Instituição JGMB - Interativa

3 Chegada a Instituição


Notas iniciais
Where are the girls? Não teve nenhuma menina ainda! Estou tardando o desenvolvimento da história por causa disso, entre outras coisas. Book Lover, Alguém! Meninas! Mas, enfim, boa leitura:

Margareth não parava de brincar com seu medalhão da sorte no pescoço. Assumira o trono muito jovem, beirando seus vinte e poucos anos. Era o tipo de rainha que ninguém gostaria de ter. O Rei e a Rainha anteriores haviam morrido em um acidente aéreo, junto com seu irmão mais velho, Félix IV. Ninguém sabe bem ao certo como realmente foi isso, mas o ponto da questão é que ela teria que ser a nova rainha. Nunca teve nenhuma preparação especial e tem dislexia visual. Falar e discursar conseguia muito bem, mas ler informações importantes, analisar gráficos ou fazer cálculos eram um sacrifício que quem estivesse no poder não deveria ter. Além do fato de ter 40 e poucos anos, sem nenhum descendente. Isso a preocupava, se o povo ficaria feliz com essa decisão, afinal, muito dinheiro estava sendo investido nisso.

—Rainha, a senhora está bem? – David Moore perguntou atrás dela.

David é um norte americano loiro, e cabeludo. Se não usasse as roupas sócias que usa, podia se passar por um mendigo. É bem inteligente e astuto, pelo que pode perceber nos momentos em que conversaram. Apesar de tudo, não parecia ser de difícil convivência, pelo menos quando já o conhecia.

Margareth se vira para ele, tentando parecer o menos preocupada possível.

—Sim, estou bem. Só me pergunto se eles já estão chegando.

Parecia que a Rainha era uma vidente, pois neste exato momento a porta se abriu e Klaus Jorgensen e Harold Laudrup entraram nos bastidores.

Harold, com sua barba a lá Charles Darwin quando jovem, parecia incrivelmente calmo. Principalmente porque na noite anterior, decidiu que já estava na hora dele saber o que está por trás da guerra e da criação da Instituição, e depois de contar e sair da sala, pôde ouvi-lo chutando os móveis. Ao lado dele, Klaus estava com aquela cara de avoado de sempre. Como ele virou primeiro ministro com aquela personalidade ainda é um mistério para qualquer um.

—Quem é? – Harold apontou para David.

—Esse é o David Moore. É historiador na Universidade de Princeton, vai ajudar na palestra de explicação. – Margareth sai da frente deles para que os dois apertassem as mãos.

—Se a Rainha confia no senhor, eu também confio. – Harold estendeu a mão.

—Também é um prazer conhece-lo, senhor Laudrup. – Ele retribuiu o gesto. – A Rainha me falou muito de vossa pessoa.

—É mesmo? Só coisas boas, espero.

—Bem, agora que estamos todos reunidos, vou verificar se podemos começar.

David saiu do grupo e foi confirmar a informação. Enquanto isso, Klaus se aproxima da Rainha:

—Majestade, já falei-te isso antes, mas irei repetir: Tem certeza de que é uma boa ideia convidar um estadunidense para palestrar de certa forma “contra” os Estados Unidos? – Klaus, paranoico como sempre, questiona a decisão de Margareth.

A Rainha simplesmente levanta a mão para impedir Klaus de continuar seu discurso.

—Tolice. Conheci o senhor Moore em uma viagem que fiz para os Estados Unidos na época em que ainda era princesa. Posso garantir que ele é confiável.

—Espera, o conheceu em uma viagem? – Harold repentinamente interrompeu. Ele tinha a estranha mania de fazer isso com ela. – Uma única viagem? Isso muda tudo. Como sabe que ele te disse a verdade? Tem certeza de que não foi a sua... Condição que a fez crer demasiadamente nesse homem?

A Rainha franziu o cenho e adquiriu uma posição de ofendida.

—Eu sou dislexa, não ingênua, senhor Laudrup.

—Desculpe, Majestade, me expressei de forma errada. Quis perguntar se não confundiu algo escrito, ou alguma imagem que ele tenha lhe mostrado, que possa ter a enganado — Percebendo o erro de entendimento, Harold tenta rapidamente consertar, mas já é tarde demais. A dislexia era um ponto difícil de falar com a Rainha. E isso dificultava muito o tratamento dela.

—Tenho certeza absoluta de que nada aconteceu. – Mesmo se estivesse errada, quando envolviam o problema dela no meio, lutava até o final para negar. – E acredito que seja melhor ficar silente até eu dar-lhe a vez para falar, para seu próprio bem.

Isso claramente o assustou, e logo depois que fez isso, a Rainha se arrependeu. Sabia que apesar de tudo eles só queriam garantir o bem da nação. O orgulho que adquiriu depois que teve que aprender a ignorar aqueles que a desprezavam no poder escapava do controle várias vezes.

Antes que mais alguém pudesse falar qualquer coisa, David voltou meio andando, meio correndo:

—Tudo está nos conformes. Já podemos ir.

—Muito bem, senhor Moore. – Ele estendeu o braço para Margareth acompanha-lo. Ela aceitou. – Vamos, senhores?

—Claro, Majestade. – Klaus se apossou do outro braço da Rainha, deixando Harold sozinho. Margareth pensou se ele achou que foi de propósito, já que ela sabia que ele gostava de acompanha-la, quando na verdade não era.

—Hoje será um dia agitado. Espero que ninguém chegue a desmaiar de surpresa, como na simulação.

...

Christian estava realmente perdido. Desde que chegara em Nuuk foi uma confusão. Havia esquecido o tradutor em São Francisco, e por incrível que pareça, naquele lugar ninguém parecia saber falar inglês. Só aquela língua estranha que ele desconhecia. “Ah, se meu irmão, Josh, estivesse aqui, nada disso estaria acontecendo!” – Pensou ele.

E o pior de tudo, é que Christian não se diferenciava muito das pessoas do local por conta da aparência (Pele branca, cabelo preto, olhos castanhos, lábios finos, alto...), então muitas vezes alguém ia falar com ele, sem que nenhum dos dois lados entenda o que o outro está querendo dizer.

Ele se sentou em um banco, ainda do aeroporto, esticou as pernas, jogou a bagagem pro lado e recostou a cabeça. Além disso tudo, estava preocupado com sua prima, Arícia. Na verdade, Christian nem sequer sabia que tinha uma. Só descobriu na carta de admissão, em que contaram do descobrimento de uma prima distante, da qual nunca havia ouvido falar. Ela era dois anos mais velha do que ele, mas isso não significava que ela havia achado o caminho correto.

“Bem, pelo menos não tem como ficar pior. É só ter pensamento positivo que tudo vai dar certo.”.

Nesse momento, o alto-falante do aeroporto anunciou algo em línguas desconhecidas, e depois falou em inglês:

—Um comunicado importante de nosso primeiro ministro, Klaus Jorgensen. Ele avisa que o último voo trazendo pessoas para a Instituição Jovens Gênios de Mentes Brilhantes acaba de aterrissar, portando, todos aqueles que ainda estiverem no Aeroporto, devem chegar lá em no máximo 10 minutos. Tenham um bom dia.

“Eu e meu pensamento grande...”

Eis então, que para ao lado dele, um homem que aparentava ter mais ou menos a mesma idade que ele. Tinha o rosto típico de um indiano, e carregava uma mochila. Christian se perguntou o que ele queria.

—Com licença, você sabe se tem mais alguém da Instituição Jovens Gênios de Mentes Brilhantes por aqui?

Christian desconfiou se ele era uma miragem ou não. Finalmente, alguém que falava inglês! Se levantou do banco às pressas e quase se curvou diante àquela figura milagrosa:

—Finalmente! Alguém que fala minha língua nesse lugar! – Depois dessa mini comemoração, Christian se lembrou da pergunta dele. – Por que quer saber se tem alguém dessa Instituição aqui? – Respondeu a pergunta com outra pergunta, sempre desconfiado à primeira vista.

—É que um colega que conheci no avião e eu somos, e depois que anunciaram que é para estar lá daqui a pouco, fiquei pensando se ainda tinha alguém aqui. Então, você é ou não é?

—Como planejam ir para lá? De acordo com meu celular, levaria quase uma hora para ir lá a pé.

—É por isso mesmo que a gente vai de carro. – O menino apontou para uma placa atrás deles, em que abaixo das línguas esquisitas do local, estava escrito em inglês que lá era um ponto de táxi para a instituição.

—Eu já sabia. Só estava testando vocês. Depois que vi-os desembarcando, quis testar se os outros convidados são de mesmo nível intelectual, ou não. – A autoconfiança dele o impedia de deixar envergonhado. Normalmente, Christian era atento, mas lá estava tão confuso, que ele se descuidou um pouco.

—Sei... Já li clássicos o suficiente para saber que está sem jeito por ter errado. Mas, pode ficar tranquilo. Só quero saber se você vem ou não vem? O tempo está passando!

Christian pensou ainda mais um pouco se confiava no cara ou não. Chegou à conclusão de que não tinha mais tempo ou opções, então acabou aceitando:

—Está bem. Vamos logo, não quero chegar atrasado no primeiro dia.

Os dois começaram a andar na direção do táxi, do lado de fora do aeroporto. Parado ao lado dele, estava um homem alto, magro e claramente europeu, de cabelos negros e enrolados, e heterocromia. Christian não pôde evitar encarar os olhos decores diferentes. Ele estava olhando a paisagem, quando percebeu a chegada dos dois:

—Demorou, ein? Já estava indo embora sem ninguém.

—Ah, sim. Eu vi você comandando o destino do carro com o poder da mente. – Os dois não pareciam se conhecer a muito tempo, mas a mistura do carisma do primeiro, com o leve tom de frieza do outro, fazia com que parecessem uma antiga dupla de amigos, de alguma forma. – Vamos entrar logo, estou quase virando uma pedra de gelo aqui fora.

O segundo homem abriu a porta e entrou, sendo seguido pelo primeiro. Christian ficou um pouco do lado de fora, admirando o carro. Um modelo Ice Air 2.0, de sua marca preferida, Ford. Na parte inferior, encontrava-se dois círculos de material reforçado, mas extra leve por causa do magnetismo entre alguns de seus pedaços e a rua. Com eles, a neve entrava por alguns furos, e antes de derreterem, eram aprisionadas em minúsculas câmaras de resfriamento, que as levava por dentro do carro para o motor, e as transformava em combustível. Isso era genial, Christian achava incrível a originalidade dos produtores. Porém, teve que entrar rapidamente, por causa do calor saindo do carro.

Assim que fechou a porta atrás de si, o motorista na parte da frente do carro acelerou. Não tinha trânsito nenhum, carro algum a vista. Seria uma viagem rapidíssima.

—Olha, tradutores extras! – O homem que aparentava ser indiano pegou um e entregou a Christian. – Reparei que está sem o seu, melhor aproveitar que tem aqui.

Christian ainda não estava confiando completamente no cara, mas aceitou, já que era algo extremamente necessário. Como já estava acostumado com mecânica, não foi nenhum desafio instalá-lo em seu ouvido. Agora não teria mais problemas com línguas desconhecidas.

—Ei, agora que eu vi. Nós nem nos apresentamos ainda. Sou Henry Murray. – O moreno disse.

—O quê? – O europeu perguntou.

—Eu disse que sou Henry Murray.

—Eu sei disso.

—Mas ele não! Vai, se apresenta para ele também.

O homem olhou Christian pela lateral do olho antes de falar:

—Sou Edward Maxwell Fleming.

Já que os dois falaram seus nomes, Christian se sentiu obrigado a contar o dele também:

—E eu sou Christian Fell Ford.

—Seu ancestral foi meu xará, Henry Ford, o criador da Ford?

—Sim, foi sim.

—Ah, deve ser por isso que ficou observando o carro lá de fora. Também deve se interessar por isso. Meu ancestral foi Nathan Murray, o que descobriu como produzir água. Apesar disso, não sou muito chegado em química e essas coisas. E o Ed... Edward é descendente de Alexander Fleming, o que inventou o antibiótico, não é?

Quando os dois se viraram para ver Edward, ele estava com a mão no coração e hiperventilado.

—Caramba. Essa deve ser a tal síndrome do pânico dele!

—Síndrome do pânico!?

É, a viagem que deveria durar poucos minutos, pareceram durar horas.

...

Arícia muitas vezes se perguntava o motivo de estar ali. Aquele lugar não parecia ser para ela. Uma construção similar a um castelo, e uma espécie de auditório parecido com um salão de baile que viu certa vez num jornal velho. Ao seu redor, só encontrava pessoas que não faziam parte de seu mundinho, e que não estavam dispostos a conhecer alguém que não era dele. Pelo menos, aos olhos de Arícia. Não que ela fosse tímida, ou alguma coisa do tipo. Só estava um pouco envergonhada com a possibilidade de alguém vir falar com ela, e sentir alguma forma de repulsa.

Arícia é uma menina com seus 21 anos, mas nunca pôde fazer faculdade, terminou os estudos no ensino médio. Tem cabelo preto e meio crespo, pele branca, olhos castanhos, altura apenas um pouco abaixo da média, magra e de aparência frágil e fraca. Nada muito fora do comum, por enquanto. Até descobrirem que foi abandonada pelos pais em um orfanato quando tinha cinco anos, e depois nunca mais teve uma família. Quer dizer, até teve duas famílias diferentes que a viam nos fins de semana, mas não era nada permanente. Já que não tinham condições de adotá-la, a levavam para passear aos sábados. Depois que foi expulsa do orfanato, morou de aluguel em um apartamento pequeno e, de certa forma acabado.

A guerra dificultava ainda mais a vida. Os roubos só cresciam, e o estoque de comida estava se esgotando cada vez mais rápido. As pessoas tinham medo de saírem de casa, e Arícia teve que capturar ratazanas para cozinhar, certa vez. Doenças se alastravam rapidamente, mas os médicos não queriam chegar perto das áreas precárias, e os que moravam por lá, tinham muito medo de serem assaltados e perderem os remédios e instrumentos que usariam para tratar uma vítima. De certa forma, essas coisas, iriam para alguém mais desesperado ainda, mas ainda assim. É difícil passar os horrores de uma guerra em pouco tempo, principalmente para aqueles que moravam em lugares ricos e não tinham falta de nada, tinham tudo entregue de bandeja. Quando recebeu a carta de admissão, imaginou que morar na Instituição seria a solução, mas não pensou que ficaria fora de sintonia.

Depois de pegar um tradutor no carro, e seguir na direção que a mandaram, se lembrou que a carta dizia que tinha um primo distante, do qual nunca havia ouvido falar. Pensou que, talvez ele estivesse na mesma situação que ela, e então poderiam ser amigos. Isso a acalmava um pouco.

O auditório era enorme, e como dito antes, a única coisa que o diferenciava de um salão de festas, era o palco com um projetor ultramoderno. Arícia ficou andando lá por um tempo, tentando encontrar seu primo, mas acabou esbarrando em outra pessoa que era melhor manter distância.

—Desculpa. Foi sem querer.

O homem em que esbarrou sem querer era esguio, pálido como um vampiro. Sua pele quase sem cor combinava com o cabelo preto e os olhos cor de mel. Pelas roupas relaxadas, Arícia primeiro achou que também fosse pobre, mas quando ele levantou o braço, reparou que em seu dedo tinha uma espécie de anel de família, feita aparentemente com um material caro. Não, com certeza, as roupas eram só jeito de vestir. Ele, com um sorrisinho no rosto, passou o braço pela Arícia até chegar no ombro dela.

—Que isso. Adoraria que acidentes assim acontecessem sempre. Meu nome é Jean. E o seu deve ser Angel, não é? Já que se parece tanto com um anjo...

Arícia nem conseguia acreditar na audácia do rapaz. Antes que pudesse dar um fora daqueles nele, apareceu um garoto com um estranho aparelho na mão e muito bem vestido para ser do mesmo nível social que ela. Ele empurra o tal Jean para longe de mim:

—Ei, deixa ela em paz! Isso é muito atrevimento!

—Calma, cara. Nem fiz nada demais. – Jean dá uma piscadela para Arícia. – Nos vemos mais tarde. – E volta para o irmão.

—Mas que abusado! – O rapaz que defendeu Arícia se ajeita e volta-se para ela. – Você está bem?

—Eu que te pergunto, “você está bem?”. Por que veio me defender? Já enfrentei bandidos muito maiores do que aquele cara, podia muito bem lidar com ele sozinha! Aliás, quem é você?

—Ah, sim. Desculpa por isso. Meu nome é Christian Fell Ford, e parece que somos primos.

—Olha, eu sou a Arícia Ford, e o senhor, senhor Ford, deveria... Espera um pouco. Você disse... Primos?

—Sim. Olhe só! – Christian mostra a ela o visor do aparelho que tinha na mão. – Coloquei um fio do meu cabelo no rastreador e ele achou alguém que tem pelo menos uma porcentagem de DNA como o meu. No caso, você. – Ele dobrou o aparelho, como se fosse papel e guardou no bolso, sem quebra-lo. – A sua carta não estava dizendo que tinha um primo aqui, Arícia?

Isso mudava as coisas completamente de figura. O primo de Arícia era rico? Ela não podia deixar a oportunidade de poder provocar alguém desse tipo passar. Deu um pequeno sorrisinho.

—Ora, priminho, claro que sabia de sua existência aqui. Só não achei que fosse tão metidinho.

Christian não entendeu o comentário.

—Como assim?

—Andando por aí, todo chique, exibindo os aparelhos. E ainda por cima se envolvendo nos problemas dos outros. Aprende a se controlar, menino.

Ele se afasta.

—Esquece, você não deve ser minha prima.

—Mas claro que sou, Chris! – Ela o seguiu. – Também sou descendente de Henry Ford, só que muito melhor!

—Ai, o que eu fiz para receber isso? – Chris se questiona com o além.

...

Ed finalmente conseguiu aplicar a injeção em si mesmo, depois de todo o percurso até a Instituição. Viver com as várias síndromes que tinha, a de Pânico, a de Waadenburg, de Fanconi, e ainda por cima TOC, não era fácil. Estava tentando desenvolver algo que amenizasse essas coisas, em meio ao doutorado em química, mas nunca conseguiu algo que durasse muito tempo. Ser claustrofóbico em um carro pequeno também não ajudou muito.

Se levantou do chão do banheiro e passou a mão na testa suada. Torcia para que ninguém notasse, já que não é normal suar no frio, mesmo durante o verão. Guardou a injeção em sua mochila, se lembrando de quando descobriu o porquê de ter todas essas síndromes. Esperava que não os encontrasse na Instituição. Lá, poderia pesquisar uma cura em paz, e se estivessem ali, teria sido em vão.

Finalmente, abriu a porta do banheiro e saiu. Henry estava com um livro do lado da porta, e demorou alguns segundos para perceber a presença de Ed. Quando o fez, fechou o livro e rapidamente o guardou numa mochila que não deixou na entrada, junto com o resto da bagagem.

—Tudo bem agora? O ataque já passou?

Ed estava certo em procurar alguém em quem confiar pro caso de alguma de suas síndromes o comprometessem de novo. Henry o ajudou até chegar a um lugar sossegado. Ele não era nem muito grudento, nem muito “nem aí”. Um possível bom amigo na falta de Mitchael ou até mesmo de Annie. Ainda não sabia se o contava tudo, ou se só o deixaria como “ajudante”, apesar de parecer que Henry realmente queria um amigo. Mas, não poderia deixar se enganar como já havia acontecido antes.

—Sim, foi um caso normal. Obrigado por tudo.

—Ah, não foi nada. Tudo bem.

Nesse instante, uma voz do topo do palco pediu silêncio, através de um microfone. Ed se virou na direção, e encontrou quatro pessoas em cima da plataforma. Isso deveria ser importante, então chegou mais para frente, para ouvir melhor.

Notas finais
Espero que tenham gostado. E, lembrem-se, meninas que estão brincando de pique-esconde, eu não gosto dessa brincadeira. Tenho uma nurf e não tenho medo de usar! Até a próxima, :)!