Insistente

5 Capítulo IV - Afincado: The Beginning Again


Notas iniciais
~> Desculpe que passei um pouco do prazo pra postar gente ~> O capítulo ficou pequeno, mas teve um pouco de suspense e "TCHAN" no final. :3

Domingo, 24 de maio de 2013.

Meu pai abriu a porta pra mim e eu entrei no carro me sentando no estofado esquentado devido ao sol. Segurava nervosamente uma sacolinha plástica do hospital com 3 caixas de remédios diferentes dentro. Fazia calor hoje, eram aproximadamente onze da manhã e eu tinha acabado de receber alta e as últimas recomendações do médico pra minha recuperação que incluía quatro dias de folga do no trabalho. Que foi péssimo pra minha carreira, mas creio que tenho coisas mais importantes para me preocupar agora, como, quem é meu “inimigo”.

Ouvi o som duro da porta do carona do carro se fechar quando minha mãe entrou. Vi pela janela o hospital diminuir de tamanho à medida que nos afastávamos do local. Eu sempre fui uma pessoa justa – eu acho – e não fiz nada que possa estar me colocando na mira da arma de alguém vestido com roupas pretas e escondido em uma floresta tarde da noite. Senti um calafrio. Por que aquilo estava acontecendo? Será que alguém me confundiu com um bandido, e agora me colocou na lista de caçada.

Não sei. Só sei que preciso descobrir quem é essa pessoa. E eu vou descobrir.

Desci do carro, havíamos parado na porta da minha casa, até que tinha sido rápido... O hospital fica á apenas a alguns quarteirões da minha casa. Sorte minha, caso facas voem em direção a minha testa da próxima vez.

Ao entrar na sala, notei que a televisão estava ligada no programa “Celebridades Embaixo D’água”. Não sei qual a graça, se no fim eles nunca se afogam, mas meu pai gosta. Subi as escadas correndo, e entrei na primeira porta – que era a do meu quarto – e me joguei na cama, cansado, suspirei tão forte que senti uma dor no peito. Estava olhando para o teto, sentia minhas pálpebras pesarem, faziam dias que eu não dormia decentemente, quando eu não estava vendo sombras estava ouvindo barulhos e me aterrorizando com quem podia ser. O colchão macio confortava minhas costas, fechei os olhos e com poucos minutos cedi a força do sono.

Não sei quanto tempo depois acordei e me sentei coçando meu pescoço olhei em volta e notei algo que fez meus olhos sonolentos se estreitarem. A porta do meu closet de madeira na parede está aberta, arreganhada, como se tivesse sido aberta por alguém bem nervoso. Me levanto da cama e me aproximo com os olhos arregalados. Alguém entrou aqui, enquanto eu dormia, enquanto eu estava incapaz de me proteger, enquanto eu estava deitado ali, adormecido a mercê de qualquer um que quisesse o meu mal. Me ajoelhei perto do closet, um objeto marrom escuro estava jogado ali na porta do closet, como se tivesse sido jogado, ricocheteado dentro do closet e caído pra fora. Como eu não ouvi isso?

Minhas mãos tocaram o couro macio e meus dedos se moveram até a fivela. Senti um arrepio percorrer cada pelo do meu corpo, o diário. O diário da garota chamada Mary, o motivo de alguém ter colocado fogo naquela cabana, o motivo de eu ter ficado três dias no hospital.

Me sentei ne cama, rapidamente, nervoso, tremendo. Era meu, eu podia ler, era tudo que eu queria no momento. Abri o diário e olhei a primeira página onde era pra estar escrito “Diário da Mary”, mas não estava... A única coisa que tinha lá era um pedaço de papel preso a lombada do diário. Arrancada, foi a única coisa que me veio a mente. Tentei passar de página mas todas estavam arrancadas, alguém puxou várias e várias páginas com força, com selvageria, praticamente metade do diário estava arrancado, alguns com pedaços em branco, alguns com pequenos inicios de palavras apenas. Não, não, não! Senti uma enorme sensação de raiva e frustação em minha mente. Tudo foi atoa, pensei que havia ganhado pelo menos o diário mas eu só tenho algumas folhas em branco no final de um pedaço de couro faltando metade das páginas, onde estavam o que eu queria. Palavras. Foi então que bati o olho na primeira folha inteira do diário, não precisei de muito tempo para ler as letras pintadas e borradas em um tamanho enorme:

PARE

Eu sabia que aquilo era um aviso, eu sabia que era uma ameaça. Mas eu também sabia que eu não ia parar.

Notas finais
~> Comentem, curtam, favoritem e acompanhem a história ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.