Insanity

2 Olá Silsvilly!


Notas iniciais
34 visualizações, fiquei muuuuuito feliz, mesmo não ter recebido nenhum comentarios vocês :(( enfim, então voltei a postar o capitulo seguinte, eu espero mesmo que depois dese vocês comecem a ler ou mesmo comentar, preciso de vocêssssss boa leitura

Olá Silsvilly!

Um garoto de cabelo louro curto e ondulado chamado Trey me parou na entrada dos grandes portões medievais e agora estamos percorrendo os corredores compridos e largos atrás do meu quarto, do quarto de Sierra e a localização da minha parceira Candice.

Silsvilly tem cheiro de primavera, seja por isso então que o pátio circular da universidade, cujo liga todos os outros prédios, seja coberto por uma vegetação gramínea decorado com flores diversas despojadas em vasos coloridos e artesanais.

– Por Jesus, Bells, esse mutchacho é muito hermoso. – sussurrou Sierra no meu ouvido.

O grau de parentesco dela com mexicanos vem de sua mãe, Elena, é por essas e outras que de vez em quando Sierra solta seu vocábulo bilíngüe.

– Shh, Sierra! – eu olho feio na sua direção. – Tomara que ele na fale espanhol.

– Tomara que ela saiba. – ela resmunga. – Do tipo que geme Dios Mío no ápice do prazer.

Trey se vira para nós no exato momento que estou corando de vergonha.

– É bem ali, por incrível que pareça, vocês estão no mesmo corredor. – ele sorri.

E que sorriso, fileira de dentes brancos e certinhos ocasionados de um bom tratamento.

– Srta. Boehm e Srta. Carter. – Trey nos chama. – Sobrenomes próximos, B e C, vocês tiveram muita sorte.

Trey tem olhos castanhos escuros e puxados, além de uma convinha na bochecha esquerda toda vez que sorrir ou pressiona os lábios. O cacho ondulado do seu cabelo cai curtamente por sua testa e tenho o desejo de ir lá e tirar somente para sentir o toque dos meus dedos na maciez do seu cabelo.

Sierra me desperta cutucando meu braço.

– Obrigada Trey, realmente. – eu o agradeço.

– Não foi nada, — ele sorri timidamente. – você me cativou só pelo sorriso, achei legal da minha parte oferecer algo em troca. – ele pisca para mim.

Por essa eu não esperava.

– Nos veremos pelos corredores? – Sierra pergunta, encurtando aquela pausa constrangedora.

– Sim, com certeza. – ele acena para nós e se despede.

O corredor é enorme, mas ainda sim tem muitas pessoas caminhando livremente por ele, inclusive, três garotas cuja duas são gêmeas e parecem estar discutindo e a outra, morena de cabelo na altura da cintura, que percebo envergonhadamente que está me encarando. Corando, rapidamente desvio o olhar e encaro Sierra babando as costas de Trey antes dele sumir de vez.

– Caramba Bells, acho que me apaixonei.

Eu empurro levemente seu ombro.

– E o Brian?

– Desde que ele terminou comigo por causa dessa droga de distância, estou sujeita a novos ambientes, se é que me entende. – ela sorri maliciosamente para mim.

– Você está falando como se não fosse uma virgem... – seus dedos alcançam minha boca em segundos.

– Feche essa boca Bells, — ela me olha em espanto, depois de libertar meus lábios, ela se aproxima como se fosse contar um segredo. – é verdade que ainda sou virgem, mas ninguém aqui me conhece, então, feche essa boca.

Eu tento não rir de sua expressão.

– Por Deus, Sierra, isso não é o fim do mundo. – eu digo isso enquanto vasculho minhas chaves no bolso da minha calça e finalmente destranco a porta para entramos no meu quarto vazio.

Nem mesmo onde certamente vai ser a cama de Candice está amontoada, parece um buraco branco. Duas camas dividem as extremidades do quarto, duas cômodas decoram em lados separados, um banheiro, uma janela entreaberta com cortinas pesadas bege separam as duas extremidades e ainda há espaço suficiente para ter duas mesas para computadores. Eu vejo pela primeira vez algo longe do branco, do bege e do cinza, que é um tapete vermelho sangue largo e comprido o suficiente para tocar a ponta das duas camas.

– Eu sei. – Sierra delibera, se jogando na minha mais nova cama com as minhas malas já pousadas. – Mas os caras não sabem disso, eles sempre estão atrás de garotas experientes, ou seja, isso conta realmente no sexo.

Eu sento ao seu lado, encostando-me no limite da parede.

– Você e o Brian nunca chegaram perto?

Ela suspira.

– Uma vez... – ela enrola o cabelo preto na ponta dos dedos. – Eu fiquei apavorada e pedi a ele que entendesse a idéia de eu estar com medo, então ele só iria tentar outra vez quando eu pedisse.

– Ou seja, — começo. – você nunca pediu.

– Caramba, como se fosse fácil pedir por sexo ao seu namorado. – Sierra se enfia dentro da parte superior das minhas malas.

– Está tudo bem Sierra, afinal, — eu acaricio seus ombros. – você não é a única forasteira virgem em Silsvilly. Você tem a mim também.

– Porque cumplicidade é tudo, não é Bells? – sua voz sai abafada por causa da sua posição.

Depois de empurrar Sierra da minha cama e implorar para que ela fosse solidária e me ajudasse a tirar as roupas da mala, ofereci-me para ajudá-la com suas coisas quando terminássemos todo o trabalho aqui dentro. Silsvilly parecia ser quente de acordo com a intensidade que os raios de sol se infiltravam na minha janela, e daqui de dentro, ainda podia ver todo o campus lá fora. Eu estava no primeiro andar dos dormitório, entre os A’s, os B’s e os C’s. O campo verde se estendia até o longo do estacionamento, onde estudantes entravam e saíam quase a cada segundo, alguns alunos acampavam por ali, embaixo de árvores grandes e de copas arredondadas e grandes no ápice da primavera. Mountown era sempre frio por causa da cadeia de montanhas e Silsvilly parecia um mundo diferente daquele que eu estava acostumada no meu pequenino mundo de Bella.

Quando voltei para Sierra, meu lado da cama estava pronto, coloquei todas as minhas lembranças mais especiais, como um porta-jóias artesanal que meu pai me dera, tinha bailarinas esculpidas na cor dourada no fundo branco de porcelana, pedras de brilhantes decoravam as bordas douradas do quadrado e meu nome estava desenhado ao lado de um sol astral, Bella Boehm. Meu pai era dono de uma firma responsável pela restauração de empresas a falência, e uma das quais meu pai salvou, despertou seu interesse logo após se tornar sócio majoritário. B-Magazine, responsável pelos melhores jornais que circulam na capital da Louisiana. Antigamente ela era chamada de Magazine Impact, mas com os investimentos econômicos do meu pai, acabou sendo retirado o Impact da empresa e colocado o B dos Boehm.

Eu nunca esnobei o dinheiro exagerado que meu pai ganha, na verdade, sempre me orgulhei pelo trabalho de professora da minha mãe e nos sustentávamos muito bem na nossa vida simples em Mountown, mas meu pai sempre quis ter influencia sobre o nosso modo de vida, não da pior maneira, e sim para que nos ajudasse em caso de emergência.

Além dos presentes do meu pai, pousei, pelas grades brancas pregadas a minha cama formando uma cômoda baixa embutida, porta-retratos de Kate e eu, minha mãe e outras inúmeras fotos bizarras que Sierra e eu tirávamos. Ainda tenho a pequena coleção de pingentes astral que comecei a colecionar quando meu pai me levou para a capital em um daqueles museus enormes sobre astrologia. Apesar do conjunto das constelações como as três marias, alguns planetas, eu nunca consegui comprar meu sol astral, porque não existia lojas pela região que me oferecessem qualidade. Meu sol ainda estava em falta.

– Contei sete maravilhosos Deuses caminhando pelo campus daqui de dentro. – ouvi a voz de Sierra perto da janela.

– Pare de encará-los, vão achar que você é insana.

– Não é um xingamento feio. – ela me responde voltando-se para mim. – Já que o maravilhoso mundo da Bella está pronto, que tal apressarmos para ajeitar o meu?

Levantei-me da minha cama.

– Trato é trato. – respondo preguiçosamente.

No mesmo segundo, ouço a maçaneta dando a volta e uma figura ruiva, baixa e de pircing no nariz entrar suavemente no quarto.

– Hey, qual de vocês é Isabella Boehm? – ela pergunta educadamente.

Apesar do cabelo laranja natural, do pircing no nariz que brilha tanto quanto o sol lá fora e a roupa despojada, Candice segura um mala rosa e uma frasqueira desenhada com laços vermelhos e brancos até seu lado da cama.

– Sou eu, e você deve ser a Candice Brittson. – eu estendo minha mão para ela em cumprimento.

Suas mãos são finas e delicadas, do tipo que nunca deve ter pego algo mais pesado do que sua bolsa rosa.

– Esta é minha amiga, Sierra Carter, nós viemos de Mountown.

Sierra e Candice se cumprimentam sorridentes.

– Eu sou daqui mesmo, é a primeira vez de vocês?

Eu e Sierra fazemos o mesmo consentimento.

– Eu também. Na universidade eu quero dizer. Acho que estou pirando. – ela se senta na sua cama.

– Nem me fale.

– Bells ainda teve a sorte de encontrar um veterano gato na entrada, então não estamos tão perdidas assim. – Sierra tagarela.

– Deve ser o Trey McComery. – Candice responde. – Porra, aquele homem é muito gato.

Há uma cumplicidade entre Candice e Sierra nessa parte, eu quase me engasgo com a idéia de estar com essas duas e Trey no mesmo lugar.

– Caramba, são quatro horas, vamos Bells... – Sierra sorrir para Candice enquanto puxa meu braço para fora da cama. – Foi realmente muito legal falar com você, Candice, mas agora preciso conhecer meu quarto.

– Ah, ok garotas. – ela sorri de volta.

Eu abro a porta, e eu Sierra saímos juntas.

– Não esqueçam de aparecer no refeitório as cinco. – Candice avisa lá de dentro.

– Sério? – enfio minha cabeça para dentro. – Tudo bem, nos vemos lá.

Fecho a porta atrás de mim e caminho depressa ao lado de Sierra tagarela. As gêmeas que vi mais cedo não estão lá, mas a morena acaba de pegar uma coca da geladeira e se juntar a um grupo de meninas totalmente desconhecidas. Por que ela estava me encarando daquela forma? Será que era por causa do Trey? Oh, droga, eu não posso começar meu ano aqui já com uma inimiga por causa de uma piscadela de um cara gato que me ajudou a encontrar meu quarto.

O quarto de Sierra é o próximo.

Uma menina de pele morena e cabelo encaracolado surpreendentemente grande está ajeitando seu lado do quarto branco gelo – que deve ser geral – quando nos infiltramos.

– Ahm, hey, meu nome é Sierra Carter, sou sua nova colega de quarto. – Sierra se aproxima e a cumprimenta.

A garota morena sorri educadamente para ela e cumprimenta também.

– Sou America Cattlin.

– Esta é minha amiga Bella Boehm, viemos de Moutown e meio que estamos perdidas aqui.

Eu sorrio timidamente e a cumprimento.

– É normal. Estão aqui a muito tempo? – America bate no colchão da sua cama para afofá-lo e se senta.

– Chegamos no aeroporto as duas da tarde, viemos logo em seguida, teve toda aquela despedida dos nossos pais em um restaurante bem chique da cidade, chegamos por volta das duas e cinqüenta.

– Eu passei por isso há dois anos quando vim morar em Silsvilly para terminar o ensino médio, que curso vocês vão fazer? – America tem olhos castanhos esverdeados, ela é surpreendentemente linda.

Tenho um pouco de inveja do seu sorriso esbranquiçado.

– Vou fazer Direito, Bella vai fazer jornalismo.

– Acho que seremos parceiras Bella. – America sorrir na minha direção.

– Caramba, sério? Pelo menos um rosto conhecido. – eu digo animadamente.

America ficou no quarto nos fazendo companhia enquanto desdobrávamos as roupas de Sierra e as dobrávamos novamente para colocar na cômoda. Pelo o que percebi, America conhece boa parte das pessoas daqui por causa do colégio que estudava, uma instituição particular onde parece que a maioria foi admitida para cá. Além do fato de eu e Sierra termos tido muita sorte pelas nossas colegas de quarto, ainda gastamos tempo numa conversa bem divertida sobre as pessoas que deveríamos conhecer e aquelas que certamente vamos evitar.

A morena de que eu tinha visto era Allison Golden, ela não é deste corredor, mas estava ali por causa de suas amigas, as gêmeas Amélia e Lucy Connor. E eu estava certa sobre os motivos que a levaram me encarar daquela forma.

– Trey dá em cima de todas as garotas. – America nos diz. – Desde que eles terminaram porque Trey queria curtir a vida, Allison vive encurtando e observando seus passos, como uma ex namorada psicótica.

– Esse sim é um xingamento feio. Pior que Insana. – Sierra me conta em segredo.

– Então se Trey começar a falar comigo, vou rapidamente encabeçar a lista negra dela?

America faz que sim com a cabeça.

– Não ligue para isso, Allison pode parecer fria e maluca, mas ela só sabe latir, aquela cadela não suja as mãos com certeza com medo de quebrar alguma unha.

Eu rio com a piada e elas me seguem. America espontaneamente checa seu relógio.

– Caramba, são quase cinco horas, horário das refeições. – America se levanta num pulo mostrando sua calça jeans rasgada e desbotada, um charme, uma blusa folgada preta cai sobre seu corpo curvilíneo e moreno, seu cabelo cacheado balança nos ombros enquanto se move.

– Vocês levam a sério os horário? – eu pergunto, me juntando a ela e a Sierra.

– Nas primeiras semanas, sim. – ela sorri. – Temos supervisores nos corredores, eles ficam nos primeiros meses com essa onda de novos estudantes, mas depois somem e isso aqui vira uma bagunça.

– Que tipo de bagunça? – chego a perguntar.

– Festas cheias nos quartos, os garotos invadindo os corredores femininos, sexo publico, essas coisas.

Não sei se America percebeu, mas eu estava pasma com a sua resposta.

Notas finais
o que acharam? não deixem de comentar