Intocáveis - Interativa
1 Prólogo e Fichas
Notas iniciais
O deus Acturus tinha sido coroado, a muito, muito tempo atrás, todos achavam que ele viveria para sempre, foi o melhor acontecido que a raça humana já viu, depois das guerras, da exclusão e da zona de perigo constante, o deus conseguiu proteger a todos e diminuir a chances de extinção. Mas foi naquela noite que tudo mudou.
Arcturus havia saído á meses em uma viagem de busca para o Reino do Medo, e depois de muita preocupação, os ventos de novembro o trouxeram de volta em uma névoa de triunfo, ele trazia plantas medicinais, um livro e boas histórias para contar. Naquele mês em diante, o rei se trancou no porão, onde dizia conseguir pensar melhor e traduziu todo aquele livro, um livro que causou muito mistério, pois ele havia o encontrado em uma caverna no Reino do Medo.
A tradução havia sido completa em exatamente um mês e três dias, ninguém sabia seu conteúdo, apenas o rei, que o guardava e prezava muito. E no dia quatro dezembro o rei caiu, rolou dois lances de escada que o deixaram inconsciente. Arcturus acordou depois de alguns dias em sua cama, com cinco olhos curiosos sob ele, sua esposa aflita, um curandeiro e o seu fiel conselheiro. Por segundo todos ficaram quietos, olhando um para o outro, a mulher com os braços cruzados cobrindo a boca, o curandeiro velho corcunda segurando um pergaminho tão velho quanto ele e o conselheiro que podia ver com apenas um olho toda aquela situação.
O rei tossiu e houve inquietação, o conselheiro tentou sair do lugar mas o olhar da mulher o impediu, o curandeiro se aproximou da cama, colocou sua mão gelada no pulso do rei e respirou. Arcturus sem entender tentou sair da cama mas não conseguiu, olhou assustado para seu conselheiro e depois para a mulher que tampou o rosto com as duas mãos, o rei puxou os lençóis e teve uma visão terrível, seu pé direito estava imóvel, quase totalmente cinza e gelado.
– O que esta acontecendo aqui ? – Ele falou um tanto quanto irritado.
– Vossa majestade. – O curandeiro se curvou. Foi quase imperceptível, pois ele já era muito corcunda para se notar a reverencia. Ele falava muito baixo e com uma voz esganiçada – Devo dizer que no começo não pude compreender o que estava acontecendo com o senhor, mas eu fui fundo, procurei por isto. – Ele mostrou o pergaminho. – Meus antepassados diziam que maldições como essas não seriam mais lançadas... – Ele foi interrompido.
– Maldições ? – O rei perguntou assustado.
– Sim meu senhor, o senhor tem Petrificação ancestral. – Ele falou olhando para o chão. – O antídoto é quase impossível, mas faremos de tudo para consegui-lo.
O rei ordenou que o conselheiro organizasse uma assembléia para discutir sobre o assunto, e chegaram a um consenso, o antídoto assim dito pelo curandeiro era quase impossível de se encontrar, ele se consiste em seis pedras gloriosas e místicas espalhadas pelos sete reinos e protegidas por seus guardiões e após a discussão, concordaram que seis guerreiro seriam enviados para a viagem da salvação. Seis jovens se alistariam voluntariamente para guerrearem em nome de Cornalia, em nome de seu rei Arcturus, para salvar uma espécies, para salvar uma história.
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