Inside Out
7 Capítulo 7
Capítulo 07
Numa terça feira, exatamente uma semana depois do acidente, em um hospital, Rubby já acorda reclamando:
- Eu tou com fom... Onde diabos eu tou?
- Shii, fala baixo, minha cabeça ta doendo. – comenta Sarah.
- Resolveram acordar? – comenta Xelly sentada numa cadeira entre as macas de Sarah e Rubby.
- Onde diabos nós estamos? – pergunta Rubby alisando a cabeça e sentindo, ou melhor não sentindo um pedaço de seu cabelo.
Rubby dá um pulo da cama e corre em direção a um espelho vendo que rasparam um pedaço de sua cabeça, a área em cima da orelha por causa dos arranhões.
- Você que tava acordada – fala Rubby apontando um dedo para Xelly. –, quem fez isso no meu cabelo?
– Eu não tenho certeza porque acordei hoje também, mas deve ter sido um médico por causa do teu arranhão. – explica Xelly.
– Eu mato esse médico! – ameaça Rubby brincando.
Sarah corre para a frente do espelho para checar sua aparência, ela alisa seu cabelo e vê que ele ainda esta intacto, ela logo relaxa.
– Eu não tinha me cortado no pescoço? – pergunta Sarah, alisando o pescoço.
– Culpada. – fala Xelly levantando a mão com a palma aberta. – Como acordei antes de vocês, resolvi dar uma forcinha.
– Você não podia ter nos curado antes de rasparem pedaços do meu cabelo não? – reclama Rubby.
No meio desse debate, Nascimento chega trazendo uma menina dos cabelos loiros e com mechas rosas.
– Então finalmente acordaram. – diz Nascimento. – Estou deveras contente.
– Ola menininha. – fala Xelly. – Tudo bem com você?
– Eu que devia perguntar isso. – retruca a menina. – Vocês que passaram uma semana em coma, não eu.
– Cruzes! – resmunga Rubby por causa da grosseria da menina.
– Uma semana? – pergunta Sarah sem querer acreditar.
– Sim meninas. Vocês três ficaram uma semana em coma. – afirma Nascimento.
- Poxa. – comenta Sarah.
– Por isso que eu tou com tanta fome. – fala Rubby. – Ei tio, você não tem um sanduba por ai não?
- Eu acho, que tio Nasci não é fornecedor de alimentos para te trazer um sanduba. – debocha a menina.
– Eu acho, que Rubby estava falando com tio Nasci e não com você. – Sarah defende.
- Sarah! – reclama Xelly. – Não fale assim com essa menininha linda.
– Menininha? – reclama a garota. – Já tenho 13 anos, não sou mais uma menininha linda.
– Essa é Spencer, ela é filha do Francis. – fala Nascimento. – Mas não a julguem, ela não aprova as atitudes do pai, ela se virou contra ele.
– E se isso for só mais uma jogada do Francis? – fala Rubby. – E se essa menininha ainda estiver do lado dele, e estiver só fingindo que não? – Rubby se vira para Spencer, e, usando a sua persuasão ela diz: – Conte-me a verdade.
Seus olhos ficam claros como sempre, e Rubby encara Spencer sem parar. Spencer olha para Nascimento e depois para Rubby.
– Por que essa doida está me encarando hein tio Nasci? – pergunta Spencer.
– Como...? – pergunta Rubby, seus olhos voltando ao normal. – Você não esta sentindo uma vontade inexplicável de me contar a verdade não? – ela tenta outra vez, falhando de novo. – Ai meu Deus! – reclama Rubby. – Perdi meus poderes.
– Perdeu? – pergunta Sarah e rapidamente faz gestos para fechar a porta, que se fecha com um estrondo.
– Por que só eu perdi meus poderes? – pergunta Rubby. – Será que eu
ainda... – Rubby dá uma tapa no braço de Sarah que dá um pulo.
– Ai! Que mania chata de me dar choques! – reclama Sarah alisando o braço.
– Calma meninas! – diz Nascimento. – Você não perderam seus poderes. Spencer é que é imune a eles. Esse é o poder dela.
– Um dos meus poderes. Também posso encobrir vocês enquanto paranormais. Suas localizações serão um mistério. – diz Spencer. – Mas isso só se eu quiser.
– Para tudo. – fala Rubby. – E o meu carro? Meu carrinho lindo? O meu Bartolomeu? Como ele está?
– Você está se referindo ao Honda Civic não é? – pergunta Sarah. – Ele deve estar destruído.
– Estou me referindo ao meu Mustang, lindo e maravilhoso. – responde Rubby.
– O nome do carro é Bartolomeu? – pergunta Spencer.
– O Mustang? – fala Sarah. – Nos livramos dele quando compramos o Honda, se lembra?
– Vocês tinham um Mustang? – pergunta Xelly. – Legal.
– Na verdade Sarah... – fala Rubby. – Eu meio que desenhei como queria que ele ficasse e mandei para um designer automotivo.
– Comequié? – pergunta Sarah. – Você não se livrou daquela lata velha?
– Não é uma... – Rubby é interrompida pelo doutor que tinha acabado de entrar no quarto.
– Acordaram? – pergunta o doutor desacreditando. – Mas ontem mesmo vocês estavam... Bom, não importa, a previsão era mais um ou dois dias mesmo. De qualquer forma, vamos fazer uma bateria de exames para ver se vocês já estão bem novamente. Depois do resultado acho que vocês já poderão voltar para suas casas.
O doutor começa a anotar os exames em sua prancheta, mas Rubby usa seu poder para convencê-lo do contrário.
– Doutor... – Rubby dá uma olhada rápida no nome do médico. – Alpestrudel, certo? Não importa.
– Alpestrudel? Não é Berguer não? – corrige Sarah.
– De onde diabos você tirou Alpestrudel? – pergunta Xelly.
– Não tem uma fruta com esse nome? – fala Spencer.
– Shh! Não a interrompam. – reclama Nascimento.
– Doutor Alpestrudel. – repete Rubby. – Você não acha que nós já estamos perfeitas novamente? Que já podemos ir?
– Sim, eu acho! É melhor irem logo, antes que os seguranças troquem de posto, o novo é chato. – diz o doutor ainda sob efeito Rubby.
Todos saem do hospital, indo direto para o estacionamento, onde Nascimento diz que tem uma surpresinha para elas. Todas ficam curiosas, obviamente, Rubby é a primeira que descobre qual é a tal surpresa, ela dá um grito e sai correndo, ela abraça o capô do seu Mustang recém adaptado, fazendo ele se ligar sozinho, com sua eletrocinese.
– Que carrão! – diz Sarah. – De onde surgiu essa coisa linda em Nascimento?
– Alô-ou! Esse é o meu Mustang! – anuncia Rubby. – Tá melhor que no meu desenho!
– Essa maravilha é aquele Mustang velho? – diz Sarah.
– O que estamos esperando? – pergunta Xelly. – Vamos entrar.
– Copiado. – diz Nascimento desligando seu celular. – Não posso ir com vocês, tenho um compromisso. Adeus meninas, Spencer vai mostrar o lugar á vocês.
– Caraca! Que carrão! – elogia Spencer. – Posso dirigir?
– Haha HAHA! – debocha Rubby. – Nem em seus melhores sonhos!
– Ela mal me deixa dirigir meu bem. – diz Sarah. – Por que você acha que seria beneficiada?
– Chega de tititi. Vamos logo. – interrompe Xelly.
– Eu vou na frente. – anuncia Spencer e pula na frente de Sarah e se senta no banco da frente.
– Não, não. – fala Rubby. – Você só tem 13 anos, vai atrás.
– Eu acho, que sou filha do dono da Elite, então vou onde eu quiser. – ameaça Spencer.
– Acontece querida que o carro é meu. Então eu decido quem anda
na frente. – fala Rubby.
– Eu só saio daqui morta. – Spencer cruza os braços demonstrando que não vai ceder.
– Posso resolver isso rapidinho. – fala Rubby e aponta sua arma para a menina.
– Não vamos usar de armamentos pesados para com uma criança! – fala Xelly.
– Como se eu não soubesse que essa 380 está desarmada. – diz Spencer. – O tio Nasci cuidou disso, pois ele sabia que você ia me ameaçar mais cedo ou mais tarde.
– Deixe que eu cuido disso. – fala Sarah e tenta usar sua telecinese para tirar Spencer do lugar. – Esqueci que essa capetinha é imune aos poderes.
– HAHA! – debocha Spencer.
– Seu pai é um burro! Não te dar nenhum poder! HAHA! – debocha Rubby.
– Já podemos ir? – pergunta Spencer ignorando o comentário de Rubby. – Já que não vou sair daqui mesmo.
– Não vai? – pergunta Sarah que abre a porta do carro já pegando no braço de Spencer. – Você pode ser imune aos poderes, mas não é imune a força bruta.
– Aiai! – reclama Spencer enquanto Sarah a obriga a sentar atrás.
– Ninguém vai me tirar meu lugar hoje não queridinha. – fala Sarah, largando a menina e sentando-se na frente.
– Acabou? – pergunta Michelly.
– Acabou o quê? – perguntam Sarah e Rubby.
– Essa ceninha ridícula? – completa Xelly. – Podemos ir agora?
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