Instituto Forccinari

10 Cara a cara com o inimigo


Notas iniciais
E aí gente! Mais um capítulo novo! O que vocês tem achado?

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Abro os olhos e me viro, um homem alto e com uma cicatriz na cara estava me encarando,era o professor de Magia Contra as Artes das Trevas.

– Srta. Fields, responda a minha pergunta, você tem permissão de algum professor para estar aqui embaixo? E o que é isso? – Disse ele apontando para o livro da Gwen.

– Não é nada! – Tento escondê-lo, mas ele consegue pegar de minhas mãos.

– Ah! Um livro de feitiços! Parece que você anda praticando feitiços de... – Ele folheia o livro, lendo os feitiços, acredito eu. – Do Quinto ano! Eu te acompanharei à sala da diretora. E isto ficará comigo! — E guardou o livro dentro de um de seus bolsos.

No momento, estávamos subindo a escada para a sala da diretora. Ele segurava meu braço com tanta força, que chegava a arder! Ao chegar lá, ele levantou sua mão desocupada para bater na porta, mas antes, a porta se abriu e de lá, saiu um menino. Logan.

Ele passa por mim e me dá um sorriso com o canto da boca. Impressão minha ou o menino estava me paquerando? Até que ele é bonito.

Quando percebi, já estava dentro da sala com o professor falando com a diretora Sinder.

– Diretora, peguei esta menina praticando feitiços do quinto ano, nas masmorras. Sem permissão! Seria um prazer em colocá-la na detenção. – Começou o professor dando um sorrisinho sarcástico.

– Sr. Stonem, não se precipite, você viu mesmo ela fazendo feitiços?

– Desculpe-me diretora, a senhora não deve ter me entendido. Eu a vi praticando feitiços avançados demais para a idade dela e sem permissão ou acompanhamento.

– Entendo professor, mas nós temos que ter certeza antes de acusá-la sobre algo que talvez ela não tenha feito.

O professor Stonem estava com uma cara de nojo da situação. A diretora olhou em meus olhos e continuou:

– Srta. Fields temo que você ficará na detenção, ela será na sala do professor Stonem, amanhã à tarde, depois da última aula. – Esta frase saía de sua boca de uma forma tão delicada que nem parecia que estávamos falando da DETENÇÃO!

***

Entrei por aquelas grandes portas de carvalho, poucas semanas se passaram depois de termos saído daqui, e aqui estou eu novamente. Pelo menos não como paciente e sim como visitante.

Gwen estava deitada na mesma maca da última vez. Estava se sentando para me receber.

– Anne! Por que você demorou tanto para vir? Estava ficando preocupada! Você sozinha nas masmorras, com meu livro de família que tem feitiços poderosos nele... Falando nele, onde ele está? Depois me devolve! – Gwen estava elétrica. Não parava de falar um minuto! – Continuando, Anne, você é incrível! Como você fez aquilo? Simplesmente me teletransportou para cá! Foi um máximo, tirando o fato de eu ainda estar de cabeça para baixo quando cheguei aqui.

Enfim ela parou de falar.

– Eeeh... Então... Professor Stonem pegou seu livro.

– O QUE?!

– Eu sei Gwen, eu ferrei com tudo, ele apareceu do nada e simplesmente tirou o livro de mim! Me desculpa, não tinha o que fazer!

– Ai meu Merlin. A gente vai ter que arranjar uma forma de pegá-lo... Vou pensar nisso, já que vou ter que passar a noite aqui, até meu pé voltar ao normal.

– Ta, eu já vou indo então.

Dou um abraço em Gwen e saio da enfermaria, preocupada com seu pé. Preciso urgentemente ler alguma coisa. Esvaziar minha cabeça de tantos problemas. Vou à biblioteca.

Chego à biblioteca e passo por sua enorme porta, que só agora percebi que era parecida com um livro. Não sei o motivo, mas minha mente me levou diretamente para os livros de história.

Leio exatamente dois livros. Um falava sobre um antigo bruxo: Harry Potter. Contava toda a história dele – Claro que em resumo –. O outro fala sobre a Guerra que aconteceu na época, que ficou conhecida como a maior guerra de bruxos da história mágica. Mas nele, uma coisa ficava martelando em minha cabeça: nesse livro, cita uma bruxa. Bellatrix Lestrange. Fugiu de Azkaban, e todos achavam que uma tempestade havia quebrado, coincidentemente, a parte onde a perigosa bruxa ficava.

Depois da guerra, descobriram que aquilo não fora um incidente. Um bruxo, conhecido como Ruphus Rumlar, jogou um poderoso feitiço para libertá-la. Depois da guerra, Ruphus chegou a ser preso em Azkaban, mas fugiu.

O nome se liga a uma série de pensamentos. O sonho de Gwen, o homem encapuzado. Meu Deus! Ruphus está atrás de nós! E está planejando alguma merda. Preciso falar com a Gwen e com o Hernry!

Saio com pressa da biblioteca.

– Anne! – Escuto alguém me chamando. – Me espera!

Olho para trás e vejo Rachel. Seus cabelos pretos estavam devidamente penteados e seus olhos maquiados.

– Oi Anne. – Ela me alcança. – E aí, você falou com ele?

– Hã?

– Com o Henry... Encontro surpresa... Não me diga que você esqueceu!

– Ai meu Deus, me desculpa Rachel, eu me esqueci! Tem acontecido tanta coisa.

– Tudo bem. – Ela deu uma pequena pausa. – Então, vamos sair juntas.

– Ta, vamos só passar na enfermaria antes. Preciso falar com a Gwen. E no dormitório, para eu me arrumar.

– OK. – Ela agarra meu braço. Tenho uma leve impressão de estar sendo perseguida.

Olho para trás. Vejo um homem com uma cicatriz na sobrancelha. Nunca o vi antes, e tenho uma leve impressão de que ele não é das pessoas mais amigáveis. Ando pelos corredores aleatoriamente tentando despistá-lo, mas não adianta. Ele continua atrás de nós.

– Eeeh... Anne, a enfermaria não é por aqui. É pelo outro lado.

– Eu sei Rachel. Mas acho que estamos sendo perseguidas.

– Como assim Anne? – Ela diz preocupada.

– Olha pra trás que você vai ver. Discretamente, por favor.

Rachel, seguindo meu conselho, vira a cabeça que nem a menina do exorcista. Aperto seu braço.

– Eu disse discretamente, Rachel.

– Mas... Não tem ninguém atrás de nós Anne.

– M-mas... Ta. Vamos pelo caminho certo.

“Puff!”, foi o que eu escutei. Rachel estava caída no chão, e Ruphus estava parado ao lado dela. Ele me pega pelo braço e em um piscar de olhos, nós não estávamos mais na escola. Estava presa em algum lugar da parede, presa por cordas. Minha varinha estava em sua mão.

– Ah, a doce e linda Anne. A inteligente do trio. – Disse Ruphus com uma voz mais fina. – Pena que um dia terei de matá-la. A sua sorte, é que não será hoje. Mas, diga uma só palavra sobre mim para seu amado irmão e para sua linda amiga, que não só você, mas os dois morrerão também. – Ele passa sua mão por meu rosto. Estou muito assustada, e com medo do que ele está pensando em fazer comigo. – Dessa vez, passará. E é melhor você voltar logo, pois o veneno já deve estar fazendo efeito em sua amiguinha.

Ele encosta seu grande nariz ao meu, e passa as costas da mão em meu rosto, logo abaixo do queixo. Ele me dá nojo.

Estou de volta à escola. Estou caída ao lado de Rachel. Uso minhas últimas forças para me levantar. Pego Rachel no colo e a levo com muita dificuldade para a enfermaria. Chegamos enfrente a porta, e eu desabo desmaiada no chão.

Notas finais
Comentem o que vocês tem achado da fic, ideias... não sei. Comente XD