Insomnia
7 Capítulo 7: what now ?
Notas iniciais
- Hugo Campanaro narrando-
Claire havia saído para caçar, assim que eu ia sair, a campanhia tocou, calmamente atendi e não havia ninguém. Apenas uma caixa no chão, a peguei e quando abri havia um DVD e um papel. No papel estava escrito:
“ Saudações, não nos conhecemos, mas já entrei em sua casa... Aqui está uma pequena demonstração do que esta havendo com sua cria. O que a mágica não faz não é? Bom vídeo...
K”
Imediatamente coloquei o vídeo para rodar, e lá estava Lumar... Ela estava sendo segurada por um cara e parecia estar desacordada. Um homem apareceu de costas para a câmera e ergueu as mãos e ela acordou.
_ O que esta havendo? – ela perguntou tentando se soltar do homem
_ querida, diga ao seu amorzinho a quem você pertence – ela mudou completamente, seu olhar estava completamente vazio, ela não olhava para Kallab diretamente, olhava em algum ponto fixo como costuma fazer quando esta pensando ou tentando se controlar, mas havia algo estranho – Lumar... Olhe para mim! – ela o olhou e sorriu docemente, era a primeira vez em séculos que eu via esse sorriso dela. – agora diga queria, a quem você pertence...
_ a você mestre – ele sorriu satisfeito e então o cara a tirou do vídeo, ele se virou para a câmera sorrindo triunfante e Nikole apareceu ao lado dele.
_ como vê, Lumar esqueceu completamente, esqueceu com quem passou séculos da existência dela, acha que sempre viveu conosco – Nikole gargalhou – eu sei que virá atrás de nós Campanaro, traga Claire também. Será divertido ver vocês morrendo para trazer Lefreve de volta. – e o vídeo acabou, eu taquei a caixa do DVD na TV que a quebrou, bufei irritado e liguei no celular de Claire
_ vem pra casa agora! – foram as únicas palavras que eu praticamente rosnei no telefone antes de desligar. Em minutos, ela entrava pela porta completamente irritada.
_ qual seu problema? – ela perguntou batendo a porta
_ meu problema tem três nomes: Nikole, Kallab e Lefreve.
_ se você não sabe contar Hugo, aí são três problemas – a olhei com a sobrancelha arqueada
_ isso não é hora de fazer piadinha escrota Di Minus! – ela se jogou no sofá e sorriu irônica
_ então querido primo, por que interrompeu a minha caçada?
_ recebi um filme inusitado priminha
_ ora Hugo, olha só pra você... Depois de séculos de vida anda se interessando por pornografia? Você tem o que? Quinze anos? Olha, você deixou de ter quinze anos a muito tempo atrás hein. – eu fechei os olhos e tudo que passava na minha mente era: não matar a Claire, não matar a Claire.
_ Claire, se você não calar essa boquinha suja, você vai ficar sem saber o que falaram de você no vídeo.
_ opa, opa, opa... Me citaram é? Que tipo de indústria pornô é essa Campanaro?
_ já chega! Onde a Lefreve ta?
_ VOCE QUER TRANSFORMAR ELA EM ATRIZ PORNO? HUGO! Isso é sujo demais ate pra você – eu soquei a parede do meu lado o que sem querer, abriu um buraco nela.
_ não tem nada a ver com isso garota! Deixa de ser pervertida! Lefreve foi capturada, um bruxo colocou algum feitiço nela.
_ ta, mas e o que EU tenho a ver com isso? – bufei irritado
_ não quer ir não vai, não preciso de você... Me diz onde ela foi – ela pareceu lembrar de algo e depois disse:
_ no vídeo, eles citaram algum garotinho?
_ não – desconfiei
_ merda! – Claire levantou correndo e foi pro quarto.
- Claire Di Minus narrando-
Eu entrei no quarto e peguei uma mochila, corri para o quartinho onde ficava nosso arsenal, coloquei algumas balas ultravioletas, aquilo mataria um vampiro em menos de dois segundos. Algumas pistolas e estacas.
_ Acho melhor você ir se arrumar, nós vamos visitar nossa antiga cidade – disse com um sorriso desgostoso no rosto. Hugo me olhou com o mesmo sorriso, apesar de Los Angeles ter o melhor sangue de todos, era um lugarzinho um tanto infeliz para mim e meu querido primo.
- Hugo Campanaro narrando-
A ideia de voltar a Los Angeles não me agradou nem um pouquinho, mas era necessário, Nikole havia passado dos limites, Lefreve estava sei lá aonde e podia estar em perigo. O que já é normal pra ela e tem o tal do Kallab, eu não fui com a cara dele, então, eu vou matá-lo por isso.
_ tá, como vamos sem morrer por causa do sol? – perguntei assim que chegamos à rua
_ bom, vamos pegar um avião até uma cidadezinha qualquer, e a noite nós chegaremos lá. — ela pegou mais algumas bolsas com armas e alguns livros que acho que eram sobre bruxos. Nós chegamos na portaria, ela me deu a bolsa que carregava e disse que já iria voltar. Depois de uns dois minutos, uma Hillux preta parou em na minha frente e o vidro desceu mostrando Claire sorrindo satisfeita com seu adquirido.
_ ótimo! Um carro potente – coloquei as bolsas na parte de trás e entrei no carro, ela logo arrancou para o aeroporto.
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