Notas iniciais
Olá! Queremos nos desculpar por não temos postado nas última... Três semanas? Acho que é isso. Confesso que postamos a fic precocemente e agora estávamos resolvendo algumas coisas (Como a capa, linda não?) antes desse novo capítulo. P.S: Esse capítulo tem umas coisas meio pesadas, caso você seja muito novo, eu não te recomendo XD

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A única coisa que me veio à cabeça é que iríamos morrer. Olho para os lados e penso que tenho que nos salvar, em poucos segundos estaríamos no chão. Vejo um lago à nossa direita e a ideia vem a minha cabeça. Aponto minha varinha na direção do lago:

— Aquamenti! — Recito o feitiço fazendo a água se mover em nossa direção, amortecendo a queda.

Molhados mas salvos. Olho para os lados: Henry ainda está ao chão tossindo enquanto minha avó está de pé tirando o barro do vestido.

— Oh meu Merlin! Malditos sejam os devotos de Ruphus! Onde está Rogério?! — Ela começa a andar pela floresta atrás de Rogério. Não demorou muito até que ela se perdesse de nós dois.

E lá fomos nós procurar a idosa.

Caminhamos por muito tempo e minhas pernas já estavam doloridas. O sol já estava se pondo e a floresta ia ficando cada vez mais sombria e fria. Nossas roupas já haviam secado, mas o frio ainda nos atacava violentamente.

Não víamos nenhum sinal dela, nada além de suas pegadas. Estávamos o caminho delas pela floresta densa, sempre nos desviando de galhos. Não escutávamos nada além do barulho das folhas das árvores ao vento.

Seguimos suas pegadas até o fim, quando elas sumiam. Era como se a velha mulher tivesse simplesmente desaparecido... Ou voado. Teria ela encontrado Rogério e nos deixado pra trás? Talvez os seguidores de Ruphus tivessem a sequestrado.

Torço para que seja a primeira opção. Henry olha para mim.

— O que você acha que aconteceu? – Ele perguntou.

— Eu lá vou saber? – Respondi – Não sou vidente.

Alguns metros a nossa frente vejo algo branco com detalhes em rosa.

— Rogério! – O alivio transpareceu no rosto de Henry, o que eu não entendi.

— Por que você ta tão aliviado?! A nossa avó pode estar em qualquer lugar com qualquer pessoa! E se ela estiver com os seguidores de Ruphus?! – Soltei mais um de meus lindos e inspiradores sermões. Eu sei, eu sou demais.

Henry fechou a cara, pegou o bichinho de pelúcia do chão e nós voltamos a procurá-la.

A lua já brilhava no céu e nada dela.

— Henry! – Chamei meu irmão que andava alguns metros a minha frente, o qual já estava carregando o tênis nas mãos, por não agüentar mais as dores no pé. Eu fazia o mesmo e nossos pés já estavam cobertos por lama. Minha barriga roncava de fome e eu não podia mais andar. – Vamos parar! Eu não aguento mais andar.

Em alguns minutos fizemos uma fogueira e nos ajeitamos no barro mesmo para dormir.

***

Meus olhos ainda estão fechados, mas minha mente está totalmente acordada. Escuto o grito de minha avó. Dou um pulo e tiro minha varinha do bolso interno da camisa. Henry ainda dorme ao meu lado enquanto eu me encontro encurralada por homens vestidos de branco e dourado no meio de uma floresta, sendo que um deles faz minha avó de refém, com a varinha apontada na direção de sua cabeça.

Chuto Henry que levanta desnorteado. Ele pega a varinha ainda confuso.

— Hey, não queremos lutar. Devolva nossa avó e tudo fica bem ok? – Digo aos seguidores de Ruphus.

Todos sacam as varinhas ao mesmo tempo, sincronizadamente e as apontam em nossa direção. Eu e Henry executamos o mesmo feitiço, em coro:

— Protego!— Uma espécie de mini campo de força surgiu da ponta de nossa varinha, anulando todos os lampejos.

Não aguentaríamos mais por muito tempo. Estava prestes a desistir quando o oxigênio sumiu do ar e o espaço-tempo pareceu se contorcer em minha frente. Duas meninas apareceram do nada: Uma ruiva e uma menina de cabelos castanhos.

Nunca fiquei tão feliz em ver o rosto daquelas duas. Freya e Gwen. A ruiva colocara uma espécie de dispositivo – o qual provavelmente foi criado por seu namorado, Thomas – no chão o qual gerou um enorme campo de força ao nosso redor. Corro para abraçá-las.

— Vocês são fodas! – Digo às duas. Sim, eu agradeço minhas amigas por salvarem minha vida dessa forma.

— Anne, não está se esquecendo de nada? – Henry me pergunta. Minha avó ainda está do lado de fora. Os feitiços param.

Um homem que parecia ser duas vezes maior do que cada um dos outros que estava ali se aproxima lentamente. Ele facilmente passa sua mão pelo campo de força, fazendo o mesmo com o resto do seu corpo, como se o objeto fosse uma coisa extremamente insignificante.

— Eu tenho uma mensagem do seu velho amigo, Ruphus. – Disse o homem com uma voz que parecia ser modificada por algum APP de celular. – Se vocês quiserem a velha, vão ter que buscá-la.

O dispositivo explode fazendo uma grande nuvem de fumaça. Em alguns segundos, não havia mais ninguém além de mim, Henry, Gwen, Freya e Rogério.

Ficamos em silencio durante algum tempo, e algumas lagrimas chegaram a escorrer de meus olhos. Já não bastava nosso avô ter sido morto por eles, minha avó não podia ter o mesmo fim. Eu não ia aceitar isso.

Aparatamos para o Instituto, onde eu e Henry recebemos os cuidados da enfermaria. Não era grande coisa, apenas alguns cortes no rosto e nos braços por causa dos galhos nos quais nós dormimos em cima.

Vou para meu salão comunal depois de sair da enfermaria, sem ao menos falar com meus amigos. Eu não estava com humor e nem com vontade de ficar falando com eles sobre o que aconteceu. Estava tão acabada que eu não queria que ninguém falasse comigo.

Já no salão comunal, me sento no grande e largo sofá roxo, o qual não é tão confortável e fico observando o fogo estalando na lareira feita por pedras grandes e com algumas bandeiras com o brasão da casa penduradas na parte mais alta dela.

Perco-me em meus pensamentos e acabo nem percebendo a presença de um brutamonte se sentando na outra ponta do sofá. Elian era a última pessoa que eu queria ver essa noite. Ele implica com Henry desde e o primeiro ano, e de vez em quando arruma umas brigas comigo. Ele é tão mongol que me dá nojo!

Mas então ele simplesmente começou a conversar comigo, não como geralmente ele fala, gritando e berrando, não sobre com o Henry é burro – o que de certa forma eu concordo com ele – ou falando que eu sou insuportável. Ele estava se abrindo comigo. Como se ele estivesse desabafando.

— Meu pai é um idiota! Ele não tem a mínima ideia do que eu passo! Tenho que me concentrar nos estudos e, além disso, que já não é pouco, tenho que focar no quadribol, para eu poder manter minha bolsa de estudos! – Dava até dó de o ouvir falar, mas eu conhecia o monstro eu sei que ele continua sendo um merda.

Ainda não sei se ele falava comigo ou se apenas estava resmungando sozinho, apenas me ignorando. Ele vira seu rosto gordo cheio de espinhas – as quais eu poderia tirar em um passe de mágica... Literalmente – que também está vermelho, provavelmente de choro.

— Escuta aqui, sabichona, você não conte nada disso pra ninguém! – Sim, o Ogro me chama de sabichona. Ele é um otário.

— Não posse lhe garantir nada, meu querido. – Digo ironicamente ao menino sem tirar meus olhos da lareira que já me aquecia de uma forma agradável.

Sinto o peso do sofá ir embora, e quando me dou conta, ele está parado em minha frente com seus incríveis dois metros de altura. Levanto-me e o encaro. Se ele quer lutar, é isso que ele vai ter.

— Não deveria ter falado isso para você, afinal, você é irmã do cara mais imbecil dessa escola. A genética não falha, pelo visto. – A raiva já estava em meu ápice. Só eu podia falar daquela forma do meu irmão.

— Tadinho do filhinho do papai mimadinho que chora que nem uma criança de cinco anos, e ainda se faz de machão na frente de todo o colégio. Seria uma pena se alguém soubesse disso não é mesmo?

Ele fica me encarando de uma forma estranha. Ele se aproxima e me puxa para um beijo molhado. Não sei se algum espírito me possuiu, pois eu não tentei impedi-lo. Por entre os beijos eu murmurei:

— Parece que o grandão gosta de mim não é mesmo? Pena que beija muito mal. – Zoei com a cara do menino.

— Se não fosse bom você já teria saído. – Disse me pegando no colo e me levando para o banheiro masculino que estava ao nosso lado. Ele me senta em cima da pia e tira minha camisa enquanto eu tiro os botões da sua calça.

Daí você já sabe o que aconteceu.

Notas finais
Então, o que acharam? Comentem, estamos muito satisfeitos com o que estamos fazendo XD