Into Your Arms.
3 O encontro.
Deu de cara com um lindo garoto, cabelos e olhos claros, Nami logo sentiu suas bochechas corando...
- Quem é você?– Estava completamente desconcertada com tamanha beleza do garoto que logo estendeu a mão para cumprimentá-la.
- Meu nome é Roxas, o que está fazendo aqui sozinha a essa hora? – Naminé se ajeitou e coçou os olhos, certificando-se de que não era mais uma de suas visões, assim que notou a mão do menino, e logo foi apertando de um jeito estabanado, ao notar que o menino sorriu, Nami sorriu também.
- Não sei o que eu estou fazendo aqui, acho que dormi. Está frio demais. – Nami envolveu os braços em volta do próprio corpo e apertou, assim que Roxas viu começou a tirar o casaco e logo o estendeu, deixando-o diante dela. – Vista, hm. Está frio mesmo.
Nami olhou pro casaco e em seguida para o rosto dele e sorriu... Um sorriso que mal cabia em seu rosto.
- Obrigada, Roxas. – Naminé pegou o casaco e vestiu. Roxas se aproximou e ajeitou o capuz do casaco, deixando-a novamente sem jeito.
- Ficou ótimo em você, Naminé. Sente fome? - Ela apenas sorriu e balançou a cabeça positivamente, fazendo Roxas dar um pulo, ele parecia animado, Naminé também se levantou e ficou observando o que ele fazia. Roxas sugeriu que eles fossem comer na pensão de sua avó e como Nami estava faminta, aceitou o convite. A pensão era um lugar humilde, aconchegante, tinha umas mesinhas de madeira com toalhas vermelhas, Naminé andava atrás de Roxas entre as cadeiras e o observava e começou a pensar no que a menina do sonho havia lhe dito sobre nunca abandonar a pessoa que a encontrar... – Roxas... Eu queria te contar sobre uma coisa. Sobre uns sonhos estranhos que eu tenho, sinto que preciso contar isso a alguém ou eu vou surtar...– Assim que Nami terminou de falar Roxas virou para ela e a fitou... O silêncio prevaleceu alguns minutos, Roxas olhava para ela atônito. – Um sonho? E nele havia um homem de cabelos brancos? Você também viu o menino preso no porão da casa da madrasta? - Nami arregalou os olhos e deu alguns passos para trás, agora estava totalmente assustada, tendo a certeza que havia encontrado a pessoa que a menina havia dito. – Eu sonho com a menina que quer encontrá-lo... Então... Você é a pessoa que ela disse que eu encontraria, Roxas... – Naminé sorriu e ficou o observando.
- Não acredito que a encontrei, Naminé. Agora poderemos ajudá-los. – Roxas abraçou Naminé com força e deu um beijo em sua cabeça. – Que bom, pelo menos aquele homem vai parar de me perseguir. – Deu uma risada divertida e envolveu os braços ao redor do corpo de Roxas e o olhou. – Quando vamos procurá-los? E... Se quiser, eu te mostro os desenhos que fiz da menina... Ah, você sabe o nome do menino? É Sora, é...– Nami ficou excitada com a descoberta e começou a tagarelar, Roxas começou a rir enquanto observava e tentava entender o que ela dizia. – Sora? Nossa... Meu nome é quase um anagrama do nome dele, rs. O nome da menina é Kairi... Podemos procurá-los amanhã bem cedo, mas hoje quero que descanse e recupere suas energias. Pode dormir no meu quarto se quiser, eu fico com a minha avó. – Naminé fechou os olhos quando Roxas terminou de falar e uma lágrima correu pelo seu rosto, assim que notou, Roxas secou a lágrima de Naminé. – Não entendo porque eles nos escolheram, mas eu quero honrar isso. – Roxas apenas sorriu. Algum tempo depois de muita conversa, ambos se recolheram e dormiram... A busca iria começar.
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