diretamente ao portão de madeira que separava a recepção e o saguão, dando um coice que rapidamente derrubou a porta. E correu em direção à saída de emergência, vagando por diversas divisas de várias casas e prédios de Ponyville, carregando consigo uma égua triste e melancólica.
-Sunchine Beam... Loop Sample...-.
Fim do capítulo 1.
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