Insanity - Bad Bye
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Capítulo 9~~
Len POV
Eu passava a mão nervosamente pelo meu cabelo. Como Rin podia ser minha irmã? Porque eu não me lembrava?O acidente de nove anos atrás...quando eu tinha seis anos....na noite que meu pai tinha se separado da minha mãe, e me arrastado junto com ele...Foi ali que eu perdi a memória. Eu tinha certeza. Mas...Rin também não se lembrava de mim... Eu estava tonto e com dor de cabeça. Não queria pensar nisso, doía pensar que eu não poderia ficar com ela. Arranco aquela folha, a que estava com a foto e o escrito do álbum e coloco o resto de volta no lugar, colocando a folha solta em meu bolso. Depois disso, vou para o meu quarto, entro e tranco a porta. Eu precisava urgentemente de respostas claras, mas não podia perguntar para o meu pai. Eu não queria encarar o que estava escrito no álbum como verdade, eu não conseguia. Mas, uma hora eu teria que falar com Rin... Tento deitar e dormir, pra esquecer tudo aquilo. Mas eu não podia fugir do meu sonho, aquele primeiro sonho que havia tido. Mas ao invés de eu e ela sermos crianças...éramos como estávamos agora. -------- Vou buscar Rin em casa novamente, esta manhã. Não que eu houvesse esquecido o que aconteceu ontem, mas eu não podia deixá-la assim, do nada e sem dar explicações. Assim que sai de casa e me vê, abre um largo sorriso e vem até mim. Retribuo com um sorriso doido, que ela percebe logo de cara, me olhando preocupada. — O que aconteceu? Abro a boca para falar, mas simplesmente não consigo. Olho para o chão, sem dizer nada. — Len...? — Eu preciso te mostrar uma coisa. – Consigo me forçar a dizer, e ela faz uma cara confusa — Tudo bem – E depois de ela dizer isso, tiro a folha de ontem do bolso, e a entrego. Eu não poderia esconder aquilo dela. Rin ficou olhando para a folha, por alguns segundos, até me olhar assustada. Eu sabia o que ela estava sentindo. Eu também tinha medo de perdê-la, mas não podia fazer nada. Eu estava pronto pra virar de costas e ir embora por outro caminho, mas ela me impede, segurando a minha mão, e me lançando um olhar desesperado. Eu já havia visto essa cena antes, no sonho. Essa droga estava se repetindo agora. Eu não queria deixar isso acontecer. — Len, por favor...- Ela dizia com olhos marejados, apertando minha mão mais fortemente – Não me deixe sozinha de novo... E eu a abraço, assim como ontem. Mas, dessa vez não havia um tempo tão limitado, nós não iríamos para aula. Nos afastamos um pouco, o suficiente para conseguirmos nos olhar nos olhos, e nos beijamos. O que estava feito, estava feito. Nós não conseguiríamos mais voltar atrás. Eu precisava dela, assim como ela precisava de mim. E nada no mundo ia conseguir desfazer isso. --------- Rin POV Quando saí de casa, Len já me esperava na porta. Eu sorri e fui até ele, mas ele me deu um sorriso amarelo. Ele não precisou dizer mais nada para eu entender que havia acontecido alguma coisa. — O que aconteceu? – Eu pergunto, preocupada. Ele fez a menção de falar, mas assim como eu ontem, não conseguiu. Ele olha pro chão. — Len...? — Eu preciso te mostrar uma coisa. O que...? — Tudo bem – Eu digo, confusa. Ele tira uma folha do bolso e me entrega. Parecia uma folha daqueles álbuns de bebê. Havia ali uma foto que obviamente era do Len, quando pequeno e... e uma garota extremamente parecida comigo quando era menor...Não, era eu! Leio o que estava escrito do lado da foto. ‘‘Meus filhos gêmeos, Rin e Len, aos 6 anos’’ E então eu lembrei. Lembrei de como eu e Len dividíamos o quarto, de como saíamos pra brincar nos dias que estava sol...Até o momento que nossos pai brigaram e meu pai o arrastou pra fora de casa, e minha mãe me segurava. Também me lembro de receber a notícia do acidente, e agora eu sabia que minha mãe tinha mentido no dia que disse que nenhum deles havia sobrevivido, provavelmente para anular as chances de eu pedir para ir vê-los. E nesse dia, após essa noticia, eu lembro de desmaiar por causa do choque, e quando acordei, semanas depois, não me lembrava de nada. Olho para Len, visivelmente assustada. Ele fez a menção de virar de costas e ir embora, mas eu segurei a mão dele, lhe lançando um olhar desesperado. Por favor, por favor, não vá agora...Eu preciso tanto de você. E então ele me abraçou, assim como ontem. Eu já sabia que não iríamos na aula, não teríamos paciência para isso no momento. Nos afastamos um pouco para podermos nos olhar, e depois disso, nos beijamos de novo. Estava feito. Não podíamos voltar atrás, não teríamos força de vontade para isso. Eu não sabia o quanto ele precisava de mim, mas eu precisava desesperadamente dele.~~Continua~~
Notas finais
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