Into the Water
1 Perigo de afogamento
As coisas nunca saiam de um jeito bom. O mundo do Jujutsu era imprevisível e por qualquer força sobrenatural, Megumi só queria que seu amigo de cabelos rosas (que era secretamente sua paixão) ficasse uma vez em segurança.
Mas as coisas não poderiam ser e aquele evento em questão o fez perceber. Ele felizmente tinha tido aulas de natação quando pequeno e ao que parece, Nanami também.
Embora ele duvidasse que Yuji tivesse sequer ido a algum lugar que não fosse uma piscina pequena.
Yuji, por outro lado, ficaria mais do que feliz de passar longe daquela piscina. Ela parecia funda e com a água muito cheia de cloro. Ele mal tinha certeza de suas (poucas) habilidades de natação e se elas ainda estavam em dia. E ele queria muito viver.
Sua paixão por Megumi escondida e trancada por medo de outras pessoas o acusarem de coisas ruins e medo por Megumi odiar ele.
Mas, enquanto ele afundava naquela piscina, depois de ser jogado por aquele monstro, Yuji decidiu que se saísse vivo de tudo isso, ele iria atrás de seus sentimentos.
Eles estavam exorcizando uma maldição de nível 2 em um clube chique. Algumas das piscinas do lugar eram mais fundas do que as normais. Alguns dos frequentadores gostavam da experiencia e era exatamente perto de uma dessas que Yuji, Nanami e Megumi estavam combatendo a maldição.
Dois membros foram mortos e uma garota ferida de forma que obrigou Gojo a pegar a jovem e levar ela diretamente para Shoko.
Gojo chegou há apenas 30 segundo, mas sabia que algo estava errado.
“Itadori, tome cuidado com a piscina!” Megumi olhou para o amigo, torcendo para que Sukuna ajudasse o jovem de cabelo rosa. “Eu não quero que você caia.”
“Eu consigo manter a respiração por 30 segundos, Gumi.” Yuji sorriu para o amigo. “Então posso subir se eu por acaso cair.”
“Apenas tente não cair.” Nanami olhou para o jovem e sorriu. “Deixe-me terminar isso antes de ter que fazer horas extras, ok?”
Yuji parou, feliz que o loiro estivesse com eles, mas essa pequena distração foi o suficiente para o monstro acertar um soco no jovem, o jogando na piscina.
Com o atordoamento do soco, Yuji acabou mergulhando e precisando respirar mais cedo do que o necessário. Ele tentou de tudo para se livrar de algumas roupas, já que elas já estavam ficando pesadas, mas tudo o que ele conseguiu foi ficar cansado.
Ele pensou em coisas que queria fazer. Colher morangos e até beijar Megumi, fazer com que o amigo concordasse com uma foto de casal.
Ele sentiu a voz de Sukuna em sua mente, como se o monstro estivesse fazendo alguma piada estranha, mas Yuji apenas deixou seu corpo cair e seu braço ficou mole. A água entrou em seus pulmões e ele nem percebeu quando foi salvo por alguém.
“Eu apenas desisti...” Foi a última coisa que o jovem pensou.
Nanami olhou sem reação para a piscina, seu corpo inteiro lutando. Megumi iria precisar de ajuda, mas seu instinto paternal com Yuji o fez jogar seu telefone, chaves, relógio e tudo o que era desnecessário longe enquanto literalmente pulava na água.
Yuji não estava voltando e a energia amaldiçoada do jovem estava fraca. Ele colocou mais rapidez, sentindo um tremor quando a maldição foi exorcizada pelo o que pareceu o poder de Gojo.
Logo outra pessoa se juntou a ele e o passou, indo em direção a Yuji e sentindo medo.
Megumi sentiu seu corpo tremer quando viu a forma de Yuji na água e odiou ter que voltar rapidamente para mais ar. Logo ele mergulhou e agora Gojo se juntou a ele, puxando o jovem.
Nanami se juntou a eles, pegando o garoto nos braços e Gojo os levou diretamente para onde as espreguiçadeiras estavam.
Yuji estava, na melhor escolha de palavras, morto. Se os olhos fechados e falta de respiração fossem um sinal. Sukuna, porém não estava presente. Mas ele ainda estava com Yuji.
“Vamos, Yuji.” Megumi começou a fazer pressão e massagem cardíaca no jovem. “Abra os olhos, por favor.”
“Talvez ele precise de uma respiração boca-a-boca.” Gojo ofereceu de forma talvez um pouco mais atrevida, mas ainda necessária. “Ele não consegue respirar...”
Megumi olhou para os dois e não precisou de encorajamento. Ele só odiava que Yuji não estivesse acordado para sentir.
Sukuna, enquanto isso, ajudou o jovem deitado em seu rio particular a respirar com massagem e com sua técnica, mas nada parecia fazer efeito.
“Nanami, por favor, Assuma as massagens, sim?” Megumi olhou para os lábios de Yuji e se inclinou. “Nosso primeiro beijo não será este, Yuji.”
E assim, como se um arco íris tivesse desabrochado, Megumi beijou Itadori nos lábios, enviando ar para os pulmões do jovem.
Megumi estava ansioso enquanto Nanami observou Gojo sumir e então voltar com Shoko após dois minutos.
Yuji, de repente, arfou por ar, virando o rosto para o lado e vomitando a água de dentro dele. Ele sentiu uma sonolência que não o deixava ficar acordado por muito tempo.
Shoko apenas xingou Gojo por simplesmente não ter ido e levado Yuji com ele, mas se ajoelhou na frente do jovem e observou como Fushiguro olhava para Yuji, que apesar de respirações curtas, estava vivo.
“Yuji, você consegue olhar para mim?” Shoko observou os olhos de Yuji ficarem um pouco mais focados, mas ainda assim meio vidrados. “Eu vou levar você para casa, certo?”
“Por que não um hospital?” A boca de Sukuna se projetou no jovem. “Ele claramente precisa de um apesar do boca-a-boca do garoto Zeni’n.”
Megumi ficou envergonhado, mas não se importou. Yuji estava olhando para ele, seus olhos entreabertos. O jovem de cabelos rosa apenas conseguiu virar a cabeça para o de cabelos escuros e deu um sorriso.
“Satoru, você se importaria de levar esses jovens para o quarto de hospedes na minha casa?” Nanami olhou para o de cabelos brancos. “Vou cuidar de Yuji lá.”
“Okay...” Gojo sorriu, ajudando Megumi a erguer Yuji e os transportou com rapidez para o quarto de hospedes de Nanami. “Aqui vai você.”
Quando o homem de cabelos brancos sumiu, Megumi passou a puxar as roupas molhadas de Yuji, que apesar de um pouco melhor, ainda estava sem reação.
“Eu espero que você me perdoe, Yuji.” Fushiguro sorriu. “Quando você estiver melhor, podemos falar com mais clareza.”
Yuji sentiu sua consciência voltar e percebeu que Megumi estava deitado ao seu lado. Todos os eventos anteriores voltaram rapidamente e ele soltou um gemido, sentindo o peso daquele evento.
“Itadori?” A voz calma de Nanami estava convenientemente ao lado dele. “Fique parado, você precisa repousar.”
“O que aconteceu?” Yuji viu o loiro preocupado com ele. “Tudo o que eu consigo lembrar é ser jogado naquela piscina.”
“Você foi literalmente arremessado e acho que não teve tempo para subir. A piscina era funda demais.” Nanami tirou o termômetro da boca do jovem. “E quase morreu ao meu lado e do de Fushiguro. Ele ficou acordado o quanto pode.”
“Eu estou com um termômetro?” Yuji observou Nanami pegar um copo e entregar para ele. “É por isso que você e Megumi ficaram comigo?”
“Você teve febre e Gojo está dormindo em algum canto da casa.” Kento se sentia cansado. “Além disso, Nobara disse que voltaria pela manhã então você deveria tentar dormir.”
“Nanamin....” Yuji começou a fechar os olhos, cansado. “Obrigado.”
“Eu sempre vou estar para você, filho.” Nanami sentiu seu coração explodir de amor quando viu que Fushiguro se aproximou mais de Yuji enquanto os dois jovens dormiam.
É claro que ele sentiu um clima mais romântico vindo de ambos os garotos, mas ele realmente iria aconselhar de forma que ambos entendessem seu ponto de vista.
E então, ele os mimaria e daria seu apoio. Porque era isso que pais faziam.
E ele iria ser o pai de Yuji nem que isso o matasse. Assim como Gojo. E Nobara era a filha deles. A garota gostasse, admitisse, sentisse ou não.
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