Insanity
1 Prólogo.
Notas iniciais
Pov Lucy
Sonho On
"Estava em um cômodo escuro, enxergava pouco diante do meu corpo, fui caminhando tentando achar algo que iluminasse o local, e de longe avistei uma vela acessa e fui ate ela, a peguei e continuei caminhando observando atentamente o local, percebi que estava em um quarto de uma criança.
Lá havia várias bonecas. Peguei uma delas e fiquei a olhando, eu percebi que conhecia ela de algum lugar, até que me dei conta de que eu estava em meu próprio quarto quando eu era pequena, quando eu era feliz...
Sem perceber lágrimas estavam escorrendo pela minha face, eu não queria realmente me lembrar daquilo outra vez, aquilo era...muito doloroso. Eu o perdi...
Senti algo passando atrás de mim, me virei bruscamente para ver o que era, e me deparei com a escuridão, olhei no chão e vi um rastro de sangue.
– Quem está ai? — perguntei com a respiração ofegante, mas ninguém respondeu.
Segui o rastro de sangue, mas ao final não havia nada. Senti uma respiração no meu pescoço, e logo depois um arrepio.
Fui virando devagar até ver pelo canto dos olhos uma criatura horrenda, possuía olhos grandes e tingidos de vermelho, pele extremamente branca, cabelos loiros iam até metade de suas costas, trajava um vestido branco que estava sujo de sangue e possuía um sorriso macabro no rosto.
Minha vela caiu no chão, se apagando. Estava em completa escuridão, enxergava somente alguns palmos a minha frente.
Meu coração faltou uma batida ao ouvir ela arrastando os seus pés até mim então corri o mais rápido possível, depois senti que eu precisava tomar folego, parei por uns instantes e olhei para atrás, sendo que aquele foi o meu maior erro. Ela ainda estava lá, andando em minha direção.
Comecei a correr, sem nem ao menos pensar. Algumas vezes eu tropeçava em meus próprios pés, mas me levantava e corria. Não me arriscaria olhar para trás e ver ela vindo em minha direção.
Não adiantava, por mais que eu corresse ela não se distância de mim. Mas minhas esperanças voltaram a achar uma porta, a abri desesperada e a fechei em um estrondo.
Uma luz piscava várias vezes acima da minha cabeça, pude ver um corredor extenso, e ao fundo uma porta, que estava escrito "saída".
Lágrimas de alegria desciam pela minha face, finalmente iria sair daquele maldito lugar.
Poderia até sorrir, mas ouvi algo se chocar contra a porta atrás de mim.
Não ponderei em correr em direção a minha salvação, a cada passo que eu estava mais próxima dela, mais o meu pulmão implorava por ar. Mas eu não iria desistir, eu iria até o fim.
Cheguei na porta e li com dificuldade "empurre", a empurrei e não ouve resultado. Comecei a empurra-la com força fazendo minhas mãos protestarem. Me joguei na porta tentando inutilmente abri-la.
Escutei um arrastar atrás de mim, e novamente vi com o canto dos olhos a mulher ensanguentada.
Minhas pernas ficaram bambas, e minhas mãos começaram a tremer.
Deslisei pela porta de encontro ao chão, coloquei minhas mãos no meu rosto e comecei a chorar desesperadamente. Eu sou tão fraca que nem ao menos pude me salvar, sou uma inútil.
Pude perceber a presença da criatura em minha frente. Não tive coragem para olha-la, somente fiquei de cabeça baixa, esperando a minha morte.
Ela aproximou seu rosto do meu ouvido, e eu fechei meus olhos fortemente.
–Se lembre...- Sua voz era fria e cortante, me fazendo estremecer. Senti uma dor aguda em minha cabeça, vendo tudo sumir.
Sonho Off
[...]
Acordei suando, olhando ao meu redor, estava no meu quarto, pude ver que raios de sol entravam pela minha janela, me indicando que era tarde.
Passei minhas mãos pelo meu rosto sentindo algo molhado, lágrimas, eu estava chorando. Me lembro vagamente do meu pesadelo me lembrando daquela mulher sempre andando na minha direção e a unica coisa que ela me disse: "Se lembre...". Minha cabeça começou a doer, e eu senti meu estomago revirar.
Me levantei meio tonta, caminhando lentamente até o banheiro. Me observei no espelho eu estava horrível, cabelos bagunçados, olhos inchados e com olheiras.
Decidi tomar um banho para refrescar, liguei a torneira para encher a banheira, esperei por alguns minutos e a desliguei, me despi e entrei nela, sentindo todos os meus músculos se relaxarem, fechei meus olhos apreciando a água quente. Aos poucos o cansaço se apoderou do meu corpo, e acabei adormecendo.
[...]
Acordei sentindo água fria tocando meu corpo, meu pescoço estava doendo pela posição na qual eu tinha dormido, me levantei sentindo um arrepio. Peguei minha toalha e me sequei, indo até o meu quarto, separei uma muda de roupa e me vesti.
Fui até a cozinha procurando algo para comer, minha barriga roncava me lembrando que no dia anterior eu não havia comido nada. Meus armários e a minha geladeira estavam vazios, me fazendo suspirar e chegar a conclusão que eu teria que ir ao mercado.
Peguei a chave de casa e minha carteira e saí de casa, andando tranquilamente pelas ruas.
[...]
Ao chegar no mercado observei que não havia muitas pessoas, fiquei feliz por isso, pois não iria ficar muito tempo na fila.
Peguei as coisas mais importantes só para alguns dias. Gosto só de comprar o necessário.
Fui até o caixa sendo atendida rapidamente. Saí de la sem pressa, tinha muito tempo para chegar em casa.
Parei quando vi o semáforo estava fechado, e fiquei cantarolando algo da minha cabeça.
Um barulho alto chegou aos meus ouvidos me fazendo pular de susto. Meus olhos seguiram até dois carros que haviam batido. Logo corri até lá vendo uma roda de pessoas se formarem em volta.
–Alguém chame uma ambulância!- Eu grite fazendo com que algumas pessoas pegassem seus celulares.- Rápido!
Olhei pela janela dos carros que estavam abertas e pude observar que era em uma carro uma família e no outro um homem que murmurava coisas sem sentido.
–Acho que esse cara estava bêbado.- Ouvi alguém falar ao meu lado.
–Que irresponsável.- Outra comentou.
Minha cabeça começou a doer, e senti minha vista ficar turva. Cambaleei para o lado sentindo alguém segurar o meu braço.
–Você esta bem? — Um homem me perguntou, ele tinha cabelos escuros e olhos da mesma cor.
–Sim...- Levei uma mão a cabeça sentindo um pontada forte, fechando os olhos com força.
–Eu estou vendo.- Ele fala com sarcasmo.
–Não, é sério. Eu estou bem...- Minha visão começou a ficar turva e aos poucos foi ficando escura, o som das pessoas conversando ao meu redor tinham se tornado zumbidos, e pouco depois perdi minha consciência.
Continua...
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