Insomnia
9 Capítulo 9:
Notas iniciais
-Hugo Campanaro narrando –
Depois de encontrar Lefreve na rua, eu saía todas as noites tentando encontra-la de novo. Claire ainda me xingava por não ter trago-a de volta. Eu peguei a BMW e segui para o centro, as ruas estavam vazias então eu ia o mais rápido que o carro permitia, até que algo bateu no vidro. Eu freiei e sai, e simplesmente tinha uma garota em pé me encarando.
_ qual teu problema garota? – ela riu sarcástica com uma voz muito conhecida
_ Lumar?
_ fique longe dela! – ela andou na minha direção, eu arqueei a sobrancelha e perguntei:
_ quem você pensa que é? – ela riu
_ não interessa vassalo do diabo – eu gargalhei – mestre Kallab não irá gostar de saber que você a procura.
_ não me importa o que ele pensa Sabrina eu a quero de volta, e olha uma noticia pra vocês: eu a terei! – ela estava com tanta raiva, que o tempo estava fechando.
_ seu tempo acabou cria de Caim e meu nome é Pippa – ela esticou as mãos e eu voei para trás. Minhas presas rasgaram a gengiva e eu corri para atacá-la. Dei-lhe um soco e ela caiu no chão, a peguei pelo pescoço e a joguei pro ar, eu planejava matá-la assim que ela se estatelasse no chão, mas a vadia caiu em pé, como se nunca tivesse voado mais de dez metros. Ela tentou me dar um tapa, mas eu desviei e a segurei pelo pescoço apertando com força, ela disse arfando:
_ Não... Adianta... Acabou – e ela simplesmente desapareceu em minhas mãos. Tenho certeza que se Claire e Lefreve vissem a minha cara, me zoariam pelo resto do século.
- Claire Di Minus narrando-
Quando Hugo voltou de sua caçada, foi a minha vez de sair para caçar... O caminho inteiro eu tinha a sensação de estar sendo seguida, aquilo me incomodava bastante. Eu entrei em um beco escuro para ver se era apenas uma sensação ou se realmente estavam na minha cola.
Paul apareceu na entradinha do beco, eu dei uma risada irônica e disse:
_ eu não sou babá de recém-criado!
_ recém-criado? Tem certeza? – ele já estava na minha frente, perto até demais.
_ bom, pelas minhas contas, você foi transformado ontem, então você é só um filhote – eu ri novamente e o empurrei saindo de perto.
_ se você se acha tão boa assim, Claire... Topa um mano a mano? – eu arqueei a sobrancelha o encarando.
_ você só pode estar de brincadeira com a minha cara não é Paul?
_ não, se você se acha tão poderosa assim... Topa uma luta comigo.
_ não seria justo...
_ topa ou não?
_ está me desafiando?
_ se você quiser levar como desafio... Eu não...
_ eu topo! — ele colocou a presa pra fora e eu fiz o mesmo – pode vir garotão – ele correu em minha direção e nós lutamos. Não pra valer, mas uma luta de brincadeira. Bom, lutamos o bastante para eu me distrair e ele me prensar na parede.
_ quem é o recém-criado agora?
_ continua sendo você garotão – ele urrou de raiva e deu um soco na parede bem ao lado da minha cabeça, eu rolei os olhos. – ta estressadinho é?
_ cala a boca Claire – a raiva subiu pelo meu corpo e eu o empurrei longe
_ quem você pensa que é?
_ Paul Campbell, um recém-criado que não sai daqui – ele bateu os dedos levemente na minha cabeça e eu gargalhei.
_ alem de novato é convencido?
_ você sabe que é verdade – eu me aproximei bastante, até quase encostar meus lábios nos dele e sussurrei:
_ vai sonhando! – me virei para ir embora, antes mesmo de chegar à calçada, ele me seguiu, me puxou pelo braço e me beijou.
Caro leitor, se você nunca viu em filmes vampiros se pegando, ou se você nunca pegou um vampiro eu recomendo que não o faça. Porque não é nada delicado, não é algo sonhador e eu te garanto, não é algo que você queira ler... Só se você for um completo pervertido.
Enfim, quando o sol estava prestes a nascer, eu voltei para o casarão e me tranquei no meu caixão, tentando ainda processar o que havia acontecido.
- Lumar Lefreve Narrando-
Eu estava novamente trancada no quarto, eu passava maior parte do tempo ali. Vampiros não sonhavam, mas ultimamente, quando eu dormia em meu caixão, eu tinha sonhos... Sonhos estranhos, com o cara que eu lutei na rua e uma garota de cabelos azuis... Mas não era só isso.
Eu estava decidida a descobrir quem era o tal Hugo Campanaro e o porquê dele ter dito aquelas coisas pra mim. Eu cheguei ao escritório e Kallab estava tomando chá como sempre.
_ora, ora, ora... Olha quem decidiu sair da torre, a minha princesa – eu bufei e ele sorriu docemente.
_ Kallab, posso te perguntar uma coisa? – ele acenou positivamente com a cabeça e puxou uma cadeira para eu me sentar com magia
_ desculpe querida, sei que não gosta quando eu uso magia perto de você, mas sente-se e me diga qual sua duvida – eu me sentei e o encarei por alguns segundos – diga menina, o que aconteceu?
_ Kallab, há alguns dias atrás, eu... Encontrei uma pessoa e ele me conhecia demais, ele... Ele sabe do meu passado e eu tenho tido sonhos... Você sabe que vampiros não sonham Kallab e eu acho que ele pode me ajudar a...
_ quem era a tal pessoa? – ele me encarava com raiva.
_ um tal de Hugo Campanaro – Kallab ficou imóvel por um tempo, depois suspirou e disse
_ quero você longe deste homem ouviu bem? Não quero que fale com ele, não quero que sonhe com ele, quero ele longe de você.
_ mas Kallab eu preciso...
_ não, você não precisa dele! Agora saia, vá para sua torre e Lefreve, se me desobedecer... – eu saí com muita raiva, estava decidida a encontrar o tal Hugo novamente e não há ninguém nesse universo, que irá me impedir.
Quando todos haviam ido dormir, eu pulei a janela e fui andando, deixando minha intuição me levar. Cheguei do outro lado da cidade, em um casarão, não sei por que, mas aquilo me atraiu de uma forma inexplicável.
Eu abri a porta e segundos depois, eu estava sendo prensada na parede.
_ quem é você? – uma voz levemente conhecida sussurrou bem perto do meu rosto.
_ Lumar Lefreve – o vampiro a minha frente perdeu o ar ( que só pra constar, não precisamos respirar) ele encostou a testa na parede atrás de mim e suspirou fundo ainda me prendendo entre ele e a parede.
_ onde você esteve esse tempo todo? – ele finalmente me olhou nos olhos e eu senti meu corpo estremecer
_ e-eu não sei – ele sorriu de lado e passou a mão pelo meu rosto indo em direção a minha nuca entrelaçando os dedos no meu cabelo e puxou pra trás, dando beijinhos no meu pescoço que só pra constar novamente, é meu ponto fraco. Eu o olhava mordendo o lábio inferior, por que eu reagia a ele desse jeito? Ele passou novamente a mão no meu rosto antes de me puxar pela cintura e me beijar.
Eu o empurrei levemente e o encarei por alguns minutos, a porta abriu em um baque e a garota do cabelo azul entrou feito um furacão.
_ Lumar! – ela puxou Hugo para trás e me abraçou – faz isso de novo e eu te mato – eu consegui sorrir, mas olhei pra Hugo um pouco confusa e ele disse:
_ ela ainda esta sob feitiço Claire
_ você a sequestrou? – ela berrou sorrindo
_ Não eu... Vim sozinha!
_ garota, você me fez perder as esperanças nesse idiota – eu e ela gargalhamos e ele nos encarava com raiva.
_ eu tenho que ir, depois eu vejo se consigo... – deixei a frase morrer e fui saindo, mas antes mesmo de eu por meus pés do lado de fora, ele me segurou.
_ espera você não vai a lugar nenhum.
_ eu tenho que voltar, o sol...
_ aqui tem um caixão, não posso te perder de novo – eu não sei o que aconteceu, mas tudo ficou preto.
- Hugo Campanaro narrando-
Eu tentava impedir Lumar de ir embora, eu segurava o pulso dela quando disse que não a perderia de novo, ela me encarou com um olhar perdido e depois caiu, mas eu consegui segurá-la a tempo. A carreguei para dentro e a coloquei no sofá, Claire correu para cozinha para pegar sangue.
- Lumar Lefreve Narrando –
Abri meus olhos lentamente e minha cabeça latejava, olhei em volta e Hugo estava sentado a minha frente.
_ O que aconteceu?
_ você teve um apagão.
_ eu tenho que ir e... – levantei novamente pra ir embora.
_ Lumar não – ele me segurou pelo punho – não vá, eu não quero...
_ me perder outra vez – eu completei sua frase- você não vai, eu só quero me lembrar de tudo – agachei em sua frente e passei a mão pelo seu rosto – eu preciso lembrar Hugo. – ele suspirou e assentiu – eu volto ok? É uma promessa!
_ Lumar – Claire chamou – espere pelo menos anoitecer de novo, faltam menos de dez minutos para o sol raiar. – eu olhei pela janela e o sol estava nascendo, fechei novamente a cortina e me sentei ao lado de Claire e esperei.
- Horas depois —
Assim que o sol se pos, eu voltei para a mansão. Assim que abri a porta, Kallab estava me esperando com uma cara não muito feliz.
_ onde você estava?
_ desde quando é da sua conta? – respondi com um sorriso sarcástico. Eu senti algo apertando meu pescoço com força e então ele me jogou na parede.
_ desde que você esta morando na minha casa!
_ ótimo! Eu vou embora – ele soltou o feitiço e eu fiz menção de subir
_ saia dessa casa e o lugar onde você passou o dia, pega fogo! – eu me virei
_ Kallab, meu querido Kallab – eu desci os degraus e me aproximei dele – eu não tenho medo de você, Claire não tem medo de você e Hugo não tem medo de você. Escuta o que eu digo você irá morrer. – e eu quebrei seu pescoço.
Notas finais
eu disse que manteria contato em breve e cá estou eu again! E aí? O que estão achando? Ainda falta MUITA coisa, e eu não sei se vou conseguir acabar Insomnia do jeito que quero, com os acontecimentos que deixei no ar nos primeiros oito capitulos, se eu fizer isso, peço que me perdoem e quem sabe um dia, eu volte a escrever Insomnia e termine.
ah, eu gostaria também de aproveitar e deixar aqui o tumblr que eu fiz com umas amigas da escola, também de histórias completamente originais, feitas por mim e por elas. (com as categorias: amor, drama, +18, terror, etc)
http://about-a-fairytale.tumblr.com
beijinhos e até breve
Ps.: vou começar a passar o capt 10 pro computador agora, que eu escrevi na aula, ok? Em breve ele virá pra cá... beijinhos again
Fale com o autor