Into a New World
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Notas iniciais
- Justin é de Telmar, não é? – A moça perguntou.
- Foi criado lá. Justin e Jazmyn foram encontrados por dois camponeses que os criaram. Ele é definitivamente de Nárnia. Ele e a irmã.
- Então... Eles são... – A mulher titubeou. Não estava acreditando.
- São Corin e Corallina! Os herdeiros perdidos!
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Jill estava feliz. Finalmente um garoto que não ligava para as regras de garotas e jovens não podem ter cultura impostos pelo reino. Tudo bem que seu pai adotivo era contra essa tolice, e seus tios e tias, reis e rainhas de Nárnia também, mas o resto do reino não era. E era bom encontrar alguém que gostasse de fazer o mesmo que ela. E, bem, Justin não fazia o tipo guerreiro forte e suado, mas ele era até... Atraente. Depois da ceia matinal, Jill foi falar com o garoto. Ele parecia estranho, mas não perdia o charme. Estava olhando para a janela de uma das varandas do castelo, com um olhar assustado. Não a expressão, somente seu olhar denunciava. Aqueles olhos dourados revelavam tudo. Para Justin era terrível, por que ele não conseguia mentir por causa de seus olhos reveladores.
- Justin, você está bem? – A princesa perguntou, surpreendendo-o.
- O quê?! – O garoto exclamou, se virando. – Princesa Jill? Desculpe, eu não...
- Você está bem? – A garota cortou. Justin assentiu, e disse que só estava apreensivo por causa de um sonho. Jill tentou perguntar o que ele havia sonhado, mas foi interrompida por uma convocação feita por Grande Rei Pedro a toda Nárnia. Uma trombeta soou bem alto.
- O que foi isso? – Justin perguntou.
- Um anúncio. Pode ser algo importante. – Jill respondeu. Ela nunca ouvira um soar de trombetas tão alto. – Pode não, é. – Ela se corrigiu. Então, levou Justin até uma varanda de aonde pudessem ver o pátio do palácio, que estava lotada de Narnianos. Jill disse a Justin que era lá que faziam os anúncios.
- Povo de Nárnia! – O general do exército de Nárnia disse. Jill o conhecia bem. Era um Minotauro. – Estamos sendo ameaçados pelo exército de Jadis, a Feiticeira Branca!
- Como se todos não soubessem disso. – A garota murmurou, de braços cruzados. Talvez Justin a tivesse ouvido.
- Eu lutei contra alguns desses. – Justin murmurou para si. E Jill o ouviu.
- Mesmo? – Ela perguntou.
- Sim. Eu teria morrido, e não fosse Ripchip.
- O rato mosqueteiro... – Jill disse, num tom nostálgico. Ele a havia ensinado a esgrimir. Ela era uma espadachim graças a ele.
- Eu quase morri e fui salvo por um rato... – Justin disse, ainda contrariado com a ideia. – Um rato...
- Não o deixe ouvir você falando isso. – Jill deu de ombros. Queria continuar a conversa com Justin, mas o Minotauro continuou a falar.
- Vossa Majestade Real, Grande Rei Pedro, solicita ajuda militar do povo.
- Essa não. – Jill murmurou, tão baixo que nem ela ouviu direito. Se havia pedido de alistamento para o exército de Nárnia, era por que iria haver uma guerra dura. Não havia sombra de dúvidas. E a idéia de ter uma guerra com a Feiticeira Branca a arrepiava. Não era nascida na época da primeira guerra com Jadis, mas ouviu histórias de sua falecida mãe. A fúria dos guerreiros, a morte de Aslan, o triunfo.
O Minotauro continuou um discurso sobre a ajuda do povo numa futura guerra, que Jill mal prestou atenção, lembrando da história inteira da entrada dos Reis e Rainhas em Nárnia, que aconteceu por uma espécie de guarda-roupa. O anunciou terminou com um A guerra está próxima, e então Jill voltou á vida real. Olhou para o lado, e viu Justin com um semblante assustado. Já sabia o que estava acontecendo.
Jill conseguiu tirar Justin do transe, e o levou para o interior do castelo.
- Isso é verdade? – Justin perguntou, enquanto caminhava do lado de Jill. – Existe traidores e revoltosos? Vai haver uma guerra?
- Eu não sei. – Jill respondeu. – Eu realmente não sei. Na verdade, eu nem prestei atenção. – Ela confessou. – Eu estava lembrando umas coisas.
- Que tipo de coisas? – Justin perguntou.
- A história de como os Reis e Rainhas chegaram aqui. A primeira guerra com a Feiticeira Branca. – A garota respondeu.
- Hum... Já li sobre isso. – Justin disse. – Mas não me lembro muita coisa. – Aslan ele... Se sacrificou por... Como foi mesmo?
Jill riu.
- Ele se sacrificou pelo erro de meu pai, Rei Edmundo. – Ela disse. Justin franziu o cenho, de um jeito que Jill achou fofo.
- Como assim? Que erro? – Ele perguntou, confuso. Como aquele rei que ele havia conhecido havia feito algo tão ruim a ponto do próprio Aslan ter se sacrificado por ele?
- Papai só tinha seus dez anos. – Jill disse. – Ele foi aliciado por Jadis, e traiu Nárnia. Aslan se ofereceu como moeda de troca para o resgate de papai, algo desse gênero. – Ela completou. – Não, não foi isso. Ela tinha o direito ao sangue do traidor, e Aslan se ofereceu para salvar Rei Edmundo para morrer na mesa de pedra. Mas, quando um inocente morre naquele lugar, a mesa de pedra rompe e ele tem a morte revogada. – Ela disse.
- Ah. – Justin disse. – Aslan ele...
- Ele criou tudo. – Jill riu. – É o Grande.
- Hum... – O garoto murmurou. Jill o levou para dentro, com certeza o garoto não queria ver o burburinho que provavelmente se formaria depois do anúncio. Na verdade, competiam pela atenção de Justin. Ao menos foi isso que Jill pensou quando quase três súditos avançaram no garoto, chamando-o de Majestade e dizendo que Rainha Lúcia o esperava imediatamente, e praticamente o arrastaram para longe dela.
- Espere! – Ele disse. – Princesa Jill, eu já volto!
E simplesmente desapareceu do corredor, sendo conduzido pelos guardas à força, fazendo expressões veementemente assustadas, e tentando dizer que o que estivesse acontecendo, era mentira, ou algo do tipo. Jill bufou. Exatamente quando alguém simpático aparecia para colorir a vida de Jill e fazê-la ganhar um primeiro melhor amigo, os guardas simplesmente o arrastam para longe dela. Ótimo. Formidável. Fenomenal.
Notas finais
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