Intrigas, Provocações E... Amor?

23 Uma surpresa um pouco desesperadora...


Notas iniciais
Como eu sou muuuito apressada, já se passou dois meses desde aquele dia e olha... Já tem um surpresa!

Rihanna pdv

Dois meses se passaram, e ainda era doloroso ficar longe dos meus amores. Depois de alguns shows, tive um período para descansar, e eu realmente precisava. Nas últimas duas semanas, tive muita indisposição e tonturas, e isso me fez cancelar o último show que eu faria em Praga. Fiquei mais triste porque nesse show eu cantaria junto com a Katy. Enquanto me recuperava da minha última tontura, meu celular tocou. Era a própria Katy.

- Oi Katy... Desculpa miga, mas não vou poder ir ao festival...

- Mas eu também não vou... Por isso eu tô te ligando...

- O que aconteceu?

- É que eu ando um pouco indisposta e estou tendo muitas tonturas... Queria saber se você pode ir ao médico comigo...

Estranhei aquilo tudo, estávamos com os mesmos sintomas... Se bem que ultimamente, estamos nos esforçando muito nos nossos shows, aí o corpo não agüenta.

- Posso sim, também estou do mesmo jeito. Só ontem eu tive umas 3 tonturas. Podemos ir juntas...

- Poxa, miga... Muito estranho. Enfim, pode ser amanhã?

- Pode sim. Logo cedo?

- Pode ser. Eu passo aí no hotel as 8, ok?

- Ok, até logo Katy!

- Até logo...

Fiquei na cama o dia todo, e como se já não bastasse as tonturas, não consegui comer quase nada, pois passei o dia todo enjoada. Fiquei conversando com Bill por umas 2 horas no telefone e claro, ele ficou preocupadíssimo quando contei pra ele dos meus problemas.

A noite não foi muito agradável, um pouco pior do que eu já previa. Além da dor de cabeça insuportável, vomitei umas 4 vezes, estava numa completa agonia. Até pensei em tomar alguns remédios, mas queria ter os remédios certos, para não parar no hospital.

Depois de quase não dormir, já estava tomando um relaxante banho às 7 da manhã. Pensei um pouco na vida, e estava muito preocupada com minha saúde. No horário previsto, Katy chegou ao quarto em silêncio, e deu pra perceber que ela não estava legal.

- Ai RiRi, tô muito enjoada...

- Eu também...

De repente, senti outra tontura, e só não caí no chão porque Katy estava por perto e me segurou.

- Nossa, tá ruim mesmo hein, miga... Vamos logo pra lá.

O hospital era um pouco longe, e enquanto não chegávamos lá, ficamos conversando sobre os nossos gêmeos preferidos.

- Awwwn... como o Tom é um fofo... Nunca pensei que ele fosse assim. Você é uma mulher de sorte, pode acreditar!

- Nem eu acreditei quando ele disse aquelas palavras tão lindas pra mim, sabe? Mas também, com o irmão que tem, né?

- O Bill é um fofo mesmo... Nunca gostei de caras fofos, mas ele é diferente... É uma fofura avassaladora.

- Fofura avassaladora, Robyn? Como é isso?

Odeio ter que explicar as coisas que não tem explicação.

- Bem, muita fofura me enjoa e você sabe disso... Só que ele é diferente... As fofuras dele me deixam mais e mais sedenta de desejo por ele, parece que quanto mais coisas fofas ele diz ou faz, mais louca eu fico, sabe?

- Sei sim... Esses aí são os melhores, Tom também é assim, só que mais fogoso...

Sério Katy? Como se eu já não conhecesse a peça.

- Ai ai ai — Minha dor de cabeça voltou, um pouco mais forte que o normal — Motorista... Vai demorar muito pra gente chegar no médico?

- Um pouco, Srta Fenty... O trânsito está terrível hoje, desculpe.

Ah, que ótimo! Justo hoje que estou em tremenda agonia, esse maldito trânsito só piora as coisas... Droga!

- Robyn, há quanto tempo você tá assim?

- Umas duas semanas, mas isso piorou nos últimos três dias... E você?

- A mesma coisa... Até nisso a gente combina! Estranho, não?

- É... Acho que vou pegar mais leve com os shows, isso tá acabando comigo...

- Somos duas então... Outra coisa que é estranha que percebi, é que estou comendo mais que o normal. Será que isso tem algo a ver com essas coisas que estou tendo agora?

- Talvez, porque eu também estou comendo pra caramba...

Era engraçado que estávamos com o mesmo problema, mesmo com rotinas diferentes. Aquilo me intrigava e me assustava, precisava saber o que havia de errado. E eu que sou muito "otimista", já esperava pelo pior. Mas estava mais preocupada com Katy, ela sempre foi mais cuidadosa com a saúde do que eu.

Depois de meia hora, chegamos ao hospital. Havia pouca gente, e os funcionários nos atenderam super bem. Depois de uma breve conversa com o pessoal, cada uma foi para uma sala, e os exames começaram. Tinha tanta coisa, que já estava ficando tonta. Perguntaram o que eu comi no dia anterior, se eu dormia direito... Perguntaram até sobre a minha vida sexual! Bem, umas duas horas depois de ser quase virada ao avesso, fui liberada e enquanto esperava os exames ficarem prontos, resolvi dar uma volta com Katy, que já me esperava na sala de espera.

- E aí, o que você tem, Katy?

- Não sei, os exames ainda não estão prontos...

- Ah, então vamos pegar os resultados juntas! Mas vamos passear um pouco?

- Só se for agora! — Chamar Katy para um passeio, é como oferecer um bife suculento para um cachorro. Irrecusável!

Ficamos umas duas horas passeando, brincando e tirando fotos com nossos fãs. Até que uma leve vertigem me fez lembrar que tínhamos de voltar ao médico e buscar os exames.

Entramos numa salinha e encontramos um médico todo sorridente. Não é pra menos, duas garotas lindas e maravilhosas ali... (ok, parei)

- Bom dia, meninas! Como estão se sentindo? - Gostei dele, era bem educado e prestativo.

- Estou muito enjoada e... — Katy nem terminou de falar e saiu correndo para o banheiro. Já era a quarta vez naquela manhã que ela vomitava. Minha agonia só aumentava em vê-la daquele jeito, mas pelo menos já saberíamos logo o que era aquela merda toda.

- Eu ainda estou meio tonta, e com muita dor de cabeça...

- Desculpa... Não deu pra segurar. — Katy estava um pouco pálida, e um pouco desorientada. O doutor esperou ela se sentar e sorriu outra vez.

- Qual o remédio que a gente vai tomar?

- Nenhum. Não podem usar nenhum medicamento por enquanto... E devem dar uma pausa nos shows também...

O Quê? Parar os shows? Como assim? Estava ficando muito, mas muito irritada...

- E qual é a graça disso tudo? Você está sorrindo desde a hora que a gente entrou aqui. Não ouvimos nada de bom até agora...

- Vocês ainda não perceberam, meninas?

- Percebemos o quê? — Katy estava desesperada, impaciente e muito preocupada.

- Estamos doentes?

- Eu não estaria feliz se não fosse algo bom...

- Então o que há de bom nisso? — Eu não entendia nada. O que tinha de bom em passar noites em claro, e não conseguir comer direito?

- Bem, tenho uma notícia boa... Meus parabéns, meninas!

- Parabéns pelo quê? — Dissemos em uníssono, e muito assustadas.

- Katheryn, Robyn... Vocês serão mamães!

O quê? Eu ouvi direito? Mas não pode ser....

- Quer dizer que eu tô... Grávida?

- E eu também? De quantos meses? — Katy tava mais desesperada ainda, porque se aquilo fosse mesmo verdade ela não saberia explicar pra imprensa depois, já que teve o Tom e o Russell.

- Sim, as duas estão grávidas, de aproximadamente três meses... E se não fosse tão absurdo, diria que as duas engravidaram no mesmo dia. Mas não se preocupem, isso vai ficar em segredo... Depois vocês mesmas contam pra galerinha...

- O-obrigada... — Acho que pegamos essa mania dos Kaulitz de falar ao mesmo tempo. - Tenha um bom dia...

- Igualmente, queridas... Se cuidem bastante! Fiquem com isso — Nos entregou uma cartilha — Como são mamães de primeira viagem, vão precisar bastante.

- Ah, sim... Isso vai nos ajudar muito. Obrigada! - Dei uma rápida olhada na tal cartilha e saímos da tal salinha.

Entramos na limusine que nos aguardava e por uns cinco minutos, ficamos num silêncio infernal. Ainda não conseguia acreditar que estava grávida. Aquilo era muito novo e eu não planejei nada.

- M- mas eu sempre me previni com o Bill... Nunca tivemos problemas com isso.

- Eu também, Robyn... Apesar daquele fogo todo, Tom é muito cuidadoso... — Na hora fiquei mais aliviada... O bebê era do Tom.

Comecei a pensar no que deu errado, um pequeno deslize ou sei lá... Daí eu senti uma leve pontada nas costas, e se aquilo tinha sido um aviso ou não, já não sabia, mas na hora me lembrei daquele maldito dia.

- Katy... Lembra daquele dia? Daquela nossa farra juntos?

Na hora ela percebeu...

- Puta merda! Foi naquele maldito dia... Ninguém usou camisinha nem nada...

- Verdade, e deu no que deu... Agora tem mais uma coisinha...

- O quê?

- Vamos ter que contar para eles...

Nos entreolhamos e uma sentia o medo da outra. Medo de eles não aceitarem a notícia, já que são muito novos para ter filhos... Medo de tudo dar errado e de não sermos boas mães... Lá no fundo estávamos felizes, uma família se formaria, mas nem eu e nem Katy estávamos prontas para tanta responsabilidade em nossas mãos, ou melhor dizendo, em nossos ventres.

Notas finais
Que coisa, não? Bem que eu sentia que aquela noite ia dar problema... hehe'