Notas iniciais
Esse é o segundo capítulo só no fim de semana. Esse é pelas duas semanas sem haha. Aproveitem!!

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Enfim uma aula que me interessou! O professor era até que simpático, mas também certamente louco. Me dei bem em fazer uma poção que servia para matar baratas. Tipo aqueles venenos que vendem em supermercados. Ainda bem que nos ensinaram isso, pois desde o primeiro dia do ano letivo, venho procurando uma solução para matar todas aquelas baratas do banheiro masculino perto do salão principal. Elas andam por toda parte.

Agora estava saindo da aula, indo para a biblioteca encontrar as garotas.

Enquanto eu andava pelos corredores aquele menino, qual Gwen apelidou de Trasgo lá no McDonald´s, vinha em minha direção. Mas ele não estava sozinho agora, ele estava com três amigos, todos pertencentes da mesma casa que a dele, o Leste.

Eles passaram e o monstro me deu um empurrão de ombro. Eles saíram rindo de mim. Estou com algo colado na minha testa?

Cheguei à biblioteca e vejo Anne e Gwen juntas me esperando, perto de uma parede que também era uma estante de livros.

Sento ao lado delas e Anne vai direto ao assunto:

– Gwen, só queremos saber de uma coisa: O que aconteceu aquele dia na sala da Sinder? Foi tudo tão rápido! Aquilo era o que? Uma profecia? Você sabia sobre alguma coisa daquelas?

Gwen deu uma longa pausa. Estava pensando há algum tempo até que resolveu abrir a boca.

– Primeiro: Oi Anne. Estou bem, e você? Quanto tempo não?! E não, eu não sabia de nada daquilo que aconteceu. Só uma coisa. – Ela fez uma cara de preocupada. – Eu não sei se isso é muito importante, mas...

Gwen começou a contar sobre seu sonho estranho. Ela menciona um nome: Ruphus.

– Gwen! Por que você não falou disso para mim?! – Anne lançou seu sermão

– Calma Anne, Pode ser só um sonho! – Digo a Anne e Gwen concorda comigo como se eu tivesse lido sua mente.

– Tudo bem, mas na próxima vez que acontecer algo, você tem que contar para gente

– Daqui a pouco vai acabar esse intervalo é melhor nós irmos a nossas respectivas aulas. — disse Gwen.

Nos levantamos e saímos da biblioteca, e estranhamente nós fomos à mesma direção por um bom tempo, até eu perguntar:

– Qual é a aulas de vocês agora?

– Trato de Criaturas Mágicas — disseram elas num uníssono e quando perceberam que disseram a mesma coisa, deram um risinho

– Que estranho, eu também!

Seguimos pra o jardim do instituto. Ele era enorme e cercado pela floresta e tinha um pequeno lago no centro.

Fomos em direção ao celeiro que não era nem tão perto e nem tão longe do instituto. Talvez estivéssemos atrasados já que ninguém estava indo conosco. Era muito provável de que todos já estivessem lá dentro, com a professora.

Entramos lá e cheguei a me assustar com o tamanho de um celeiro. Portas levavam a salas e celeiros.

O local estava escuro com exceção de uma sala, que estava com a luz acesa. Era uma das últimas. No início, ficamos meio receosos de ir à direção. Eu estava com pressentimento ruim.

– Vocês não acham melhor nós voltarmos? Acho que não vamos ter aula hoje. – Disse Anne preocupada.

– Por que você acha isso? – Perguntou Gwen inocentemente.

– Não sei, as pessoas estariam falando alto, e... Ah, não sei.

Der repente, um grito feminino ecoa daquela sala. Corremos e nos escondemos na sala mais próxima, onde a porta também estava aberta. Estamos nos estábulos, não muito longe de onde o grito vinha. Estávamos do lado de pégasos que relinchavam como loucos. Coloquei minha cabeça para o lado de fora torcendo para que ninguém me visse

Vejo uma pessoa que por seu porte, era um homem. Ele vestia um capuz branco com desenhos em prata, o qual se estendia por todo o resto de seu corpo, como uma capa e estava agachado em frente a um corpo de uma mulher.

O feno em sua volta estava vermelho pelo sangue, e seu rosto parecia aterrorizado. Na verdade, acho até que era nossa professora de trato de criaturas mágicas, a que deveria estar nos dando aula no momento.

O homem segurava algo, qual não conseguia ver. Ele falava algumas palavras, que eu não entendi nenhuma mesmo.

Os cavalos ainda relinchavam e davam coices para todos os lados, um dos quais quase acertou minha cabeça. Nessa hora coloquei minha cabeça para dentro e contei a Gwen e a Anne o que vi.

É claro, ficaram aterrorizadas. O homem, pelo jeito, já estava com um pouco de raiva dos cavalos, pois virou e gritou:

– Cale a boca seu cavalo idiota! — Apontou a varinha para ele e berrou — Avada Kedrava!

O pégaso caiu sem vida no chão.

Vi o desespero nos olhos de Gwen. Ela levou a mão à boca, para segurar o grito. Mas nada adiantou, pois um grito abafado pôde ser ouvido.

O homem se virou bruscamente. Podemos escutar ele abrindo com força todas as portas dos estábulos — que eram muitos — procurando o autor do barulho. Ele sabia que estávamos ali.

– Temos que arranjar alguma forma de sairmos daqui! — Sussurro às meninas, enquanto o encapuzado se aproximava rapidamente.

De verdade, às vezes questiono a inteligência de certas pessoas, pois segundos depois, Gwen disparou para fora do estábulo que nos estávamos levantando feno para todos os lados.

Não podíamos ficar ali esperando que o assassino nos pegasse, então, corremos atrás de Gwen. Posso escutar ele praguejando:

– Pestes!

Olho para trás e o vejo nos seguindo, muito rápido, talvez mais rápido do que nós. Parece que Anne também o viu, pois solta um grito muito agudo. Mais que o normal.

Corremos por corredores e mais corredores, e nem ao menos uma alma viva para nos ajudar. Já devia ser hora do almoço, todos devem estar no salão principal. Alcanço Gwen e Anne e digo com dificuldade

– Vamos nos separar! Cada um vira para um lado! Acho que entenderam, pois logo depois, Gwen vira em um corredor.

Lá estava eu correndo ao lado de Anne, ombro a ombro. Logo depois ela vira num corredor à esquerda

Olho para trás e não vejo o homem. Por um lado isso é bom. Por outro não, pois ele deve estar atrás de Anne ou Gwen

Ao olhar para frente novamente, ali estava ele. Freio bruscamente, mas quando me viro para trás, ali está ele novamente. Para os lados também. Existem quatro dele?!

Um dos homens me dá um chute logo embaixo da costela. Seu capuz cai da cabeça e eu posso ver seu rosto. Caído no chão, posso ver um homem de pele morena, cabelos castanhos assim como seus olhos. Uma cicatriz cortava sua sobrancelha direita. Era um grande corte

Ele prepara sua varinha para me matar, eu acredito. Mas antes de sequer abrir sua boca para lançar o feitiço, a varinha voou de sua mão. Os outros dele sumiram também. Ele desapareceu lançando um feitiço com suas próprias mãos. Atrás de onde ele estava, Mirela, a mulher da limpeza estava lá, junto com sua verruga.

– O que você está esperando?! — Disse ela. — Corra! E não conte a ninguém o que aconteceu aqui!

Corro em qualquer direção, sem nem me importar onde eu iria parar.

Notas finais
Essa semana ainda tem mais um! 0/