Into the Water

3 Os amores jovens e suas dificuldades.


Após dois dias do afogamento quase fatal de Yuji, Nanami percebeu que o garoto estava tossindo para valer. Ele quase perdeu tudo quando viu um lenço com sangue e olhou para o rosto pálido de Yuji.

“Yuji...” Nanami chegou a tempo de pegar o garoto antes que ele caísse no chão. “Vamos voltar para a cama.”

“Banheiro...” Yuji olhou para o homem loiro. “Eu preciso ir ao banheiro.”

“Certo, mas eu vou ficar com você.” Nanami estava quase tremendo em ansiedade. “Faça o que precisa.”

Relutante, Kento ficou na porta do banheiro. Yuji se inclinou a tempo de vomitar qualquer quantidade estupida de comida que conseguiu manter por mais de treze minutos. Ele se sentiu ainda pior.

Itadori sabia que era Sukuna e infelizmente, se ele estivesse assim, era claro para ele que o demônio da segunda-feira não daria a ele um tempo. Ele abriu a porta, assim que terminou de jogar água fresca sobre si e saiu, confiante.

Mas ele sentiu seu corpo desligar e se preparou para bater no chão apenas para ser segurado por quatro braços diferentes. E talvez duas tentativas.

Seus olhos se fecharam e ele simplesmente desligou.

Megumi havia colocado uma bandeja com comida leve na cômoda de seu namorado quando se virou para o som de passos e sentiu seu corpo estremecer por ver Yuji desmaiar.

Ele se jogou na direção do jovem, com Nanami o seguindo logo depois e amortecendo a cabeça do jovem. Gojo brotando de algum lugar e tentando ajudar foi apenas vagamente registrado.

“Yuji...” Megumi olhou para seu namorado, um medo brotando. “Fale comigo, meu amor...”

“Ele precisa de atendimento médico.” Gojo arrancou Itadori das mãos de Megumi e Nanami, se teletransportando para o escritório de Shoko com uma rapidez absurda. “Shoko!”

“Aqui.” Ela estava tentando manter a calma, mas até ela estava com dificuldades. “Coloque-o sobre a cama. O que aconteceu?”

“Ele desmaiou.” Gojo estava sem saber como agir. “Nanami e Megumi o seguraram e ele não acordou. Você acha que Sukuna...”

“Acalme-se, Gojo.” Shoko foi direta. “Eu acabei de começar a examinar ele.”

“YUUJIII!!” As vozes altas de Megumi e Nanami se sobrepuseram rapidamente.

“Parem de gritar aqui.” Shoko olhou para Nanami, que parecia ter corrido a maratona de São Silvestre para chegar à enfermaria. “E vão se sentar, sim?”

Os três homens se sentaram, ouvindo os passos de Shoko enquanto ela verificava Yuji e os passos pesados que vinham pelo corredor. Gojo deu uma risadinha, sabendo exatamente quem era.

“Vocês perdedores estão de castigo ou algo assim?” Nobara disse sem cerimônia. “Parecem que foram chutados pela mamãe e agora estão esperando pelo castigo.”

“Ficamos felizes que você esteja bem, Nobara.” Nanami, sempre o educado, foi quem falou. “Yuji está sendo atendido lá dentro pela Ieri.”

“Obrigada por ser educado, Nanami.” Ela se sentou entre ele e Megumi. “Então, como está Yuji? Ainda doente?”

“Sim, parece que Sukuna fez algo com ele e isso o deixou doente.” Gojo olhou para a sala onde a amiga estava cuidando de Yuji. “Ele desmaiou nos braços de Megumi.”

Nobara deu uma risada fraca, adorando que o amigo estava um pouco envergonhado.

“Eu amo que vocês sejam tão gays.” Nobara sorriu. “Vocês finalmente estão juntos e só levou um quase afogamento fatal.”

“Bem, você e Maki estão juntas também.” Gojo deu um bufo. “E nenhuma de vocês morreu ou quase morreu.”

Nobara apenas jogou um olhar sujo para seu professor enquanto Shoko saia da sala.

“Ele vai ficar bem. Dei uma dura naquele perdedor do Sukuna e ele Yuji precisa apenas de um pouco de remédio para a febre.” Ela entregou algumas pílulas para Nanami. “Por favor, você é responsável por esses remédios. Yuji precisa descansar e não pode sair para comprar doces. Desculpe, Megumi. Vai ter que esperar para beijar ele.”

“Tudo bem, vale a pena.” Fushiguro entrou na sala e pegou Yuji nos braços. “Vamos para meu quarto, Itadori.”

Yuji murmurou algumas coisas nos braços de seu namorado. Megumi sorriu para isso e Gojo pode ou não ter tirado uma foto.

Ele não se importou, no entanto. Tudo no que ele conseguia pensar era em como o namorado estava em seus braços, mesmo que doente.

Nobara tirou suas próprias fotos do casal que estava a sua frente. Era fofo como seus dois amigos finalmente estavam juntos e felizes. Ela estava com a mesma felicidade atualmente.

Deitando Yuji na cama de Megumi, Nanami deu um sorriso. Ele entendeu que o garoto de cabelos cor de rosa e o de cabelos escuros estavam ligados juntos.

E ele iria arrastar os dois para uma conversa muito necessária com os dois jovens. Afinal, ele gostava de regras.

“Vamos deixar ele sob sua supervisão, embora eu ainda venha para dar os remédios.” Nanami entregou o vidro com as pílulas. “Eu venho trazer alguma coisa para você e Yuji em breve, ok, Megumi?


‘Sem problemas, Nanami.” Megumi estava atualmente colocando um pano molhado na testa de Yuji. “Poderia por favor, me trazer um pouco de água um pouco mais gelada? Isso pode ajudar Yuji um pouco mais.”

“Claro, pedirei a Satoru que traga o quanto antes.” Nanami sorriu. “E se ele encher o saco, me avise, sim? Eu vou castigar ele de acordo.”

“Avisarei com certeza.” Fushiguro sorriu enquanto colocava uma pequena melodia relaxante. “Durma, Yuji...”

Enquanto isso, Yuji começava a sofrer o efeito da febre alta. Ele sabia que era um pesadelo, mas não tinha como fugir dele.

Uma forma em uma pilha de ossos o puxou e cravou suas unhas em seu peito, arrancando seu coração.

Ele, deitado em uma mesa de autopsia completamente morto enquanto Megumi chorava seu coração.

Um homem de cabelos compridos e roupas estranhas o observava conversando com um Jumpei muito vivo.

Jumpei morto na mesa de autópsia com os corpos de outros estudantes.

Yuji deitado na cama da enfermaria depois de ser perfurado e completamente esgotado. Depois de ter literalmente desmaiado na frente de Nanami e precisar ser carregado novamente.

A maldição de cabelos azuis se aproximando dele e tocando sua alma e dessa vez Sukuna deixando que o monstro azul matasse sua alma completamente.

Yuji gritou, não percebendo que ele estava gritando na vida real.

Gojo correu com Nanami quando ouviram Yuji gritar. A febre havia disparado e mesmo os esforços de Fushiguro estavam se provando inúteis. O garoto usuário de sombras restringiu seu amado com sombras, impedindo que ele se machucasse, mas era quase impossível.

“Está tudo bem.” Gojo sabia o que fazer. “Nanami, abra a banheira agora. Megumi, chame a Ieri. Precisamos de mais remédios AGORA!”

Megumi correu para Shoko e Nobara, junto de Maki, Panda e Toge perceberam que havia algo errado.

Deitando Yuji na banheira cheia de água fria, Gojo viu como ela fazia vapor, sinalizando que ela estava fervendo com a febre.

Ele entregou o adolescente para Nanami e se teletransportou para a Antártida e pegou o gelo que conseguiu antes de voltar e jogar em Yuji.

Nanami segurou o garoto embaixo de água até ouvir um pequeno gemido. Shoko estava no quarto, assim como todos que gostavam de Yuji.

“Me deixem ver ele.” A médica olhou para Yuji. “Bem, a febre diminuiu um pouco. Você pegou neve direto da Antártida, Gojo?”

“Eu fiquei desesperado.” Satoru apenas deu de ombros. “Ele está melhor, certo?”

“Sim.’ Ieri sorriu para o amigo. “Ei, Itadori? Pode meu ouvir?”

“Por que isso está acontecendo?” A voz quebrada de Yuji foi ouvida e até mesmo Maki ficou com o coração pesado. “Eu só queria ajudar as pessoas.”

“Está tudo bem, Yuji.” A voz de Megumi foi ouvida. “Vamos voltar para a cama e eu vou ficar com você. Não me importo com gripe ou doença. Vou te abraçar.”

“Gumi...” Yuji sorriu enquanto apagava, cortesia de um sedativo de Shoko.

A médica acenou para Gojo e Nanami, que ajudaram a levar o jovem para a cama de Megumi. Pegando os remédios, ela administrou novamente e Panda se sentou, segurando Yuji enquanto pegavam roupas secas para o garoto.

“Eu ainda vou ser a dama de honra desses dois, Maki.” Nobara sorriu. “Quem sabe um casamento duplo?”

Gojo sorriu, sabendo que ele daria dois casamentos separados ou até mesmo duplo. Seus alunos eram fofos demais.

E se Sukuna tivesse um problema, ele poderia beijar a bunda branca dele.