Instinto Materno
39 Capítulo 39 : Acordo II
Notas iniciais
—Bem nos queremos um tempo para pensar sobre isso.- foi o que David respondeu segurando a mão da namorada.
—Claro vocês tem o tempo que acharem necessário e então quando estiverem prontos para aceitar ou recusar a proposta é só ligar para mim.- Kirsten responde entregando o cartão a eles.
—David eu acho que devemos aceitar o acordo...- Mary começou a falar se direcionando ao namorado.- desde que eu seja indenizada pela agressão que ocorreu claro.- continuou agora olhando para Kirsten.
Mary queria mais queria ter Regina nas mãos, queria quebrar aquela arrogância da mulher, mas ela não era burra reconhecia que suas chances no tribunal não eram favoráveis a ela, ela tinha uma passado agressivo como Kirsten havia afirmado, e contra alguém muito muito próximo a Regina, juntando isso o que ocorreu na piscina naquele dia, e seus passado com os alunos, sabia que não tinha muitas chances no tribunal, Emma e Alice eram sobrinhas de Kath e ela sabia que algumas vezes havia descontado nas garotas aquele processo do passado, mas não era culpa dela ambas as meninas tinham a mesma prepotência da mãe, nada muito drástico apenas alguns castigos, mas ela era a única professora na escola que não gostava das meninas chegando ao ponte inclusive de colocá-las em detenção, mas isso não lhe traria problemas já que o desafeto era recíproco, e as meninas não faziam questão de ser agradáveis com ela também, mas sabia que se juntasse todos aqueles fatores provavelmente ela teria problemas.
Kirsten havia conseguido o que queria havia quebrado a confiança que eles tinham de que estavam em vantagem, ela já conhecia os dois de longa data e já esperava que eles fossem pedir dinheiro, já que da última vez em que ela lhes ofereceu um acordo com base em indenização eles recusaram e então acabaram perdendo no tribunal, o acordo havia sido o de separação de David ela havia oferecido um acordo de separação de 30% dos bens para David e os outros 70% restantes para Katherine levando em conta que houve o adultério e eles não tinham um acordo pré-nupcial, mas David recusou preferindo uma separação litigiosa onde ele ficou apenas com a casa pois o terreno era dele antes do casamento, como advogada ela tinha que buscar o elo fraco, e ela sabia que era Mary a morena tinha mais a perder do que o namorado e isso é o que ela queria fazer a morena enxergar, mas para isso ela sabia que não seria vantajoso oferecer o dinheiro de cara, e ideia de indenização tinha que partir deles e no momento em que a ideia surgisse toda aquela situação seria encerrada e o acordo fechado. Kirsten olhou para Regina e Robin em busca de aprovação, Regina sabia que talvez houvesse a possibilidade de ter que colocar dinheiro naquela história, e no dia anterior ela e Kirsten haviam estipulado uma quantia que estavam disposta a pagar, a prefeita então meneou a cabeça afirmativamente concordando.
—Então não houve nenhuma lesão grave que a impossibilitasse de trabalhar de maneira provisória ou permanentemente estipula-se uma indenização de aproximadamente US$7.400.00, mas nós estamos dispostos a pagar a quantia de US$14.800.00 que como vocês podem ver estamos oferecendo o dobro do máximo que iriam conseguir se fossem a tribunal. -afirmou Kirsten.
— Aceitamos o acordo desde que não haja queixa. – Mary disse com o apoio de David.
—Pagaremos a quantia assim que o documento for redigido, daremos uma cópia dele a vocês para que possam avaliar e assinar, assim que assinarem lhe daremos o dinheiro. -Kirsten disse se levantando,
Regina e Robin ficaram impressionados com a forma rápida que Kirsten lidou com aquilo, eles estavam dispostos a pegar os US$14.800.00 e mais até por pela família que eles construíram.
Emma, Alice, Peter e Daniel chagaram na escola e foram para sua sala, eles sempre tiveram gosto muito parecidos por isso tinham todas as aulas juntos se separavam apenas nas aulas eletivas onde Daniel e Emma iam para o clube do livro e Alice e Peter para o de teatro.
As aulas correram bem todos os alunos falavam e cumprimentavam ela, Alice como havia prometido estava dando todos os remédios nos horários certos, a menina tudo estava bem, depois do terceiro tempo veio a aula eletiva e Emma e Daniel foram para a sala onde ocorriam as reuniões, eles falaram conversaram bastante sobre os primeiros três capítulos do livro, e depois saíram pois estariam dispensados para o dia já que não teriam aula de educação física. Os dois estavam andando até o estacionamento da escola, quando Emma começou a se sentir um pouco tonta e então parou de andar de repente, Daniel que estava ao lado da loira parou e a apoiou.
—Tudo bem?!- perguntou o menino preocupado.
— Sim eu só fiquei um pouco tonta.- respondeu a menina.
—Quer que eu te leve para casa?- Perguntou o menino ainda preocupado.
— Claro mas teremos que ir andando né já que viemos no carro do Peter tudo bem?
—Não, não temos eu deixei minha moto aqui ontem porque fui te ver com o Peter e a Ally .- respondeu o menino envergonhado.
— Ah sim vamos então .- Disse a menina meio triste.
Daniel ficou olhando para Emma ele estava preocupado todas da escola já sabiam da doença de Emma, e ele sentia algo especial pela loira, mas o medo de ser rejeitado o impedia de falar, ele passava boa parte de seus dias na escola observando a menina, se tornou seu amigo e a conhecia como ninguém, ele conseguia saber só pelo olhar quando a loira não estava bem e naquele momento seu olhar estava triste, ainda era novo e diferente para ele ver Emma assim triste e abatida tão diferente da menina que ele conhecia e secretamente amava, ele sentia falta das covinhas que apareciam no rosto da menina quando ela sorria, do som suave de sua gargalhada, sentia falta de ver ela correndo e aprontando com a irmã e principalmente sentia falta do brilho de felicidade que exalava.
—Está tudo bem mesmo Em? –perguntou o menino assim que chegaram onde estava sua moto.
—Sim eu...- A menina começou a falar meio incerta.- Na verdade não Dan, minha vida virou de ponta cabeça, eu estou doente e... desde que eu descobri não me sinto eu mesma, todos me tratam como se eu fosse de cristal e estivesse prestes a quebrar, eu vejo que isso está fazendo mal aos meus pais, a toda minha família na verdade, sabe por que eu queria voltar para escola?-a menina perguntou e o garoto negou com a cabeça.- porque achei que aqui eu pudesse voltar a ser eu, que as pessoas não me tratariam diferente, mas hoje eu vi que não importa o lugar todos continuam olhando para mim com o mesmo olhar de pena, e pensando que eu vou morrer.- disse a loira e ao final sua fala já estava entrecortada e seus olhos cheios d’agua.
—Eu não te vejo assim.- Daniel falou.
—Sim você vê e é por isso que quer ficar mais perto de mim porque é o que os amigos fazem quando descobrem que seus amigos vão morrer.- Emma falou com raiva.
— Não! Não é e você não vai morrer , e quer saber mais, ninguém te olha com pena....-Disse o garoto um tom acima de seu tom de voz normal.- você é a única que se vê dessa forma, você está com medo Em e isso é normal...
O menino falou de forma mais leve, Emma encarava o chão ele estava certo ela estava com medo, mas não podia dizer aquilo para as pessoas que amava pois eles estavam com medo também, mas Daniel lhe transmitia confiança sentia que podia confiar nele sem medo, por mais que gostasse muito dele até mais que como um simples amigo, ele não a olhava com pena ou com medo, quando olhava nos olhos do garoto via apenas carinho e isso a deixava mais leve.
—Eu não quero morrer Dan.- a menina o abraçou chorando.
— Você não vai vamos lutar contra isso e vamos vencer...
—Vamos?
—Sim vamos...-O menino parou de falar e olhou no fundo dos olhos verdes da garoto, aquele era o momento.- Emma eu... Vem comigo?
Daniel subiu em sua moto colocou o capacete e estendeu outro para Emma, ela o pegou e colocou logo em seguida.
— Para onde?
—Confia em mim?- pediu o menino.
—Confio.
Emma se segurou em Daniel e juntos saíram da escola.
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