Notas iniciais
Hey! Bom(a) dia/tarde/noite! A partir desse capítulo começo a usar a primeira pessoa para dar voz própria a nossos personagens. Boa leitura!

Narrador

O corpo de Tanner continuava elétrico, apesar de ofegante e suando, piscando pesadamente para assimilar o que havia acabado de acontecer ou devido ter batido com a cabeça numa tora de madeira. O rapaz saiu cambaleante, parando em frente da estufa tempo suficiente de ver ao longe alguns carros pretos da Audácia, sem saber exatamente se estavam se aproximando ou afastando do Complexo.

— Vai a algum lugar, mocinho? – uma voz feminina o envolve.

Assim que o mesmo se vira, recuperando a visão, apesar dessa ainda estar um tanto ofuscada pela luminosidade do local, visualiza Katherine, com o lábio inchado e sangue seco no canto esquerdo se aproximando. Sua versão estava pouco mais diminuta do que se recordava, já que agora ela dispunha de uma blusa amarela fornecida pela amizade, o cabelo estava preso num coque bagunçado e uma espécie de sapatilha onde costumavam ter as botas. Tirando a calça de couro que se mantinha desde que havia se encontrado na floresta, o rosto sem maquiagem alguma, traziam-lhe uma versão mais inocente de si.

— O que faz aqui?

— Acho que conferindo o perímetro depois de surrar uns idiotas... Como você. – ela se aproxima e toca a lateral da sobrancelha esquerda do rapaz que apresentava um sutil sangramento.

— Isso foi um teste?!

— Provavelmente. Mas aqueles que estão ali não vão querer saber muito de papo quanto a isso. – faz sinal em direção ao carro e entra na estufa, tirando dentre alguns vasos uma mochila a qual coloca nas costas, pega uma maçã dentre um dos bolsos e morde.

— E aí? Você vem? – ela solta o cabelo e cai sobre os ombros.

— Para onde vai? – arqueia a sobrancelha ferida e cruza os braços.

— Não sei você, mas eu estou super a fim de vazar daqui e não virar fantoche de Jeanine ou brinquedinho do Eric. – insinua com uma leve pontada de ironia mistura com um Q de nojo ao pronuncia o último nome.

— Ok! Vou só juntar os outros.

— Não vai ficar aqui esperando que as princesinhas acordem, não é?! Pelo amor! Isso com certeza foi um soro e vai passar o efeito tão cedo. – antes que ele pudesse replicar, continuou – Só vai atrasar a gente.

— Sinto muito por ser pouco mais sensível que você, mas não estou a fim de ver os outros morrendo sem chance de se defender. Aliás, como não caiu no sono?!

— Está de brincadeira?! Tirando a sobremesa, acho a comida daqui um nojo. Sem sal e aguada. Eca! – faz uma careta e dá as costas. – Temos quatro minutos antes que eles cheguem aqui. Melhor resgatar sua prole logo.

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Suspirando, aliviada, Alice dá um pulo, abraçando Scott, deixando o seu peso pender um tanto sobre o dele, o que o faz cambalear um tanto.

— Desculpa! – pediu a loira, afastando-se um pouco

— Não, tudo bem. – sorri largo e um tanto tímido. – Fico feliz por ter chegado a tempo de ajudar.

— Ok! Ok! – sorri Elizabeth, colocando-se entre os dois – Acho que eu não sou bem do tipo pessoa que tem paciência ou estômago para ficar de vela, então vamos dar o pé daqui, porque não estou com ânimo de ouvir esses gritinhos irritantes de novo, certo?!

Alice retorna dos devaneios, ainda ofegante, olhando ao redor e consegue somente interpretar a primeira coisa em sua mente. A imagem do que pudesse ter acontecido com Sarah, as imagens tortuosas como as que vira anteriormente não podiam se aplicar a sua caçula.

Apoiando-se nas paredes e auxiliada por Scott e Elizabeth, a loira conseguiu chegar ao então quarto onde encontrava Sarah e Lucy deitadas uma ao lado da outra. O ranger da porta faz com que Elizabeth se vire já empunhando uma faca e fique cara a cara com outra garota.

— Hello, baby! — Alek se anuncia com sorriso no rosto, desviando o olhar para Alice a acudir a irmã, tentando acordá-la, já Scott encara o nada entre um brinquedo e outro.

— Não te dou essas intimidades para me chamar assim, mas pelo jeito que ninguém aqui se sentiu ameaçado com você, deve ser peça pequena – a outra dá de ombros e defere um forte tapa no rosto de Lucy – Acorda, capeta!

— Nossa! Depois eu quem sou a desequilibrada! – gargalha Alek.

— Espera! Onde está Violet? Ela e Sarah nunca se separam.

Tanner se apresenta rapidamente a sala, pegando um pano qualquer sobre uma cômoda de canto enquanto recuperava o fôlego, aproveitava para amarrar a faixa na cabeça.

— Temos companhia! Chamem todos que já vamos partir. – anuncia.

— Para aonde vamos? – intervém o botânico, arrumando o par de óculos, separando Elizabeth de Lucy antes que a mesma causasse algum hematoma sério na outra.

— Acho que qualquer lugar que não seja aqui já ajuda bastante. – Alice tenta pegar a irmã desajeitadamente no colo, logo Miguel adentra o quarto e ajuda.

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POV Raven

“Verbo: palavra que indica uma ação, estado ou fenômenos da natureza, exercendo função de núcleo do predicado de uma oração.” – Assim dizia a senhorita Carver, da Erudição, há alguns anos enquanto nos davam aulas básicas sobre idioma.

Eu sou uma das mulheres mais felizes, apesar de tudo!” – Eu posso jurar que disse isso a Dean logo que o reencontrei aqui na Amizade. A paz e quietude momentânea estavam aos poucos renovando minhas forças, vendo todos a salvo, Alyssa brincando com outros bebês com um chocalho... Aos poucos cada um ia se recuperando das perdas recentes, mesmo que fosse algo passageiro, afastando a tristeza até a saudade bater em cada um dos quartos que nos foi dado e invadi-lo sem hesitar, abraçando-nos calmamente e afagando as mágoas noturnas em ruídos tão baixos, quase inaudíveis.

Deveria ter escolhido melhor as palavras. Nada de “ser” e sim “estar”. Nunca consegui ser realmente nada. Nem mesmo de alguma facção que até então era a única certeza que eu poderia ter, principalmente nesse momento, após o incidente de Dean na estufa, no qual vejo todos adormecerem gradativamente após o almoço e, mesmo que eu tenha comido pouco, uma vertigem me atinge com enorme pesar e logo está tudo escuro.

Escuto alguns barulhos. Não muito altos, porém o suficiente para descobrir que é uma briga e bastante feia, suponho, já que alguma das vidraças devem ter sido quebradas. Tento levantar. Sei que estou consciente. Ou semi, se contar que meus membros, nem mesmo os olhos, obedecem a meus desejos.

Consigo visualizar Alyssa, dormindo a meu lado, quase num mapa mental das últimas coisas que vi antes de ser atingida pelo sei lá o que posto no almoço. Os lábios estão secos demais e o gosto de bile invade minha boca de tantos solavancos aqui e ali. Finalmente uma espécie de espetada em meu pescoço trás a luz de volta aos meus olhos e os movimentos desejados a mim.

O local aparenta ser extremamente iluminado, já que o primeiro feixe que atinge minha pupila faz com que tudo fique embaçado por alguns instantes. Meu corpo permanece um tanto mole e a parede revestida por metal que está ao meu lado provoca enorme calafrio que se espalha por meu corpo numa fração de segundo.

Olho em volta e não vejo ninguém realmente presente. Confirmo o fato da sala realmente estar sendo iluminada por alguma fonte azul fixada no canto superior das quatro paredes ao meu redor e uma central sobre mim, porém de forma fosca e estranha. Noto que minha suposição de parede na verdade era um pequeno armário metálico com algumas coisas em seu interior. Um computador na lateral direita está ligado, no entanto em sua tela aparecem sequências de números e palavras numa velocidade rápida demais para que eu possa compreender.

Tento mover as pernas para me levantar e sair dali ou ir ao menos até a porta para descobrir se aquela não seria alguma sala secreta no Complexo da Amizade, porém nem sabia mais o porquê estava tentando enganar a mim. Acabo por recordar dos barulhos de briga, a mente pesa e sinto a cabeça latejar. Os punhos se formam e ficam em proximidades as orelhas para abafar o som, por mais que esteja completamente no vácuo.

Alyssa está bem próxima de mim. Posso escutar seu grito. Não como quando tiram algo forçadamente como brinquedo. É estridente demais! Desesperado demais! Corajoso demais! Quase como uma tortura.

Luz azul, computador, gritos, algo para dormir, injeção no pescoço, Alyssa... Sem dúvidas estou em qualquer lugar, possivelmente capturada pelos traidores da Audácia que agora servem a Jeanine. A ideia passa por minha cabeça e piora tudo, logo que não assumo o controle de mim. Pelo contrário, a visão retorna a ficar um tanto turva e a arder um tanto.

O primeiro barulho começa a ecoar e vejo uma forma masculina, trajando azul escuro por completo, exceto pelos sapatos inquietantes e irritantes serem pretos, cabelos grisalhos e óculos enorme de lentes estranhamente grossas que o dão aparência ainda mais grotesca. Sinto sua mão gélida tocar meus cabelos enquanto me encolho e praguejo a mim mesma por tamanha covardia em posição fetal. Deveria o socar. Obrigar a dizer tudo que sabe. No entanto os gritos, verdadeiros ou não, devido o que tenha ele aplicado em mim durante o tempo na sala – ou seja, lá de onde tenha saído – e ir atrás de minha pequena.

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Narrador

Luke cai sentado com uma forte dor de cabeça que o atinge. Mia larga enxada com a qual bateu na garota de fios brancos até a mesma desmaiar ou morrer, sendo a segunda opção mais possível, levantando o olhar bem a tempo de ver o companheiro despencar. A mesma sobe um tanto desequilibrada os degraus e engatinha até o rapaz, agarrando a gola de sua camisa.

— Ok, loirinho! Abra esses olhos senão vai ficar uma semana sem falar comigo. Não vou permitir nem me tocar, entendeu bem?! – chacoalhando-o um tanto – Para de brincadeira sem graça!

Ela o gira para ver se por acaso tinha sido atingido por alguma coisa, constando que fisicamente o rapaz estava ileso.

— Nossa! Quanto drama! – Ally revira os olhos, passando a frente de Dean, que procurava Alyssa e Raven de lado a outro.

— Mas eu tinha visto ela pouco antes. Eu tenho certeza! – diz o olho, olhando em volta, passa a mão no cabelo castanho, suspirando, cansado.

— Ela deve ter levantado, pego a bebê chorona e saído correndo pela plantação. – dá de ombros e se senta ao lado de Mia. – Coração partido? – a mesma toca a artéria aorta de Luke e nota que ainda pulsa. – Não! Está vivo. Licença.

Segura os lábios do mesmo, comprimindo e guardando o máximo de ar nos pulmões e o passa para o rapaz, sendo empurrada logo em seguida por Mia.

— Quem você pensa que é para chegar assim? – a jovem de cabelo azul se altera um tanto.

Quase imediatamente, Luke senta-se, tossindo secamente, sentindo o gosto amargo de sangue invadir sua boca e a garganta se ferir e traços.

— Aquilo se chama salvar a vida do seu boyzinho! Que tipo de pessoa é você?! – retruca, irônica, observa que o outro acabou de tossir, mesmo estando visivelmente vermelho. – Melhor vazar daqui.

Ally pisca para o rapaz, provocativa, levanta e caminha novamente em direção a Dean. Por outro lado, Luke sente seu pulso arder como se estivesse algemado por argolas de ferro quente, enquanto Mia agarra a parte do rapaz e se levanta, puxando o garoto consigo.

— Não quero você perto dessa garota. Entendeu bem?!

Mia prende o cabelo azul em um rabo de cavalo alto antes mesmo que possa obter uma resposta rouca do jovem, dando as costas, pegando uma pista de jogada no chão e conferindo que a mesma ainda dispunha de algumas balas.

— Vamos procurar o grupo! – consegue enfim dizer o rapaz, desafinadamente.

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Katherine entra numa das caminhonetes da Amizade disponíveis e funcionando, não muito afastada da estufa, tendo ainda dois sacos de carregamento na parte da carroceria. Assim que conecta o motor, Tanner entra no banco do carona. Scott, Alice e Miguel, ainda carregando Sarah, ficam na parte de trás. Junto com os dois sacos entram Ally e Dean, quase arrastado por Elizabeth depois de alguns arranhões.

— Ainda acho que deveríamos trazer os outros. – clama Alice, sem tirar os olhos de Sarah, ainda desacordada.

— Eu concordo com... – antes que Dean termine a frase, é atingido com o soco no abdômen dado por Elizabeth, o que faz Ally soltar uma curta risada.

— Não sei se perceberam, mas o carro está lotado e não temos tempo. – Katherine dá a partida, colocando cuidadosamente a bolsa, entreaberta, entre suas pernas, amarrando as alças na própria cintura, indo o mais rápido possível, tendo dificuldades devido o peso elevado que se encontrava no veículo.

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POV Violet

Meu corpo parecia mais leve que o normal. O balançar constante que fazia sei lá o que ou quem me carregava, começava a me deixar enjoada aos poucos. Abro os olhos preguiçosamente e sinto minhas pálpebras pesadas demais para suportar por muito tempo. Não consigo fazer menção de quanto tempo eu devo estar apagada, porém seja lá o que aquela moça me serviu naquele suco da Amizade fez efeito desejado. Eu realmente apaguei, no entanto, não me consigo sentir descansada. A mente parece trancada com algo que tenho somente flash’s.

“Prédios destruídos por total estavam a minha frente. Eu estava sentada ao parapeito de uma janela enquanto brincava com um caco de vidro grosso e translúcido que começava a possuir tom vermelho forte. Leves cortes nas palmas de minhas mãos ardiam devido o suor que os encontrava. Largava o caco e não conseguia vê-lo atingir o chão.

Voltava a encarar os prédios a minha frente. Um cheiro de alcatrão e alho, quem sabe talvez até urina, começava a se espalhar pelo ar. Olho para trás bem a tempo de ver Tobias e Tris tendo uma briga horrenda. Talvez seja maldade minha, contudo meu rosto esboçava um sorriso enorme e até mesmo algo dentro de mim fazia o cheiro parecer mais suave.

Assim que dou as costas aos gritos de Tris falando qualquer coisa sobre a culpa que ela tinha na morte de tal de Will, visualizo o que podia jurar ser minha mãe... Evelyn estava ali, no prédio da frente. Meus olhos ardem, não sei se pela emoção de vê-la após tanto tempo ou quem sabe a fumaça estranha que começa a se formar, intensificando ainda mais o cheiro.

Acabo por tossir quando posso ver quem eu poderia jurar ser Marcus a puxar com força pelos braços. Ela se debate fortemente. Sempre soube dos motivos que levaram ela deixar Tobias para trás e tudo que conhecia. Não poderia permitir que ele fizesse aquilo de novo com ela.

Descuidadosamente saio da sacada e só sinto cair. O vento rapidamente passa por mim tirando qualquer capacidade de agarrar algo ou até mesmo gritar. O ar parece ser expulso por bufadas de meus pulmões incontrolavelmente até eu me encontrar completamente perdida naquela névoa.”

E agora estou aqui. Onde não faço ideia, quando sinto largarem meu corpo num canto qualquer. Retomando o movimento dos dedos, posso jurar sentir o que parece ser estopa abaixo de mim. Forçando novamente os olhos a se abrirem, vejo e escuto as lamúrias de Gabriel a minha frente com a camisa toda manchada de vermelho. O sangue escorre de um corte em sua camisa de manga comprida a ponto de pingar pelos pulsos.

— Onde estou? – engasgo e acabo por cuspir de lado.

— Fique aqui... Vou buscar Lucy! – ele se levanta, cambaleando, saindo pelo que eu posso jurar ser uma portinhola sobre sim. Assim que a fecha, algo pesado e colocado sobre ela que trás um barulho alto suficiente para fazer minha cabeça zunir.

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Narrador

— Como vamos sair daqui? – pergunta Luke, andando de lado a outro em busca de outra caminhonete.

— Indo diretamente a fonte. – diz Mia, puxando para o canto enquanto cerca de sete traidores da Audácia entravam no pátio pateticamente exibindo suas faixas em tom azul amarradas no braço e empunhando armas.

Uma ordem de Eric faz com que o grupo se divida, indo para a parte dos dormitórios e outro segue para a estufa. Caminhando de forma manca e desditosa, Clarissa surge, vestindo alguns trapos encardidos com olheiras mais acentuadas que o recordado. Um dos soldados a pega no colo e leva para um dos carros.

— Ah filha da...

— Ei! – Luke entrega uma faca para Mia – Melhor sairmos daqui.

A garota pega e se levanta, acompanhando o loiro, seguindo pela portinhola baixa, com não mais de um metro e vinte, passando diretamente para a parte de estoque. Luke caminha até a parte da janela a ponto de ver três dos traidores se aproximando.

— Companhia? – deduz a jovem pela careta que o outro faz e assim ele assente. – Perfeito!

Um barulho dos pés de Lucy batendo contra a madeira faz com que Mia vire e pegue a pistola que estava em sua cintura, atirando no batente da mesma.

— Ficou maluca? – Gabriel a olha.

As pernas dele bambeavam e o suor de seus poros era liberado já frio. Quase despencando, Gabriel deixa Lucy, ainda completamente desacordada, num canto ao seu lado e é acometido por uma pontada de dor em seu ferimento no ombro. Anda ziguezagueando e empurra o saco de grãos de café, mostrando a curta portinhola.

Outro barulho de tiro adentra o local e Mia se agacha instantaneamente. Gabriel é atingido na perna e solta um urro de raiva. Luke se vira quase que imediatamente, agarrando o ombro do soldado e chutando suas partes intimas. O mesmo pragueja e deixa a arma cair, dando um soco no queixo do rapaz.

Assim que outro se aproxima, Mia levanta a arma, entretanto uma faca de Emily que atravessa sua garganta e o faz cair de joelhos, posteriormente de lado.

— Vamos sair daqui!

Diz somente, abrindo a portinhola e chama Luke, com o canto do lábio sangrando, para tirar Violet do local. O outro homem tenta ficar novamente de pé, entretanto Mia pega pistola e bate com a coronha na nuca do mesmo.

— Acho que temos um modo mais rápido de sair aqui. – o cabelo azul da garota desabrocha com o vento que adentra o espaço. – Tem um carro ali. Já serve de alguma coisa para a gente.

Emily termina de pegar Violet no colo e Luke segura Lucy. Observam o corpo inerte de Gabriel no chão e o silêncio comprova seu falecimento.

Notas finais
"Mary, você demorou demais!" - Sim, demorei! Não vou passar aqui tomando o tempo de vocês me justificando porque sei que será inútil. Vou recompensar com um capítulo que logo será postado e, se der tudo certo, teremos de volta nossa brincadeirinha da votação (para quem não conhece, relaxe que irei explicar quando fazê-la) e algo mais de ação no próximo, que eu prometo não demorar! Até logo!