Intenso
2 A lagoa
Não passa das seis da manhã, e eu estou aqui sentado na minha cama imaginando mil coisas. Não consegui dormir bem essa noite, e a minha cabeça não para de doer, pois fiquei acordando a cada meia hora por causa dos pesadelos sobre o que aconteceu comigo ontem, logo terei que me preparar para ir para escola. Eu não estou com ânimo algum para lidar com essa situação, que nem mesmo sei o que realmente é, e ainda tem essa frase que se repetia várias vezes em meus pesadelos, "O jogo começou", que jogo?! Eu mal cheguei a esta cidade, ontem foi o meu primeiro dia na escola, e eu já estou envolvido em alguma treta, que merda! Eu tenho uma sorte e tanta. E pensar que eu nem consegui ir para a sala de aula ontem, eu não tinha condições de me concentrar depois do que aconteceu, acabei indo embora logo após lavar o meu rosto repetidamente até a ficha cair e eu perceber que aquilo tinha mesmo acontecido. A mãe e o pai foram para a conferência que ela tinha me dito ontem no caminho da escola, e eu ficarei aqui sozinho até a quarta-feira. Que legal...
Olhando para o relógio novamente, observei que já se aproximava das sete horas, e com toda a coragem do mundo reunida em um ser preguiçoso — hahaha — levantei da cama, então em um pulo e comecei a tratar das minhas necessidades matinas, passei pelo banheiro e me arrumei tão rápido que ao terminar de amarrar o sapato e conferir o relógio novamente percebi que levei apenas trinta minutos para estar em ordem. Bem, isso é um recorde, levando em conta que normalmente levo aproximadamente uma hora para estar pronto. Com um sorriso no rosto e uma expressão de autossatisfação pelo feito, desci as escadas em pulos e me direcionei para a cozinha, onde em cima da mesa havia um chaveiro com todas as chaves das fechaduras da casa, além de um bilhete contendo as instruções do que eu deveria fazer enquanto meus pais estavam fora e também dinheiro. Peguei as instruções e o dinheiro e os guardei em uma parte interna da minha mochila que considero a parte mais segura dela, em seguida peguei um sanduiche na geladeira e um suco que minha mãe já havia deixado preparado, e segui para a garagem da casa onde estava o "meu amorzinho" a minha Bike de cor preto asfalto, estilizada por mim mesmo com vários equipamentos e outros ornamentos bem legais, apôs admira-la por um tempo, a peguei com uma mão e a coloquei para o lado de fora, encostando-a em uma árvore enquanto fechava o portão da garagem.
Após um tempo pedalando que nem louco para chegar ao colégio a tempo da entrada, parei em frente a escola já em cima do horário em que não se era permitido a entrada dos estudantes, em um movimento ultra rápido, me joguei para dentro do colégio pela entrada de automóveis que ficava uns dez metros a esquerda do portão principal, junto à um carro que estava entrando naquele momento, fiz uma manobra e desviei da rota que automóvel estava seguindo, parando perto do local onde ficava umas estruturas próprias para se deixar as bicicletas, com um sorriso perverso no rosto, direcionei minha atenção para a pessoa que estava no carro falando para mim mesmo -------"eu sou tão vida loca! hahahah" ----------Mas, meu sorriso foi arrancado da minha face no momento em que percebi um garoto baixinho com cabelos médios saindo pela porta traseira do carro, cenas de um evento que eu não queria lembrar-me passaram pelos meus olhos, evitando contato visual com o garoto, coloquei minha bicicleta na estrutura e acionei a trava de proteção da estrutura posicionando minha digital no leitor, --------"cara essa coisa de digital é realmente muito útil por aqui" ---------dando uma conferida no local com bastante atenção, me aliviei ao perceber que o garoto não se encontrava mais por ali, abri minha mochila e retirei a folha com os horários das minhas aulas, com uma breve analise, observei que hoje teria aula de química, matemática e português pela manhã seguidas de artes e educação esportiva pela tarde, é hoje vai ser um dia interessante, melhor eu ir andando para a sala antes que algo mais tenso aconteça comigo hoje enquanto estou por aqui.
—C'mom! Rumo ao prédio dois, sala cento e cinco companheiros!- e com gargalhadas ridículas me direcionei para o prédio dois.
Depois de enfrentar meio milhão de alunos durante o caminho para a sala, finalmente avistei a plaquinha com o número cento e cinco, com suspiros de felicidade, me aproximei da lista que estava pendurada do lado direito da porta de entrada com os nomes dos alunos, percebendo que a lista não estava em ordem alfabética, mas em ordem numérica, comecei a procurar o meu nome seguido por meu numero qual ainda não sabia o sentido do mesmo, mas preferiria prevenir e tê-lo na cabeça caso fosse preciso, e com um sorriso bem largo no rosto por ter encontrado meu nome e meu respectivo número, entrei na sala com toda a confiança que poderia ter, ao entrar na sala, percebi que ali continham mesas com dois lugares cada, mais ou menos umas vinte mesas, um quadro branco a piloto bem grande e no canto uma mesa com uma cadeira de rodinhas cinza , qual provavelmente séria a mesa do professor, saudando os alunos que já estavam presentes com um sorriso e um balancear de cabeça, sentei-me em uma cadeira que se encontrava na terceira fileira de mesas , sacando um mangá de dentro da minha mochila , aquele era o décimo capitulo de "The Days" e eu estava ansioso para saber oque aconteceria naquele capitulo, após começar a ler o mangá, uma garota de cabelos vermelho cacheado longos com luzes douradas se posicionou a minha frente e me saudou calorosamente com um bom dia de energia que provavelmente faria-me sentir bem pelo resto do dia.
—Olá ! Você é novo por aqui não é?
—É...
—Bem, meu nome é Lara!-Disse a garota ainda com o sorriso maior preso em seu rosto.
—Certo... Sim, eu me mudei tem umas duas semanas para essa cidade, o meu nome é Jason .
—Bem, pelo oque vejo, parece que você ainda não sabe muita coisa sobre os alunos daqui.
Lembrando-me do acontecido do dia anterior, passei a dar mais atenção a oque a garota tinha a dizer, e continuei a conversa: — Deveria estar sabendo de algo ?-
—É... digamos que aqui tem uns alunos mau encarados que procuram confusão com todo mundo e você não gostaria de se meter com eles... Respondeu a garota.
—Legal... queria ter te encontrado aqui ontem para me alertar sobre isso, digamos que acabei descobrindo, me bati com um grupinho ontem, e pretendo ficar o mais distante possível de confusão.- Terminou o Jason com um semblante frustrado, porém mais confiante com a garota.
—É... Veja só, se você realmente quer se manter afastado dos Rocks, eu recomendo a você começar saindo do lugar do líder idiota deles, que infelizmente é o meu irmão gêmeo, o Brendan aquele garoto é um saco! Aff- Aconselhou Lana, em um tom divertido e de deboche ao mesmo tempo.
Com gargalhadas gostosas e um tom debochado eu a-perguntei : — Aquele baixinho é o seu irmão gêmeo? Kkkkk.
—Pelo visto você já o conheceu, espero que ele não tenha feito nenhuma das suas brincadeirazinhas sem graça com você, aquele garoto não tem limites.
Ouvindo oque Lana dizia-me , me senti um pouco inconfortável, porque infelizmente já tinha sido vitima do "baixinho" mas rapidamente fui retirado dos meus devaneios por ela que do nada começou a me arrastar pelo pulso.
—Seu nome é Jason Foxy não é isso ? Olha só que sorte você esta com o numeral da minha mesa, vai seu companheiro pelo resto ano, isso não é incrível !?
Meio confuso com aquilo tudo fiquei a olhar para Lara com uma cara meio que perdido, esperando mais detalhes sobre aquilo tudo, e então ela começou
—Ok, pela sua cara você não deve ter percebido que as cadeiras possuem um numeral na parte traseira.
—Não, agora que você falou, consigo ver um numero nessas cadeiras ai na frente, rsrsr. Respondi meio tímido.
—O numero que estava na lista ao lado do seu nome é o numeral de ordem dos acentos, seu numero é numero nove e o meu é o dez, para sua sorte, pois você vai estar sentado ao lado da garota mais maneira desse colégio! Com gargalhadas altas a garota sentou-se em sua cadeira e deu três tapinhas no acento ao lado apontando para que eu me sentasse. Não muito tempo depois, escutei a porta abrir-se e vi que ali estava a entrar o grupinho que agora sabia que se chamava de os "Rocks"
Alguns minutos depois da entrada do grupo, escutei o sinal de intervalos das aulas soar, sinalizando a primeira aula, e no mesmo instante adentrou na sala o professor, um rapaz alto de cabelos médios e pretos, com olhos tão negros como petróleo, totalmente hipnóticos, e logo atrás veio o "baixinho" e sentou-se em seu lugar rapidamente, após colocar seu material em cima da mesa o professor veio a frente da sala, e observou toda a extensão cuidadosamente, inspecionando bem a face de todos os alunos ali, notando-me no final de sua inspeção, com um sorriso gostoso no rosto começou
—Bom dia, vejo que temos um colega novo em nossa sala. Meu nome é Xavier, para quem não me conhece ou não lembra mais de mim.
Em seguida ele direcionou sua atenção para mim e continuou: — Por favor, de um passo a frente e apresente-se para a turma rapaz- exclamou o professor para toda a turma
Meio envergonhado, porém confiante e contaminado com a boa energia da garota ao meu lado, me levantei rapidamente da minha cadeira e tomei a frente da sala
—Bom dia galera, Meu nome é Jason, me mudei recentemente para essa cidade, e digamos que hoje é o meu primeiro dia na escola. — terminei calmamente minha pequena apresentação e me sentei novamente em meu acento, assim que sentei, me assustei com a minha colega de mesa, que instantaneamente após sentar-me ,se levantou e começou
—Yo! Meu nome é Lara! E com certeza todos me conhecem ,é claro, estou só avisando que o Jason é o meu novo amiguinho, e não aceito ninguém chegando perto, não é puppy?- Exclamou Lara sem nenhum vestígio de vergonha ou inibição inclinando-se e colocando sua mão sobre o meu ombro.
—Puppy?- sussurrei para ela incrédulo com o apelido "agora eu sou o cachorro dela" pensei.
E envergonhado demais com a situação, eu apenas balancei minha cabeça em sinal de confirmação, e permaneci de cabeça baixa, enquanto toda a sala se acabava de rir com o acontecido, e a Lara fazia posse. Depois da comoção a aula seguiu bem, o professor Xavier passou uns exercícios de revisão sobre alguns conceitos do primário, qual terminei rapidamente com as instruções de Lara, essa garota é realmente muito esperta.
Assim que o sinal que indicava o intervalo ecoou na sala, Lara pulou do seu acento e agarrou o meu pulso e começou a me arrastar porta a fora ---------"Eu acho que essa garota deve ser louca, no mínimo" --------pensei sem esboçar reação alguma, enquanto caminhávamos pelo corredor conseguia ouvir algumas pessoas falando que eu era o mais novo "mascote" da Lara, e isso me deixou um pouco incomodado, --------------"Oras eu sou um Homem! Como posso deixar uma garota me fazer de boneco desse jeito!" ------------Já chega, puxando meu braço das garras de Lara parei meio ao corredor e a encarei determinado---------------"vou acertar isso agora! Ela vai parar com isso !" ------------Vai...
—Hey! Puppy, eu te machuquei ?- Perguntou Lara com uma expressão doce e olhos brilhantes parecidos com os de crianças quando ganham um doce.
—Éh.. É, Bem... digamos que, eu não me sinto muito confortável sendo arrastado por ai desse jeito.- respondeu Jason embaraçado e comovido pela expressão que Lara tinha feito.
Agarrando novamente o meu braço, só que dessa vez de uma forma um pouco mais suave e gentil, — Esta bem então, vou tentar me controlar, rsrsr.- disse Lara com um sorriso gigante e branquíssimo no rosto e continuou a guiar-me em direção ao refeitório.
Assim que passamos por uma porta de metal branca, acho que tive uma visão do céu, não, não era o paraíso de verdade mas até parecia, eu ainda não estou acreditando que isso é só um refeitório, o salão é enorme! E olha só esse piso de cor branco gelo e essas paredes brancas com essas luzes florescentes mais brancas ainda, que exagero!
—Chegamos! — Exclamou Lara finalmente libertando o meu braço e pegando duas bandejas que estava em um balcão próximo.
—Nossa como é grande aqui.- Disse perplexo com o tamanho do local.
Me empurrando em direção a fila que estava mais afrente, recheada com os alunos do colégio. — É esse Colégio é um exagero com tudo, acostume-se.- Soprou Lara enquanto analisava com cuidado a comida a sua frente. Como não estava com muita fome, peguei apenas um sanduiche de atum uma salada de frutas, oque acho que seria o suficiente, enquanto a Lara Pegava uma fatia de torta de frango e outra de chocolate, em seguida nos direcionamos para uma mesa próxima a porta de saída.
—Essa mesa é a melhor sabe.- disse Lara
—Por que? Perguntei curioso, já que não via muita coisa naquele lugar.
Olhando para a frente onde um grupo de meninas estava ela começou: — presta atenção, daqui da para ver tudo oque acontece por todo o refeitório, fica mais fácil de tomar alguma ação quando algo acontece, além de ficarmos quase invisíveis, essa mesa é quase que o ponto cego do refeitório.-
—Legal...- respondi, um pouco mais curioso.
Lara e eu conversamos por um bom tempo durante o intervalo, realmente, nos formamos uma ótima dupla, parece até que eu já conhecia ela a anos, durante todas as aulas até o fim do dia, ela foi o destaque em todas as atividades em que se dispunha a fazer. Já na saída do colégio nos despedimos com um abraço apertado e muito agradável, peguei minha bicicleta, e fui saindo disparado pelo portão de veículos.
Acabei seguindo em direção a praça que acabava perto da minha casa, como estou de bicicleta vou aproveitar cortando caminho pelo meio e aproveitar o espaço, o lugar parecia-me muito agradável e eu estava morrendo de vontade de dar um mergulho na lagoa que tinha ali, é, essa praça se parece bem mais uma reserva.... Chegando perto de uma pequena ponte de madeira, avistei algumas pessoas pescando, me encontrei em êxtase com a paisagem da lagoa que se mostrava tão grande e azul, descendo da bicicleta e aproximando-me de uma árvore, prendi minha Bike com a corrente que carrego comigo com um cadeado na árvore, após observar o lugar por uma tempo, caminhei até uma trilha que parecia dar acesso a uma parte mais reservada da lagoa, pôs queria ficar mais a vontade, quase desistindo da minha escolha pela visão da extensão da trilha que parecia não ter fim, comecei a correr para o local onde queria chegar, Chegando ao meu objetivo retirei minha roupa em um só movimento, camisa, calça, sapato, meias e me joguei na agua que estava tentadora e parecia estar a gritar por mim, depois de aproveitar bem a agua me direcionei para a margem, e fiquei ali sentado pensando sobre as coisas que tinha conversado com a Lara, -------------"Aquela garota é realmente especial" ------------pensei, com uma onda de boas sensações circularem meu corpo, de olhos fechados quase não percebi que a noite já estava quase postada, percebendo a intensidade da luz afastando-se rapidamente, levantei-me e catei minhas roupas enquanto voltava pelo caminho onde as tinha jogado, com passos tranquilos, apesar da preocupação com o horário, fiz meu caminho de volta. De repente, escutei um barulho vindo de uma das trilhas que cruzam o meu caminho, logo, acelerei meus passos com receio de que algo acontece ali, mesmo com toda passividade, segurança e o titulo de paz e ordem que esta cidade tinha, um dos principais motivos para meus pais querem se mudar para aqui, assim que tomei passos mais rápidos, comecei a escutar passos que pareciam correr pela caminho ao redor, e, não, eu não estava alucinando, aqueles passos não eram os meus, comecei a correr desesperadamente até sair da trilha e aproximar-me de minha bicicleta, puxando imediatamente a chave do bolso da calça que estava em minhas mãos, abri o cadeado rapidamente, as pessoas que estavam ali quando cheguei já tinham ido em bora, oque me deixou mais assustado, fazendo movimento para sacudir, e vestir minhas calças, fui interrompido por braços que me prendiam forte junto a um corpo molhado e sem camisa, antes que eu pudesse gritar, uma mão veio a minha boca impedindo-me de fazer qualquer tipo de som que servisse como um pedido de ajuda, em um movimento com a intenção de conseguir soltar-me, acabei caindo com as costas no chão, tentando em sequencia impulsionar-me para me por a acorrer, meus olhos revelaram a figura que estava a me perseguir, assim que pude ver a imagem que ali permanecia a encarar-me, meu corpo congelou completamente, ----------"que caralho! Porque não estou conseguindo ter nenhuma ação ?" ---------------Essa já é a segunda vez que isso acontece, eu não consigo sequer respirar corretamente ... em seguida, percebi a figura se aproximar-se lentamente do meu corpo, estático, imóvel, ao ver que a distancia entre nos encurtava-se a cada segundo, consegui reunir forças e:
—Oque eu te fiz?! Que merda! -Gritou Jason aterrorizado
Ao ver a minha reação, os olhos da figura abriram-se e começaram a brilhar intensamente, como se aquela fosse a cena mais linda que já viu, provavelmente de algum filme de horror, e com um pouco mais de confiança eu continuei
—Oque você quer de mim ?! -Gritei com raiva em minha voz.
—Olha só, diz se essa não é a presa mais interessante que já vi por toda essa selva.- declamou a figura com um sorriso maligno preso em seu rosto enquanto se aproximava mais ainda de mim
—Oque você quer dizer com isso? Seu louco! — gritou novamente Jason, mas suas palavras não pareciam afetar de nenhum modo o tal "caçador" ali presente
—Brendan! Porque? Oque eu te fiz?! Seu louco! Essas brincadeiras não tem graça alguma!
—Quieto! Assim não vou conseguir saborear devidamente a minha presa.- sussurrou Brendan com um ar sombrio.
E, como se em um piscar de olhos, minhas mãos encontravam-se presas acima de minha cabeça, com sua boca, agora ele desbravava ferozmente o meu corpo, descendo pelo meu tronco e subindo em seguida com um só movimento até minha boca, repousando seus lábios nos meus, suavemente e sem força, pressionando sua cintura contra meu tronco em movimentos arrastados, movimentando sua cabeça em direção ao meu pescoço fazia barulhos de sucção com sua boca sobre minha pele, quando sua boca aproximou-se do meu ombro, senti uma grande pressão no local, algo como se... ele estivesse o mordendo, e sugando com bastante força. Aproveitando o momento em que ele se mantinha distraído fazendo oque seja que ele estivesse fazendo, consegui soltar minha mão e o empurrar para longe, agarrei minha Bike e sai dali em disparada, como se o mundo fosse acabar, enquanto o Brendan se levantava e gargalhava como um demônio ao fundo, não ----------"ele é o demônio" --------
Após uma pedala frenética até a minha casa, larguei a minha Bike na porta e entrei desesperado em casa, assim que adentrei a casa saquei minhas chaves e tranquei a porta, após ter certeza de que a mesma estava trancada, me encostei nela e fiquei ali sentado tentando me acalmar, ainda não consigo acreditar no que aconteceu agora a pouco, meu coração ainda esta disparado, ele esta batendo tão forte que sinto que meu peito ira se abrir a qualquer momento, qual é o problema com esse garoto ? Eu não consigo entender qual é o objetivo dele, também não preciso saber, nada que venha dele pode ser bom, que saco, eu só queria aproveitar essa cidade e as pessoas como qualquer um outro.
Após de ter esgotado minha reserva de lagrimas, um pouco mais calmo, larguei minha mochila em cima do sofá e fui retirando a farda ainda úmida, deixando as peças pelo chão enquanto caminhava da sala para o banheiro do meu quarto, tomei um longo banho quente, me enxuguei e caminhei até minha cama desabando com o rosto contra o travesseiro.
Depois do banho, ainda na mesma posição, deitado e de olhos fechados me virei, ficando de costas para a cama, meio sonolento, me peguei acariciando meus mamilos com meus dedos em movimentos rotativos, meus movimentos suaves aos poucos começaram a tomar o meu corpo, saindo de meus mamilos e passeando com os dedos por minha barriga, aos poucos Comecei a sentir o meu corpo ficando mais quente e vibrante, levado pela onda de prazer que agora percorria o meu corpo, prolonguei os movimentos da minha mão até minha virilha, onde pude sentir o meu membro já quase rígido esquentar-se , após pressiona-lo contra meus dedos durante alguns instantes, agarrei meu saco e comecei a massageá-lo, cada movimento que minha mão fazia explodia prazer por todo o meu corpo, fazendo-me deixar escapar pequenos gemidos, baixos e controlados, ao sentir o meu pênis já completamente rígido e implorando para ser tocado, larguei minhas bolas e com movimentos suaves comecei a me masturbar, a cada movimento do meu punho, deslizando para baixo até a base do meu pênis e retornando para a glande, fazia meu peito se encher mais e mais de ar, potencializando meus gemidos e me fazendo cavar meus dedos livres no colchão, com todo aquele prazer que estava sentindo, senti o meu gozo se aproximar, e a cada movimento do meu punho conseguia sentir o fim se aproximar, quanto mais perto do abismo do meu prazer eu chegava, conseguia sentir aquele momento no lago se repetindo, tomando forma, materializando-se ali, a boca, os beijos, as chupadas aquele corpo quente e intenso estimulando cada canto o meu corpo, até que, enfim com um gemido prolongado e lagrimas nos olhos, sinto meu prazer explodindo de dentro de mim e libertando-se do meu corpo com jatos fortes e quentes, sonorizados pelo nome que estava a perturbar minha cabeça.
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