Into Your Arms

15 Capítulo 14


Notas iniciais
Nesse capítulo eu coloquei uma música que eu achei que combinaria com a cena, mas vai de cada um querer escutar lendo ou não. A música é nightingale da Demi e espero que gostem.
Boa Leitura!
P.S: copiem o link da música e colem em outra janela, pois clicando no link não abre.

– Andrew, olhe para mim, eu pareço com quem quer sair?

– Sua tia me chamou aqui para ajudar você, não vou desapontá-la. Agora venha. – Andrew se levantou e puxou minha mão.

– Está bem. – falei contrariada. – Só me de um minuto.

– Não demore. – ele depositou um beijo no alto de minha testa e saiu do quarto.

Troquei minha calça jeans amarrotada e minha blusa. Escovei meus dentes e arrumei meu cabelo o melhor que pude antes de Andrew entrasse no meu quarto sem bater.

– Andrew! Pelo menos bata! E se eu ainda estivesse me trocando?

Um sorriso surgiu em seus lábios.

– Iria ser uma pena – ele disse irônico.

Mordi o lábio e soquei seu braço.

– Muito horrível? – perguntei.

– Lissa... – a voz dele era calma e doce. – Você não consegue ser horrível. Aliás, não consegue ser menos do que linda o tempo todo.

Corei, mas sorri.

– Você está dizendo isso para me animar.

– Continua sendo verdade.

Ele passou os braços por minha cintura e me debrucei sobre sua camiseta verde escura, e percebi que era igual a cor de seus olhos quando estava irritado. Fechei os olhos para não ver a cor, e respirei fundo, sentindo o perfume de Andrew.

– Vamos, ainda tenho uma surpresa pra você. – sussurrou.

– Vai me dizer o que é? – minha voz saiu abafada.

– Se eu disser, não vai ser surpresa.

Suspirei e me afastei dele. Despedimos-nos de tia Rose e ela parecia estar feliz por eu estar saindo. Eu, nem tanto.

Andrew abriu a porta do carro para mim e me sentei, mandando um olhar desconfiado para ele. Andrew ignorou e sentou-se no banco do motorista.

– O que você...

Ele me interrompeu quando me beijou.

– Confia em mim? – ele sussurrou, seus lábios roçando minha bochecha.

Assenti e ele sorriu contra meu rosto antes de se afastar e tapar meus olhos com uma venda.

– Andrew!

– Você disse que confiava em mim, Lissa.

Suspirei.

– Eu confio.

Então descansei as pálpebras. Ele me beijou novamente, seus lábios doces sobre os meus.

– Você sabe que eu não faria nada para te machucar.

– Não é nada disso. – murmurei.

Ouvi Andrew ligar o carro e ele pegou minha mão e apertou, entrelaçando nossos dedos.

– Não vai demorar.

Porém demorou. Pareceu uma eternidade o tempo que fiquei de olhos tapados e a mão de Andrew segurando a minha. Por fim o carro estacionou e deixei escapar um suspiro aliviado. A venda caiu e eu arquejei.

Estávamos numa campina. Eu não sabia que existiam lugares tão lindos aqui perto. Ou talvez fosse a felicidade de abrir os olhos, mas, para mim, aquele lugar era maravilhoso.

Um campo verde, com gramínea fina e flores campestres que cresciam timidamente. Claro, não era como num filme, onde o campo era vasto e sem fim. Eu podia ver a cidade a alguns quilômetros, mas não tirava o encantamento da paisagem. Algumas árvores projetavam sombra sobre um lugar especialmente lindo, onde margaridas silvestres abriam espaço para uma toalha azul, da cor do céu. Sobre ela, cupcakes coloridos, donuts, cookies, marshmallows e brigadeiros. Tudo aquilo junto de buquê de flores. Rosas e tulipas vermelhas e peônias brancas, envoltas por um laço cor creme.

Olhei para ele sem fôlego.

– Não gostou?

– Está brincando? Isso é... Isso é... – Fitei seu rosto, seu sorriso, seus olhos, e falei a única palavra que tinha em mente. – Maravilhoso!

Entrei na campina, olhando admirada. Virei-me para Andrew, porém apenas vi o vulto de seus braços me agarrem pela cintura e erguerem meu corpo do chão, girando-me no ar. Soltei uma risada tímida que ecoou pelo lugar. Andrew parou abruptamente e sua expressão suavizou-se, percebendo que aquela deveria ser a primeira vez no dia que eu havia sorrido – de verdade.

– Aí está aquele sorriso. Eu senti falta dele.

Andrew me apertou mais em seu peito e, enlacei minhas pernas nos ossos de seu quadril.

– Ele só está aqui por sua causa.

Agora estávamos tão próximos que sentia o calor de seu corpo no pequeno espaço entre nossas bocas. Antes que nossos lábios se tocassem, Andrew sussurrou:

– Você é minha.

Abri um pequeno sorriso.

– Para sempre.

O primeiro toque foi apenas isso. Um toque, provocante e tentador. Logo, sua boca abriu de encontro a minha e nos beijamos com força e suavemente, depressa e devagar, de mil jeitos. Todos eram bons.

Eu era dele. Do modo que nunca tinha sido de alguém.

Não percebi Andrew me carregar, porém senti quando minhas costas descansaram na toalha quente pelo sol. Seu corpo sobre o meu e a sensação de sua pele na minha era única.

Seus lábios eram urgentes e eu estava ciente de sua mão brincando com a alça de meu sutiã, assim como a fivela de seu cinto em minha barriga. Minhas mãos levantaram devagar a barra do suéter de Andrew. Ele se afastou e o retirou por completo, deixando à mostra a camiseta verde escura.

Ele me estudou por um segundo e dessa vez sua boca desceu até meu pescoço. Fechei meus olhos, apenas sentindo o calor em minhas veias, ardendo onde seus lábios tocavam minha pele.

Porém ele se afastou.

Abri os olhos, fitando o céu sem nuvens acima de mim, enquanto meu peito arfava. Sentei-me e Andrew se virou para mim. Ele soltou um suspiro pesado e estendeu a mão para colocar uma mecha de meu cabelo para trás. Aproximei-me dele e depositei um beijo em seus lábios.

– Você está sério.

Andrew me olhou, cauteloso.

– Precisamos nos controlar.

– Você tem razão. – observei o lugar. – Não seria legal, no meio de toda essa grama e...

Andrew soltou uma gargalhada que me fez rir também.

– E me desculpe por isso. – joguei o suéter para ele.

Andrew ignorou o suéter e me puxou para seu colo. Sentei no chão entre suas pernas e me apoiei em seu peito, encostando minha cabeça em seu ombro.

Peguei um marshmallow que havia em um potinho e mordisquei o pedaço de nuvem.

– Você quer? – perguntei oferecendo.

– Não. – ele franziu o cenho.

– Você não gosta? – falei fazendo parecer como se aquilo fosse um absurdo.

Andrew balançou a cabeça negativamente.

Enquanto eu pegava um cookie, Andrew mudou de posição evitando os feixes de luz vindo do sol. Eu, por outro lado, tentava aproveitá-lo o máximo que podia. O dia estava claro e o céu sobre nós era plenamente azul, porém meu cardigan fino parecia insuficiente para as rajadas fortes de ventos. Andrew me apertou mais em seu peito, seus braços quentes ao redor de mim, era confortador.

– Quando você disse que tinha uma surpresa... Achei que iria me levar a sua casa.

Coloquei o cabelo atrás da orelha e olhei para ele debilmente.

– Lissa...

– Qual vai ser a desculpa dessa vez? Eu não vou me importar se você mora em um barraco na região suburbana de St. Louis.

Andrew riu alto e eu mordi o lábio para continuar séria.

– É bom saber disso, mas eu não moro em um barraco. – ele parou de rir e se aproximou. – Apenas seja paciente, está bem?

Andrew beijou meu cabelo e revirei os olhos.

– Estou sendo paciente. – sussurrei. – Mas, bom... Nós já estamos há um tempo juntos, eu deveria pelo menos saber quem é seu tio.

– Eu vou levar você pra conhecer ele... No momento certo.

– Tudo bem. – suspirei. – No momento certo então.

Ele soltou uma risada abafada, e olhei para ele indignada.

– Qual é a graça?

– Você não está brava, está?

– Não. – Sim

– Não quero brigar com você. – esclareceu.

Assenti, e baixei o olhar, evitando encontrar os olhos verdes.

– No que você está pensando? – Andrew perguntou.

– No que eu deveria estar pensando?

Ele me fitou por alguns segundos, então arqueou as sobrancelhas e em seus lábios, um sorriso genuíno.

– Em mim.

– Talvez – cerrei os olhos.

Andrew afastou o cabelo de meu pescoço e depositou um beijo demorado em minha bochecha. Antes que pudesse protestar, ele beijou meus lábios. Não eram urgentes como antes. Eram suaves, me fazendo sorrir. Mais uma vez eu havia cedido.



Quando o sol já ia desaparecendo por entre as árvores e algumas estrelas começavam a surgir, grande parte da comida que Andrew comprara havia acabado. Eu estava sentada na frente dele vestindo seu suéter, enquanto seu dedo se enrolava em uma mecha de meu cabelo. Sua mão segurou meu queixo levemente e ergui a cabeça.

– Como você está? – perguntou cauteloso.

– Melhor, eu acho. – abri um pequeno sorriso.

Andrew pigarreou.

– Sobre ontem à noite... Me desculpe. Não deveria ter agido daquela maneira.

– Ah aquilo... Tudo bem. Você só estava preocupado.

As imagens da noite passada invadiram minha mente como farpas. Eu não queria lembrá-las, mas estavam ali cutucando.

O grito. O cabelo como labaredas de fogo. A mordida. O sangue. E meu perseguidor.

A última lembrança me fez tremer.

– De qualquer forma, acho que acabei a assustando.

Depois de avistarmos o homem, Andrew me levara para casa. Os olhos verdes escuros, ultrapassando qualquer sinal vermelho do trânsito. Rápido demais. Revistou todos os cômodos de minha casa e só assim foi embora, me dando um beijo rápido.

– Ele nos pegou de surpresa. Você só queria se certificar que eu estava segura.

Andrew deslizou sua mão por minha bochecha, carinhosamente. O fitei e por sua expressão, ele percebeu minha súbita mudança de humor.

– Aquela garota está bem?

– A Riley? Sim, levaram ela para o hospital ainda viva.

– Riley... – sussurrei.

O nome não soava estranho para mim, porém tinha certeza de nunca tê-la visto antes.

– Andrew... – murmurei. – Você acha que o sangue que havia naquele homem era dela?

Ele ficou em silêncio e aqueles poucos segundos que passaram pareceram agonizantes.

– Eu... Eu não sei – respondeu por fim.

– Você vai me chamar de louca se eu achar que é?

– Não Lissa, só quero que não se precipite.

– E se eu disser que concordo com Sarah, sobre os... – não consegui dizer a palavra. Parecia errada.

– Vampiros. – Andrew completou sério.

Assenti.

– Eu não sei o que pensar sobre tudo isso, mas não posso ignorar os argumentos de Sarah. Eles foram convincentes. Mais do que deveriam. – hesitei – E talvez ele seja um deles.

Andrew encarou o chão. Seu olhar estava evasivo e até mesmo sua respiração parecia ter parado. Ele se mexeu, incomodado, e depois seu olhar me encontrou.

– Me desculpe. – sussurrei.

– Lissa, a única coisa que peço é que tenha calma. Sei que você quer mais do que qualquer coisa saber sobre esse cara, mas vá com calma está bem?

Abri um sorriso de compreensão para ele.

– Vou tomar cuidado.

Ajoelhei-me em sua frente e afastei uma mecha do cabelo loiro que caia em seus olhos.

– Espero que sim, Hathaway.

Andrew se aproximou, e antes que nossos lábios se tocassem, sussurrei:

– Porém, há algo errado no que disse. – pestanejei. – O que eu quero mais do que qualquer coisa, é você.

Seus lábios cobriram os meus, e me agarrei em seu pescoço me afundando em seus braços. Suas mãos escorregaram para a base de minhas costas, me apertando junto a ele. Por um momento ficou difícil respirar, mas eu não me importava.

Afastei-me dele e soltei uma pequena risada.

– Nem parece o mesmo que há horas atrás disse para mantermos o controle.

Ele me segurou pela cintura e abriu um sorriso que faria qualquer uma cair aos seus pés — Inclusive eu. Meu coração martelou forte no peito, e próximos como estávamos, achei que Andrew poderia senti-lo. Desviei o olhar dos olhos verdes que me encaravam, ainda arfando.

– Você está corando. – ele disse divertido.

– É algo que se tornou constante quando estou com você.

Sorri timidamente, e Andrew pegou minha mão, apertando-a. Ele depositou um beijo em minha testa e se afastou.

– Precisamos ir.

Depois de guardar os poucos doces que havia sobrado, dobrar a toalha e colocar tudo no carro, voltamos para casa.



Entramos em minha casa e tia Rose já veio correndo nos receber, com um sorriso no rosto.

– Vocês chegaram tarde.

– Desculpe Srta. Hathaway. – disse Andrew.

– Tudo bem, Andrew. – ela sorriu para ele e depois me estudou, apreensiva. – Como você está, querida?

– Melhor, graças ao Andrew.

Seus olhos brilharam ao ver meu sorriso e me abraçou.

– Fico feliz em ouvir isso. Você não merece todo aquele sofrimento.

– Obrigada tia. Eu estou bem melhor.

Tia Rose se afastou e beijou minha bochecha.

– E Andrew... Obrigada. Obrigada mesmo.

– Não foi nada Srta. Hathaway. – Andrew curvou os lábios num sorriso afetuoso.

– Então, vocês estão com fome? – disse animada.

– Com certeza não. – falei rindo. – Só quero descansar.

– Está bem.

Segurei a mão de Andrew, o levando até meu quarto. A cama estava desarrumada e algumas coisas estavam fora do lugar, por ter saído apressada. A cortina se agitava com o vento frio que entrava em meu quarto. Fechei a janela e olhei para Andrew, que estava sentado na beirada de minha cama.

– Me dê 15 minutos?

– Se forem rápidos, eu posso pensar.

Sorri para ele e fui até meu closet. Tentei encontrar um pijama que não envolvesse patinhos, estrelas ou corações, e acabei optando por um azul cobalto. Entrei no banheiro e liguei a água o mais quente que podia. Eu não queria sair do banho, porém lembrei-me de Andrew em meu quarto.

[Nightingale – Demi Lovato — http://www.youtube.com/watch?v=dz2w_ld1J6I ]

Sai do banheiro e procurei por ele. Andrew estava deitado na cama, os braços erguidos atrás da cabeça, apoiado no travesseiro. Ele abriu um sorriso ao me ver. Apaguei a luz do quarto, deixando apenas a luz amarela do abajur no criado mudo acessa.

– Pijama bonito. – disse.

Deitei ao seu lado, no colchão gelado e me enrolei nas cobertas, tremendo. Porém não sabia se era de frio ou nervosismo por Andrew estar comigo.

– Você está com frio. – não era uma pergunta.

Seus braços passaram ao redor de meu ombro e demorou um segundo para eu me aproximar dele. Enterrei a cabeça em seu pescoço e ele me apertou mais em seu peito.

– Você sabe que não tenho muito tempo, certo? Logo sua tia estará batendo na porta. – ele riu.

Assenti e soltei um suspiro pesado.

– Andrew. – olhei para ele, me perdendo no verde de seus olhos. — Obrigada por hoje.

– Não me agradeça Lissa. Eu sempre vou estar aqui para tudo o que você precisar.

– Eu não sei o que faria sem você. – me aconcheguei mais junto dele.

– Eu não poderia deixá-la nesse momento. Eu não conseguiria ver você triste, Lissa. Você é tudo pra mim.

Meu coração palpitava dentro do peito e abri um sorriso para Andrew, porém antes que eu pudesse dizer algo, a porta abriu abruptamente e tia Rose colocou a cabeça para dentro do quarto.

– Andrew, acho que já está na hora de você ir, certo?

– Já estou indo Srta. Hathaway.

Minha tia abriu um pequeno sorriso educado e saiu, fechando a porta atrás de si.

Andrew se mexeu ao meu lado, e seus braços me deixaram. Ele saiu de minha cama e tirei as cobertas de cima de mim apressadamente. Puxei-o pela camiseta, o fazendo sentar na ponta de minha cama novamente.

– Não vai. – sussurrei.

– Quer que eu diga que vou embora e depois me esconda no armário? – ele soltou uma risada gutural que ecoou pelo quarto escuro.

– Parece uma boa ideia.

Aproximei-me de Andrew e encostei meus lábios no dele. Puxei-o pela camiseta, porém ele apenas sentou-se mais para trás na cama, vindo em minha direção. O beijo foi ao mesmo tempo doce, mas de uma profunda ternura.

Suas mãos agarram meus ombros e Andrew me afastou.

– Lissa, eu realmente preciso ir.

Ele apoiou sua testa na minha. Nós arquejávamos no escuro, nossas respirações quentes no rosto um do outro.

– Andrew... – mordi o lábio inferior. – Não vá. Se você for, toda a dor voltará. Eu não quero sentir aquilo de novo.

Hesitei.

– E quando eu estou com você, eu me sinto extraordinária. – abri um pequeno sorriso.- Como se eu pudesse enfrentar qualquer coisa. Quando você me toca... – ouso deixar meus dedos roçarem lentamente a pele macia de seu braço. – Não quero que pare.

Andrew se aproximou, mas só a ponto de fazer nossos lábios roçarem. Ele observou meu rosto, e não desviei o olhar.

– Não faça essa cara. – ele murmurou.

Sorri levemente.

– Que cara?

– A que faz com que eu queira ficar aqui com você, para sempre.

– Então fique.

Ele me beijou novamente, todas as células do meu corpo se acendendo com a dose de adrenalina que meu coração acelerado bombeava. Qualquer preocupação ou dúvida se dissipou e apenas havia Andrew por toda parte.

– Eu te amo, Lissa. – ele sussurrou contra meus lábios.

Meu coração apertou em meu peito, parecendo explodir com o turbilhão de sensações que incidiam em mim. Paixão. Desejo. Ternura. Amor.

– Diga de novo. – murmurei.

– Eu te amo, mais do que você pode imaginar. Eu te amo.

Andrew abriu um sorriso que eu tinha certeza que poderia iluminar toda a cidade. Ele beijou meus lábios também sorridentes e me joguei em seus braços.

– Eu amo você. – sussurrei. – Muito.

Ele enterrou a cabeça em meus cabelos e enlacei minhas mãos nos cabelos dele.

Escutamos uma batida na porta e sabia que era tia Rose. Andrew se afastou.

– Vai me deixar ir agora?

Soltei uma leve risada e assenti.

– Você vai ficar bem? – ele perguntou.

– Sim.

Andrew se levantou e me ajoelhei na cama. Ele segurou meu rosto entre as mãos. Imaginei que eu podia me afundar nos verdes de seus olhos bem naquele momento. Eu não ligaria.

Ele me deu um último beijo e saiu, apagando a luz do abajur. Primeiro, o quarto se incendiou com os feixes de luz do corredor e depois escureceu totalmente. Deitei na cama gelada, apertando na mão o colar que Andrew me dera e adormeci.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo e qualquer coisa, comentem! Obrigada :)