Inside Out
3 Capítulo 3
Capítulo 03
Os três saem do bar, Denis vendo que seu carro tava sem gasolina vai com as meninas.
– Como é que vamos contar o ocorrido para a família da vítima? — Pergunta Denis.
– Denis para com essas gírias de policial! — Reclama Rubby.
– É que eu interpreto bem o papel. — Retruca Denis.
– Relaxa vamos encontrar ela. — Fala Rubby.
– Da última vez que você falou isso a menina morreu. E o que vamos contar aos pais dela quando fizermos as perguntas? — Fala Sarah.
– Ora bolas! Falando! Nós podemos dizer que são perguntas de rotina sei lá! — Responde Rubby.
– Ou podemos dizer a verdade. — Sugere Denis.
– Vamos falar a verdade mesmo. É melhor, quem sabe eles não colocam uns cartazes para ajudar? — Diz Sarah.
– Decidido? — Pergunta Rubby e antes que Denis ou Sarah respondam ela emenda: — Vamos a uma loja de fantasias.
– Mas não é carnaval e nós nem estamos no Brasil. — Fala Denis.
– Ô lesado, nós vamos comprar roupas de policiais, não acho que os pais da menina seriam tão idiotas a ponto de não desconfiarem. — Fala Rubby.
Sem mais conversas eles vão para a casa da menina, quando estavam chegando o celular de Sarah toca, era Lucas ligando:
– Sarah? — Pergunta Lucas.
– Lucas? Sou eu mesma, o que aconteceu? — Pergunta Sarah.
– Nada. Só liguei para ouvir a sua voz. — Vendo que Sarah não responde ele continua: — Que tal nós marcarmos para sair? Para algum lugar onde não tenham brigas de preferência.
– Sair? Olha, gostei de você, tipo, você é legal e tudo, mas esse realmente não é um bom momento para pensar em encontros. — Responde Sarah e depois uma Land Rover prata que estava atrás deles começa a atirar.
– Isso são tiros?
– Não, fogos de artifício! Claro que são tiros né? Tenho que desligar. — Fala Sarah desligando a chamada e pegando a sua arma.
– Se eles arranharem a pintura eu os mato! — Reclama Rubby também pegando a arma. — Esse carro é tão novo que ainda tem cheirinho!
– Arranhar a pintura é o de menos Rubby. — Reclama Denis.
– É porque não é o seu carro. — Fala Rubby indignada.
Sarah abre a janela ao máximo e saindo um pouco do carro — pela janela — ela começa a atirar na Land Rover prata. Denis faz o mesmo enquanto Rubby pisa no acelerador tentando salvar o seu carro, sem sucesso pois eles acertam o vidro traseiro, quebrando-o.
– Bando de filhos-da-mãe! Sarah, quando você acertar os pneus deles eu vou sair desse carro e dar um tiro na cabeça dele, fazendo-o implorar perdão! — Reclama Rubby.
– Nem se preocupe que eu te ajudo! — Fala Sarah.
– E eu? Fiquei um tanto desprotegido, caso vocês não tenham percebido. — Reclama Denis.
– Te vira! Já temos muita coisa para resolver, você é bem grandinho para cuidar de si mesmo. — Fala Rubby irritada, e mudando um pouco o tom de voz ela diz: — Cuidado querido.
Sarah e Denis olham para Rubby assim que ela fala, achando estranho a repentina mudança de tom de voz, que era raro aparecer na voz de Rubby.
– Dá para atirar nos caras? — Pergunta Rubby voltando ao seu tom habitual.
Sarah e Denis olham para trás e percebem que o carro foi embora.
– Se tivesse algum alvo para atirar né? — Fala Sarah.
– Onde é que eles foram parar? — Pergunta Rubby.
– Sabemos o mesmo que você. — Responde Denis.
– Foi uma pergunta retórica Denis, não precisava responder. — Comenta Sarah.
– Reto o quê? — Pergunta Rubby.
– Retórica, que não precisa de resposta, é mais um pensamento do que uma pergunta em si. — Explica Denis.
– Se você sabia o que era por que respondeu? — Pergunta Rubby.
– Porque na hora eu não pensei. — Responde Denis.
– Acho que chegamos. — Fala Sarah interrompendo a discussão de Denis e Rubby.
– É mesmo. Temos que nos trocar. — Lembra Rubby.
Ambas olham para Denis convidando-o a sair do carro.
– Que foi? — Pergunta Denis notando os olhares das meninas. — Eu fecho o olho.
– Não. Vaza. — Ordena Rubby.
– E eu vou trocar de roupa aonde? — Pergunta Denis.
– Ali, naqueles arbustos, fique a vontade. — Fala Rubby.
– O vidro de trás está quebrado qualquer um que passe pode ver! — Argumenta Denis.
– Não vão. Sabemos ser discretas. — Fala Sarah.
– Para de enrolar Denis. Vaza. — Fala Rubby.
Eles se trocam e vão tocar a cigarra.
– Cara, essa roupa não tá legal. — Diz Rubby.
– Ela coça! — Reclama Denis.
– Deve ter sido os arbustos. — Fala Sarah.
– Malditos arbustos! — Reclama Denis.
a hora em que Denis fala uma mulher abre a porta.
– Posso ajudar? — Pergunta a mulher.
– Com certeza você vai querer nossa ajuda. — Fala Rubby.
– Qual o seu nome? — Pergunta Sarah.
– Tina. Quem são vocês? Aconteceu alguma coisa? — Pergunta Tina preocupada.
– Sou a agente Taylor Gritt. Esse é o agente Penn Brock e essa é a agente Sally McQuenn. Somos do FBI e temos algo muito importante para dizer. Podemos entrar? — Fala Rubby e cada um mostra seus distintivos falsos.
– Entrem. — Fala Tina gesticulando para dentro da casa, levando-os até a sala, ela os convida a sentar e pergunta: — Agora me digam o que há de tão importante para me contar?
– É um assunto delicado. — Começa Sarah.
– Sua filha foi seqüestrada por um assassino em série que só gosta de ruivas. — Dispara Rubby, Sarah e Denis a olham repreendendo-a.
– Mas minha filha não é ruiva. — Fala Tina.
– Oi mãe, demorei muito no banho? — Fala uma menina branca dos cabelos negros descendo as escadas.
– Erramos de casa? — Pergunta Denis.
– Ah, fala sério! — Reclama Sarah.
– Quem vocês estão procurando? Quem sabe eu não posso ajudar. — Fala Tina.
– Eu agradeço a cooperação mas... — Começa Denis, mas Sarah o interrompe:
– Adoraríamos. Qualquer tipo de ajuda é bem vinda.
– O nome da vítima é Cassie Parck. — Fala Rubby.
– A Cass foi seqüestrada? — Pergunta a menina.
– Infelizmente sim. Pelo visto você a conhece. Será que poderia nos ajudar? — Pergunta Denis.
– A Cass mora na rua detrás dessa. Número 113. — Fala a menina.
– Obrigada. Mas agora temos que ir. — Anuncia Rubby.
– Desculpe pelo transtorno. — Fala Denis.
– Obrigada e tchau. — Despede-se Sarah.
Ao saírem da casa Rubby comenta:
– O FBI errando a casa! Esse mundo ta perdido.
– O FBI usando roupa que coça! O mundo está realmente perdido. — Fala Denis coçando o pescoço.
– Deixa eu ver. — Fala Rubby puxando a gola da farda de Denis. — Isso tá horrível.
– Eu acho que tem uma pomada anti-alérgica no porta luvas, acho que pode ajudar. — Fala Sarah.
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