Instinto Materno
51 Capítulo 51: Colo de mãe
Notas iniciais
Ally foi direto para casa ela não conversou muito com Peter no caminho, ela queria falar com Emma ela conhecia a irmã e não era apenas nervoso pelo jantar, algo mais estava acontecendo, mas quando chegou lá Emma ainda não estava ela a princípio estranhou mas depois lembrou que Emma disse que talvez ela fosse para a prefeitura.
Kath e Regina saíram do consultório, Kath foi direto para casa para ver como os preparativos estavam indo, enquanto Regina saiu para outro lugar para pensar, ela precisava de um tempo para assimilar as novidades do dia, Kath não discutiu ou brincou com a situação, apenas a alertou que ficasse de olho na hora por causa do jantar.
Robin Chegou em casa e não viu sinal de Regina ou Emma o que ele achou estranho, ele encontrou Alice que ele falou que Emma tinha ido atrás da mãe depois da escola e que não falou com ela desde então, o xerife ficou mais tranquilo pois provavelmente sua esposa e filha estavam juntas.
Emma chegou a prefeitura apenas para descobrir que sua mãe não estava lá, ela queria conversar com a mãe mas imaginava que ela estivesse em casa e que os outros também estivessem lá, e como não queria arruinar a noite , que por sinal era muito importante para ela, então ela decidiu ir para um lugar em que sempre ia quando precisava pensar, ela então ajustou o alarme para que ela tivesse tempo de ir para casa se preparar para a chegada de Daniel.
Regina estava em conflito, estava feliz, teria mais um filho e isso era motivo para que seu coração transbordasse, sabia que quando contasse para o marido ele iria amar a novidade, mas tinha Emma sua pequena, ela lembrou de quando era pequena e tinha um problema, ela e Daniel iriam ao estabulo e lá olhando para os cavalos, e então ela foi até os estábulos. Emma estava olhando para a baia Ray, ela sentia falta , ela cavalgava desde de criança era uma paixão que compartilhava com a mãe, e agora aqui estava ela, olhando para seu cavalo, mas sem poder montá-lo.
Regina chegou ao seu refúgio e foi direto para onde ficavam as baias ela queria ver Rocinante, sabia que seria uma loucura montar e ela não o faria apenas estar ali já era o suficiente para acalmar seu coração, toda vez que ia para aquele lugar ela se lembrava de Daniel, ela amava Robin, e sempre o faria mas Daniel havia sido seu primeiro amor, e ela jamais o esqueceria, de certa forma ela sempre seria grata a ele por leva-la até onde estava, para a família com a qual ela sempre sonhou.
Assim que viu os cabelos loiros na baia ao lado a de seu cavalo ela soube quem era, e ala sabia que sua filha estava com problemas, afinal ela e Emma eram muito parecidas , sempre buscavam seus amigos quadrupedes quando algo acontecia, ela se aproximou com cautela, não queria assustar a garota .
— Uma moeda por seus pensamentos.- Falou assim que chegou perto o bastante.
—Não ta valendo tanto, afinal o que importa os pensamentos de alguém que está morrendo.
— Não fala assim...
— Mas é o que e está acontecendo, a minha vida está acabando mesmo que não esteja, eu me sinto fraca o tempo todo, vomito meu nariz sangra, não posso correr, nadar cavalgar nem fazer nada que eu gosto, meus amigos me tratam diferente como seu eu fosse de cristal, e tem vocês pensam que eu não vejo? , agem como se o mundo fosse acabar cada vez que eu espirro como se eu fosse morrer, e tem o Daniel eu sei que ele gosta de mim apesar de eu não saber o porquê, e eu também gosto dele gosto muito, mas ele merece melhor do que isso eu...
— ok já chega, eu entendo que está difícil, mas não fale assim , a gente se preocupa com você Emma somos sua família, e nos preocupamos, temos medo também e se algo acontecer com você o mundo vai acabar para nós, e isso não é só agora porque você está doente sempre foi assim.- Regina se aproximou da filha e a abraçou.—lembra quando você ganhou Ray?
—Sim no meu aniversário.- A menina respondeu sorrindo contemplativa olhando para o cavalo.
— Lembra o que aconteceu na sua festa naquele ano?- a morena perguntou.
Emma puxou um pouco a memória com o rosto pensativo, até que se lembrou da queda da árvore.
— Sim eu cai de uma árvore, e quebrei meu braço.
—Então você pode não se lembrar, mas naquela época você não estava doente, e quando eu te vi naquela árvore, meu mundo parou eu não conseguia respirar, e então eu tirei os sapatos pronta para subir naquela árvore e te trazer pro chão em segurança, mas você caiu antes que eu tivesse a chance, e Emma quando você caiu deitada naquele chão, eu perdi o meu, e meu mundo acabou por alguns segundos.- Regina falou segurando o rosto da filha para que Emma olhasse para ela.- E sabe por que isso?-A loira negou com a cabeça.- Bem porque eu sou sua mãe é meu trabalho me preocupar, e vai por mim meu mundo quase acabou várias vezes , pois ele é bem frágil, basta uma lágrima sua ou da sua irmã, isso é o bastante para acabar com meu mundo.
— Mãe não ta melhorando e eu estou com muito medo. -Emma abraçou Regina e chorou, finalmente pondo para fora toda a frustração e medo que estava sentindo.
—Eu sei que não... sua tia me disse que seus exames voltaram e o resultado não é bom.- A morena falou tentando suprimir as próprias lágrimas, enquanto abraçava a filha como se ela fosse sumir em questão de segundos se ela soltasse.
— Eu meio que já sabia ...- Respondeu a loira cabisbaixa, sua voz não passava de um sussurro.- o que a gente faz agora?- perguntou a loira se aninhando ainda mais na segurança e conforto que só o abraço de sua mãe conseguiam fornece.
Regina começou a responder mas foi interrompida pelo som de dois celulares tocando, ela viu que tinha uma mensagem de Kath em seu celular perguntando se ela sabia de Emma, respondeu rapidamente, e parou para ver a hora, enquanto Emma parava o alarme do celular.
—Bem agora a gente vai para casa e te deixa ainda mais linda do que você já é para que Daniel fique sem ar quando te ver... E depois a gente começa a procura-. A morena falou enquanto andava com a filha para fora do estabulo, ainda a abraçando porém agora de lado.
—O que ? – A menina perguntou olhando confusa para mãe.
— A menina que subiu em cima de uma árvore mesmo morrendo de medo, pois alegava ser capaz de fazer qualquer coisa. -A mãe sorrindo respondeu nostalgica.
— Bom se bem me lembro foi a mãe dessa menina que lhe disse que ela podia fazer qualquer coisa.- Emma respondeu levantando uma sobrancelha.
— E Você nunca me ouvirá negando querida, pois ainda acredito nisso, você pequena consegue eu sei que sim. -Regina se aproximou mais de Emma e a abraçou.
Emma e Regina saíram de lá ambas sabendo que abriga não seria fácil, mas sabendo também que estavam prontas para lutar com unhas e dentes pois perder não era uma opção.
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