Intimidade
13 Divida
Notas iniciais
– NÃO! SIMPLESMENTE NÃO MATTHEW DONOVAN!
– Lena...
– Não Matt! Não! Pelo amor de Deus! Você tem noção da merda que está dizendo?
– Por favor Elena, seja racional...
– Um porra Matthew! Racional uma porra. Isso não tem a menor graça e não faz nenhum sentido.
– Mas eu vi Elena! – Ele disse alterando um pouco a voz – Eu vi! Ninguém chegou aqui me contando, eu simplesmente vi!
– Então você está cego. Está míope, está drogado, dopado ou qualquer porra dessas. Eu não acredito nisso!
– Pare com isso Elena, eu não tenho razão para mentir.
– Estamos falando do Colin seu idiota, e você o está acusando! Nosso amigo Elena!
SEU amigo!
– Deus! – Matthew esfregou o rosto com a mão buscando um pouco de controle, enquanto Elena esbravejava até mesmo pelos poros – Você não está sendo razoável.
– Colin... Não é... Ladrão... — Estava cada vez mais difícil manter o diálogo — Não acredito nisso, Coll não fez isso.
– Lena… Era ele.
– NÃO! Não Elena, não vê o absurdo disso? Nós o conhecemos, sabemos que ele…
–Lena, foi gravado… Foi tudo gravado e eu via fita, eu queria não acreditar que…
– Matt pelo amor de Deus! É o Collin, nosso amigo, crescemos juntos. Nós o conhecemos!!
– Eu sei… mas… Olhe o vídeo Lena, você precisa ver com os próprios olhos.
– Eu não acredito no que eu estou ouvindo...
– Apenas veja o vídeo. Depois conversamos, ficarmos aqui discutindo a saúde da minha visão não vai ajuda-lo.
Ela voltou o vídeo uma infinidade de vezes, mesmo ele sendo claro como cristal e não deixasse qualquer sombra de duvidas.
– Elena... você quer parar.
– Não tem como este vídeo ter sido adulterado?
– Não. Não tem, já passou pela perícia. Não há como, são cenas ininterruptas sem mudança de ângulo ou qualquer deixa pra adulteração, além do mais, por que tentariam prejudicar o Colin?
– Eu não sei. Eu não sei Elena, mas tem que haver uma explicação para isso.
Ela olhou o vídeo de novo. O rosto dele enchia a tela da câmera.
– O melhor a fazer agora é irmos até lá. Creevey não vai pagar a fiança dele, teremos que arcar com isso. Meus fundos simplesmente não cobrem o valor da fiança.
– Droga Matt, não podemos deixar ele lá.
– Eu sei... Mas o que vamos fazer? Não tenho como arrumar 40 mil dólares do dia pra noite.
– Elijah e eu podemos levantar cerca de 25 mil, mas os outros 15...
– Droga Elena, tem certeza que Creevey...
– Ele declarou a imprensa hoje de manhã que não tinha mais filho Elena, Colin foi deserdado e abandonado a própria sorte. Talvez em quinze dias eu consiga...
– Em quinze dias ele estará num presídio estadual com um bando de moleques da rua que vão com certeza fazer picadinho dele.
– Eu sei...
– Você lembra como ele era? Não conseguia sequer se defender dos moleques da rua, precisava sempre da gente por perto.
– Eu sei Lena... Mas o que vamos fazer? Meu pai... Não vai se envolver.
– Eu dou um jeito.
– Lena com todo respeito, eu não quero ofender... Mas como?
– Eu... Tenho um jeito.
– Que jeito?
– Não posso contar Matt, mas... Não é nada ilegal, apenas confie em mim ok?
– Ficaria mais tranquilo se soubesse do que se trata.
– Não posso... Não posso mesmo Matt, confie em mim ok?
Elena deu de ombros e depois a abraçou.
– Sei que você nunca faria nada ilegal. – Ele beijou o topo da cabeça dela – vai ficar tudo bem ok?
– Eu sei... Vamos cuidar do Coll. Preciso ir – ela se desvencilhou dele, dando-lhe um rápido beijo no rosto – Vou agilizar as coisas, prepare a papelada.
– Farei isso – Ele a observou se afastar até a porta. – Ô Lena! – ela parou – Quanto mede a maior torre de lego do mundo?
– 31 metros. Acho melhor você pensar em se aposentar disso.
– Nem pensar, você não pode ter decorado o livro todo.
Ela piscou.
– Pode apostar que eu posso.
Então saiu.
– Estamos sabendo algumas coisas por intermédio de terceiros, Salvatore queremos confirmar a veracidade dos fatos.
– Que coisas?
Damon perguntou, esticando-se como um gato.
– Sobre esta tal advogada criminalista com quem você estaria trepando por ai.
Os olhos dele se fecharam, e escureceram tal quais os olhos de um puma em ataque.
Damon Salvatore não era homem de ser pressionado, ainda por cima em seu território.

Damon virou muito devagar. Os olhos soltavam faíscas, mas não era qualquer um que conseguia vê-las.
– Eu creio... Não ter compreendido bem o que disso, Pettigrew.
O Homem que era quase o retrato de um rato franziu o rosto, deixando-o ainda mais deformado.
– Tem noção do quão perigoso pode ser um envolvimento seu com uma advogada?
Ainda mais agora que estamos acertando as transações de Miami...
– Está tentando... Me ensinar a trabalhar, Pettigrew?
– Eu estou apenas dizendo...
– Então pare de falar. Em primeiro lugar, sua voz irrita e sua boca fede, em segundo lugar, não queira me ensinar algo que você não sabe fazer, a única coisa que faz relativamente bem é roubar Pedro, e nem isso faz com tanto talento... Por ultimo e não menos importante, eu aRebekah muito melhor para sua saúde que tenha mais respeito quando se referir a advogada criminalista com quem EU ando trepando, fui claro?
– Salvatore...
– Senhor Salvatore... Já lhe dei folga demais Pettigrew. Acho que você achou que podia tomar liberdades comigo, mas eu devo lembrar que ainda sou seu patrão. Minha vida pessoal não lhe interessa e é melhor, muito melhor que eu nunca mais ouça nada desrespeitador em relação a Elena Gilbert ou enterrarei a língua que pronunciou as palavras no rabo do seu dono, Eu fui mais claro desta vez?
– Claro... Senhor...
– Ótimo. Agora tire sua cara feia da minha frente, antes que a ideia de arrancar sua outra mão – Damon falou referindo-se a prótese que o homem tinha em uma das mãos. – Fique atraente o bastante para que eu não a recuse.
Pedro Pettigrew não disse mais nada antes de sair. Talvez nem tanto pelas palavras, mas sim pela força do olhar dele.
Damon sentou e relaxou quando a porta se fechou. Normalmente não ligava para insinuações sobre as mulheres com quem saia... Mas não com Elena.
O telefone tocou e ele atendeu irritado.
– Achei que disse pra não ser incomodado.
– Desculpe senhor Salvatore, mas o senhor deixou ordens expressas para passar os telefonemas da senhorita Gilbert então...
– Elena? Passe, passe imediatamente e me deixe incomunicável até segunda ordem.
– Sim senhor.
A linha emudeceu por alguns segundos e foi liberada de novo.
– Damon?
A voz dela estava mais calma que o normal.
– Olá Modesty. Sentiu saudade?
Ele riu durante o silencio dela.
– Já mandei você parar de me chamar assim.
– Por que você é implicante. Então... sentiu saudade?
– Damon...
– Sentiu ou não?
– Senti. Tá bom assim?
– Senti saudade gostosão cairia melhor, mas já tá bom. Eu não posso ver você agora morena, tenho duas reuniões à tarde, mas à noite...
– À noite... – ela repetiu esperançosa – Mas Damon... Não foi por isso que eu liguei. Eu preciso...
– Você precisa?
– Preciso... De... Um favor.
Ele recostou-se na cadeira, como se estivesse se acomodando melhor.
– Um favor? Elena Gilbert vai me pedir um favor?
– Não, se você começar a me irritar. Podemos fazer o seguinte, eu desligo agora e fingimos que esta conversa nunca existiu...
– Calma Modesty Blaise, calma... Você é muito nervosa sabia? A mãe de alguém chupou limão durante a gravidez.
– Damon... Por favor, o assunto é tão sério que eu nem animo pra brigar com você eu tenho. Quer por favor me ouvir?
Ele ficou sério.
– O que foi?
– Eu... Eu preciso pedir uma coisa e não vai ser nada fácil.
– O que é?
– É... Eu... Eu preciso... Uau... Não vou conseguir fazer isso.
– Você precisa de dinheiro?
Elena ficou em silencio por alguns segundos, não propositalmente, mas por que a pergunta havia sido tão crua e direta que chegara a doer.
– Elena...? Elena está me ouvindo?
– Estou.
– É dinheiro?
– Hum... É.
– Entendi... Quanto?
– Damon... Não pelo telefone.
– Eu não posso ir te ver agora Elena.
Algo na voz dele havia mudado.
– Damon... Não é um pedido... Eu não quero seu dinheiro, eu pretendo devolvê-lo e se você quiser até mesmo com juros, eu apenas...
– Elena... Como você mesma disse, não pelo telefone. Por que não vem até aqui e conversamos sobre isso?
– Eu... Eu realmente não queria estar fazendo isso.
– Elena, não dramatize. Venha até aqui e conversamos, tudo bem assim?
– Eu... – Ela queria desistir. O tom de voz dele era quase jocoso, mas ela tinha que pensar em Colin. – Que horas?
– Venha agora. Vou deixar ordens pra que você entre direto.
Ela desligou e respirou fundo, repetindo mentalmente o mantra que criara para si para não se sentir tão estúpida. Claro que ele a olharia diferente agora. Um homem como Damon, por mais bonito que fosse, era também assediado pelo dinheiro que tinha e agora ele a classificaria na mesma lista que suas mulheres anteriores.
Mas ela pretendia pagá-lo. Aguentaria a humilhação enquanto não pudesse reembolsar todos os 15 mil, mas pagaria. O mais rápido possível.
...
Rebekah entrou a passos duros, esporeando o chão com seus saltos finíssimos de 20 centímetros. Ela era perua, mimada, mal educada e completamente irritante, mas duas coisas eram inegáveis. Ela era linda, um belo modelo de oriental, e tinha classe.
As pessoas se viraram em todos os ângulos para vê-la desde que pisou na entrada do Hall principal. Ela desfilou até a recepção.
– Quero ver Damon. Diga-lhe que Chang está aqui.
A recepcionista não se mostrou muito abalada com a imponência da oriental. Levantou a cabeça devagar, como que num movimento ensaiado e sorriu forçado.
– Posso ajudar senhorita?
Rebekah virou os olhos.
– Estou procurando Damon…É surda?
– Sinto muito mas o senhor Salvatore não pode receber ninguém agora.
– Eu espero.
– Como queira senhorita.
Ela levantou uma das muitas pilhas de revistas com as fotos de Damon e sorriu de lado.
– Vou ficar com esta. Meu homem está perfeito, se bem que... Ele é perfeito...
A recepcionista não se alterou, na verdade, agia como se nada estivesse acontecendo à sua frente.
De repente Elena entrou na sala, passando direto pela secretária, dizendo-lhe apenas um rápido Bom dia.
A mulher sorriu e acenou afirmativamente.
Rebekah arregalou os olhos e acompanhou Elena com os olhos e uma expressão de incredulidade.
– Quem é esta? – Perguntou estressada.
– Senhorita Elena Gilbert. – respondeu calmamente a secretária.
– Por que ela entrou na sala do Damon?
– Ordens do Patrão.
– Você acabou de dizer que ele não podia receber ninguém!
A recepcionista sorriu de canto.
– Ao que parece... Ela não é ninguém.
Rebekah trincou os dentes para não gritar.
– Vou esperar para que você repita esta frase, quando ele te demitir por me deixar esperando.
– Os formulários para duvidas, sugestões e reclamações ficam no balcão ao lado da entrada principal senhorita, e está livre para pedir o numero da minha identificação e acrescentá-lo na ficha.
– Vou agora mesmo à sala do Damon– Ela disse vendo Elena passar facilmente pelos seguranças pessoais – farei a reclamação pessoalmente, sujeitinha abusada.
– Fique a vontade senhorita, mas receio que não vá passar dos seguranças. O senhor Salvatore foi bastante claro em suas ordens.
– Você não me conhece sua idiota.
Ela soltou a revista no balcão e andou até a sala, mas foi barrada pelos seguranças. Pela primeira vez, uma plateia, mesmo que pequena, pôde ver Rebekah Shane perder a linha e a classe.
Gritos, ameaças e xingamentos a acompanharam enquanto os seguranças a escoltavam até a saída do prédio, mas nada adiantou, ela teve que deixar o lugar.
Elena ainda esperou alguns minutos até que entrou no escritório dele. O lugar parecia um labirinto, uma imensa fortaleza, o castelo de um rei. O castelo dele. Não era de admirar que ele se sentisse tão imponente naquele lugar.
Se ali era o Olimpo, ele era Zeus.
Damon se aproximou dela e lhe deu m beijo leve. Os olhos dele eram como diamantes azuis. Límpidos e duros. Nunca dava pra saber o que ele estava pensando.
– Damon eu... – Ela começou, mas ele levantou o dedo e fez sinal para que ela se calasse.
Aquele Damon despojado e infantil que ela costumava ver no apartamento do seu tio não estava ali. Ali estava o todo poderoso Salvatore– Espere... Não diga nada ainda.
– Você tem um cheiro diferente…
– Como?
– De mulher… Mas não como as outras mulheres. Você tem cheiro de fêmea humana, ao passo que as outras… assemelham-se a cadelas no cio.
– Por que você é tão rude com as mulheres?
– Não estou sendo rude com as mulheres, Elena, apenas com aquelas sem pudor. Quando uma mulher veste a carapuça, é por que ela lhe cabe. Você não precisa se ofender com isso, não é do seu tipo de mulher que estou falando.
– Está falando de que tipo? Daquele que você prefere?
– Sim, daquele que eu preferia, antes de te conhecer.
– Damon por favor...
Ele riu, pegou a mão dela e a fez sentar.
– Tudo bem... Aos negócios primeiro.
– Eu queria que você soubesse que não é nada fácil estar aqui pedindo isso e que se não fosse tão importante eu certamente...
Ele a beijou de surpresa. Um beijo rápido, mas suficiente para calá-la.
– E eu queria que você se acalmasse. Mais parece que vai ser assassinada em alguns segundos.
– Você não fala sério nunca?
– Estou falando sério. Muito sério. De quanto se trata?
– Damon...
– Elena. Vamos deixar a frescura de lado ok? Você precisa de dinheiro. Muito. Se fosse pouco você pediria ao Ric, então me diga, quanto é?
– Damon...
– Elena. Vamos deixar a frescura de lado ok? Você precisa de dinheiro. Muito. Se fosse pouco você pediria ao Ric, então me diga, quanto é?
Ela raspou a garganta antes de falar.
– Quinze mil.
A expressão dele não se alterou.
– Hummm, certo.
– Damon, pelo amor de Deus, está dificultando as coisas. Eu pretendo pagar a você, de alguma maneira...
– Claro – Ele sorriu malicioso
– Damon, não seja tão filho da puta!
Ele gargalhou.
– A mente poluída é exclusivamente sua.
– Idiota.
– Elena, seus xingamentos me excitam, mas eu tenho uma reunião, vou buscar o dinheiro.
– Espera! Precisamos acertar os detalhes do pagamento.
– O dinheiro é pra você?
Ela hesitou.
– É...é...
– Então... Discutimos as formas de pagamento mais tarde. Me dê um minuto.
Ele foi até um quadro na parede afastou-o e digitou uma senha no painel eletrônico. Um cofre se abriu.

Não demorou muito ele voltou com as notas, colocou-as num pacote.
– Você vai ser escoltada até sua casa, não vai andar sozinha com todo este dinheiro...
– Damon...
– Só até sua casa Elena, depois, você fará o que quiser. Tudo bem? É pra sua própria segurança.
– Tá bem... Tá bem...
– Posso perguntar por que tanto dinheiro?
– Eu... Eu... – ela engasgou – Eu não... Eu...
– Calma Elena... Você se meteu em alguma encrenca ilegal?
– Por que todo mundo acha que eu to cometendo um delito hoje?
– Talvez por que você esteja pálida, ansiosa, nervosa e agindo como uma criminosa.
– Eu não... Não estou.
– Elena... Pode confiar em mim... Eu...
O telefone tocou — Ele não atendeu, mas reconheceu o numero da sala de reuniões – Merda! Estou atrasado. Podemos conversar mais tarde?
– Podemos... Claro que podemos.
– Ótimo.
Ele a beijou.
– Damon...
– Não agradeça... Não ainda. – Ele sorriu daquele jeito único dele – Mike a levará para casa. Até a noite Morena.
Ele se afastou e entrou numa porta lateral que ela identificou como um elevador. O quão exatamente rico aquele homem era, seria uma coisa que talvez ela nunca descobrisse.
...
Damon estava quase na sala de reuniões quando seu celular para emergência tocou. Ele estreitou os olhos, raramente haviam coisas com as quais seus seguranças pessoais não conseguiam lidar. Retornou a ligação imediatamente.
– Salvatore.
– Senhor, temos um problema aqui embaixo com aquela modelo da Elite Models, a senhorita Shane.
– Rebekah está ai?
– Sim senhor e ela está muito irritada por que permitimos a entrada da senhorita Gilbert e barramos a dela.
Damon rolou os olhos.
– Pelo amor de Deus, é só uma mulher. Resolvam isto.
– Não é tão simples senhor. A senhorita Shane está na frente do prédio, fazendo um escândalo e se recusa a sair. Não podemos retirá-la à força por que ela não está em propriedade privada e em alguns minutos a imprensa vai acabar chegando.
– Mas... Que... Merda! O que ela quer finalmente?
– Ela quer falar com você senhor.
– Eu tenho uma porra de reunião em cinco minutos!
– Eu não sei como proceder senhor Salvatore.
– Mas... Que...FILHA DA PUTA! Traga essa mulher aqui, ela tem cinco minutos pra me dizer que quer!
Rebekah não demorou a alcançar o andar onde Damon a esperava, irritado e entediado. Assim que ela entrou, já começou a despejar uma ladainha interminável. Damon permaneceu calado, sequer a encarou, continuou bebendo o água que tinha na mão enquanto ela tagarelava infinitamente.
Quando ela parou por um momento, já ao lado dele, Damon simplesmente a encarou e indicou a cadeira a sua frente com um dedo. Uma ordem muda para que ela sentasse.
Ordem a qual ela obedeceu prontamente.
– Elena teria mandado que eu me fodesse. – Ele pensou e riu de lado com o próprio pensamento.
– Você não vai me explicar esta mulher?
– Preciso?
– Claro que precisa Damon. Como assim você ainda me pergunta isso?
– Eu não devo satisfações da minha vida a ninguém.
– Não acho que seja bem assim – Ela disse em tom desafiador e cruzou os braços abaixo dos seios, em posição de defesa.
Damon riu sarcasticamente pelo nariz.
– Rebekah ... Você não é minha mãe... E se fosse, não seria tão inconveniente.
– Mas sou sua mulher.
– Tsc, correção. É uma das minhas muitas mulheres. E você sempre soube disso.
Os olhos dela se encheram de lágrimas e ele rolou os olhos.
– Estúpido...
– Vai chorar? Por favor, use um lenço... E seus cinco minutos acabaram, você está 4 minutos além do que eu poderia dispor e não falou nada aproveitável. Eu tenho uma reunião e...
– Me diga que você não está trepando com esta mulher.
Ele arqueou a sobrancelha.
– Vocês me veem como um coelho por acaso? Ou todo mundo resolveu falar “trepar” hoje? Não estou trepando com ela.
Rebekah forçou um sorriso.
– Bom, eu pensei na opção de você estar enganando-a, por causa do seu processo.
– Eu não disse isso Rebekah .
– Mas você disse que não estava transando com ela.
– Não... Não... Eu disse que não estava trepando com ela. A maneira como vocês colocam este verbo de baixo calão, faz com que tudo pareça muito superficial... Elena não é este tipo de mulher.
Os olhos de Rebekah se estreitaram.
– E que tipo de mulher ela é?
– Do tipo que tem personalidade.
– O que você está insinuando? Está me chamando de burra?
– Não. Burra não. Você é tudo, menos burra, se fosse burra estaria trepando com o qualquer pobre bonito que visse e não comigo. Está mais para... Sem personalidade...
– Seu idiota...
Ele sorriu.
– O idiota está atrasado, agora se me der licença, suma por onde entrou e livre-se da minha idiotice.
– Você vai abrir mão do que temos assim? Por nada?
– Do que temos? – Ele olhou pra ela – E o que temos Rebekah ? O que temos além de uma boa transa? Não temos uma relação, é só sexo, sempre foi.
Ela deixou algumas lagrimas caírem.
– Alguma vez… Em algum mísero momento você me amou? Sentiu algo por mim além de tesão?
– Me deixa pensar… Humm… Não… Não espera, espera… Teve uma vez que eu senti… Ah não, não, aquilo também era tesão…
Ela levantou com tanto impacto que derrubou a cadeira.
– Isso não vai ficar assim Damon Salvatore- Ele acenou afirmativamente com a cabeça – Este seu romancezinho não vai pra frente.
Damon levantou e olhou o relógio.
– Anda vendo muitas novelas mexicanas Rebekah . Não há romancezinho algum. Somos adultos e gostamos de estar juntos, só que Elena... Ela consegue prender minha atenção só nela, entende? Então, antes de bolar planos mirabolantes para nos separar dramaticamente, entenda uma coisa... Não há mocinhos aqui, só bandidos.
– É uma ameaça Salvatore?
– Não... Claro que não... É... um aviso. Agora se me der licença, você já me atrasou demais. – Ele se virou e caminhou até a saída da sala, falando sem olhar para trás. — Sean! Mostre o caminho da saída à senhorita Shane.
Quando o segurança se aproximou dela, Rebekah era a verdadeira face do ódio.
Rebekah saiu cuspindo fogo do prédio – Se ele pensa que vai ficar assim , está muito enganado.- Pegou o celular dentro da bolsa e discou o numero apressadamente – Marie consiga para mim o numero de Matt Donovan imediatamente.
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