Inside Out

5 Capítulo 5


Capítulo 05

Elas comem e vão para o prédio de experimentos da Elite, observá-los, após alguns minutos de vigia elas vêem Denis saindo do prédio.

— É o Denis! — Alegra-se Rubby. — Vamos tirá-lo de lá.
— Não! — Alerta Michelly.
— Por que não? Ele está ali sozinho, podemos trazê-lo para cá facilmente. — Diz Rubby.
— Espere. — Diz Michelly vendo uns seguranças chegando perto dele.
— Ai meu Deus! Vão machucar ele! Faz um campo de força para ele Sarah! — Pede Rubby.
— Eu ainda não sei controlar isso Rubby. — Diz Sarah.
— Não será preciso. Observem. — Diz Michelly.

Elas vêem Denis entre os Elites mas percebem que ele não está em perigo, ele na verdade é algum tipo de chefe para os demais.

— Como assim? O Denis nunca faria isso! — Fala Rubby defendendo Denis.
— Ele não recuperou a memória. Ele é um Deles. — Anuncia Michelly.
— Mas o que é que você está dizendo? Não... Não pode ser verdade. — Diz Rubby.
— Xelly tem razão, ele é um deles agora, só podemos ajudá-lo melhorando nossos poderes. — Apoia Sarah.
— Gostei do apelido. — Aprova Xelly. — Acho melhor irmos embora agora. Antes que algum deles tenha uma visão, ou sinta o nosso cheiro ou presença.

Elas voltam silenciosamente para o carro e voltam para a casa de Xelly. Elas procuram um bom lugar para treinar seus poderes, sem muito sucesso. Sarah vai se sentar e acaba passando direto outra vez.

— De novo não! Onde é que eu vim parar? — Resmunga Sarah.
— Ô garota, cadê você? Que mania chata de sumir assim! — Reclama Xelly.
— Eu não escolhi isso tá!? — Retruca Sarah.
— Dá para voltar aqui para cima? — Pergunta Rubby.

Sarah tateando a parede de onde foi parar encontra um interruptor acendendo as luzes e revelando um galpão subterrâneo enorme, com milhares de equipamentos. Surpresa ela exclama:

— Venham cá! Vocês precisam ver isso aqui!
— Como é que agente vai descer ai? — Pergunta Rubby.
— É verdade, me esqueci que vocês não são destrambelhadas e ficam literalmente afundando em tudo o que sentam. Esperem vou procurar uma escada. — Diz Sarah.

Ela começa a atravessar paredes a procura da escada.

— Estou ficando boa nisso de atravessar paredes. Só tenho que aprender como não atravessá-las. — Diz Sarah para si mesma. Olhando para uma caixa metálica ela grita: — Não tem escada, mas acho que elevador serve não é?
— Elevador? Como é que tem um elevador aqui? Eu passei esses anos todos vindo para cá e nunca descobri que tinha um elevador! — Fala Xelly.
— Aposto que também não sabia que seus pais tinha um centro de treinamento debaixo da casa deles sabia? — Pergunta Sarah aparecendo na cozinha em cima de uma plataforma metálica, que era o elevador.
— Centro de treinamento? Só acredito vendo. — Diz Xelly.
— Então vamos lá ver. — Fala Rubby empurrando Xelly para a plataforma. — Estou super curiosa.

Chegando ao subterrâneo elas se deparam com uma bancada prateada, cheia de equipamentos desde de binóculos com censor de calor a espadas. Xelly encontra uma caixa marrom que era da sua mãe e diz:

— Meninas venham ver! — Quando Sarah e Rubby chegam perto dela ela fala: — Isso aqui era da minha mãe, ela disse que eu saberia o momento certo de abrir, e algo me diz que esse momento é agora.

Ela abre a caixa e encontra lá uma carta em cima de três conjuntos pretos de couro. Ela pega a carta e lê em voz alta:

"Minha querida, se você está lendo isso agora é porque eu não estou mais viva. Quero que saiba que eu te amo muito. Bom, como você deve ter percebido, há três pares de roupa abaixo da carta, são os conjuntos que você, a Sarah e a Rubby irão usar na batalha contra a elite. Mas só depois que dominarem e aperfeiçoarem seus poderes. No galpão tem uma parede secreta onde está uma lista de poderes e como aperfeiçoá-los. Você terá de achá-la para poder dela desfrutar. Ao longo do tempo você irá encontrar mais cartas minhas, não necessariamente neste galpão, mas em outros lugares onde eu sei que vocês vão estar, nelas estarão mais dicas para vocês. Tomem cuidado, vocês vão ser as guerreiras dessa história."

- Eu disse que o poder da minha mãe é a Clarividência? Prever o futuro? — Pergunta Xelly com um sorriso travesso no rosto.
— Não, mas acho que isso nós poderíamos deduzir sozinhas. — ala Sarah.
— Esse lugar é bem bacana. — Comenta Rubby fugindo completamente do assunto.
— É o que? — Perguntam Sarah e Xelly olhando para Rubby.
— Que foi? É errado gostar do lugar? — Pergunta Rubby.

Xelly e Sarah reviram os olhos para Rubby e vão procurar a tal parede onde está escondida.

— Poxa! Era bom que meu olhar funcionasse com as coisas, assim eu perguntaria: "parede? onde você está" — Comenta Rubby fazendo todas rirem.
— O que é que você está fazendo ai parada Sarah? Dá para atravessar as paredes e facilitar o nosso trabalho? — Diz Xelly depois de um momento de risadas.
— Desculpa mamãe, não sabia que esse era o meu dever. — Brinca Sarah e começa a atravessar paredes, sem muito sucesso na procura das instruções.
— Que droga, essa espera já está me enchendo. — Fala Rubby apoiando o braço numa estátua, que por sua vez afunda um pouco e com um "clique" metálico abre uma pequena porta. — Eu achei. — Anuncia Rubby.
— Onde? — Pergunta Sarah com apenas metade do corpo aparecendo, a outra metade estava do outro lado da parede, fazendo Xelly assustar-se.
— Que susto! Não é legal aparecer de dentro da parede assim sabia? — Reclama Xelly.
— Foi mal. — Desculpa-se Sarah rindo.
— Querem prestar atenção? Ou preferem ficar nessa conversinha sem futuro? — Diz Rubby.

Elas leram o papel e começaram imediatamente a treinar seus poderes.

Depois de poucos minutos de treino, elas são vencidas pelo cansaço, não pararam o dia todo, Xelly as mostra seus quartos e as três vão dormir. No outro dia após o café da manhã, Rubby é a primeira a sair sem dizer para onde vai, Sarah está tomando banho, e Xelly recebe umas visitas na sala, eram uns amigos de Michelly que tinham uma banda, eles se sentam no enorme sofá vermelho, e ficam jogando Guitar Hero. Depois de um tempo Rubby chega anunciando:

— Olha só o que eu fiz! – fala mostrando uma tatuagem no braço direito.
— É de henna né? – pergunta Xelly.
— É claro que não! – responde Rubby indignada.
— Você ficou louca? – reclama Michelly.
— Qual o problema com tatuagens? – pergunta um dos amigos de Xelly, mostrando o braço todo tatuado.
— Que gato! – exclama Rubby um pouco alto.
— Nenhum Bryan. É só que... Deixa pra lá! – diz Michelly sem perceber o que Rubby tinha falado.
— Vem jogar com a gente. – convida Bryan. – Eu sou o Bryan, aquele com a guitarra na mão é o Nick, o que está deitado é o Peter e o outro é Greg.
— Só jogo se for a música Ruby do Kaiser Chiefs. – exige Rubby.
— A não! Essa música de novo não! – reclama Xelly.
— Que foi? Essa é a minha música. – diz Rubby.
— Você gosta muito dela? – pergunta Nick.
— O nome dela é Rubby. – explica Xelly.
— Vai jogar ou não? – insiste Bryan.
— Vocês viram minha mala por aí? – pergunta Sarah de toalha branca, descendo a escada sem saber das visitas.

Nick assovia baixo ao ver Sarah.

- Novas amizades? – pergunta Nick. – Sou solteiro... Nick, desculpe.
— Visitas. Com licença. – fala Sarah envergonhada, mas antes de ir se trocar ela olha para Rubby. – O que diabos é isso preto na sua boca?
— Um piercing. – explica Rubby.
— Um piercing? – grita Michelly.
— Sim, mamãe. Vai dizer que você nunca tinha visto? – pergunta Rubby.
— Não em você. – fala Xelly.
— Inside Out? – pergunta Sarah olhando para a tatuagem de Rubby. – Ao avesso. Por que ao avesso?
— Porque eu não sou mais a mesma. – responde Rubby.
— Nenhuma de nós somos. – enfatiza Sarah.
— Tou viajando. – comenta Greg.
— Tem cerveja aí? – pergunta Peter.
— Na geladeira. É só pegar. – indica Xelly.
De repente, batem na porta, Rubby vai abrir.
— Tio Nasci! – exclama Rubby vendo Nascimento. – Marisa!
— Oi Marisa. – cumprimenta Sarah apenas de toalha.
— Toalha? – pergunta Marisa olhando para as vestimentas de Sarah.
— Detalhe. – diz Sarah e sobe para se trocar.
— Mas o que é isso? Tatuagem e piercing? Você ta parecendo uma... – se interrompe Nascimento, procurando a palavra certa para usar.
— Noiado! Aprendi com Sarah. Ela disse que vocês usam isso no Brasil. – completa Xelly.
— Exato. – aprova Nascimento.
— Como você nos achou aqui? – pergunta Rubby.
— Temos contatos. – diz Nascimento.
— Eles fizeram algo de mal com vocês? – pergunta Marisa.
— Mas acabamos de chegar! O que podemos ter feito de errado em apenas 20 minutos? – pergunta Greg.
— Nada. – responde Peter.
— Calem a boca moleques. Eu não estou falando de vocês. – repreende Marisa.
— Estamos falando da Elite. – fala Michelly.
— Hora, lugar e companhia errados para falar sobre esse assunto. – diz Sarah descendo as escadas correndo.
— Se você é rápida assim para se trocar imagine para se despir... – flerta Nick com Sarah.

- Eu só tiro a roupa para Matt, Synyster, e alguns outros... – comenta Sarah.
— O nome Matt já é sugestivo e ele é um gato. – fala Rubby.
— Né? Synyster, Matt, Sarah. Mas você gosta do Johnny e do Zacky, O Synyster e o Matt são meus. – Reclama Sarah.
— Parem de brigar por esses rockeirinhos! – repreende Nascimento.
— O meu sonho ainda vai acontecer! Eu ainda lambo o suor de Johnny! – afirma Rubby.
Um grande “eca” ecoou pela sala.
— Gente é gostoso. É salgadinho. – tenta explicar Rubby.
Mais uma “eca” ecoa.
— Foco. Um dos chefões vai estar numa boate de strip, hoje a noite. E vocês serão as dançarinas. – fala Nascimento.
— Como é que você sabe? – pergunta Rubby.
— Tenho minhas fontes cacete. Oras! – reclama Nascimento.
— Vamos ser dançarinas de poli dance? Sério? Que coisa mais clichê. – reclama Sarah.
— Eu ouvi poli dance? Tou dentro. Bem, estamos dentro. – fala Nick abrangendo sua banda nesse “estamos dentro”.
— Isso é coisa séria. Não é para amadores ficarem atrapalhando, quatro moleques, quatro donzelos numa boate de strip? Não mesmo. – diz Marisa.
— É melhor vocês ficarem fora disso dessa vez garotos. – diz Xelly decidida.

Depois de muita insistência, Nascimento e Marisa conseguem descartar os amigos de Xelly. Eles se encaminham para a tal boate, quando chegam lá e Marisa apresenta as três para Rochelle Viegas – uma biba enlouquecida -, ele as ensina o básico do poli dance, Rubby reclama de não levar jeito para a coisa, logo após levar uma queda:

— Po*** esse ca*****! Vai tomar no...
— Menina para com isso! – repreende Michelly.
— Mas que boquinha suja a sua hein amore. – comenta Rochelle.

Após algumas horas de ensaios, Rochelle anuncia:

- Vamos, vamos pequenas misses. Hora da beleza make up urgente!
— Mas que gírias são essas? Nunca ouvi. – reclama Rubby.
— Make up, tipo maquiagem? Você é do tempo da ronca por acaso? — pergunta Rochelle. – Enfim, sentem-se aqui lady’s.
— Não obrigada. Eu própria me maquio. – fala Rubby.
— Sente-se garota, você vai gostar. – encoraja Rochelle.
— Não, não... – fala Rubby se levantando da poltrona rosa, Rochelle pega em seus ombros e a empurra para baixo, forçando-a a ficar na cadeira.
— Cadê o Ricardão? Precisamos de reforço aqui. Ela é muito rebelde. – diz Rochelle.
Segundos depois um homem moreno, alto e bem forte, chega e prende Rubby na cadeira.
— Meninas! – fala Rochelle estalando os dedos. – Tragam os equipamentos.
— Coloca um rosa Pink nos olhos dela, ela simplesmente a-d-o-r-a rosa. – fala Sarah provocando Rubby.
— Querida Rochelle, você não pode fazer isso comigo. Entende? Isso não é para mim. – fala Rubby olhando Rochelle fixamente nos olhos.
— O que você está fazendo? – pergunta Rochelle.
— Te hipnotizando. – responde Rubby.
— Eu mencionei que sou o que vocês chamam de escudo? Eu trabalho para o seu tio, o Paulo Nascimento, enquanto eu estiver aqui, nenhum poder poderá ser utilizado. – fala Ricardão.
— Isso só pode ser o apocalipse! – resmunga Rubby.
— Vamos! Esta quase na hora! – grita Rochelle andando de um lado para o outro, com os nervos a flor de sua linda pele morena.

Após quarenta minutos, as maquiagens são finalizadas com bastante glitter e lingeries provocantes. Rubby estava com um robe bege e embaixo dele com uma lingerie vermelha. Sarah estava de lingerie preta e Michelly com uma lingerie cor de vinho.

— Eu não vou entrar assim, semi pelada! – reclama Rubby.

Sem nem perceber as três já estavam no palco, e Rochelle havia arrancado o robe de Rubby milissegundos antes de ela ir para o palco. Sarah já estava em seu palco, e vendo que Rubby estava meio que sem ação ela sugere aos sussurros:

- Vai para o teu lugar!