Internship In Crisis
3 Internato Backffle.
As treze meninas – e Negão – observavam o enorme Internato Backffle, seus muros tinham no minimo uns três metros, além dos guardas que ficavam a cada cinco metros. Foram levados para dentro e lá também se assustaram, o Internato era gigantesco – além da aparência antiga, que o deixava rústico – e no campus haviam várias mesas em baixo de árvores enormes, e lá também havia mais guardas.
— Que merda, vai ser foda fugir desse. – Izza resmungou em enquanto tentava ver se via algum estudante e nenhum havia ali. Virou-se e cutucou o guia que quase se tremia observando Negão. A ruiva riu baixo ao ver seu olhar amedrontado quando o guia virou. — Aonde estão os alunos dessa porra?
— E-estão em aulas. – Ele gaguejou e Izza assentiu ficando em silêncio, até o mesmo ser quebrado por Flávia que deu um suspiro.
— Até o guia tem medo do caralho. – Ela resmungou e Suyane assentiu rindo.
— Coitado, vai sair gritando " Virei gaay, ai Negão come meu cu". – Mesquita falou com voz fina, todos gargalhavam.
— Primeiro: caralho é o porra. Segundo: vou é comer o seu cu se não ficar quieta. – Negão falou entre os dentes e logo após voltou apertar as bochechas de Nishimura.
— Como um caralho se transforma em porra? – Sara falou pensativa com a mão sobre seu queixo, Gabie deu um tapa em sua cabeça.
— Oh Deus, abençoai esta criatura. – Souza sussurrou e Clara riu.
— Quem é aquele, o gay que vai dar o cu pro Negão arrombado? – Letícia apontou para um homem de cabelos castanhos, alto e forte, expressão dura e fria se aproximava daquela turma.
— Bom dia, sou o coordenador chefe, Pietro. – Sua voz grossa deu arrepios em todas as meninas ali. Sara sorriu marota e Mesquita acompanhou a amiga.
— Se todos os coordenadores forem tão sexys assim, vou ir sempre em internatos. – Sara chegou perto lentamente e um sorriso maroto formava nos lábios de Pietro.
— Sara Verdan, não é? Aquela que já foi dona do maior puteiro de Las Vegas? – Ele perguntou com uma sobrancelha erguida e Sara rolou seus olhos se afastando.
— Escutem. – disse Pietro. — Aqui vocês não estão de férias, não estão para se divertir, não estão para destruir esse lugar. Estão aqui para se colocarem nos padrões da sociedade. – Nishimura rolou seus pequenos olhos e foi até na frente de Pietro, levantou-se ficando nas pontas dos pés e ficou fitando os olhos intensos de Pietro.
— A gente vai fazer desse lugar um inferno, como todos os outros. Não pense que aqui vai ser diferente, Pietro. – Ela deu um sorriso sarcástico subindo nas costas de Negão e quando iriam andar foram impedidos por dois seguranças enormes.
— Antes de seguirem, vamos revistar suas malas. – Pietro falou com um sorriso vitorioso em seu rosto.
— Merda. – Suyane sussurrou baixinho e Gabie assentiu.
As malas se resumiam em livros pornográficos – sim, de Flávia e de Gio – , inúmeras bombinhas, isqueiros, e uma TNT foram recolhidas, bebidas alcoólicas a coleção de mãos de cera de Clara, roupas curtíssimas e também as dez malas só com dinheiro dentro.
— Minhas mãos. – Clara estava com seus olhos lacrimejados.
— Seu monstro. – Souza abraçava Clara e olhava as coisas confiscadas. Dentre elas seu iphone com suas músicas favoritas.
— Sério isso? TNT, bebidas, aparelhos eletrônicos e dinheiro? Tão mimados. – Pietro suspirou e fez sinal para levarem as coisas confiscadas.
— Até minhas roupas, por que? – Mesquita gritou e Flávia a puxou levemente pelo pulso impedindo que ela pula-se em Pietro.
— Repito: isso não é férias. – Ele deu um último sorriso e saiu dali.
— Filho da puta. – Tate resmungou e tirou a mão enorme de Negão de sua cintura.
— E você não fez nada por que? – Lobão perguntou para Bruno que apontou para um grupo de meninas de torcidas que sorriam para ele.
— Ah, puta que pariu Bruno. – Souza disse e sentou-se no chão.
— Estamos fudidas! Literalmente. – Let disse e depois voltou a xingar Pietro que havia levado sua mala gigantesca com games, mangas e seu laptop.
— Relaxem, temos sempre nosso jeito. – Sara apontou para o guia que estava um pouco mais distante conversando com uma mulher gorda baixinha.
— Lobão, vá. – Nishimura resmungou enquanto fitava um campo de futebol aonde poderia ver pessoas miúdas jogando.
— Ok. – Ela suspirou e saiu rebolando até o guia.
Logo após dois minutos ela estava de volta e com um sorriso enorme.
— Quarto 69, e ele me falou de alguns grupos em que podemos achar o que queremos. – Ela mostrou a chave.
— Sério, 69? – Sara sorriu maliciosa.
— Uma pergunta Gio. – Flávia olhou para Lobão que fez sinal para que ela prosseguisse — Você não falou nada demais para ele, não é?
— Relaxa Flávia. Só falei que o Negão era bom de cama. – Ela piscou para Flávia que riu baixinho e Bruno bufou.
— Vão se foder, suas putas. – Ele falou entre os dentes.
Chegaram ao dormitório e ao abrirem ficaram com a boca aberta, só tinha quatorze camas simples, alguns bidês do lado, um armário velho enorme e uma mesa grande de madeira que já estava desgastada.
— Só podem estar brincando comigo. – Mesquita sentou na cama.
— Ai porra. – Gabie pulava com a mão em seu pé.
— O que foi? – Let fitou a amiga assustada.
— Uma gaveta caiu no meu pé. – Ela fez bico e Souza jogou um livro que ali havia na cara de Gabie.
— Pronto, agora sua cara dói. Agora pare de pular antes que esse chão caia. – A loira grunhiu raivosa.
Ouviram uma batida na porta e Pietro adentrou.
— Aqui é o quarto de vocês temporário. – Ele suspirou e observou aquele quarto decadente.
— Ah que bom que é temporário! – Mesquita pulava alegremente e Souza jogou outro livro só que em Mesquita. — Vadia.
— Até parece que seus pais aceitariam seus queridos filhos morarem num quarto desses. – Pietro rolou seus olhos e Izza riu sarcástica.
— Você tira muita conclusão errada ein querido. – A ruiva sorriu brevemente e se virou para retirar sua blusa. Ele arregalou seus olhos. — Quer ficar pro show? — Ela se virou sorrindo maliciosa e ele saiu dali apressadamente. Todas gargalhavam.
— Eu quero ver o show. – Negão choramingou e levou uma livrada agora de Flávia.
— Respeito menino. – Ela semicerrou seus olhos e ele começou assobiar olhando para o teto que parecia que iria desabar sobre eles a qualquer momento.
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