Into Your Arms
7 Capítulo 6
Apesar dos acontecimentos anteriores, a semana se passou tranquilamente. Sarah e eu fomos à sorveteria pra nos divertir, já que era nossa última semana antes das provas bimestrais. Ashley não foi conosco por motivos óbvios. Eu não gostava da situação. Ela sempre nos evitava e nós não nos aproximamos também. Sabia que ela não pediria desculpas, mas eu também não cederia. Não por algo – errado – que ela fez.
Andrew e eu não comentamos sobre minha última conversa com Ashley no refeitório, mas sabia que esse momento iria chegar. Porém estávamos a cada dia mais próximos, cada dia mais... Eu não sei. Não sabia mais o que pensar sobre ele, ou o que sentir. Sempre quando o via era inevitável não sentir borboletas no estômago ou apenas não abrir um sorriso. Perto dele eu me sentia mais leve, mais eu mesma.
Continuávamos estudando juntos nas aulas de biologia, o que me rendia bastante tempo para falar com ele, ou somente apreciá-lo. Passeávamos às vezes na cidade, ou ele me levava para casa após a aula. Sentou-se comigo e com Sarah no refeitório, o que me surpreendeu bastante e acabou gerando olhares curiosos pairando sobre nós, principalmente o de Matt.
Mesmo assim, alguns acontecimentos ainda me lembravam do perigo. O misterioso homem que eu havia avistado na escola não apareceu, o que foi um alívio, mas ainda me deixava alerta. Muitas vezes, como quando estava no meu quarto, sentia alguém por perto, e até mesmo com Andrew essa sensação voltava.
E ainda havia a gravação. Aquela voz ainda rondava meus pensamentos, me fazendo sempre a mesma pergunta: “Seria o homem que me visitava misteriosamente no hospital, o que também havia me salvado?”
Fui tirada de meus devaneios com tia Rose batendo na porta. Ela abriu-a e disse:
- Irei fazer uma janta antes de você ir à festa. – Me lançando um sorriso torto. — Sei que lá não irá ter nada pra comer, mas sim pra beber.
- Tudo bem tia. – Falei abrindo um pequeno sorriso como se não tivesse escutado a ultima parte.
Abri novamente “O Morro dos Ventos Uivantes” e continuei a lê-lo, até receber uma mensagem de Sarah.
“Que horas iremos?”
“22 horas?” – Respondi. Depois de alguns minutos o celular vibrou novamente.
“Por mim tudo bem. Passarei aí pra te pegar.”
“Combinado!”
Li mais um capítulo do livro e logo desci para comer. Sentei na cadeira e avaliei nosso jantar. Começarmos a nos servir, conversando tranquilamente.
- Sarah virá me buscar, tudo bem?
- Claro. Quem estará nessa festa?
- Eu não sei exatamente, mas grande parte do colégio, eu acho.
- Andrew vai estar lá? – Perguntou me avaliando.
- Acho que sim. – Falei indiferente.
- Acha? – Disse minha tia abrindo um pequeno sorriso.
- Não sei se faz bem o tipo dele. – Correspondi o sorriso.
- Só peço que se cuide, não beba muito, não...
- Tia, tenho certeza que sei disso tudo. – Falei rindo.
- Mesmo assim vale reforçar o sermão não é? – Ela começou a rir também. – Tenho que fazer meu papel.
Continuamos nosso jantar, até tia Rose quebrar o silêncio:
- Eu não tenho certeza ainda, mas acho que na próxima semana irei fazer uma viagem de trabalho. Irei confirmar a data exata ainda. E serão poucos dias. Tudo bem pra você?
- Claro tia! Mas... Vai para alguma cidade longe?
- Não, não. Vai ser uma viagem rápida.
Terminei de jantar e subi para me arrumar. Após tomar banho, sequei meu cabelo deixando-o liso. Fiz minha maquiagem, delineando meus olhos – destacando excentricamente sua cor verde. Por último passei um batom coral e fui me vestir. Acabei optando por uma saia justa com formas geométricas azuis e brancas, uma blusa azul marinho e um salto preto. Coloquei um brinco, peguei uma pequena bolsa e dei uma última olhada no espelho.
- Você está linda Lissa! – Elogiou tia Rose quando cheguei ao andar inferior para esperar Sarah.
- Obrigada. – Falei abrindo um sorriso tímido.
Logo Sarah chegou e me despedi de minha tia dando um beijo em seu rosto.
- Se cuide! – Ela disse antes que eu fechasse a porta de entrada.
Entrei no carro, avaliando Sarah que também estava muito linda. Ela usava um vestido preto com alguns detalhes dourados, e seu comprido cabelo castanho, estava posicionado na lateral, ondulado.
- Uau Lissa, havia me esquecido de como você gosta de se arrumar para uma festa. Isso tudo é para Andrew? – Disse rindo com um tom provocador. Olhei para ela séria, quase não conseguindo esconder o sorriso ao ouvir o nome dele. – Você está realmente linda.
- Não diga isso apenas pra mim, você está maravilhosa!
A noite estava calma quando partimos. Eu estava ansiosa para a festa. Parecia que haviam se passado anos desde que fui a uma. Quando chegamos à casa de Brian meu queixo caiu. Aquilo não podia ser chamada de casa, era sem sombras de dúvida uma mansão, e das grandes. O jardim se estendia na entrada, decorado com algumas pequenas luzes. Havia gente por toda parte, e considerando o número de pessoas, não havia apenas adolescentes de nossa escola.
Sarah estacionou o carro e seguimos em direção a entrada. Por dentro, a casa parecia ser maior ainda. Havia uma sala – que provavelmente um dia foi chama de sala de visitas – que abrigava muitas pessoas que conversavam e bebiam descontraidamente. Havia uma escada larga a direita e bem ao fundo um corredor negro onde saía a música alta.
Quando entramos, grande parte do pessoal olhou para nós. Principalmente quando Brian veio nos cumprimentar. Ele estava vestido casualmente e seu cabelo preto estava arrumado com gel. Apesar de ser um babaca, eu não podia negar, ele era lindo. Brian deu um leve sorriso e beijo a bochecha de Sarah. Aproximou-se de mim ficando ainda mais feliz e logo depois deu um beijo na minha também.
- Olha quem veio, doce e magnífica Lissa.
- É... Não pude deixar de vir, já que estavam todos comentando. – Falei abrindo um sorriso gentil. Ele passou sua mão levemente por meu cabelo e disse:
- Espero que se divirta então. – Ele se virou para Sarah. – E você também. – Brian deu uma piscadela para ela e saiu. Olhei para ela contendo uma gargalhada.
Atravessamos a sala e pegamos uma bebida do barman. Apesar de não beber muito, agradeci minha tia pelo jantar, pois todas as bebidas que haviam ali pareciam ser fortes.
Sentamos em um banco de acrílico que havia perto do barman, observando as pessoas. A maioria era conhecida, mas todos se mostravam populares, ou ricos, ou simplesmente se faziam de populares e ricos. De longe avistei Emily e dei um pequeno aceno em direção a ela para Sarah. Ela estava beijando – se é que podia dizer que aquilo era beijar – com um homem desconhecido.
- Sabe, ela já foi certinha no seu tempo de não-popular. – Disse Sarah.
- Aposto que até o final dessa noite ela terá ter ficado com todos dessa festa.
- Se já não ficou! — Falou Sarah rindo comigo. — Acho que devíamos ver o que tem do outro lado daquele corredor.
- Você tem certeza que quer isso? – Perguntei.
- Claro! Venha, vamos dançar. – Ela disse me puxando da cadeira.
Terminei meu copo de bebida e segui Sarah. Passamos pelo corredor intrigadas. Do outro lado encontramos mais um grande salão, mas no final desse havia uma sacada que dava acesso a um jardim. Havia luzes por todo canto do salão e uma pista onde várias pessoas se moviam no ritmo da música.
Fomos até a pista de dança acompanhando o movimento das pessoas. Dançávamos animadamente rindo e rebolando conforme a batida da música, sem nos preocupar com nada. Logo se aproximou do lado de Sarah, um garoto que reconheci ser de nossa escola. Ele estudava com ela, sendo o cara que sempre foi encantada. Ele ficou de frente pra ela, a acompanhando na dança. Se aproximando ele pegou em sua cintura dançando em perfeita sincronia. Percebendo que estava sozinha, esperei a música acabar e sai da pista.
Segui até a outra sala, indo em direção ao barman e pedi a bebida mais fraca que possuía ali. Sentei no banco quando Brian apareceu.
- Está aproveitando a festa?
- Sim. – Falei abrindo um sorriso forçado. Não querendo conversar com ele perguntei. – Onde tem um banheiro?
- Pode ir ao do andar de cima. Quer que eu te acompanhe?
- Não, obrigada, consigo me virar sozinha.
Segui em direção à escada sem olhar pra ele novamente. No topo da mesma, me deparei com dois compridos corredores e optei pelo que estava em minha frente. Sem saber onde era o banheiro fui conferindo cada porta. A primeira era um quarto, assim como a segunda e a terceira. Abri a quarta porta onde se encontrava um cômodo vazio, apenas com uma janela. As cortinas estavam abertas e a luz que vinha da rua fazia as sombras das árvores refletirem na parede, fazendo assim, diversos desenhos sem sentido. Até uma figura estranhamente conhecida se formar na parede.
A sombra de uma pessoa.
Pelo tamanho de seus ombros se tratava de um homem. A sombra se mexeu um pouco e ficou parada, quase como se estivesse me encarando. Novamente aquela sensação de estar sendo observada me tomou. Meu corpo estremeceu e fiquei em estado de alerta. Olhei para trás, no começo do corredor, mas não havia ninguém. A luz, que se encontrava perto de mim no corredor, piscou duas vezes e olhei outra vez para dentro do quarto, mas a sombra havia sumido.
Fechei a porta rapidamente fazendo o som ecoar no corredor. Procurei nas próximas portas sem olhar diretamente para dentro delas. O desespero havia me tomado totalmente. Finalmente, na sexta porta encontrei o banheiro. Era grande como o restante da casa e branco. Fui até o espelho percebendo que estava suando e minha respiração muito acelerada. Apoiei-me na pia tentando me acalmar. Peguei um pedaço de papel secando aos poucos minha testa e me sentei na beirada da banheira. Aquilo tinha me assustado de verdade. Eu não queria nem pensar sobre o ocorrido, não queria estragar a noite que até então tinha sido tão divertida. Olhei-me no espelho já – quase – recomposta e arrumei meu cabelo.
- Mantenha a calma Lissa, não há nada lá fora. Seja corajosa.
Respirei fundo tentando acreditar em minhas palavras e sai do banheiro. Caminhei normalmente como se não houvesse acontecido nada. Quase saindo do corredor, uma mão segurou meu braço firmemente. Com medo, me virei devagar e vi Matt. Suspirei aliviada e exclamei:
- Ah meu Deus, você me assustou! – Do onde ele havia saído?
- Desculpe se te assustei gracinha. – Disse Matt se aproximando. Ele estava bêbado. Muito bêbado. Podia sentir seu hálito de álcool de longe.
- Matt você está bêbado. Devia ir pra casa, agora.
- Ir pra casa? Mas nem fiz nada ainda. A festa nem começou. – Ele falou indignado me levando de volta para dentro do corredor. Tentei empurrar ele para longe, mas mesmo naquele estado, ele era forte demais. – Não tenha medo Lissa. Nos conhecemos a muito tempo, você sabe que não vou te machucar. – Ele se aproximou mais, me trancando contra a parede.
- Matt pare. Você não sabe o que está fazendo.
- Sei. Sei muito bem o que estou fazendo, e tenho certeza que você também irá adorar. – Ele segurou um dos meus pulsos com força na parede e começou a beijar meu pescoço.
- Estou dizendo pra você parar. Está me machucando. – Falei tentando manter o controle.
O empurrei, mas a ação foi em vão. Ao contrário do que eu queria, Matt me segurou com mais força na parede, começando a subir seus beijos pela minha mandíbula, enquanto sua mão percorria todo meu corpo. Não sabia o que se passava dentro de mim. Angústia. Pavor. Nojo.
- Pare, por favor. – Disse sentindo uma lágrima descer por meu rosto.
Quando abri a boca novamente, mas desta vez para gritar por socorro, vi simplesmente o corpo de Matt voar em direção a última porta do corredor. Olhei para frente atordoada e vi Andrew. Sem pensar corri em direção a ele e agarrei seu braço firmemente, me posicionando atrás dele.
Andrew se virou minimamente em minha direção e vi seus olhos. Novamente escuro. Percebendo minha expressão, ele desviou o olhar. Andou apressadamente pelo corredor enquanto Matt tentava se levantar, grogue.
Não sei o que Andrew fez, mas deixou o rosto de Matt claramente com medo. Andrew o pegou pelo braço fazendo-o se levantar e largou um soco em seu rosto. Matt caiu no chão novamente, gemendo de dor. Andrew abaixou a cabeça, cerrando o punho. Quando se virou em minha direção, seus olhos estavam claros e com o mesmo tom de verde de sempre. Mas sua expressão era de puro ódio.
Ele andou até mim e pegou em minha mão me fazendo descer as escadas apressadamente. Ao chegar na sala, que agora estava com copos por todos os lados e ainda abarrotada de gente, assumi a posição de controle e o levei ao jardim de entrada. Andei até um canto mais afasto e o encarei, desgrudando nossas mãos.
- Você está bem? – Andrew perguntou gentilmente.
- Acho que estou. Quer dizer... Eu fiquei com medo, mas eu o conheço desde criança. Eu sei que não faria nada comigo. Estava bêbado. – Falei me referindo a Matt.
- Não era isso que parecia. – Disse com uma pequena pontada de ciúme, que logo sumiu. Olhei séria para ele e disse:
- Ao contrario de mim, você não parece nada bem.
- Não se preocupe comigo. O cara queria você e não a mim.
- Eu sei, mas... Você me tirou de lá. Isso que importa, agora estou bem.
- Do mesmo jeito eu deveria voltar lá e o socar ele até...
- Não, não devia! – Falei o interrompendo. Ele bufou ainda muito irritado. – Ei acalma-se. – Disse colocando uma mão em seu rosto.
Andrew fechou os olhos, e eu deixei minha mão descansada em sua pele macia. Depois de um tempo ele os abriu parecendo bem mais calmo.
- Eu vou levar você pra casa. – Ele disse. Eu pensei sobre suas palavras e protestei:
- Não. Não quero ir pra casa. Não quero que minha noite termine assim. Eu vim aqui pra me divertir e é isso que vou fazer!
Andrew abriu um leve sorriso. Peguei em sua mão novamente o levando para a sala de visitas. Quando chegamos ao barman Andrew olhou curioso para mim.
- É isso que você quer? Beber?
- Essa não é a única coisa que quero. – Falei divertida.
Depois de pegarmos nossa bebida, o guiei passando pelo corredor negro. Entramos no salão e olhei para Andrew, ansiosa.
- Quer dançar? – Ele falou rindo, com um tom de reprovação forçado.
- Qual o problema? Não posso? – Lancei um olhar um tanto provocador, sem intenção.
- Seria uma visão bem interessante, já que não imagino você fazendo isso.
- Está me desafiando?
- Quem sabe? – Andrew disse abrindo um sorriso malicioso.
O provocando, andei até a pista de dança e me infiltrei no meio das pessoas. Como antes, me joguei no ritmo da batida e comecei a dançar. Eu rebolava, deixando a música entrar em meus ouvidos e me conduzir.
Dancei por duas músicas e arrisquei-me olhar para Andrew. Ele estava me observando com um sorriso malicioso no rosto. Devolvi um sorriso animado e voltei a dançar de costas pra ele.
Senti uma mão quente deslizar por minha cintura, me causando leves arrepios. Girei de frente e vi Andrew. Aquela foi a cena mais estranha e ao mesmo tempo mais sexy que vi. Ele se moveu no mesmo ritmo que eu, aproximou-se e sussurrou em meu ouvido:
- Você me surpreende a cada dia que passa. – Ele continuou dançando e sua mão continuava em minha cintura, seu corpo muito próximo do meu. – Está tarde, acho que devo levar você pra casa.
Ele roçou sua boca em minha bochecha até minha mandíbula e se afastou. Seu toque me fez parar abruptamente, quase fazendo-me esquecer de respirar. Nem acreditava que havia feito tudo aquilo. Com Andrew eu me sentia capaz de fazer qualquer coisa. Seu sorriso aumentou e disse:
- A princípio, já está mais que comprovado que você sabe dançar, e muito bem.
Sorri timidamente corando e saímos da pista de dança.
Caminhando até a saída, encontrei Ashley conversando com um grupo de amigos no jardim. Ela observou minhas mãos dadas com as de Andrew e depois olhou para ele com desdém. Passei por ela sem dizer uma palavra, apenas a fitando.
Segui Andrew até o estacionamento e entrei em seu carro. Mandei uma mensagem para Sarah avisando que estava indo embora e saímos da festa.
A viagem foi rápida e tensa. Andrew e eu não conversamos. Às vezes arriscava uma olhada pelo canto do olho, mas sempre tentava me concentrar na paisagem ou qualquer coisa fora do carro – o que estava bem difícil já que seu cheiro inebriante enchia o lugar.
Ele estacionou carro e saímos parando na entrada de minha casa. Fiquei de frente pra ele e Andrew me observou dizendo:
- Você está linda.
Olhei para baixo desconfortável, abrindo um leve sorriso.
- Obrigada. Eu me divertir essa noite. – Apesar de alguns acontecimentos.
- É, valeu à pena ter ido. – Andrew me fitou e desviei olhando para a porta.
- Acho melhor eu entrar.
– Uhum. – Ele se aproximou e depositou um beijo em minha bochecha, fazendo meu corpo estremecer. Afastou-se um pouco, com o rosto a centímetros do meu. Mexeu em meu cabelo e sussurrou com a voz rouca:
- Eu só penso em você.
Senti seu hálito em meu rosto. Eu inalava seu cheiro, atordoada, enquanto encara seus olhos verdes.
- Andrew...
Hesitei e ele me beijou. Se ao pegar minha mão meu corpo arrepiava, eu não conseguia descrever a sensação de seus lábios, gentis e quentes, nos meus. Foi um beijo suave e romântico, me deixando com as pernas vacilantes. Nos afastamos e Andrew falou:
- A gente se vê.
- Ta. – Disse agarrando seu pescoço, puxando-o para mais perto e lhe dando um beijo breve que o fez sorrir.
Subi as escadas da entrada, enquanto Andrew caminhava até seu carro. Antes de fechar a porta lancei um último sorriso para ele, e fechei-a.
Notas finais
me contem o que estão achando de Ashley, Andrew, o tal homem da sombra...
Comente por favor!
beijos ;*
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