Insomnia
12 Capítulo 12: The First Choice
Notas iniciais
Obrigada por lerem (se ainda tiver alguem aqui) e feliz 2013
- Hugo Campanaro Narrando-
Eu apaguei a memória do tal Max e depois voltei para o casarão. Shay estava deitada no sofá, eu fiquei a olhando um tempo e depois escrevi um bilhete para ela ir pra casa de manhã, pois eu não estaria. Fui para meu caixão, me deitando e adormecendo logo em seguida.
Na noite seguinte, Shay não estava e Claire estava agindo como se nada tivesse acontecido. Ela agia como se Lumar não existisse. Eu estava na sala, sentado no sofá bebendo uma boa taça de sangue quando Lumar entrou.
_ Lumar – eu me levantei, ela me ignorou e subiu correndo para seu quarto batendo a porta. Eu suspirei e me sentei novamente, a campainha tocou e quando abri a porta, era Shay.
Eu fiquei bastante desconfortável quando ela me abraçou e entrou como se a casa fosse dela.
- Lumar Lefreve Narrando-
Minhas coisas já estavam prontas, ouvi Shay chegar e bufei irritada. Essa garota não sabia mais o caminho de casa não? Tinha que ficar enfornada aqui? Eu sabia que ela não se lembraria de mim, eles com certeza apagaram a preciosa memória dela. Eu ouvi Claire gritar Hugo do quarto, quando ele passou pela minha porta e entrou no quarto ao lado, eu peguei minha mochila e desci. Shay estava sentada no sofá e quando me viu, estremeceu.
_ você é amiga da Claire? Ou do Hugo? – perguntou tentando ser simpática.
_ pode se dizer que sim
_ você e Hugo nunca...
_ olha, eu te darei um conselho, há coisas sobre mim, Claire e Hugo que você jamais irá imaginar e se imaginar, irá temer.
_ eles não me fariam mal, ele não me faria mal.
_ Apenas se lembre garota: Um "jovem" vampiro do sexo masculino é um predador por natureza. Alguns caras podem olhar você não só com um interesse romântico, mas como presa... – a deixei com cara de paisagem e saí batendo a porta.
- Claire Di Minus narrando-
Quando eu desci, Shay encarava a porta com uma cara assustada. Eu suspirei imaginando o terror que Lefreve tinha colocado nela ao sair.
_ Shay, o que quer que a...
_ vocês são vampiros? – ela me perguntou com os olhos arregalados e eu congelei no meu lugar.
_ q-quem te disse essa maluquice?
_ a garota que saiu daqui com uma mala
_ espera aí, a Lumar foi embora? Tipo, pra sempre? – eu perguntei espantada.
_ eu não sei Claire, ela só me disse que um “jovem” vampiro nunca procura uma garota apenas com interesse romântico, mas como presa.
_ olha Shay, isso é loucura! Vampiros? — eu forcei uma risada – a Lumar estava querendo te assustar, ela tem um temperamento difícil, ok?
_ tudo bem, eu vou pra casa... – ela me abraçou rápido e saiu. Eu subi pro quarto de Hugo.
_ Lumar passou dos limites agora – bati a porta
_ por quê?
_ ela contou a Shay o que somos – ele me olhou com os olhos arregalados
_ ela enlouqueceu? – ele levantou e ia atrás dela.
_ ela não esta Hugo
_ onde ela foi?
_ eu não sei, só sei que ela foi embora. – ele ficou parado olhando para o nada pensando.
_ Kallab, só pode ter sido Kallab – e logo ele saiu correndo.
- Hugo Campanaro-
Eu cheguei à mansão de Kallab em poucos minutos, e assim que eu cheguei a porta, Nikole a abriu.
_ que surpresa Hugo
_ onde ela esta?
_ quem?
_ Lumar, onde ela está?
_ ela não está aqui... Então quer dizer que sua queridinha se foi? Ela deve ter cansado de... – eu a joguei pro lado, onde ela bateu a cabeça no chão e me encarou – enlouqueceu?
_ O QUE VOCES FIZERAM COM ELA? ONDE ELA ESTÁ? – minhas presas se alongaram – Nikole me diz onde ela está.
_ Ela não esta aqui Campanaro – eu me virei e Kallab estava no pé da escada, Lumar ia me pagar caro por fazer isso, eu saí da mansão batendo a porta.
- Dias depois —
- Lumar Lefreve narrando-
Eu havia chego a Londres há alguns dias, e eu nem me lembrava de que hoje era réveillon, havia passado o natal e eu nem mesmo me lembrei. Queria ter ido ao tumulo de meus pais, como fiz por meio século. Tudo agora estava diferente, eu viveria minha eternidade sozinha, sem Hugo, sem Claire, sem o estresse de guerras com Nikole e Kallab, para alguns, isso pode parecer ótimo, mas para mim não. Tudo bem que eu vivi seis anos isolada do mundo quando era humana, mas logo eu virei vampira e Hugo e Dayane estavam comigo. Dayane se foi e veio Claire, e eu sabia que seriamos para sempre. Os três. Mas a vida decidiu brincar conosco e agora eu os deixara. Eu estava próximo ao Big Ben, tinha muita gente na rua, algumas bêbadas, outras estavam enchendo a cara, dançando e cantando como se a vida fosse maravilhosa.
Uma garota veio em minha direção com uma garrafa de vodca, ela pos um braço ao redor do meu pescoço e disse meio tonta:
_ ei, que desanimo é esse garota? Bebe um pouco, se diverte! – eu sorri pra ela e tomei a garrafa e dei um gole, logo minhas presas se alongaram e eu a mordi. Não a matei, ela caiu desmaiada no chão e eu sai andando a deixando por lá mesmo.
Continuei andando e ouvi um grupo de garotas dizendo que já daria meia noite, eu fiquei encostada em um poste, olhando o London Eye de longe.
_ CINCO, QUATRO, TRES, DOIS, UM! FELIZ ANO NOVO – as pessoas gritaram ao mesmo tempo, estouraram champagne, se abraçaram. Aquela falsa sensação de alegria. Humanos idiotas.
Senti meu celular vibrar no bolso, eu peguei e atendi sem olhar no visor quem era.
_ feliz ano novo Lefreve – eu congelei ao ouvir a voz de Hugo.
_ feliz ano novo! Boa noite
_ não espera! Onde você esta?
_ não interessa Hugo, você fez a sua escolha. – e bati o celular na cara dele, suspirando.
_ ora, ora, ora... O casalzinho esta separado? – eu me virei e dei de cara com Nikole.
_ O que você esta fazendo aqui Nikole?
_ curtindo a festa dos humanos, é tão besta não é? É só mais um ano na nossa imortalidade Lefreve
_ eu sei, será que agora eu posso ficar sozinha?
_ por quê? Hugo te largou é? Assim como fez comigo?
_ eu o deixei.
_ cansou do brinquedinho? – eu me irritei e a peguei pelo pescoço.
_ o que eu tenho que fazer para você me deixar em paz? Hein? Te matar? Será um enorme prazer te jogar pro alto e ver você sendo atingida por essa merda desses fogos de artifício e ver você explodir. – apertei minha mão em volta do pescoço dela
_ eu não vim aqui pra isso, vim te fazer um convite.
_ que convite?
_ Kallab te quer de volta, volte para Los Angeles conosco Lumar.
_ por quê? Vocês apagaram a minha memória...
_ o que você já recuperou! E olhe só no que deu, pense e me ligue – ela me entregou um cartão. – te vejo em breve? – e Nikole simplesmente desapareceu da minha frente.
Fiquei encarando aquele cartão por uns minutos antes de guardá-lo no bolso junto com o celular.
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