Intocável
2 Capítulo 1
Notas iniciais
bjos
Ao contrario do que as pessoas pensam, meus pais Mikoto e Fugako não tiveram dois filhos, tiveram três, quando eu tinha dois anos e meio nasceu Yoko, eu não tenho muitas lembranças de quando tinha essa idade, mas eu me recordo do dia em que ela nasceu, como eu poderia esquecer do dia em que minha sentença foi dada, sim foi desde o primeiro momento. Eu estava parado no corredor vendo minha mãe gemer e se contorcer na cama, até vir a mulher que estava com ela e fechar a porta na minha cara, sentei-me no corredor e fiquei ali imóvel durante alguns minutos, eu não sabia do que se tratava queria ver o que estava acontecendo, até a mulher sair do quarto com alguma coisa nos braços, me levantei pra ver, a mulher sorriu e descobriu um bebe, delicadamente passei meus dedos por seus cabelos ralos, ao sentir meu toque a criança abriu os olhos, cheguei a dar um passo pra trás, depois me aproximei novamente, ela olhou direto pra mim com aqueles enormes olhos negros, e naquele momento, olhando dentro daqueles olhos, de alguma forma eu soube que a felicidade seria intocável pra mim.
Fui crescendo e a cada dia que passava essa certeza ia aumentando, eu sempre fiquei grudado a ela, mas eu sentia que um dia só isso não bastaria, meus pais até perguntavam se nós não nos cansamos de ficar juntos por tanto tempo e eu sempre dizia que todo o tempo do mundo ainda seria pouco pra ficar com Yoko, hoje eu sei o que aquelas palavras significavam, jamais diria isso novamente.
Entrei na academia com seis anos, Yoko não se permitia ficar pra trás, ela desde de criança sempre teve personalidade forte, entrou na academia com apenas quatro anos, se formou depois de um ano e se tornou chunin comigo também, na verdade eu acho que ela sempre foi mais dedicada que eu e até merecia os meus méritos ela sempre fez tudo que eu fiz sendo ainda mais nova, mas ninguém nunca a reconheceu por isso principalmente nosso pai, ele odiava a idéia dela seguindo os meus passos, por ele, Yoko ficaria em casa trancada lavando e passando com a mamãe, eu achava isso uma injustiça, não só por sempre estar ao lado dela mas por realmente achar isso um erro, no nosso Clã no geral as mulheres não era muito bem recebidas como ninjas principalmente quando não eram medicas nem sensoriais, eles achavam que mulheres eram fracas demais pra combates, eu discordava totalmente disso, as pessoas tem o direito de decidirem suas vidas. Na verdade talvez o papai só quisesse com aquele jeito rude dele proteger Yoko, ela realmente não precisava ficar se arriscando por aí, mas ela como a maioria dos ninjas não se importava com isso queria como todos proteger a vila independente de qualquer limitação ou preconceito que o clã impusesse. Eu admirava isso nela, apesar de tudo isso, das coisas absurdas que o papai disse ou fez ,ou das outras pessoas ela nunca desistiu. É uma excelente ninja, muito melhor até do que muitos garotos do clã. Ela só ativou o Sharingan um pouco mais tarde que eu com dez anos, mas ainda assim a frente de outros garotos. E mais um motivo pra complicar ainda mais a vida de Yoko, e a minha, ela era pro meu azar muito MUITO bonita, ela tinha cabelos negros retos batiam na cintura, como eu adorava aqueles cabelos, um olhar até cortante eu diria, a pele de porcelana, e os lábios vermelhos que ela realçava constantemente com batom. E um corpo que eu não me permito descrever, muitas vezes nem olhar e eu realmente não tenho direito a isso.
Sasuke nasceu quando eu tinha sete anos, e ter outro irmão só me fez ver o quando meu sentimento por Yoko era diferente. E essa era só mais uma das muitas noites em que eu passava em claro pensando nela, em mim, e naqueles garotos idiotas da vila que nos cercavam e a assediavam o tempo todo, já perdi as contas de quantos garotos já briguei por olhar de canto pra ela ou me chamar de cunhado, as vezes é tão difícil se esconder atrás da capa de irmão ciumento, seguir as recomendações de papai pra que nenhum garoto chegue perto dela, querendo ir muito além de tudo isso, não bastava apenas andar ao lado dela na rua, tendo um pouco de respeito dos outros, ou medo, por ela ser minha irmã, eu queria é que não a olhassem por saber que ela é minha, a minha garota, que eu sou o único que pode toca-la , e que eu também sou o único ao qual ela quer pertencer.
Hoje já com quase dezessete anos a minha tortura tem aumentado bruscamente, tudo que eu mais quero e tenho feito a vida toda é me manter ao seu lado, mas agora isso já esta ficando perigoso, agente sempre ficou de pegação, e eu confesso que por sempre ter tido liberdade com ela eu até me aproveitei de muitas situações, me sinto culpado por isso as vezes, mas é incontrolável, não sei se ela percebia isso ou não mas com o tempo ela se afastou, eu sabia que isso era o melhor e que eu devia fazer o mesmo, mas eu simplesmente não conseguia, eu sempre dava um jeito de ficar perto dela. A gente sempre dormia junto principalmente quando chovia, por incrível que pareça ela tinha medo de trovão, eu nunca entendi isso muito bem, muitos ninjas dominam o trovão. Mas isso como meu sentimento por ela era algo incompreendido.
E pro meu azar ou sorte sei lá isso depende do ponto de vista essa era uma noite de tempestade e das feias, e definitivamente eu não queria mais isso, sempre que ela dormia comigo eu dava um jeito de ficar mais perto do que deveria e acho que esse era meu maior erro ter me deixado levar por vontades insanas , mas agora depois de tanto tempo eu não poderia simplesmente bater a porta na cara dela e dizer que não poderia mais protege-la de seus medos, afinal fui eu quem sempre fez isso, ela nunca confiou em ninguém , nem em nossos pais, mal sabe Yoko que aquele em que ela mais confia é aquele de quem ela deveria se manter distante, ”_Por meus malditos pensamentos sujos”.
O vento se intensificou, já soprava com força por debaixo da porta, alguém havia deixado alguma janela aberta, Yoko tem o sono leve e eu não dou cinco minutos pra ela se enfiar na minha cama, as vezes me pergunto se eu tivesse evitado tanta proximidade as coisas seriam diferentes, mas no fundo mesmo sem ter tentado acho que já sei a resposta, e ela não é nenhum um pouco satisfatória.
Ela bateu o recorde dessa vez, chegou antes do som do trovão.
_ Já vaiii ....não derrube a porta dessa vez. Eu não posso negar se tinha algo que não faltava em Yoko era “delicadeza” .
_ Você já estava dormindo Itachi? Ela perguntou acanhada na porta. Ela sabia que se tinha algo que eu odiava era que me acordassem, se bem que ela tinha o passe livre pra fazer o que quisesse comigo só que ela não sabia disso.
_ Estava quase, entra.
_ Nossa Itachi o que você tem esta com uma cara?
_ Cara de sono. Tranquei a porta e fui ate minha cama que ela já havia ocupado todo o espaço só com o biquinho que fazia. È as vezes eu tento ser o irmão chato com ela mas não consigo ainda mais quando ela faz bico pra mim, acho que em minha vida inteira nunca ninguém conseguiu me tirar de equilibro e ela fazia isso com um simples olhar. È isso que eu chamo de ironia do destino.
_ Vem ca minha deusa Amaterasu o que você vai fazer quando o deus Susano não puder mais te proteger. Disse me deitando ao lado dela, vendo seus olhos se arregalarem com minhas palavras.
_ Como assim Itachi, você me prometeu a anos quando entramos na academia que nunca me abandonaria. E o deus Susano não pode abandonar sua irmã Amaterasu.
È eu havia prometido isso a ela quando ainda brincávamos de deuses com quase sete anos, e eu realmente cumpriria essa promessa, era importante pra mim o que eu não sabia é que era importante pra ela também!
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