Insônia

1 Primeiras Impressões


Notas iniciais
Oi pessoal, eu finalmente resolvi postar uma história que estava martelando na minha cabeça a algum tempo e eu espero que ela esteja do seu agrado, hehe.

— Encontraram mais uma em uma estação de metrô perto da 21 West Street. Já é a terceira esse mês, se não fizermos algo rápido vamos acabar tendo que lidar com uma verdadeira pressão popular.

Ao ouvir essa frase Viktor Lee, um jovem detetive da polícia – que havia tido a rara competência necessária para subir rapidamente de posição com apenas seis meses de trabalho no departamento, tudo é claro devido a sua excepcional inteligência e eficiência – afundou-se em sua poltrona não tão confortável e examinou os muitos papeis presentes na mesa em sua frente. A alguns meses atrás ele estava se orgulhando de estar sendo tão bem reconhecido no departamento de polícia, subindo de posição tão rápido é claro que todos admiravam muito sua competência (o salário também era um estimulante bastante eficaz). Mas agora ele estava em dúvida se tudo aquilo fora sorte ou azar, ganhar uma posição de relevância após pouco tempo no trabalho apenas para precisar lidar com um caso de um maldito assassino em série logo depois não era o que ele tinha em mente.

— E o que os peritos encontraram? – Ele disse com a voz pesada, mais por obrigação do que verdadeiro interesse.

— O mesmo de todos os anteriores – Disse o superintendente Mendel Gayce, um homem de meia idade, cuja a maior parte dos cabelos já estavam fazendo sua transição do preto para o branco, também estava o seu bigode, embora ele não gostasse de admitir. Mendel, é claro estava começando a chegar naquela fase de não ver a hora de sua aposentadoria chegar para que ele possa finalmente dar lugar a jovens entusiasmados como Viktor (mesmo que este não estivesse tão entusiasmado no momento). Para isso, porém ainda faltavam alguns anos – Ela foi morta a facadas, ainda estamos esperando os resultados definitivos do legista, mas ele presumiu que fossem no mínimo seis, há sinais de luta corporal, e como as outras estavam faltando-lhe os dois olhos.

Viktor soltou um suspiro, já lera sobre assassinos em série antes e não era uma coisa que lhe agradava, é claro que algumas pessoas podem achara interessante o modo que eles encontram de eliminar suas vítimas de formas cada vez mais macabras e ainda assim serem inteligentes o bastante para ficar um bom tempo sem ser pegos, é claro que quando você é apenas um leitor curioso tudo soa incrível, mas quando você é o detetive responsável por encontrar um maldito é simplesmente um pé no saco.

— O meu turno acabou por hoje, passe o caso para o sujeito da noite e me conte pela manhã.

O jovem detetive levantou-se e estava fazendo seu caminho para fora da sala quando Mendel o chamou novamente.

— Ah, eu estava quase me esquecendo Lee, eu fui informado de que estão requisitando o trabalho de um detetive que estava de licença a alguns meses atrás, vão pedir que ela ajude com o caso, eu acho que pode ser uma boa ideia, afinal ela era uma das melhores daqui entes de sair.

Os olhos de Vitor faiscaram de curiosidade por um momento.

— Uhm... Quão melhor?

Os lábios de Mendel se curvaram em um sorriso malicioso antes de responder.

— Melhor do que você.

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Nova York é conhecida coma a cidade que não dorme, constante movimento 24 horas por dia e nada melhor para demonstrar isso do que uma volta de metrô durante o horário de pico. Após uma hora de um passeio sufocante (figurativa e literalmente), Viktor finalmente se vê em frente ao prédio alto do departamento de polícia, ele prossegue para a entrada e se prepara para mais um dia normal quando ele repara uma cena estranha, em um dos cantos de uma sala havia uma moça estranha esticada em um conjunto de cadeiras perto da recepção, ela estava dormindo. Viktor franziu a testa e olhou ao redor para ver se mais alguém se sentia incomodado com aquilo, algumas pessoas paravam e olhavam, mas não diziam e nem faziam nada. O rapaz franziu a testa novamente, mas seus pensamentos foram interrompidos por Mendel.

— Ah, você chegou, eu estava te esperando – O senhor disse com um pequeno sorriso – Aquela detetive de quem falamos ontem já está aqui, estava apenas esperando você aparecer para que eu pudesse apresenta-los.

— Ah, tudo bem – Viktor limpou a garganta – Vamos lá então.

Mendel sorriu.

— Ótimo! Espere só um momento para que eu possa acorda-la.

— Ok... espere um momento...

Viktor olhou novamente na direção da garota dormindo, que era exatamente para onde Mendel estava se dirigindo, Viktor o seguiu relutante e confuso.

— Iris – Mendel chamou enquanto estava os dedos em frente o rosto da garota – Vamos, acorde

Iris soltou um grunhido e esfregou os olhos, que estavam coo olheiras profundas como se ela tivesse passado ao menos algumas noites em claro, após examinar quem eram as duas pessoas a sua frente ela se pós a se levantar lentamente enquanto esfregava o rosto. A garota tinha cabelos loiros claros bem bagunçados e na altura do queixo e ela vestia um moletom e Jens bem gastos, como se ela tivesse vestido a primeira coisa que encontrou pela manhã.

— Íris, este é Viktor Lee, ele é o agente que eu te falei. O que iria trabalhar com você naquele caso em particular.

Os olhos azuis brilhantes na garota fitaram o detetive, mesmo que exista um sinal de cansaço nos olhos dela eles ainda reluziam de forma observadora.

— Ah, é – Iris fechou a mão em punho e estendeu para Viktor em um cumprimento estranhamente informal – Tudo bem, cara?

Viktor ergueu uma sobrancelha e em um movimento de estrema relutância ergueu a mão em punho em punho e cumprimentou a garota, esta soltou uma risada.

— He he, a maioria das pessoas só ignora...

Mendel sorriu como se conhecesse bem a situação mencionada.

— Bem, vamos andando, sim? Temos muitas coisas para fazer e é melhor começarmos cedo.

Os três começaram a se dirigir para a sala onde começariam a tomar suas direções quanto ao caso. Viktor se virou para Iris e decidiu fazer a pergunta que estava em sua cabeça.

— Sem querer incomodar, mas... Você dormiu essa noite?
— Eu? Ahn, não eu estava vendo Velozes e Furiosos... estava passando na televisão... Todos os sete... – Iris virou-se para ele com um sorriso preguiçoso no rosto – São sete, não são?

Viktor soltou um suspiro, ele não sabia o que esperar daquele dia antes de chegar o departamento, mas agora ele sabia. Seria um dia bem longo.

— Eu não sei. Eu... realmente não sei.

Notas finais
Bem, espero que tenha ficado bom, se você gostou muito obrigada e eu espero te ver no próximo capitulo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.