Into a New World

1 The Begin - Into a New World


Notas iniciais
Esta é minha primeira fanfic com As Crônicas de Nárnia, okay?
Se quiserem ver os personagens principais, estão aqui:
http://i930.photobucket.com/albums/ad147/ClaraTMJ/jazzyworld.jpg - Jazmyn
http://i930.photobucket.com/albums/ad147/ClaraTMJ/justworld.jpg - Justin

O brilho do luar reluzia no pequeno riacho de uma aldeia. O pobre pescador pensava em sua vida, sentado em uma pedra, sentindo o vento frio que vinha da maresia da praia ao longe, quando viu um pequeno barco descendo o riacho. De repente, um choro de criança. O homem, quase que imediatamente, foi surpreendido pelo choro, e seguiu o barco, antes que ele descesse o córrego, indo para a cachoeira sem se importar com a temperatura da água.

Puxou a canoa para a areia, e viu um garoto e uma menina enrolados num cobertor. O garoto não devia ter nem oito anos, a menina ainda era um bebê. O garoto estava inconsciente, e abraçava a menina, aquecendo-a com o pouco de calor que seu corpo ainda retinha. Imediatamente, o homem chamou sua esposa, e os dois levaram o menino e a menina para a humilde casa do pescador. O pescador, assim que deitou o garoto em uma cama, viu algo em seu pescoço. Um colar de ouro. Tirou o colar de baixo da camisa do garoto, e viu o pingente. No pingente, havia a pintura de um leão rubro rugindo. O homem arregalou seus olhos, lembrando de onde era aquele antigo símbolo.

A mulher do pescador cuidou dos ferimentos que haviam no garoto, e alimentou a menina. Amanheceu, o menino desacordado, a menina totalmente alerta a tudo que acontecia na casa. Assim que o sol iluminou a aldeia, o garoto abriu os olhos. Não lembrava de nada, nem mesmo seu nome.

O pescador e sua mulher contaram ao garoto o que havia acontecido, mas ele continuava não lembrando de nada. Não sabia quem era, nem de onde vinha, quem era seus pais. Só de que tinha uma irmã. O pescador e sua esposa, comovidos, resolveram acolher os dois, e dar-lhes nomes, já que os mesmos não sabiam. O garoto foi chamado Justin, que significa "justo" em uma língua morta, o francês. A garota foi chamada Jazmyn, que significa "flor" em latim, outra língua morta. Uma família ali fora formada.

–------- 8 anos depois --------

Passou-se o tempo. Agora, Justin, como foi chamado o garoto, tem dezesseis anos, e Jazmyn, como a menina foi chamada, tem oito. Os dois chamavam o pescador, de nome Shasta, e sua mulher, de nome Aravis, de “pai” e “mãe”. Jazmyn não sabia que Aravis e Shasta não eram seus verdadeiros pais, já Justin sim, e aceitava muito bem.

Justin ajudava Shasta a pescar todos os dias, ás vezes a pesca era de excelência, outras nem tanto. Já Jazmyn, ou Jazzy, como Justin começou a chamá-la, ficava com Aravis em casa, ajudando a mulher com as tarefas. Eles tinham uma vida camponesa normal, até que aconteceu.

Era noite, uma madrugada fria de inverno. Jazmyn, Aravis e Shasta já dormiam, menos Justin. O garoto se revirava na cama, depois de ter acordado por causa de um sonho. Ele já estava tento o mesmo sonho há semanas, parecia um déjà vu. Um naufrágio. Mas... Por que teria um déjà vu de um naufrágio? Nunca sofrera em um antes!

Preso em pensamentos, foi surpreendido por um barulho de panelas caindo no chão. Levantou-se, assustado com o barulho, e pôs se à janela de seu quarto. Viu um homem atrapalhado, com uma espada na mão, colocando a panela de novo em seu lugar, mas, apertando um pouco o olhar, viu tochas sendo acesas, cavalos ao longe, e homens armados. De repente, o som de uma trompa, e os cavalos avançaram para as casas, derrubando tudo, fazendo barulho. Pessoas saíam de suas casas, todos Justin conhecia, eram seus amigos, vizinhos, e caíam ao fio da espada dos guerreiros. Crianças, adolescentes de sua idade, garotas, mulheres, todos morriam. Só então ele entendeu: Era um ataque. Estavam atacando a aldeia. Bárbaros.

Ele estava observando a tudo, aterrorizado, quando uma pedra quase o atingiu, ele se abaixou, e viu uma pedra atravessar o cômodo. Permaneceu abaixado, ouvindo a destruição e os gritos, até que Aravis apareceu, com uma vela na mão, visivelmente desesperada, e o tirou de lá. Eles foram correndo pelos corredores da pequena casa, e Justin abriu a porta do quarto da irmã, e se deparou com a garota encolhida na cama, tapando os ouvidos.

– Justin! – Ela gritou, apavorada.

– Jazzy! Vamos! – Ele tirou a irmã da cama e começou a correr, ela o seguia, os dois estavam de mãos dadas correndo. Quando iam sair, Shasta os parou, e Aravis disse:

– Vocês precisam fugir para um lugar seguro!

– Como?! – Justin disse. Nisso, uma bomba de canhão atingiu a lateral da casa, sacudindo tudo. Eles caíram no chão, mas logo se recompuseram. Saíram pelos fundos, Aravis colocou uma capa escura em Justin e Jazmyn, e ela e Shasta foram conduzindo os dois pelas árvores altas e escuras, em meio ao fogo cruzado. Shasta foi atingido por uma flecha, e caiu no chão, morto, no meio da corrida. Justin quis parar para ajudá-lo, mas Aravis o impediu de fazê-lo. Ele já havia morrido, se Justin fosse acudi-lo, morreria Justin. Aravis não queria que isso acontecesse, mas, vendo a imagem paterna caída no chão, ao redor de uma poça de sangue, Justin só queria morrer junto. Quando eles estavam atrás de uma casa, que já virara ruínas, Aravis disse:

– Vocês precisam fugir.

– Mas, Aravis, e você? – Justin perguntou.

– Eu vou ficar bem.

– Mas, mas... – Aravis o calou, e disse:

– Eu sempre esperei por esse momento. Você sabe que não sou sua mãe verdadeira, não é?

– Sim, mas... — Ele gaguejou.

– Você não é um telmarino. Nem você, nem Jazmyn. — Aravis o cortou.

– Não? – O garoto se surpreendeu com a frase. – Então... O que somos?

Aravis olhou para trás, e disse:

– Vocês são narnianos.

– N-narnianos? Como assim? Como sabe? – Ele gaguejou. Nárnia. Uma terra inimiga de Telmar, misteriosa e quase desconhecida. Alguns achavam que Nárnia havia sido destruída havia séculos. Justin era um daqueles, apesar de achar os mitos do reino fascinantes. Aravis tirou algo do bolso, e o colocou na mão direita de Justin. A esquerda segurava a pequena mão da irmã.

– Esse colar estava com você quando o encontramos. É de Nárnia. – Aravis disse. Justin parou para olhar o colar, e viu um leão rubro em seu pingente.

– Mas... Mas esse é... É Aslan! – O garoto soltou. Sabia disso pois, nas histórias que lia nos livros que pegava da biblioteca da cidade, o leão dourado era sempre citado. Era citado como um demônio que aparecia em forma de leão.

– Exato. Agora vão! Vocês precisam fugir! – A mãe adotiva das duas crianças mandou. Justin, atônito, assentiu, e ele e Jazmyn saíram correndo. Uma fração se segundo depois, Aravis foi golpeada com uma espada nas costas, e caiu morta. Assim que o garoto ouviu a mulher cair no chão, se arrependeu de tê-la obedecido. Mas ele estava com a irmã ali, viva, e não iria deixar matarem-na de jeito algum.

Justin e Jazmyn corriam até mais do que podiam, suas pernas já doíam, quando iriam penetrar na mata densa, um homem com uma espada parou bem à frente deles, e outro, atrás. Justin e Jazmyn olhavam os homens de olhos arregalados, os homens os acurralavam cada vez mais. Iriam matá-los!

– Tentando fugir, não é, crianças? – Um dos homens disse, puxando Jazmyn pela camisa, erguendo-a do chão. O homem levantou a espada contra ela, mas nisso, Justin não conseguiu se segurar, e tirou um canivete do bolso, que ele sempre guardava para descamar peixes, e atacou o homem.

Com um só golpe no peito do homem, conseguiu fazer com que o mesmo caísse morto. Ele pegou a espada do cadáver, e virou-se a tempo de se defender do ataque do segundo homem, e começar uma briga de espadas. Foi atingido no abdome, mas pouco importava. Até que ele conseguiu dissepar a cabeça do homem, e caiu para trás, surpreendido com o que conseguira fazer. Nunca havia tocado numa espada antes, em toda a sua vida.

– Você está bem? – Jazmyn perguntou.

– E-estou... – Justin se levantou e pegou a espada mais limpa. – Vamos precisar disso. Vamos... Antes que nos matem.

– Tá bem... – Jazmyn respondeu.

– Vem. – O garoto disse, quase que num murmúrio, segurando a mão da irmã, e os dois adentraram mata adentro. O garoto andava meio cambaleante, mas Jazmyn perguntava se ele estava bem e ele dizia que sim. Passado algum tempo, já no meio da escura mata, as copas escuras das árvores cobriam a luz da lua, e aquele era quase um breu. De repente, Justin cai no chão, desacordado, com a mão direita na lateral do abdome.

Jazmyn se ajoelhou ao lado do garoto, assustada, depois de gritar de surpresa, e percebeu que havia sangue em sua mão. Afastou a mesma do corpo do irmão, e viu que Justin havia se ferido enquanto lutava. Havia perdido sangue e energia demais. O garoto estava pálido, apagado no chão de terra. A irmã mais nova pôs se a chamar por socorro, até que um ser baixinho e de barba apareceu, e resolveu ajudar a garota.

–------- Algumas horas depois... --------

Justin abriu os olhos, levemente, atordoado. Onde estava? O que aconteceu?

Sentou-se e olhou o ambiente em que estava, e viu uma pequena casa totalmente de madeira. Ele estava num quarto, mas dava para ouvir nitidamente dois seres conversando:

– O que um telmarino e uma telmarina estão fazendo aqui? Devíamos matá-los, não dar a eles moradia! – Um disse. O segundo ser, com um tom de censura, disse:

– Não podemos matá-los! Já ofereci comida á telmarina e cuidei dos ferimentos do telmarino! Seria como assassinar hóspedes!

– Telmarinos não são hóspedes! São bárbaros, inimigos! – O primeiro ser retrucou. Nisso, Justin levantou-se, e foi para o cômodo em que os dois seres conversavam, com um objeto longo na mão, caso o atacassem. Assim que apareceu, viu que o primeiro ser era um anão. Assim que o anão o viu, sacou um punhal e avançou em cima do garoto. Justin se defendeu, e andou para trás, derrubando uma panela com sopa e o segundo ser, fazendo um enorme barulho.