Interlúdio Para Amar
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Depois de muitos contratempos finalmente chegou o dia tão esperado!
Esse foi o capítulo que eu mais gostei de escrever, espero que vocês gostem também!
Boa leitura!
“Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós.”
(Clarice Linspector)
Inuyasha chegou em casa no final da tarde, trazia alguns coelhos para o jantar. Entrou e procurou por Kagome, porém ela não estava lá. O hanyou havia passado o dia inteiro pensando nela. Ele encostou no batente da porta e suspirou profundamente, precisavam conversar e resolver seus problemas sozinhos, ninguém poderia ajudá-los nisso. Esperou um pouco, mas logo desistiu, ao sair farejou o cheiro dela, já sabia onde ela estava.
Kagome estava sentada junto à Goshin Boku (árvore das eras), ela sempre ia para lá quando precisava pensar. Havia passado o dia com uma dor de cabeça terrível e praticamente não conseguiu se concentrar em suas atividades. Os problemas eram maiores do que apenas uma ressaca. Consequência de uma noite de excessos... Alguma coisa não estava em sintonia.
A miko recordou-se do dia em que retornou a Sengoku Jidai, havia acabado de se formar no Ensino Médio e vislumbravam-se muitos planos para o futuro: fazer faculdade, conseguir um bom emprego, ter uma casa, um carro, coisas que todos os jovens da era atual desejam. Porém, ao fitar o honekui no ido tudo parecia vazio e sem graça, nenhum projeto fazia sentido sem Inuyasha. Em três anos o amor que ela sentia pelo hanyou não havia diminuído, pelo contrario, se enraizou em seu coração e a saudade doía tanto que parecia rasgar o peito.
Em prantos, ela abriu as portas do santuário onde ficava o poço, precisava de Inuyasha assim como precisava respirar, qualquer futuro valia a pena se ele estivesse com ela. Foi quando o milagre aconteceu, ao tocar a borda do poço a passagem para a era Feudal se abriu e ela sentiu um misto de alegria e medo. Tanta coisa poderia ter acontecido em três anos, e se o hanyou não a tivesse esperado e se ele não a amasse mais. Seu maior desejo havia se realizado e ela estava hesitante, aquela provavelmente seria a última vez que ela poderia atravessar as eras, teria que abrir mão de sua família e de toda uma vida. Confusa, ela sentiu os braços da mãe enlaçarem seus ombros, tinha um sorriso confiante nos lábios. Não eram necessárias palavras, a Sra. Higurashi havia acompanhado toda a sua tristeza por estar longe do homem que amava, mesmo com lágrimas nos olhos ela apoiava a filha, como sempre havia feito. Kagome abraçou a mãe e mais uma vez pulou no poço, a decisão era definitiva, não sabia o que iria encontrar do outro lado, mas precisava correr o risco.
Quando ela sentiu a mão de Inuyasha ajudando-a a subir o poço e mirou mais uma vez o rosto dele, todas as dúvidas desvaneceram. Ela havia reencontrado o homem que amava e seria feliz para sempre, como nos contos de fada.
Kagome refletiu sobre os sentimentos daquele dia. Por mais que os sonhos se realizem, a vida real não é um conto de fadas. Inuyasha não era um príncipe encantado, mas uma pessoa com defeitos e qualidades, assim como ela mesma. Era na imperfeição que ela o amava. Depois de seu retorno eles colocaram muita expectativa no casamento e abafaram todos os incômodos como se eles fossem sumir por mágica. Nunca ousaram conversar sobre a Kikyou, filhos, ciúme, sexo, morte, como se esses assuntos fossem quebrar o encanto do reencontro e do futuro maravilhoso que eles almejavam. Porém eles ainda estavam ali, se impondo sobre eles, e determinando suas vidas. Entretanto, mesmo que houvesse dúvidas, Kagome mantinha uma certeza, a mesma que a levou a atravessar as eras, ela amava Inuyasha e queria passar a vida ao lado dele.
Kagome sentiu os olhos de Inuyasha sobre ela. Ele se aproximou com cuidado e sentando-se ao lado dela deu-lhe um beijo suave nos lábios — Você está melhor Kagome? – perguntou ele.
- Senti dor de cabeça o dia inteiro, mas agora já estou bem. Vim aqui para pensar em nós. Minha mãe sempre dizia que a Goshin Boku fazia-nos sentirmos melhores e clareava nossos corações. Além disso, foi aqui que nos encontramos pela primeira vez.
- Ainda me lembro daquele dia, da sua cara de desespero fugindo do youkai centopeia. – ele riu sendo acompanhado pela esposa.
- Sim, você pensou que eu era a Kykiou e depois tentou me matar.
- Ah eu não te mataria, só queria roubar a shikon no tama.
- Não me mataria porque eu me parecia com a Kykiou? – a moça questionou cruzando os braços demonstrando desconforto.
Inuyasha não ignorou a reação de Kagome e apressou-se em desfazer qualquer equívoco — Não é por isso garota estúpida, quando que te vi pela primeira vez pensei que fosse ela, mas logo percebi que era completamente diferente. Apesar de todas as dificuldades por estar num mundo estranho cheio de demônios você não fugiu da luta, aceitou a companhia de um hanyou sem reservas, durante a nossa caminhada sempre procurou o melhor das pessoas, sem julgá-las pelas aparências. Além disso, você não tinha medo de ser você mesma e de admitir seus sentimentos. No momento em que você tirou a flecha do meu peito eu vi que era forte e corajosa, acho foi ali que comecei a admirá-la e mais tarde isso se transformou em amor.
- Também me encantei com você no momento em que o vi dormindo lacrado na árvore, eu desejei conhecê-lo. Seu temperamento era difícil , mas quando menos percebi já te amava e não podia viver sem você.
- Nós passamos muito por muita coisa juntos, não é mesmo?!
- Sim, e isso nos deixou mais fortes e mais certos das nossas escolhas.
- Kagome, eu nunca te disse antes,mas...- ele respirou profundamente antes de continuar – no meu coração eu sempre desejei ficar com você, mesmo antes da morte da Kikyou, eu já me tinha decidido a ficar com você após a batalha com o Naraku. Depois que você ficou presa na sua era e eu sempre vinha aqui para pensar em você. É estranho, mas estar nesse lugar fazia com que eu me sentisse mais próximo, eu imaginava que você poderia estar nesse mesmo lugar, quinhentos anos no futuro e talvez, por algum milagre, eu pudesse sentir seu cheiro, ouvir a sua voz, ver o seu sorriso, assim, eu não estaria mais tão sozinho. – Inuyasha tomou as mãos da miko e ternamente acariciou o rosto dela. – Kagome, nesse lugar eu te esperei por três anos, os mais longos que eu já vivi, mas não tenha dúvidas de que se fosse necessário eu teria esperado por mais quinhentos anos.
Kagome tentou conter as lágrimas, mas elas teimaram em escorrer de seus olhos. Inuyasha não era de falar sobre seus sentimentos e naquele momento ele havia feito mais feito mais do que proclamar seu amor, ele havia declarado que ela não era sua segunda opção, mais ainda, ele a teria esperado pelo tempo que fosse necessário. Ela apertou as mãos do hanyou, tinha o coração apertado e os soluços contidos na garganta, mas precisava falar — Inuyasha eu não sei como as coisas poderiam ter sido, apenas sei o que sinto agora. Eu te amo e não me arrependo das escolhas que fiz para ficar ao seu lado.
Eles se abraçaram e Kagome deixou as lágrimas fluírem livremente molhando o peito de Inuyasha. Sentiam como se nunca houvesse a amado tanto. Eles ainda tinham muitas questões para decidir, mas se havia amor, todo o resto poderia ser resolvido.
Depois de alguns minutos a miko afastou o rosto e encontrou os olhos dourados de seu amado, eles eram como duas estrelas embebidas de paixão. O hanyou passou uma garra suavemente pelo lábio rubro da esposa e depois a beijou ardentemente, ela respondeu a altura aprofundando a língua. Os corpos estavam colados e embriagados de desejo. Quando se separaram estavam ofegantes, necessitavam um do outro naquele momento.
– Eu já encontrei a resposta que procurava, vamos para casa – afirmou Kagome conduzindo Inuyasha pela mão.
Inuyasha imediatamente compreendeu, abaixou-se para que a esposa subisse em suas costas e correu para casa o mais rápido que pôde, ele nunca tinha tido tanta pressa na vida.
Entraram em casa de mãos dadas, havia um brilho no olhar, um sorriso confiante nos lábios. Lá fora, o sol lançava seus últimos raios, as primeiras estrelas luziam timidamente. Inuyasha abraçou a esposa pelas costas, afastou seus cabelos beijou-lhe o pescoço sentindo uma vontade louca de lhe apertar com toda sua força e segurando todo este desejo lembrando de controlar-se por ser Kagome humana não podendo agüentar todo seu desejo violento, foi se acalmando num suspiro profundo e o mais delicadamente possível e mordiscou-lhe suavemente o lóbulo da orelha direita recebendo dela imediatamente um suspiro de aprovação, descendo com beijos pelo pescoço. As mãos que a enlaçavam pela cintura afrouxaram o laço do obi, fazendo a blusa dela deslizar até os cotovelos, continuou com os beijos até o final dos ombros. Kagome usufruiu cada toque de olhos fechados, como se quisesse guardá-los para sempre na memória, virou-se para ele tocando-lhe o rosto e encontrando o sorriso dele beijou- o profundamente sentindo os lábios macios, a língua quente dele explorando a sua boca. As mãos dela deslizaram até o laço que prendia o haori de Inuyasha, que ele tirou sem deixar de beija-la, retirando em seguida a kosode branca.
Separaram-se momentaneamente para que Inuyasha a pegasse no colo como uma noiva e a levasse até o futton. Nesse intervalo Kagome aproveitou para acariciar o peito nu do marido, admirando o quanto ele era forte e belo, ela mordeu o lábio pelo desejo de beijar seu corpo sentir o gosto de sua pele, o que fez assim que ele a sentou no futton. Inuysha não pôde conter um leve gemido ao sentir os lábios molhados da esposa em seu corpo. Ajoelhado entre as pernas dela, terminou de retirar-lhe a blusa e tomou-lhe novamente os lábios para beija-la deitando-a calmamente. Tocou-lhe os seios firmes que enrijeceram em suas mãos, escorregou a boca até eles sugando-o levemente arrancando um gemido forte de prazer, desceu beijando-lhe o umbigo, até chegar ao início da hakama, desatando-a e tirando-a rapidamente. Inuyasha teve a visão do corpo nu de Kagome, linda, foi a única palavra que lhe veio a mente,e pensou que valia a pena todo o seu esforço para amar aquela mulher que agora seria sua. .
A miko sentiu o olhar voluptuoso do marido, e embriagada pelo desejo levantou sussurrando-lhe sensualmente ao ouvido enquanto soltava a parte de baixo da roupa dele – Você é meu, só meu, para sempre.
Ao ouvir a voz da esposa o hanyou foi tomado por uma luxúria dolorosa, ele já não estava mais conseguindo esperar. Ele posicionou-se sobre ela entre as coxas, os olhares se encontraram repletos de paixão, os cabelos prateados de Inuyasha caíram por sobre os ombros misturando-se aos cabelos negros de Kagome. Os corpos se uniram na mais antiga dança, no mais profundo casamento, aquele que torna os amantes completos, aquele que os torna apenas um.
Naquela noite o mundo poderia ter acabado que nada atrapalharia os amantes enamorados dentro daquela cabana. Só existiam eles e o amor ardente que sentiam um pelo outro.
Notas finais
Essa foi primeira vez deles e eu queria que fosse romântico.
Vocês gostaram?
Por favor comentem pois só assim posso melhorar.
Beijos!!!
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