Interligados
3 Capitulo 3 - Não jugue sem conhecer
Notas iniciais
O despertador tocou exatamente às 6h, acordei sobressaltada com aquele sonho sem sentido, pesadelo na verdade. Como dizem que pesadelo tem sentido?
Tomei meu banho matinal, escolhi uma blusinha com estampa de gatinhos e uma calça jeans skinny para ir pra escola hoje. Pelo que me informaram ontem, hoje é A terça, famosa como o "O dia da corrida". Então optei por um tênis confortável, já que eu teria que correr na Ed. Física, sempre odiei ter que fazer qualquer exercício físico na escola, toda aula eu arranjava uma desculpa pra não praticar, ia tentar de todas as maneiras possíveis não fazer.
Desci as escadas e meus pais já estavam tomando seu café da manhã, quando eu me sentei senti um clima pesado, logo me veio à cabeça a conversa que escutei ontem. Sou muito curiosa não ia deixar isso passar batido.
– Está tudo bem com vocês? – Perguntei.
Ambos trocaram olhares e não disseram nada, odeio quando as pessoas fazem isso. Comi meu pedaço de bolo com calma e o silencio reinava naquela mesa. De manhã só como um pedaço de bolo e uma xícara de café com leite, mas o café eu só tomo depois que como, uma mania minha. Estava quase acabando com minha xícara quando eles resolveram abrir a boca.
– Elena a gente tem que conversar. – Falou minha mãe.
– Até que fim vocês abriram a boca.
– Prometa pra nós que você não vai se chegar perto de nenhum Salvatore? – Agora era meu pai que falava, seu tom de voz trazia preocupação.
– Não estou entendo nada. – Realmente a minha suposição que aquela conversa deles que eu ouvi ontem era porque os Salvatores estavam de volta era verdade.
– Não era pra você ter falado assim Jonh. – repreendeu mamãe. – Elena, quando você falou que os Salvatores estavam voltando para a cidade, os mesmos que de quando morávamos aqui, a gente fiquei sem reação. – Respirou tentando achar as palavras certas sem dizer muita coisa. — Eles não são bons, para resumir tudo, eles nos fizeram mal. São perigosos.
– Que historia é essa? O que eles fizeram? – Eles não podiam vim com isso sem achar que eu não ia questionar, e eu sei que há mais coisas nisso. Meus pais são muito liberais, eles não iam me pedir isso atoa.
– É tudo que você precisa saber. – Meu pai falou ríspido. – Só prometa que vai ficar longe deles.
– Não prometo nada, vocês estão me escondendo algo, não sou mais criança. Devo lembrar-lhes que já tenho 16 anos e entendo as coisas. Vocês me pedem para prometer ficar longe dos Salvatores, que eles são perigosos e não sei mais o quê, sem me darem um motivo suficiente. Nunca me pediram nada desse tipo. Além do mais já estou atrasada pra escola. – Falei indo em direção a porta.
– Nós não estamos escondendo nada, e sim a gente sabe que você já entende as coisas, por isso tentamos ter essa conversa com você. Você mesma sabe que nunca pedimos nada igual a isso, por favor. Lembre-se: eles não são bons. – Como meu pai podia ser tão ignorante falando tão calmamente?
No carro eu não parava de pensar no que meus pais falaram, não contei a eles que encontrei o Damon ontem, nem deu tempo. Sim eu sentia que ele não era o tipo bonzinho, será que meus pais estão certos?
Ontem eu fiquei com medo dele, no final ele me ajudou. Por falar nisso o casaco dele está comigo, tenho que devolver. Foi então que percebi que o cheiro dele ainda permanecia comigo, é impossível pensei comigo, eu tomei banho, muito bem tomado alias, isso deve ser da minha cabeça.
No quarto horário ocorreu a corrida, é o seguinte: a turma se divide em 5 grupos de 5 cinco alunos, e esse grupo de cinco forma duas duplas e o que sobrou é o que vai ser responsável por levar água por exemplo, o ajudante. Cada dupla enfrenta um tipo de corrida. Meu grupo foi e eu e as meninas, lógico, e se juntaram a nós o Matt e Tyler, o qual eu não tinha conversado até então.
Caroline foi a que falou primeiro.
– Eu vou ser a ajudante. — ela dizia. — não quero suar, desculpa Elena.
Eu contei para ela e Bonnie ontem no Mystic Grill que odeio Ed. Física, eu teria que fazer dessa vez.
– Tudo bem, vamos nos dividir então.
Fiquei com o Matt e a Bonnie com o Tyler, já que a professora instruí uma dupla, sendo uma menina e um menino.
Todos os músculos do meu corpo doía, não tenho o hábito de praticar esportes, quando faço isso que me acontece. Foi até engraçado essa corrida, nós meninas corremos 100m e os meninos 200m. Eu e o Matt ganhamos do Tyler e da Bonnie, mas na colocação final de todos da turma ficamos atrás da Rebekah e um garoto cujo nome é estranho e eu não consigo me lembrar.
Após a escola fui almoçar no Mystic Grill, raramente almoço em casa, meus pais não tem esse hábito e eu peguei isso deles, não gosto de almoçar sozinha, mas as meninas tinham que ir na biblioteca pesquisar o trabalho de história.
O Matt trabalha aqui apenas no turno noturno, então sabia que não era ele que ia me atender, mas não esperava encontrar o Damon.
A camisa de uniforme vermelho parecia ter sido feita sobe medida, marcando seus músculos do peito e seu braço, os olhos azuis era um contraste incrível. Ele parou a minha frente e não disse nada, apenas me examinando, aqueles olhos me percorrendo parecia era tão intenso, como ele conseguia fazer isso apenas com o olhar? A mesma coisa aconteceu ontem e eu não sabia o que fazer ou o que dizer.
– Eu falei que nós iriamos nos encontrar logo, mas não pensei que tão cedo. — Ele dava um sorrisinho de canto. QUE SORRISO!
– Também não, coincidência...
– Não acredito em coincidências. — a verdade que eu também não acredito, mas cadê minhas palavras? Fugiram quando viram ele, pensei comigo. — Meu turno acaba daqui a 10 minutos, se você não se importar, eu posso me juntar a você para esse almoço?
– Claro. — Falei sem pensar. Merda. Queria me matar. Me lembrei do que meus pais me disseram essa manhã, que ele é perigoso, que todos os Salvatores são, que fizeram algo de ruim para nossa família no passado. Mas ele era igual ao resto de sua família?
Queria poder dizer que iria embora só pra não almoçar com ele, mas já tinha feito meu pedido e ele estava vindo se juntar a mim.
– Estou me sentindo livre sem aquele uniforme, hoje é meu primeiro dia, não vou me acostumar com aquilo nunca eu acho.
Se é possível, ele está mais lindo que antes, com uma camisa preta 34 básica e com a mesma calça jeans de antes.
– Seu primeiro dia? – Não podia ficar sem assunto, resolvi pegar a primeira coisa que ele falou, senão eu ia acabar falando sobre o que meus pais disseram.
– É, ontem quando eu te encontrei eu tinha acabado de chegar, tinha deixado as coisas em casa e fui dá uma volta. Hoje eu saí em busca de emprego, eles estavam precisando de garçom pela parte da manhã aqui, aí eu me candidatei e eles me contrataram no ato e perguntaram se eu podia começar hoje mesmo, pois um dos outros funcionários tinha passado mal e não pode vim.
– Sorte e azar. — Não fazia sentido o que eu disse, estava perdida em seus olhos.
– Por que você acha sorte e azar? — Acho que ele não queria que o assunto morresse também.
– Sorte porque você arranjou emprego logo, azar porque você começou a trabalhar hoje mesmo.
– Não queria começar a trabalhar hoje, meus planos era me estabelecer na cidade e na semana que vem começar, mas estou precisando de dinheiro. Acho que você já entendeu.
– Entendi.
Ficamos em silencio um bom tempo, ele comendo a sua refeição e eu a minha. É estranho almoçar com alguém o qual você não conversa direito, as vezes ele fazia sinais que a comida estava muito boa. Ele não podia ter mais de vinte anos, mas parecia uma criança comendo, o canto da boca por mais que limpasse ficava sujo.
– Olha eu não quero forçar nada, mas eu realmente gostei de você. — Do quê esse garoto está falando? — Não é nada do que você está pensando pelo amor de Deus, é que meu irmão era pra ter vindo comigo da Espanha, mas ele decidiu ficar mais um pouco lá. Eu não conheço ninguém aqui, lembro de ninguém na verdade, pensei que a gente poderia ser amigos. — Acho que ele não é normal. — Eu to forçando as coisas, queria só ser seu amigo, você e a dona daqui foram as únicas que não viraram a cara para mim.
– Por que as pessoas viraram a cara pra você?
– Minha família não é bem vista nessa cidade desde sempre, mesmo sendo uma das fundadoras. — Uma leve tristeza ele deixou escapar. Ok não são só meus pais que não gostam desses Salvatores.
– Algo aconteceu, mas você é igual ao resto de sua família? Acho que não né! Então eles não podem jugar sem conhecer. — Ninguém pode julgar o outro sem conhecer, meus pais estão fazendo isso.
– Por que não jantamos amanhã? — Meus pais vão me matar se eu for, mas ele não se parece um cara mal, só lembra um Bad Boy, que quer uma amiga.
– Fechado. — Fui pelo meu coração.
– Te ligo para combinar. — ele empurrou um guardanapo todo desenhado com “Mystic Grill” escrito bem no meio pra mim escrever o meu numero. Peguei outro e limpei o canto de sua boca que continuava suja. Anotei meu numero e entreguei a ele, se despediu com um beijo e um abraço e foi embora.
Eu só posso estar maluca para ter aceitado jantar com ele, imagina se ele inventa de me levar à casa dele?
Mas eu tenho um plano, ele quer uma amiga e eu respostas, acho que vai dá certo, se eu falar a coisa certa no momento certo eu poderia obter algo do passado da sua família aqui, assim talvez descobrir o que aconteceu entre eles e a minha
Se as pessoas dessa cidade não vão com a cara desses Salvatores, alguma coisa tem, e pior eles fizeram algo para minha família.
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