Intenso como o Vinho

5 ☼ Capítulo Quatro ☼


Notas iniciais
Continuando. Avaliem!

Naquele mesmo dia, o motorista que até então eu não sabia o nome, me levou para casa de madrugada, após terminar alguns ornamentos.

Mal abri a porta e sentada no sofá, me olhando igual a uma serial-killer, estava Hanna junto a uma xícara de chá.

–Oque esta fazendo acordada até agora? _coloquei as chaves na mesa de centro.

–Acha que eu ia deixar você escapar? _Hanna apalpou o sofá para que eu sentasse ao seu lado; — Vem! Me conta tudo.

–Agora? _Não estava com a mínima vontade de conversar sobre todo meu dia com o Senhor Perfeito; — Não pode ser pela manhã?

–Mas amanhã você não vai correr?

–Não, amanhã vou dar toda minha atenção á você!

Eu estava tão cansada que não teria condições de correr na manhã seguinte. A noite se seguiu e eu estava mais do que confortável em minha cama quentinha, em meus pensamentos passageiros, percebi que o senhor perfeito não era como eu imaginava, certo que no começo ele parecia um grosso, mas logo me pareceu gentil e amável. Ou será que estava apenas seguindo mais um dos conselhos de Taylor? Pensando bem, os dois são meio parecidos... Os dois são muito atraentes, ambos tem um sorriso impecável, mas são totalmente diferentes quando se trata de carisma e educação, o senhor perfeito é um pouco arrogante de inicio, mas depois é amansado conforme a vitima que vai enfrentá-lo, já o Taylor é mais educado e carismático, sempre vendo um lado bom em tudo e tenta agradar até mesmo quem não conhece. Não sou muito de prestar atenção na beleza, mas quando se trata de um senhor perfeito como esse, é meio difícil não prestar atenção nisso.

Parei de pensar besteiras, afinal, logo pela manhã teria de enfrentar Hanna e suas milhares de perguntas. Fechei os olhos e deixei com que a escuridão me levasse, era estranho pensar que quando você dorme nunca se sabe oque virá depois, uma nuvem negra que paira sobre nós, um sono profundo onde só os fortes voltam, um sonho ou um pesadelo, ninguém sabe. Gosto de pensar que estou sonhando, mesmo quando acordo e não lembro nada. Vaguei pela escuridão e a deixei me levar finalmente.

Pela manhã, acordei com o telefonema de um número desconhecido.

–Alô?

–Senhorita Guilbertt? _uma voz um pouco conhecida.

–Sim, quem é? _Minha voz estava rouca.

–Adam Seall.

Levei um susto e me arrepiei ao ouvi-lo.

–Não sabia que tinha meu número Snr. Seall.

Tentei parecer o mais civilizada possível, afinal, eu estava recém acordando.

–Ficaria impressionada se soubesse como consegui.

Como assim, impressionada?

–Gostaria de ouvi-lo se possível.

–Gostaria de dizer que eu não faço oque fiz por você ontem à noite para ninguém e gostaria de acrescentar que não somos amigos, certo?

Nossa! O velho senhor perfeito voltou, sabia que estava bom demais para ser verdade.

–Claro Snr. Seall! Isso é apenas profissionalismo, nada mais do que isso.

–Bom, era oque eu queria deixar esclarecido, para que você não se iludisse de certa maneira.

–Me iludir? Com oque? Não vejo nada de especial para ser iludida por você.

Putz..acho que falei demais. Ouvi alguns grunhidos do outro lado.

–Entendi, passar bem.

Sua voz ficou ríspida e fria, não achei que ele fosse tão narcisista. Não o admiro e nem quero nada com ele, sou apenas uma profissional e amo oque faço. Agora acho que ele não vai mais ser tão gentil comigo, então tenho que me preparar para tudo que vier.

Já que estava acordada e tinha tomado minha outra dose do senhor perfeito, acho que não vou conseguir mais dormir mesmo, oque me resta é acordar e enfrentar Hanna. Levantei sorrindo e logo o sorriso se desfez ao me olhar no espelho. Cabelo rebelde, igual a uma juba de leão, não tem pente que aguente.

Logo na cozinha eu cheguei e nenhum sinal da Hanna. Onde será que ela foi? Olhando para a mesa de centro vi um pequeno bilhete.

“Bom dia bruxinha!

Fui ao mercado comprar algumas coisinhas pro almoço.

Beijo. Hanna.”

Acho que o “bruxinha” é por que faltam alguns dias para o Halloween. Lembrei da mensagem de minha mãe e estava pensando mesmo em ir alguns dias antes para ajudar com os preparativos.

Nem lembro ao certo quando foi à última vez em que eu estive cara a cara com meus pais...meus pais não são o tipo de pais que se convive diariamente. Minha mãe, Ellie, não é muito humilde, bom ela não é nada humilde. Suas roupas são finas e extravagantes, sempre no salto e odeia sociedade pobre, já meu pai, Craig, é a pessoa mais simples e humilde que já conheci que tenha as mesmas condições dele, ele é dono de muitos imóveis em Spokane, mas não tem como dizer que ele é rico, pois não age dessa forma.

Já que Hanna provavelmente demoraria, eu decidi dar uma olhada nos projetos do Snr. Seall. Eu tinha em mente exatamente o que poderia fazer, mas sentia que estava faltando algo...alguma coisa na qual eu ainda não sei...algo que somente ele poderia me dizer. Eu estava literalmente acabada, só mais alguns deslizes e é provável que o senhor perfeito me demita, mas não vou deixar que isso aconteça, ambos somos profissionais e até demais. Antes, Hanna me dizia que eu tinha que parar de ser tão complexada com o trabalho e voltar com a velha menininha do cabelo fogo.

Na mesa de centro, onde estava os projetos, eu sorri, o primeiro sorriso sincero desde...desde ontem...gostava de lembrar o quanto eu era divertida antigamente, eu era uma típica adolescente, a rebelde sem causa, mas o tempo passa e as pessoas amadurecem, creio que isso seja inevitável, mas lá no fundo eu ainda posso sentir o quanto sinto falta de tudo, das festas, dos namorados, dos amigos...

Ao deitar no sofá, meus olhos começam a se fechar e me afundo em meus pensamentos.

Notas finais
continuaaa....(Apartir de agora vou postar semanalmente,pois vou estar sem tempo)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.