Intercâmbio em Paris
2 Primeiro dia em Paris
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
Freddie chegou na casa dos Gerard todo educado, e logo sua simpatia conquistou a nossa Host Family. Até mesmo fingiu ser gentil comigo na frente de todos, acontece que ele sempre foi um amor de pessoa com os outros, o problema mesmo é comigo, a gente sempre se estranhou.
— O que diabos faz aqui, Puckett? — Me olhou intrigado quando ficamos a sós.
— Estou aqui para terminar meus estudos e fazer intercâmbio, não tá vendo? — Cruzei os braços.
— Você fazendo intercâmbio de Francês? Essa é nova! — Riu. — Puckett, eu já estudo Francês, só estou aqui para aperfeiçoar o idioma. — Estava se gabando?
— E daí que você já faz aulas de Francês? Eu posso aprender também. Vou ficar bem fluente, melhor que você! — Avisei.
— Você mal sabe falar o nosso idioma. Por isso vivo te corrigindo quando a gente discute! — Estava pedindo para apanhar.
— Escuta aqui seu filhote de cobra, eu não admito que...
— Do que me chamou? Filhote de cobra? Se minha mãe é cobra, a sua é uma girafa! — Se irritou.
— Ei, não ofenda a minha mãe! — Retruquei.
— Foi você quem começou a ofender a minha! — Rebateu.
Começamos a discutir.
— Com licença, desculpe atrapalhar a discussão de vocês, mas meus patrões querem lhes apresentar seus quartos! — Nora nos interrompeu.
Rapidamente paramos de brigar e Freddie olhou para a moça.
Ela devia ter uns 20 anos.
— Je suis enchanté par votre beauté, mademoiselle. — Disse para ela.
Nora sorriu e ficou toda corada, com certeza foi um elogio.
— Ela também fala o nosso idioma, ôh, exibido! — Dei um tapa na cabeça dele.
— Ciúmes, Puckett? — Me provocou.
— Até parace! — Revirei os olhos.
Sr. e Sra. Gerard nos levaram para conhecermos os nossos quartos. Fomos transferidos para o mesmo colégio e nossas aulas começariam no dia seguinte.
Eu estava super ansiosa. Seria azar demais cair na mesma turma que o Nerd.
René e Rosie entraram no quarto comigo, estavam curiosas. As meninas também falavam inglês. Seus pais nem tanto.
— Mamãe decorou. — A mais velha falou um pouco tímida.
Olhei para as paredes vermelhas, os móveis eram claros e a cama parecia bem confortável. Era um quarto muito bonito.
— Ela tem bom gosto. — Sorri.
[...]
P.O.V Do Freddie
Anoiteceu, Sam estava deslocada, ela não entendia o idioma. Acho que ela nunca fez nenhuma aula de Francês. Ela deveria ao menos saber o básico. Os Gerard foram legais e bem acolhedores com a gente.
O jantar foi servido pontualmente às 19h.
Percebi que Sam estava quase morrendo de fome, ela sempre foi gulosa, na escola sempre estava comendo algo.
A mesa foi posta por uma senhora gorducha.
Os Gerard eram bem ricos.
Minha mãe é descendentes de franceses, até seu nome é de origem. Desde pequeno me interessei pela cultura, comecei a pesquisar sobre o país e comecei fazer aulas de Francês aos 14 anos.
Pelo visto a Sam não sabe de nada.
Tinha Magret de Canard, Pot au Feu, Ratatouille, patê, puré de batata doce, salada de aspargo, creme de frango e macarrão ao molho rosé.
Um mini banquete variado.
Os olhos de Sam dobraram de tamanho quando ela viu toda aquela comida diante de nós.
— Ei, Benson! — Sussurrou me chutando por baixo da mesa.
Olhei para ela fazendo cara de entediado.
— O que é? — Sussurrei de volta.
— O que é esse tal de Magret de Canard? — Olhou para a comida na travessa.
— É sapo defumado. — Decidi sacanear com ela.
Na verdade, era carne de pato.
A maluca acreditou.
— E o Pot au Feu? — Perguntou desistindo do Magret.
— É carne de bode velho. — Menti novamente.
Aquilo era cordeiro e o cheiro estava muito bom.
Ela colocou apenas macarrão com molho e creme de frango no prato.
Eu me servi rindo mentalmente, eu comi Ratatouille com purê de batata doce e creme de frango.
Sam olhava para os pratos dos Gerard achando que eles estavam mesmo comendo sapo defumado e bode velho.
Aquilo era hilário.
Tivemos Petit Gateau como sobremesa.
Depois do jantar nos reunimos com eles na sala de estar. Onde conversamos nos conhecendo um pouco, aquela era boa e tradicional família.
Às 21h nos recolhemos, fui para o meu quarto e a Sam foi para o dela.
Pelo fuso horário eu não estava conseguindo pegar no sono.
Levantei, calcei meus chinelos e saí de fininho do quarto, o corredor se encontrava escuro.
Tive a ideia de ir encher o saco da Puckett, ela podia estar acordada...
Girei a maçaneta do seu quarto, a doida nem se deu o trabalho de trancar a porta.
Me deparei com a luz do quarto ainda acesa.
A Puckett estava dormindo e não estava sozinha na cama.
Ela dormia com um cachorrinho de pelúcia.

Que tipo de garota de 18 anos ainda dorme com a luz acesa e com bichinho de pelúcia?
Foi então que descobri que a valentona não era tão durona assim.
E a loira parecia um anjo dormindo.
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