Intrigas, Provocações E... Amor?
32 Loucuras num quarto de hospital
Notas iniciais
" – Bill... — O imitei, fazendo ele rir — Chega de paranóia... Vamos aproveitar um pouquinho... Então, o que me diz? — A malícia era nítida no meu tom de voz, e o nervosismo era nítido em seus olhos, mas também havia muito desejo da parte dele, e sabia que era só uma questão de paciência para fazer ele se render. "
- É sério amor... Não quero que se machuque por minha causa. E do jeito que você é...
- Como assim, "do jeito que eu sou"? O que está insinuando?
- Você é muito... — Corou um pouco — Intensa nas coisas que faz, me entende?
- Entendo sim... E isso que é legal, e você também gosta, que eu sei!
- Mas é claro que eu gosto... Só que eu não quero atrapalhar a sua recuperação, isso vai exigir muito de você... — Fez uns gestos estranhos, que me fizeram rir na hora.
- Não adianta, Bill... Você não vai sair daqui enquanto não me dar o que eu quero...
- Por que você é assim, hein? — Nessa hora eu sorri, pois sabia que quando ele fazia essa pergunta, significava que ele finalmente se renderia.
Na verdade, eu não estava provocando ele, apenas queria deixá-lo confiante, sem preocupação alguma. Apesar de ainda estar me recuperando, já me sentia pronta para me entregar mais uma vez.
- Só hoje amor... Por favor... — Usei minha última arma infalível, minha carinha de coitadinha, que sempre tirava ele do sério.
- Não acredito que estou fazendo isso... - Sorriu e começou a beijar meu pescoço. — Mais algum pedido?
- Não, só vai com calma hoje...
- Quanto a isso, não se preocupe, mas... E se alguém vier aqui?
- Ninguém vai vir, Bill... Disse para os médicos que queria conversar umas coisas sérias com você, e que pedi para que só viessem aqui quando eu pedisse.
- Como você consegue ser tão maluca? Sua insanidade as vezes me assusta, sabia?
- Você ainda não viu nada, pode apostar...
Ele sorriu, mas ficou imóvel, e fiquei sem entender nada.
- O que foi?
- Como vamos fazer isso? Acho que essa cama não aguenta o nosso peso...
- E quem te falou que vai ser na cama?
- Então, onde vai ser? — Dava pra perceber que à cada frase que eu dizia, ele ficava cada vez mais assustado, a voz dele entregava isso facilmente.
- Está vendo aquilo? — Apontei para um colchão que estava num cantinho bem escondido. — Me leva até lá, e antes que você diga algo... Não, eu não sou de vidro, então não tenha medo.
Apesar do medo e do receio de me machucar, ele cuidadosamente me levou até o colchão, e me cobriu de beijos enquanto me deitava lentamente.
- Tem certeza de que é isso mesmo o que quer?
- Eu nunca teria dúvidas de me entregar pra você...
Ele sorriu um pouco abobado e logo começou a me cobrir de beijos novamente, e ele já sabia que aquele era um dos meus pontos fracos. Para facilitar um pouco, eu estava usando um vestido, afinal praticidade e agilidade nessas horas sempre é bom.
- Já vou avisando, apenas levante o vestido, não o jogue longe. - Sorri — Fica mais fácil pra arrumar depois, se alguém resolver aparecer por aqui.
Ele assentiu e continuamos, mas claro, começando sempre com aquele jogo de sedução. Enquanto eu arranhava violentamente suas costas, ele me enlouquecia enquanto apertava levemente minhas coxas.
- Dessa vez, tem que ser um pouco mais rápido, tá? - Ele assentiu, e logo suas mãos começaram a passear por baixo do meu vestido, me arrancando alguns gemidos baixinhos, que por mais que eu quisesse esconder, eram inevitáveis. Podia sentir a luxúria percorrer pelo meu corpo, seguindo o ritmo de suas mãos, e a cada toque que meu corpo recebia fazia com que eu ficasse cada vez mais sedenta de desejo.
- Adoro quando você me toca desse jeito... — Por mais que eu tentasse me controlar, minha voz saía como um gemido.
- Eu sei... E eu adoro te ver assim, sorrindo desse jeito, tão pervertida... — A última palavra saiu num sussurro, enquanto sua língua e seu piercing passeavam pelo meu pescoço, me arrancando mais gemidos.
Logo senti minha calcinha sendo tirada delicadamente, e pude ver um sorriso cheio de malícia brotar em seus lábios. Lentamente fui tirando sua cueca, e sorri maliciosamente de volta.
- Tem certeza que eu posso?
- Absoluta, Bill... Mas como eu já disse antes, vá com calma...
Ele sorriu e foi abrindo minhas pernas lentamente, e foi se aproximando cada vez mais. Nossos corpos se uniram, e depois de tanto tempo, finalmente consegui senti-lo dentro de mim. Era uma sensação única, e a cada vez que fazíamos amor, ele me surpreendia e por algum motivo, eu sempre tinha as mesmas sensações que tive na nossa primeira noite.
Ele entrava e saía de mim lentamente, como na nossa primeira vez, a diferença é que não teria aquela violência em seguida, pois nós dois sabíamos que poderia causar algum problema futuramente. Eu o puxava para mais perto, pedindo mais, e ele acelerava o ritmo, mas ainda sim tendo muita cautela. Em um certo momento, ele suavemente puxou meu cabelo, me deixando mais louca ainda. Não consegui mais evitar o desejo depois disso, e por mais que não quisesse fazer barulho, acabei gemendo bem baixinho perto de seu ouvido.
- Não faz isso, amor... Sabe que me deixa mais louco ainda, né? – A malícia que ele carregava junto com seu sorriso só me deixava mais maluca ainda.
- Não dá pra evitar, Bill... Você me deixa sem controle algum.
Ele sorriu, e continuamos com nossa sessão de prazer. Ele dava leves mordidas na minha orelha, enquanto apertava minhas coxas, e intensificava o ritmo das estocadas. Foi quando me senti vazia outra vez, e vi que ele estava chegando ao seu limite.
- Corre pro banheiro, Bill... Agora!
Nem terminei de falar, e ele saiu correndo, o que me fez rir bastante. Arrumei o vestido e vesti minha calcinha, depois fiquei esperando ele voltar, e uns cinco minutos depois, ele voltou também já vestido.
- Agora vou colocar minha bonequinha na cama... – Sorrimos e com o mesmo cuidado de sempre, Bill me levou para a cama e me cobriu com o lençol, do mesmo jeito que estava antes, destrancou a porta e ficou me mimando por mais um tempinho.
Uns dez minutos depois, ouvi batidas na porta, e já sabia quem era.
- Srta Fenty,precisa tomar os remédios... – Era Dominique, uma das enfermeiras que se tornou uma das minhas melhores amigas. Foi ela quem me deu a notícia da perda da Alice, e que ficou comigo até eu me acalmar.
- Pode entrar, Nicky...
Ela entrou com um sorriso no rosto, e cumprimentou Bill, que também se tornou amigo dela.
- Bill, seja sincero... Ela se comportou bem?
- Sim, muito bem... Ela é uma boa menina... – Bill sorriu, mas se segurava pra não rir, e eu também.
Nicky sorriu e me deu um antibiótico, para o meu alívio, eu só tomaria aquilo por mais uma semana. Depois que ela saiu do quarto, fiquei olhando pra ele com a mesma cara de boba alegre de sempre.
- Muito obrigada por hoje, Bill... Você pode achar isso uma loucura, mas eu realmente precisava te sentir de novo...
- Eu sei amor... – Ele sorriu, e acariciou meu rosto – Mas não me apronta uma dessas de novo, tá?
Assenti e sorri, e ele me beijou, de um jeito um pouco ardente. Começamos a nos provocar outra vez, sem perceber, mas logo paramos.
- Chega por hoje, né? Já fizemos loucuras demais por hoje...
- É... Já vou avisando que vou te surpreender mais algumas vezes...
- Mas você já me surpreende a cada dia... E é isso que me deixa cada vez mais apaixonado por você...
Tava demorando pra ele me aprontar uma dessas, e lá estava eu, vermelhinha como uma maçã.
- Mas já, Bill? Não cansa de me deixar assim?
- Não... Você fica tão linda com vergonha... Eu não resisto.
Sorri, e ficamos o resto do dia juntos, conversando e trocando beijos. Nunca me senti tão realizada como naquele dia, e percebi que por mais insano que fosse, eu faria qualquer coisa por ele. O amor e o desejo aprontam cada uma com a gente, não é mesmo?
Notas finais
- Sou um pouco desatrada pra descrever as cenas hots... Deu pra perceber, né?
- Obrigada meesmo pela paciência de esperar os capítulos ficarem prontos, desculpem pela demora... =(
Até o próximo capítulo!
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