Insanity

23 Uma toalha, Duas Apostilas e Uma Péssima hora


Notas iniciais
meus amores desculpem a demora e já avisando que estou postando do meu celular então não está como os outros capitulos todos bonitinhos porque meu computador não conectou a internet só o celular e estou nessa perrengue! Me perdoem a demora, boa leitura!

Uma Toalha, Duas Apostilas e uma Péssima Hora

Sierra tinha uma longa lista de palavrões latinos que eu não sabia que poderiam existir na lingua nativa dela. Era engraçado e ao mesmo tempo assustador. Ela odiava o Scott, o odiou depois de tudo que aconteceu e com a sua chegada, era como se aquela raiva reprimida houvesse se aflorado e pegado fogo instaneamente assim que chegou a superficie. Eu não podia contrariá-la e nem culpá-la, nesse momento. Eu estava sentada na cama da America, olhando para Sierra xingar o Scott enquanto ela e Candice me olhavam com uma série de perguntas que não sabiam por onde começar.
– Deixa eu ver se eu entendi... – Can ajoelhou-se ao meu lado, sentando-se no chão e me encarando. – O cara que partiu seu coração vai estudar aqui?
– Porra. – America soltou de repente. Eu a encarei com os olhos esbugalhados. – Desculpe, Bella! – ela fez uma careta, umpouco culpada pelo palavrão. – Mas é uma puta falta de sorte, sabe? Você acabou de partir o coração do Landom...
– Ei, eu não fiz isso.
– Você disse “não existe mais nós”. Isso é partir o coração de alguém com muita força, desculpe Lady. – Can encolheu os ombros, olhando sorrateiramente para mim.
Eu bufei. No fundo, eu sabia que era verdade. Eu não tinha o direito de dizer aquilo ao Landom quando não era verdade, mas no fundo, parecia uma alternativa aos efeitos da situação. Forward não parecia nem um pouco feliz, toda aquela pressão, eu não me segurei. Landom precisava terminar seu estágio na faculdade, para alguém sozinho depois da morte da mãe, ele merecia uma chance a qual eu não podia interferir.
– E com a chegada desse Scott... o cara que ferrou com a sua vida... amiga, — America colocou sua mão sobre meu ombro. – tenho pena de você.
– Falando em pena, — Sierra se ergueu. – vou despenar aquele galo. Aquele galinha. Aquele urubu. Aquele filho de uma perra. – ela estava um pouco vermelha, isso me preocupou bastante.
– Vamos com calma, Sierra. Ele não parece mal intencionado... – eu disse.
– Ainda. Mas nada supera o que ele te fez, Bella.
– E a pergunta é: o que ele te fez? – Candice se virou para mi, curiosa. America fez o mesmo gesto.
Não havia como escapar, se eu tinha começado, agora eu deveria terminar.
– OK. Eu vou contar. – cerrei aos mãos, tentando encontrar o melhor meio de começar. – No colegial, Scott e eu ficamos muitos amigos quando Sierra começou a sair com o amigo dele. O idiota do Brian. – revirei os olhos.
– Parece que isso vem de amigo para amigo. – America deixou escapar, depois se segurou, rindo-se em particular.
– É, pelo jeito. E ainda piora. – completei. – No ultimo ano do colegial, Scott e eu éramos mais... adultos. E nossa amizade se confundiu estranhamente com algo bastante físico. Numa festa, ela me beijou.
– Foi um amasso e tanto. Eu encontrei os dois no banco de trás do carro do Brian, muito me surpreende você ter ficado virgem namorando ele. – Sierra disse e minhas bochechas queimaram.
– Será que posso terminar? – eu a fitei furiosa. Ela ergueu as mãos em sinal de paz. – Ótimo. Depois daquela festa, nós começamos a namorar. Ele como todo garoto do colegial estava pensando em outras coisas além de beijar e permanecer fiel até a faculdade quando casarmos. – eu tive que rir. Havíamos prometido um a outro que nos casaríamos no fim da faculdade. Isso parecia tão tolo agora. – Foi bastante dificil dizer a ele que eu não estava pronta para o próximo passo.
– É, eu bem entendo. – America disse, encarando a linha de costura do seu lençol. A lembrança de Trey e o passado deles permanecia sempre firme, era esse o problema.
– Então aconteceu o mesmo com você? Ele não conseguiu o que queria e partiu para outra?
– Pior. – senti meus ombros tensos. – Scott engravidou minha prima.
A cor pareceu ter sumido dos rostos de America e Candice. Eu não esperava que elas ficassem tão surpresas.
– Alguns meses antes do fim do ano, depois que Scott e eu travamos uma enorme briga sobre o fim da minha virgindade, ele terminou comigo. Estávamos assim há meses, ele me tratava mais como uma amiga do que como sua namorada, não me chamava para sair e raramente quando acontecia ele me deixava em casa sempre muito cedo, diferente de como começamos. Então na escola eu me encontrei com a minha prima, ela vez ou outra saía com a gente, Scott sempre fazia questão de levá-la as vezes, a casa dela era algumas quadras depois da minha então era o mesmo caminho. Rose estava vomitando no banheiro quando a vi. Eu me preocupei logo de cara, então entre os choros, ela me contou tudo.
– E o que aconteceu depois? – Can me perguntou.
Eu ainda conseguia imaginar o curto cabelo louro da minha prima grudado no seu rosto suado, ela tremia enquanto manuseava um copo de água na casa de Sierra. Foi quando ela me contou tudo.
– Scott a fez tirar o bebê. – disse, as palavras queimando na minha garganta. – Eu e Sierra prometemos não dizer a ninguém quando ela me contou que estava grávida. Depois dali, não voltamos a falar com o Scott e elenem sonhava por quê. E alguns dias depois, ela apareceu na casa de Sierra quando estávamos ajeitando os ultimos detalhes da nossa formatura e nos contou que havia tirado o bebê. Sierra ficou com tanto ódio, por sorte, Scott tinha viajado no fim do ano, porque ela contaria a todo mundo na formatura se o visse.
– E ainda estou pensando sobre o assunto. – ela ameaçou, olhando-me furiosa.
– Você não vai fazer nada.
– Mesmo que ele seja um idiota, o problema é dele e da prima da Bella, Sierra. – America disse, olhando-a. – Ele é um sacana, mas ele não fez o filho sozinho.
Minha garganta ardeu.
– Eu o odiei muito quando descobri. E ela também, mas saber da gravidez, que havia uma criança, me fez odiá-la menos. E depois que ela tirou o bebê... eu não queria vê-lo nunca mais.
– E agora ele está ai, Bella.
– Eu sei, Can.
– Você não vai poder ignorá-lo para sempre, muito menos esse assunto. – America me encarou.
– Eu não vou contá-lo que eu sei. Vou evitá-lo.
– Ele vai perceber, chica.
– Que se dane, estou com muitos problemas. Landom e eu, a sua tutoria na faculdade por algumas semanas, até meses se ele renovar com o Forward. Ainda tenho meu testes de economia. Estamos no primeiro semestre e parece que arrumei problemas para uma vida inteira. – tive que rir, um pior que o outro.
– Vamos te ajudar.
– É, concordo com a Can. O Paul entende de matemática, aquele maluco é doido por contas e essas coisas. Ele pode te ajudar sem sombra de duvida. – America disse, sorrindo gentilmente para mim.
Acenei.
– Obrigada. – disse. – Vou precisar de toda a ajuda, eu quero passar coom honras nessa prova para jogar na cara do professor Forward.
– É, seja má com ele. – Sierra disse. – Aquele idiota tem que pensar duas vezes antes de dar a entender que você é uma Allison da vida.
America riu.
– Por Deus, não vamos ir tão longe com a Bella. Allison é um xingamento fortíssimo, baby.
Soltei uma gargalhada. Parecia tão mais fácil me divertir com elas, como se nos conhecêssemos há anos, e não em algumas semanas. Sierra ainda tinha algumas aulas para preencher seu horário, no próximo semestre, ela ouviu falar que eles estavam distribuindo estágios para algunos bem capacitados e se ela fizesse tudo de acordo com o planejado, ela poderia ganhar um desses estágios e aumentar seu currículo e ganhar um dinheiro extra com isso.
Como eu havia me comprometido com a família da Candice, no horário da tarde eu pegava um taxi ou uma carona com Kayle para a livraria, mas como ele andava muito ocupado flertando com a Hearth e tentando demonstrar sua masculinidade, nós mal nos falávamos, poucas vezes ele ia até o meu quarto e o de Candice, ou de America e Sierra para conversamos. Ele estava inteiramente concentrado no que estava fazendo. E isso me irritava bastante. Eu estava perdendo um dos meus melhores amigos e além disso a Hearth estava sendo iludida por um charlatão. Eu estava no limite da minha paciência e boa vontade, a qualquer momento eu poderia dizer a verdade e acabar com essa maldita aposta.
Após algumas lanchonetes e cafés, a livraria Open Page, uma construção simples e bem aconchegante. A Sra. Brittson normalmente lutava entre estar ao telefone no seu segundo negócio – ela trabalhava com imóveis – e atender as ligações de seu filho mais novo quando ele chegava da escola.
– Ah, oi Bella. – Sra. Brittson sorriu para mim após os sinos da porta avisar minha entrada.
Eu estava carregando uma bolsa e uma pasta de estudo para me preparar para meu teste semana que vem, achei a livraria o lugar mais tranquilo para prestar atenção.
– Boa tarde, Sra. Brittson. – eu a olhei atrás do balcão. – Algum problema?
– Conta de luz. Eu deixei ela aqui por um momento e ela sumiu. – Sra. Brittson suspirou, parecendo exausta ou apenas cheia do seu dia difiícil.
– Ah, acho que é essa daqui, — eu me agachei atrás do balcão, um envelope branco tinha voado para baixo da estátua de um homem de papelão, convidando para um curso gratis ou qualquer coisa parecida. – estava jogado. – eu me ergui, passando o envolpe para a Sra. Brittson.
– Muito obrigada, Bella. Você me ajudou muito. – ela me sorriu. – Agora que você chegou, tenho que buscar o Jonathan no curso de Francês, se eu não o fizer, ele sai sozinho para jogar numa casa de video-games que fica na mesma rua. – ela bufou, um pouco vermelha.
– Tudo bem. Eu cuido tudo daqui. – acenei para ela.
A Sra. Brittson voltou para beijar o topo da minha cabeça e acenar sua saída. Quando a porta se fechou, ajeitei meus livros em cima do balcão e comecei a folhear algumas páginas. Introdução a economia era uma matéria extra do curso da faculdade, roubado do curso de direito, suspeito. Era uma matéria irritante que envolvia planilhas, censo demográfico, gráficos, setas e tudo mais que eu odiava com números. Landom sempre fora mais paciente quanto a isso, sabia que a qualquer momento eu iria me irritar com a enorme dor de cabeça que se alastrava em mim e iria dar um basta.Pensar nele fez meu coração doer. O queria de volta, mas parecia tarde demais agora, principalmente depois de tudo que eu disse. Landom não me perdoaria facilmente, não era a primeira vez que eu tomava decisões por nós dois e isso o irritava bastante.
Eu não podia ir contra aos meus pensamentos, pensar que seu irmão estava ansioso para uma brecha de poder voltar a morar com ele me deixava fragilizada, o seu trabalho na faculdade era sua única chance de ganhar um dinheiro extra após sua formatura. Eu sabia disso, ele sabia e mais do que ninguém, Forward sabia. Eu era um empicilho nas decisões do Landom. E fiz a escolha certa... pensando nele.
Para meu despertar, meu celular tocou. Ele vibrou no bolso da minha calça assustando-me no ato. O puxei e avistei a tele. Era minha mãe.
– Faltam três semanas para o feriadão... – ela começou a dizer, nem esperando meu timido ‘oi’. – ou seja, nem adianta escapar, você virá me visitar. Jajá faremos dois meses que não vemos uma a outra, então, nem pense em arranjar uma coisa para o feriadão.
Sorri.
– Oi mãe. – eu disse. – E pode deixar, Sierra e eu já estava pensando sobre o assunto.
– Bom mesmo. Mas mudando de assunto, — ela fez uma ligeira pausa para gritar com a minha irmã para que tirasse o dedo do glacê de bolo. Minha mãe nas horas vagas era confeiteira também. Quando não estava dando aula. – mudando de assunto, como vai sua faculdade?
– Vou fazer aquele teste semana que vem, — mordisquei o lábio. – estou estudando a beça.
– Ah, muito bem. Mas está gostando? Do resto.
Pensei um pouco. Dei o fora no meu namorado para não destruir seu futuro porque namoro entre tutor e aluno é contras as regras na faculdade, meu professor de economia nos flagrou juntos e ainda deu a entender que eu era interesseira e para piorar o quadro de pior dia da minha vida, meu ex namorado traidor que engravidou a minha prima apareceu para estudar na mesma faculdade que a minha. A que conclusão eu chegaria?
– Ah, estou amando tudo. – menti.
– Que ótimo. Seu pai falou comigo sobre você, ele disse que você parece bem.
Pelo menos papai sabe mentir.
– É, ele esteve aqui... falando nisso, como ele está?
– Parece bem. – mamãe murmurou, indecisa.
– A senhora o convidou para o feriadão?
– Claro que não, Bella. Ele é casaco agora.
– E dáí? Ele tem duas filhas com a senhora e não coma a atual. Até me admira pai não reclamar sobre a nova esposa dele. Ela não parece em nada com o que ele gosta em alguém.
– É melhor você deixa quieto, Bella. Não arrume confusão e diga nada a ele, não nesse tom.
Bufei.
– Não direi, prometo.
– Ótimo.
– Vou desligar agora, estou na livraria estudando. – avisei, dando uma olhada no relogio e notei como as horas estavam passando rápidas.
– OK. Boa sorte no teste querida. Te amo.
– Te amo mãe.
E desligamos.

No fim da tarde, Kayle apareceu para me buscar. Eu estava mal humorada demais para perguntar a ele como ele estava indo com seu desafio estúpido. Eu havia estudado a tarde inteira e era como se minha cabeça fosse explodir a qualquer momento. Eu precisava de um banho.
– Vamos jantar no refeitório hoje, ninguém parece estar no clima de sair.
Murmurei um ‘hmm”.
– Eu mesmo queria ir para alguma balada ou um restaurante que servisse comida japonesa. Devo ter engordado uns quatro quilos com a comida da faculdade. Sabe dizer horrível? – ele me olhou rapidamente, esperando que eu consentisse com a catastófre.
– Você está ótimo, Kayle.
– Não é a mesma coisa que o espelho me mostra no espelho. Estou pensando em fazer pilates, você faria comigo?
– Achei que estava tentando parever hétero.
Ele deu um sorrisinho amarelo.
– Estou hétero até demais. – depois disso, ele entrou inteiramente num silêncio pesado, parecia ter afundado num molho de pensamentos sem prazo de retornar a superficie. Bastante estranho.
Rapidamente, chegamos a faculdade. No mesmo silencio, Kayle foi para seu quarto e eu para o meu, iríamos nos encontrar para comer no refeitório depois que tomássemos banho. Tudo que eu queria agora era o gelado da agua escorrendo pelas minhas costas, sentindo que meus problemas poderiam descer junto com a agua para dentro do ralo e sumir para sempre.
Quando cheguei no quarto, não notei a presença de Candice. Com os testes do curso de química e sua vontade absurda de estar a frente de todo mundo na sua turma – incluindo o Tate – ela certamente estaria na biblioteca, atrasada e se mandando para o refeitório para nos encontrar. Fechei a porta e deixei meu material na cama. Peguei minha toalha e me encaminhei para o banho. Com o corpo livre do meu jeans e da minha camisa de mangas compridas, entrei para debaixado do chuveiro, sentindo pela primeira no dia a tensão diminuir.
Depois do banho tomado, enrolei a toalha em volta do meu corpo, penteei o cabelo molhado para trás e saí do banheiro. Pelo horário, existia uma chance de Kayle resolver passar no meu quarto para irmos juntos, por isso decidi me trocar o mais depressa possível. Mas, antes de chegar a porta do guarda-roupa que divido com a Candice, bateram no meu quarto. Um ponto para mim.
– Estava nesse exato momento pensando em você. – eu disse, abrindo uma brecha da porta para Kayle.
– Ual, — murmurou. – essa seria a ultima coisa que eu esperaria ouvir de você.
Meus olhos arregalaram. Não era o Kayle. Era o Scott.
– O que diabos você está fazendo aqui? – ele se colocou para dentro, aproveitando a brecha da porta. Minhas bochechas estavam queimando tanto de raiva quanto de vergonha. Eu estava apenas de toalha!
– Uma garota me deu o numero do seu quarto. – ele olhou da decoração da parede e as camas para mim, demorando-se demais na toalha em volta do meu corpo parcialmente úmido.
– Eu acho melhor você sair, Scott.
– Cheguei numa péssima hora, não é? – ele deu um sorrisinho sínico. Era o tipo de humor que eu everia estar acostumada, mesmo quando éramos amigos, desde crianças, vivíamos replicando um a outro, soltando alfinetadas e de acordo com que ficamos mais velhos, nossas brincadeiras se tornaram mais maliciosas. Mas eu mudei bastante desde do colegial.
– É, gênio, uma péssima hora. – resmunguei, minha garganta seca e meu corpo pegando fogo de raiva
Eu ainda segurava a maçaneta da porta quando ouvi uma segunda batida. Meu coração entrou em descompasso, talvez foisse a raiva. O que Kayle diria com Scott no meu quarto e eu estando apenas de toalha.
– Eu posso explicar. – abri a porta e mais uma vez não era o Kayle.
– Eu trouxe as outras apostilas... – Landom me estendeu dois cadernos de capa dura, sua expressão tímida e gentil, até que um vinco se formou na sua testa. – Espere, você disse explicar? – Então ele ergueu os olhos e me viu. De toalha, feito uma estátua, há algums metros de distância de Scott. No meu quarto. Sozinhos.
– Ah, Deus. Eu realmente posso explicar. – sussurrei.
– Um banho? Sério, Isabella? – ele deu uma risadinha sem graça, o rosto vermelho. – Você podia ter esperado uma semana pelo menos. – ele estendeu as apostilas no chão da entrada do meu quarto e me deu as costas, saindo fulo da vida comigo.
Hoje era, totalmente e sem sombra de duvidas, o pior dia da minha vida.

Notas finais
Prometo responder os reviews passados quando tiver meu computador de volta, mas não deixem de comentar porque vez ou outra eu revejo eles e me da mais vontade de escrever!!!! O que acharam?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.