Intercâmbio em Paris
4 Maldito intercâmbio...
Notas iniciais
Dias depois...
P.O.V Do Freddie
— Não vou fazer trabalho em dupla com você. — Sam avisou quando as aulas de Francês acabaram.
— E você acha que quero fazer com você? Me poupe! — Revirei os olhos pegando meu livro e levantando.
O trabalho parece ser simples, é sobre turismo, cultura e culinária. Teremos que passear pela cidade, registrar tudo, fazer algumas anotações importantes e claro, aproveitar como verdadeiros turistas se divertindo em Paris. O professor só passou esse trabalho para os intercambistas.
Não dá para fazer tudo em um dia, pelo visto teremos que passar três dias fazendo tuor pela cidade. E Sam não quer nem colaborar.
Quando saímos com o Gerard, só conhecemos poucos pontos turísticos e um deles foi a Torre Eiffel onde o nosso passeio foi um fiasco, e pra ser sincero, acho que foi péssimo só para mim, bem que a Puckett se divertiu à beça com os francesinhos e ainda me trollou... Brincadeira sem graça.
— Tive uma ideia, Benson. — A loirinha me parou no corredor.
— Pode falar. — Esperei paciente.
— Que tal você sair pela cidade indo visitar os lugares que não conhecemos? Você bate as fotos e edita tudo fazendo colagens com fotos minhas. — Sorriu como se fosse uma ideia brilhante.
— Vou agora mesmo avisar para o Sr. Russel que você não vai fazer o trabalho e que vou fazer tudo sozinho! — Ameacei sério.
Ela arregalou aqueles olhões azuis e engoliu em seco.
— Tá bom! A gente vai fazer a porcaria do tour pela cidade! Mas que garoto chato! — A doida me deu as costas e saiu pisando duro.
Sorri mega satisfeito.
E olhando bem, ela tinha um rebolado sensual e um bumbum grande que chamava atenção.
Vi uns cinco garotos quase torcendo o pescoço enquanto olhavam para o corpo da loira que seguiu pelo corredor com passos apressados.
As meninas francesas eram lindas, mas elas não tinham o corpo que a baixinha possuia...
Sam chamava atenção por onde passava.
[...]
Durante o intervalo, eu sentava com meus colegas, não eram amigos, eu nem tinha tanta intimidade com eles...
— Ela tem peitos grandes, devem ser tão macios... — Bill comentou.
Era um idiota que só vivia falando imoralidades.
— Será que é virgem? — Maurice indagou.
— A novata estrangeira é gata, sendo virgem ou não... — Frances mordeu o lábio. — Eu pego! — Esfregou as mãos.
Aquele papo estava enchendo o saco. Estavam falando da Sam. E as imoralidades só aumentaram.
— Aposto 30 euros que levo essa gostosa para o banco de trás do carro do meu pai! — Bill teve a ideia da aposta suja.
— 50 euros. O serviço completo e eu ainda trago o sutiã para vocês! — Maurice aumentou a aposta.
— 75 euros. Duas trepadas e fotos. — Frances bateu palmas animado, muito babacão.
Os três me olharam ansiosos.
— Você curte outra coisa, cara? — Bill perguntou.
— Eu também acho que ele gosta de pepino! — Maurice gargalhou.
— Vamos chamar o Jordan para apostar com a gente! — Frances levantou.
— Conheço ela, caras. Na boa, isso é ridículo! A menina ainda deve ser virgem, porque eu nunca vi ela com...
— 100 euros e ainda trago um lencinho com a prova...
— CHEGA! PAREM COM ISSO! — Bati na mesa puto.
O Frances já queria ir longe demais na porcaria daquela aposta...
— Ele é apaixonadinho pela loirinha! — Maurice puxou o coro de risadas e piadinhas.
— Claro que não! Eu não suporto aquela garota! Ela é uma praga! — Eu ainda estava bravo.
— 200 euros. Apostamos 200 euros! Se você não foder ela ,um de nós fodemos. Ou os três juntos! É pegar ou largar, cara! Você tem três dias para cumprir a nossa aposta! — Frances decretou.
— Fechado! — Fechei os punhos com força.
Minha vontade era de socar cada um deles.
Se não fosse eu, tudo seria bem pior... Sam não merecia passar pelas mãos daqueles escrotos.
[...]
P.O.V Da Sam
— Que lugar visitaremos primeiro? — Perguntei ao Benson.
— Museu do Louvre. — Ele já tinha tudo anotado no celular.
Era sexta-feira, Figgs nos levaria à todos os lugares. Seguindo a sua listinha por ordem fomos ao Palácio de Versalhes, Jardins de Luxemburgo, Sainte-Chapelle e conhecemos as famosas Catatumbas de Paris... Registramos tudo com vídeos e fotos. Visitamos alguns restaurantes simples, bistrôs e barraquinhas nas ruas.
No sábado fomos ao Grand Palais, Cemitério Père-Lachaise, Praça da Concórdia e finalmente chegamos à Ponte Alexandre III...
Já estava de noite, a vista era linda.
— Vou te jogar, Benson! Quais são suas últimas palavras? — Comecei a filmar pelo meu celular.
— Posso fazer um pedido? — Entrou na brincadeira.
— Pode! — Assenti prendendo o riso.
— Quero um beijo. — Quase derrubei o celular.
Parei de filmar e enfiei o aparelho no bolso.
— Não! Agora sim vou te empurrar de verdade! — Avancei nele.
Freddie riu e me girou, me colocou de frente, fez menção que ia me jogar da ponte... Gritei e esperneei.
— ME COLOCA NO CHÃO! — Fiquei com medo.
O Nerd obedeceu e me abraçou por trás.
— Boba! — Riu apertando os braços ao meu redor.
Eu ia brigar com ele, porém, me distraí com a bela vista... O céu ficando estrelado diante de nós.
O Benson me soltou e me fez virar, sua boca capturou a minha antes que eu pudesse recuar...
O empurrei pelo peito, nos encaramos.
Fiquei pasma com sua atitude.
E de novo, o moreno me beijou, agarrando minha cintura. E eu cedi. O beijo lento ficou afoito. Nossas línguas se encontraram... Toquei sua nuca, passei os braços ao seu redor.
Saímos da ponte correndo de mãos dadas e fomos jantar.
Beijar ele tinha sido loucura.
Me diverti pelas ruas de Paris com o Benson estava sendo uma deliciosa loucura maior ainda.
Rimos, tiramos selfies e registramos nossos momentos como bons turistas.
[...]
Figgs nos deixou em casa por volta das 23h. Todos na casa já deviam estar dormindo. Freddie tinha as cópias das chaves. Os Gerard confiavam em nós, estávamos sendo bem tratados.
Subimos a escadaria sem fazer barulho.
Nosso passeio tinha sido muito legal.
— Só mais um beijo... — Sussurrou me agarrando em frente à porta do meu quarto.
Ele me beijou de língua... Um baita beijo que me deixou molinha.
Qual é? A carne é fraca...
— Quer entrar? — O puxei pela gola da camisa.
— Sério? — Hesitou um pouco.
— Uhum... — Sorri.
Entramos no quarto onde eu estava acomodada, tranquei a porta.
Voltamos a nos beijar.
— Melhor você ir agora... — Me afastei relutante quando sua boca chegou no meu pescoço.
Aquilo estava ficando gostoso...
Benson depositou um chupão e eu gemi ficando toda arrepiada.
Afastei sua boca do meu pescoço e o beijei. Ele ficou todo empolgadinho e desceu uma mão apertando minha bunda.
Foi então que as coisas começaram a esquentar pra valer... Ficamos excitados.
Fomos parar na cama com ele em cima de mim...
Apaguei a luz do quarto para deixar apenas a luz azulada do abajur acesa.
— Ei! — Exclamei quando o Benson tocou meu seio esquerdo.
— Não quer? — Os amassos estavam bons.
— Quero... — Mordi o lábio.
Ele voltou a beijar meu pescoço e deixei suas mãos percorrem o meu corpo...
[...]
Freddie já estava sem camisa, eu apenas de sutiã e calça jeans.
As coisas realmente tomaram rumo... Comecei a ficar nervosa, com vergonha do meu corpo.
Ergui os quadris para facilitar, minha calça foi para longe, deslizando com sua ajuda.
Ao menos minhas peças íntimas não tinham estampas das quais eu costumava usar.
Eu estava com um conjuntinho básico decente.
— Apaga a luz do abajur, por favor... — Pedi.
Eu queria e queria que fosse daquele jeito... Freddie me encarou.
— Tem certeza? — Perguntou.
— Tenho. — Confirmei.
Nunca imaginei que perderia minha virgindade com ele.
O quarto ficou escuro... Deixei que ele tirasse minha calcinha.
Seus toques me fizeram relaxar... Ele usou a boca em mim.
Caramba, aquilo foi tão bom...
— Não se mexa... — Sua voz saiu rouca.
Ele apertou meus seios por cima do sutiã... Depois abriu minhas pernas e se encaixou entre elas.
Meu coração martelava e minhas mãos tremiam.
O friozinho na barriga não passava.
— Ai! — Deslizou para dentro de mim me arrancando um gemido doloroso.
Arfou contra o meu pescoço forçando a ereção... Afastei as coxas e me contraí...
Doía e senti um pouco de ardor.
Ele parou de se mover.
— Vou tirar... — Deslizou para fora.
Seus dedos foram para dentro mim, dois deles se afundaram.
— Relaxa, quero você molhadinha... — Relaxei e confiei nele.
E depois me entreguei...
O que fizemos foi... Eu precisava escrever no meu diário.
Em silêncio, observei ele se vestir, a luz estava acesa.
Debaixo da coberta, eu estava nua da cintura para baixo.
— É melhor dormir. Amanhã temos que terminar o trabalho. — Avisou.
— Okay... — Assenti.
Ele foi embora após me dar 'Boa noite'.
Joguei a coberta para o lado e verifiquei a colcha da cama.
Estava dolorida entre as pernas.
Foi o que imaginei... Tinha mancha de sangue ali.
Depressa eu tirei a colcha e levei para o banheiro tentando limpar. Ninguém podia ver aquilo.
Havia um incômodo... Me sentia pegajosa... Estranha... Sei lá... Decidi tomar banho.
Passei os dedos ao me lavar e vi mais sangue...
Se continuasse, eu teria que colocar um absorvete.
Não acredito que perdi minha virgindade com Freddie Benson... O meu inimigo de longa data.
[...]
Passamos o domingo todo juntos. Foi muito legal... Curtimos muito o restante do tour. Conseguimos fazer o nosso trabalho em dupla. À noite, o Nerd editou tudo e transcreveu todas as anotações. O resultado ficou bom, valia a metade da nota da prova.
Segunda-feira chegou, mesmo com preguiça eu fui para o colégio com ele.
Aulas normais e chatas, entregamos o trabalhos e fizemos até uma apresentação.
Por incrível que pareça, formamos uma boa dupla.
E na hora do intervalo, cada um por si, eu tinha o meu grupo e ele o dele.
Benson andava com uns caras metidos. Todos mauricinhos.
Vi um dos rapazes levantar, o tal de Frances Xavier.
Ele veio em nossa direção, eu estava com meus amigos.
Os meninos que sentavam comigo não gostavam dele.
— Bela calcinha, loirinha! — Frances tirou do bolso a peça íntima e jogou ao lado da minha bandeja. — 200 euros vão para o bolso do seu colega, talvez ele te leve para jantar, se eu fosse você, cobraria! — Riu e se mandou indo comemorar algo com os amigos.
Levantei e olhei ao nosso redor, então avistei o Benson ao lado da máquina de doces...
— Vou matar ele! — Agarrei minha bandeja derrubando toda a minha comida.
Vou matar ele... Vou matar!
Ele só tirou minha virgindade por causa de uma maldita aposta?
Eu nunca havia sido tão humilhada em toda a minha vida.
1 hora depois...
Passei quase meia-hora levando sermões da minha mãe. Até desliguei na cara dela...
Não levei detenção e nem suspenção... Fui expulsa do colégio.
O cretino do Benson foi parar no hospital.
Não me arrependo de ter entortado a bandeja batendo naquele infeliz.
Fui para a Homestay, arrumei minhas malas.
Paris e sua magia romântica uma ova!
200 euros... Minha virgindade valeu 200 euros para aquele... Que ódio.
— Os patrões já agendaram a sua viagem para Seattle. Você vai embarcar com a agência da High School. Que pena que decidiu ir embora antes de terminar o seu intercâmbio. — Nora lamentou.
A babá das meninas era legal.
— Quais as chances de se engravidar na primeira vez? — Eu estava com medo.
Nora transmitia confiança.
Desabafei contando tudo à ela... Tudo.
— Aquele babaca nem usou camisinha... — Eu só tinha 17 anos.
— Talvez ele tenha tirado... Pode ser que... Ele... — Nem ela sabia como me consolar.
— Minha mãe vai me matar... Ela vai. Mas antes eu mato ele... — Funguei.
Se eu estava fazendo drama? Talvez...
— Ele vai passar a noite em observação... A mãe dele ligou desesperada... Disseram que você o agrediu durante um surto de raiva. — Disse tensa.
— Se eu tiver grávida, vou dar o bebê para aquela velha rabugenta criar! — Funguei novamente.
— Não pense nisso agora... Você pode não ter engravidado... É cedo para saber. — Segurou minha mão.
Além de ter sido expulsa do colégio, eu ainda corria o risco de ser mandada para o reformatório.
Eles não mandariam uma garota grávida, mandariam?
Eu sou a vítima...
[...]
3 semanas depois...
Nada de bebês... Fiz os testes.
Todos deram negativo.
Claro que fiz escondida da minha mãe.
Minha agressão contra o Benson me rendeu encrencas...
Sua mãe que já odiava a minha, queria me colocar de qualquer jeito num reformatório e ameaçou que o faria porque eu era uma delinquente perigosa.
— Não tem jeito, aquela velha nojenta disse que vai fazer de tudo para você não sair impune! — Minha mãe avisou.
Ela estava preocupada.
Depois do ocorrido em Paris, eu nem vi mais a cara daquele... Odeio ele.
— Ela não pode colocar a mãe do netinho dela no reformatório. — Eu só queria me safar.
Pam Puckett foi pra trás com o susto.
— Filha da... Merda! Não acredito! Você faz 18 anos em 3 meses. Eu sabia que essa porcaria de intercâmbio daria dor de cabeça! — Coitada.
Era errado mentir... Eu sei.
— Você abriu as pernas para o filho da inimiga... Agora sim, a Marissa vai ter que engolir! Só quero ver a cara dela! — Minha mãe era doida.
Eu só não imaginava que a minha mentira iria dar numa merda maior ainda...
— Ele vai assumir. A minha filha era pura! Vou trocar meu nome se o seu filho não for assumir essa criança! — Pam batia no peito.
Sentada no sofá dos Benson, me fiz de coitadinha...
— FREDDWARD! — A velha deu um berro.
Até eu me assustei.
Ele desceu para a sala... Quando me viu, ficou assustado.
— O que elas fazem aqui? — Se alarmou.
— Vieram com notícias... Sam está esperando um filho seu. Você vai assumir. E vai arranjar um emprego! E a partir de amanhã, vocês irão morar juntos! Seu tio vai se mudar hoje mesmo e o apartamento dele vai ficar desocupado. Vocês podem ficar lá. — Marissa informou tomando partido da situação.
— O quê? — Nós dois perguntamos em uníssono.
— Gostei e aprovo a ideia. Agora terão que arcar com as consequências. — Mamãe apoiou.
— Aceita um café? — Sua mãe ofereceu para a minha.
Nem pareciam as inimigas de longa data.
— Claro. Gosto do meu bem doce. — Elas foram para a cozinha conversar.
— Ai, Deus... Que castigo! — Freddie desabou no sofá choramingando.
Aquela era a oportunidade perfeita de me vingar...
— Me leva para tomar sorvete? Acho que já estou começando a sentir desejos... — Passei a mão pelo ventre.
— Eu devia era ter pulado daquela ponte... — Resmungou.
— O que disse? Eu vou dizer para a sua mãe que...
— Espera aí, tô indo pegar o dinheiro! — Bom garoto.
O breve intercâmbio bagunçou as nossas vidas.
E minha mentira só fez tudo ficar mais... Mais bagunçado.
Aquele foi o início de um belo desastre...
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