Insanity

16 Estou Atraído Por Você


Notas iniciais
Insaaanasssss, eu fiz um capitulo meio simplesinho porque acabei de escrever e são neste exato momento 00:40, então eu deveria estar dormindo, mas estou aqui escrevendo insanity para vocês. se tiver erros, ignorem, como eu disse, estou morrendo de sono para as gurias que shippam batmella = batman (landom) + bella, esse capitulo é pra vocês! espero que gostemmm boa leitura

Estou Atraído Por Você

Seu novo tutor de economia.

Sua voz soava dentro da minha cabeça enquanto eu tentava ridiculamente compreender o que eu tinha acabado de ouvir e presenciar.

Eu achei que tudo isso não passava de uma brincadeira ou mesmo uma miragem. Quando eu despertasse dessa ilusão ridícula, eu iria encontrar meu tutor de verdade e não o Landom. Mas quando os minutos se passaram, o silencio predominou e Landom parecia retraído como se devesse uma explicação ao mesmo tempo que desculpas, eu acreditei que ele estava ali mesmo, na minha frente sem muito o que dizer.

Isso não podia estar certo. Landom não era meu tutor e mesmo que ele fosse, por que não havia me dito antes? Por que havia escondido de mim?

– Você está bem? – sua voz suou baixinha, talvez por estarmos numa biblioteca, talvez por eu ter me afastado mentalmente daquele lugar. – Bella?

– Por que não me contou, Landom? – eu quis saber.

– Eu tentei te contar. – ele se aproximou e olhou para ambos os lados em suspeita.

– Bem, você não tentou muito.

– Eu não consegui uma hora certa para te falar sobre isso, mas eu tentei mesmo. – Landom se encostou na mesa de madeira onde até então estava.

– Tem certeza? Nenhuma hora sequer? – eu dei um sorriso meio incrédulo. – Por que diabos você é meu tutor, Landom?

Ele me encarou com hesitação.

– Eu aceitei. – ele disse pausadamente. – Forward queria me ajudar assim que eu terminasse a faculdade. Eu não iria conseguir um estágio assim tão rápido ou um emprego, então ele disse que a faculdade iria me remunerar se eu aceitasse trabalhar como tutor.

Processei sua resposta ligando agora os pontos com sua explicação e o que eu havia presenciado no dia que meu pai foi se encontrar com o Owen.

– Quando eu perdi minha prova. – eu disse compreendendo lentamente. – Quando meu pai foi falar com o diretor, voce estava lá, você saiu da sala do Sr. Forward. Foi naquele momento que ele te ofereceu?

Landom se aproximou um pouco mais.

– Sim, foi naquele momento. – ele me encarou, seus olhos eram de um azul piscina, mas ao mesmo tempo tão profundo que eu podia ser sugada da minha realidade se bobeasse. – Sr. Forward sempre foi um bom professor.

Eu despertei.

– Mas você tinha dito não. – eu o lembrei. – Ouvi uma parte da conversa, não era como se eu esaibrasse ali só para ouvi-los, mas não pude evitar. Você disse não e ainda ofereceu para que outras pessoas pegassem sua oferta.

Landom engoliu com dificuldade, depois segurou meu braço, seu toque me fez ter uma palpitação ligeira, como um corrente elétrica na região da minha barriga, um arrepio passageiro no começo da nuca e pensamentos maliciosos da noite passada. Espantei qualquer sensação insana, Landom não ia me agarrar e me prender nos seus braços, ele estava me levando em direção a mesa.

– Vamos sentar antes que alguém entre aqui. – sua voz tinha cuidado para não ser alta e suficiente para só eu pudesse compreendê-la.

Do que ele estava temendo?

Eu não o desobedeci, arrastei-me para a cadeira de madeira e assim que o fiz, Landom também se ajeitou sem tirar seus olhos estudiosos de cima de mim.

– Então? – inferi, ainda esperando sua resposta.

Ele afastou o corpo e encostou as costas no encosto, mas rapidamente mudou sua posição e se inclinou na mesa, um pouco inquieto.

– Eu tinha dito não, eu não queria conviver com essa faculdade novamente, com as pessoas daqui... – ele desviou os olhos de mim e encarou as prateleiras de livros lá trás. Sua resposta me magoou um pouco, ele estava tão desperado para sumir daqui? – na verdade... Eu só não queria ver você desfilando com o McComery como se estivessem... juntos.

Eu corei.

– Você achava que eu estava com o Trey? – eu disse com um nó na minha garganta, tentando raciocinar e não me pegar sorrindo por ele ter estado com ciúmes de mim.

Landom encarou a mesa depois de confirmar minha pergunta.

– Você estava com ciúmes, era isso? — uma parte em mim se ascendeu por causa da sua fisionomia. Landom estava enciumado e estranhemnte eu achava isso divertido.

– Ciúmes? – ele deu um sorriso de lado, meio desconcertante, meio relaxado. Depois ele ficou sério, tenso. – Se eu chegasse a vê-la abraçada com aquele garoto eu não iria poupar das minhas mãos fazerem o serviço completo de deformá-lo.

Meu corpo tremeu.

– Landom! – eu o repreendi, ele não podia ameaçar o Trey na minha frente. Apesar do que havíamos passado, ele tinha se mantido fiel a minha segunda chance, tinha entendido que ele não era o cara que eu estava interessada. Ele não era o Landom.

– Não brigue comigo, Bella. – Landom me olhou feio. – Você parece que não entende que você não é para o Trey. Você é boa demais, você é inteligente, você...

Minhas bochechas coraram e me segurei para não demonstrar o maior sorriso que eu poderia dar. Ele estava com ciúmes, ele estava me elogiando, ele se interessava. A noite passada não tinha passado despercebida.

– Desculpe. – ele se retraiu. – Eu não queria falar assim do Trey, eu sei que de uma maneira estranha você tem afeto por ele.

– Somos apenas amigos. Acho que nem isso. – eu o interrompi precisamente rápida.

Landom pareceu aliviado.

– Tudo bem. – ele acenou para mim. – É bom ouvir isso, principalmente agora. – ele me olhou.

– Estava na hora de deixar claro, Landom. – eu o completei, ainda esperando que ele continuasse com a sua explicação.

Ele deve ter percebido isso. Landom tinha aquele olhar despido, que podia me deixar nua só com a ideia dele estar me estudando. Ele não era nenhum pouco educado com isso, principalmente agora, um lampejo de desejo pairando no seu rosto quando ele encarou meus lábios e desceu os olhos pelas linhas da minha garganta até o topo dos meus seios. Eu engoli em seco, desconfortável e ao mesmo tempo quente. A culpa era dele.

– Hmf! — ele pigarreou, sua pele vermelha como a minha e seus olhos mudando o rumo para de volta ao meu rosto. — Quanto ao motivo de eu estar aqui... – ele franziu a testa, organizando seus pensamentos. Se eu o deixava perdido, ele me deixava dez vezes pior. – Eu tinha dito não para o Sr. Forward na sua primeira tentativa de me recrutar, sabia que seria uma boa ajuda, mas eu estava zangado ainda. Você sabe. Você e o Trey. Isso pode parecer mesquinho até. Mas então eu descobri que você precisava de um tutor urgente.

Eu ainda não sabia lidar com Landom sendo sincero sobre seus sentimentos em relação a mim e ao Trey. Por isso, tornei a ignorar o quanto meu coração disparava com seu indício de ciúmes.

– Então se voluntariou novamente? – perguntei satisfeita com a suspeita.

Ele fez que sim com a cabeça, timidamente retraído.

– Nós não tínhamos tido uma conversa sincera depois de tudo que aconteceu. Desde quando apareci bêbado na porta do seu quarto.

– A noite que você não se lembra. – eu ressaltei, percebendo que havia dito alto demais.

Landom me encarou, sua expressão perdida. Aquela noite tinha me atormentando por um bom tempo. Eu não gostava de me lembrar dele ter me dito que estava zangado comigo e que havia voltado com a sua ex namorada, isso me fazia lembrar do episódio no bar.

– É claro que eu me lembro de tudo. – ele respondeu. – Com um pouco de dificuldade, mas é claro que eu lembro. Eu podia estar bêbado, mas eu sabia exatamente o que eu estava falando.

– Então por que me perguntou se havia feito algo de errado? – eu fiz uma carranca, cruzando os braços abaixo dos seios.

– Quando?

– No bar, quando nos encontramos. – eu o lembrei um pouco atordoada. – Você tinha me dado um bilhete antes.

– Então você leu.

– Claro que eu li, mas isso não importava, porque de acordo com a nossa rápida conversa, você não recordava do que tinha feito no meu quarto aquela noite. – eu disse acusatória.

Landom balançou a cabeça incompreensível.

– Eu disse que eu me lembro, Bella. Eu só precisava saber a verdade de você. – ele se inclinou um pouco mais, falando mais baixo. – Eu queria saber se você tinha algo a comentar sobre o que eu tinha dito, mas não havia maneiras para fazer você falar se eu não te perguntasse diretamente.

Eu deveria estar em confusão, porque nada fazia sentido. Como ele podia simplesmente me dizer isso agora? Eu estava tão zangada por ele estar em um encontro com a Amanda que isso nunca passaria na minha cabeça, ele estar tentando ouvir a verdade de mim.

– Era claro que eu não iria te dizer o que havíamos dito noite passada. Você estava ali com a Amanda. Eu me senti descartada, você tinha seguido em frente e parecia que não se lembrava de nada. – disse-lhe com a voz rouca, reprimida.

Landom ficou irado.

– A Amanda era só um passa tempo. – ele resmungou. – Eu achei que você estava tentando me dizer um não. E quando você disse que eu não tinha dito nada, achei que estava me dispensando outra vez.

– Você tinha uma namorada!

– Mas isso não me impediu de ir no seu quarto e confessar que eu queria você. Não ela, — ele se aproximou. – era você.

Bufei, jogando meu corpo para trás sendo amparada pelo encosto, parecia que ambos tínhamos nos metido num emaranhado de confusão.

– Você entendeu errado. – eu disse, recuperando minha calma.

– Você também. – Landom não se moveu. – Tudo que eu disse bêbado, Bella, eu teria dito sóbrio se eu não tivesse lhe visto saindo com o Trey depois do refeitório.

– Ele tinha vindo me pedir perdão. – o expliquei. – Achei que eu deveria dar-lhe uma segunda chance.

– Não foi o que pareceu. – Landom tinha a feição irritadiça. – Ele estava abraçado com você, Bella.

– Você deveria ter vindo até mim e não saído bufando de raiva. – eu encarei seus olhos azuis que me miravam.

Sua expressão se suavizou, ele tinha se desfeito da irritação e da ira.

– Sim, eu sei, eu deveria. – ele se aconchegou na sua cadeira e se afastou. – Eu estava confuso também, estava bastante confuso. Droga, Bella. – Landom passou as mãos pelo seu cabelo volumoso. – Eu nunca senti isso, nunca desejei uma garota assim que a vi. Eu tinha te visto e tudo que eu queria era te conhecer.

Eu fiquei surpresa, de tudo que eu podia esperar do Landom, ouvi-lo confessar que tinha estado interessado em mim desde a primeira vez era a ultima da minha lista. Meu coração se esquentou e eu senti uma vontade absurda de tirar essa mesa do nosso caminho e eu me aconchegar no seu peito como tinha passado uma boa parte da manhã.

– Eu também. – eu disse, aproximando meu corpo da mesa e me inclinado. – Isso pode soar estúpido, mas eu estava curiosa ao seu respeito, era por isso que eu te observava estudando sozinho nas salas de aulas.

Ele se inclinou também.

– Isso não é estúpido. – Landom sorriu. – Era engraçado, porque apesar de você tentar se esconder, eu sabia que você estava me observando. Você fez com que meu ego crescesse mais.

– Ah, meu Deus. – eu corei. – Você me viu mesmo?

– Sim. – ele riu baixinho, seu rosto tão próximo. – Não core, Bella. Eu gostava. Por isso eu havia ficado puto com o Trey, quando vi que era você naquela festa, eu quase não acreditei. Um dos meus amigos havia me dito que você tinha chegado e quando apareci naquele quarto de repente, eu estava apenas te procurando para fazer um encontro casual e não uma perseguição.

– Estou me sentindo tão ridícula. – murmurei baixando meu rosto e tentando esconder minha vergonha.

– Bella... – ele sussurrou, só o tom que ele usava para chamar meu nome fazia meu corpo estremecer e ansiar coisas que deveriam ser permanentemente proibidas. – Olhe para mim.

Eu o encarei. Minha sanidade não se mantinha segura ao lado de Landom Bale.

– Eu queria ter estado com você antes. – seus dedos acariciaram a pele do meu braço, em reflexo meu corpo tremeu. – Queria ter te beijado antes. Muito antes do Trey. Bella, eu estou estranhamente atraído por você.

Meus olhos estavam fechados e anestesiados, seus dedos tocavam a minha pele e tudo que eu queria era que não estivéssemos naquela biblioteca, tudo que eu queria era que estivéssemos tendo essa conversa no apartamento de America, onde havíamos estado a algumas horas atrás.

– Você ainda pode. – sussurrei sem força para me mover mais. Abri os olhos e peguei o vislumbre dos seus lábios acariciando meu queixo, seus olhos azuis fechando-se lentamente. – Você ainda pode me beijar.

Landom tocou seus lábios no meu maxilar, seus dedos se apossaram dos meus fios loiros e seu corpo se inclinou na mesa passando do limite. Ele agarrou minha nuca e beijou minha garganta, eu soltei gemidos que só nós dois podíamos ouvir.

– Não me provoque, Bella. – ele sussurrou com sua boca na minha garganta. – Estando provocado, eu não consigo me controlar.

Landom ergueu meu rosto com suas duas mãos e me encarou de frente, seus olhos mirando os meus, seu nariz roçando o meu e meu desejo árduo e crescente de beijá-lo estampado na minha face.

– Se um dia eu me cansar de dizer isso... – ele sorriu, sua voz sumindo aos poucos como uma opção descartada. – você é linda, Bella.

Landom roçou seus lábios nos meus e brincou com o toque por um segundo que parecia torturante até ele me beijar. Landom chupou meu lábio inferior para dentro da sua boca e agarrou meus ombros, passeando sua língua pela minha. Gemi de satisfação em cada eloquente segundo que ele me beijava. Deixei que ele me prendesse o quanto quisesse naquele momento. Entreguei-me àquele beijo como se fosse o primeiro, como se ele ainda pudesse me desestabilizar, como uma garota frágil. Eu tinha prometido a mim mesma depois que Scott partiu meu coração de inúmeras maneiras, que eu não iria me entregar de corpo e alma num relacionamento. Landom e eu não tínhamos um relacionamento, mas eu não podia evitar não me entregar.

Landom me deixava fora do meu próprio controle.

– Landom... – eu suspirei depois de uma breve pausa. – eu preciso respirar.

Ele sorriu na minha boca e afastou lentamente seu rosto.

– Você poderia simplesmente parar de me fazer perder o controle, Bella. – ele estava sorrindo. Sua maneira de me encarar sem nenhum pudor, sem nenhuma educação como se não fosse óbvio dos seus pensamentos maliciosos deixava minha pele vermelha.

Suspirei voltando aos poucos para a realidade. Ainda estávamos naquela maldita biblioteca. Landom ainda me encarava sem propósito de parar.

– Pare de me encarar. – resmunguei, olhando-o pelo canto do olho.

– Não seja egoísta, Bella, me deixe te admirar. – ele tinha um sorriso ordinário nos lábios. Landom inclinou seu rosto para perto do meu e beijou o canto da minha boca de surpresa, meu coração disparou novamente. Landom beijou meus lábios deliciosamente terno e por um longo segundo. Depois de afastou. – Eu achei que se aceitasse a tutoria eu iria poder me acertar com você. – seus braços caíram de volta a mesa, falando de repente.

Eu estava tentando focalizar em alguma coisa quando abri os olhos.

– E não estamos acertados? – eu falei com a voz grogue, ainda desajeitada e a respiração falha.

– Eu estava pensando em algo mais amigável. – ele sorriu novamente, agora mostrava ligeiramente sua covinha na bochecha. – Eu achei que se a convidasse para um jantar e nos conhecêssemos, talvez pudéssemos ser pelo menos amigos. Nós iríamos ser professor e aluno, deveríamos ter uma convivência amigável.

Eu abri a boca pasma ao me lembrar dessa detalhe.

– É verdade. – levei as mãos ao rosto. – Você sabe que isso é proibido, não sabe, Landom?

Ele fez que sim com a cabeça.

– É terminantemente proibido. – ele me encarou. – O que quer dizer que deveremos nos manter em segredo até os seus testes.

– Você não está falando sério ou está?

– Claro que eu estou, não arrisquei a noite de ontem para não te ter novamente, Bella. – ele tinha a testa franzida. – Eu ainda pensei em tornar tudo isso amigável, mas foi difícil. Principalmente quando Sierra e America me deixaram com você sozinho. Você estava na minha frente, não usava a roupa mais decotada e colada, você estava linda. E mesmo totalmente coberta, eu não consegui controlar meu desejo de ver você nos meus braços, contra meu corpo, meus lábios.

– Landom... – eu disse, ainda corando.

– Você precisa saber, quero que saiba. – ele se inclinou novamente. – Eu venho pensando em você a um bom tempo, Bella. E eu não sei se vou conseguir ignorar isso. Eu ainda posso tentar ser seu amigo, mas isso será muito difícil.

– Eu não quero que você seja só meu amigo, Landom. – confessei, um pouco tremula com a minha própria coragem. – Eu estou atraída por você também.

Landom estava tão perto que eu podia sentir o aroma do seu perfume, sua respiração batendo no meu rosto, um campo elétrico me puxando para ele. Se não estava tão óbvio o que eu queria, agora ele sabia. Landom encarou sem demora os meus lábios, sua boca levemente aberta, seus olhos faiscando de desejo.

– Esse é um péssimo lugar para estarmos conversando isso, Bella. – ela me despertou sem desviar seus olhos.

– Eu sei. – disse sem me importar.

– Existe uma grande probabilidade de alguém aparecer aqui a qualquer momento. – Landom piscou algumas vezes e se afastou, voltando-se para seu assento.

– Isso é uma péssima ideia. – resmunguei, colocando meus cotovelos na mesa. – Você será meu tutor durante essas semanas, o Sr. Forward nem deve saber que nos conhecemos.

– Mas é melhor assim.

– Mas isso ainda continua sendo uma mentira. – eu o olhei, conflituosa com meus próprios sentimentos.

Eu queria que isso ainda continuasse, queria poder estar perto dele, queria poder ouvir sua voz baixa e sedutora no meu ouvido, sentir seus dedos na minha pele, sua possessão, mas agora tudo se tornava proibido. Antes, Landom era inalcançável, agora, ele era alguém que eu queria ter, que eu sabia que também me queria, mas não podia acontecer, não enquanto ele se sentasse a minha frente numa mesa ocupando o cargo de meu tutor. Era uma regra, profissionais da faculdade não podiam se relacionar romanticamente e intimamente com nenhum aluno, a não ser que fosse uma ligação direta, como parentesco. Nem isso Landom e eu podíamos mentir, não tinha como ele ser um primo distante quando tudo que eu queria era que ele me levasse pra cama ou que ele me beijasse arrancando toda minha sanidade.

– Nós podemos trabalhar com isso, Bella. – Landom se levantou da cadeira e se aproximou de mim, curvando seu corpo para frente. – Eu não quero me afastar de você.

– Isso não depende da gente.

– Eu sei. Fiz uma borrada ao aceitar seu tutor, mas agora não posso dizer não, se eu dissesse, teria que arrumar outro emprego e isso poderia ser bem longe daqui.

Eu não o respondi, mas fiquei angustiada com a ideia dele ir embora.

– Durará algumas semanas e então estaremos livres. – ele me prometeu.

Eu suspirei me rendendo ao olhá-lo. Landom segurou meu rosto com suas mãos e me beijou novamente, a um passo de explodirmos ali mesmo. Landom se afastou por precaução, seus lábios vermelhos e sua respiração ofegante.

– Você tem aula até que horas?

Eu não havia compreendido a sua pergunta repentina.

– Até o horário do almoço. Depois dissoestou livre. — eu perguntei duvidosamente sem compreendê-lo. — Por quê?

Landom tinha aqueles olhos azuis me mirando neste exato momento, mas não me respondeu com exatidão.

– Ótimo. – ele apenas disse. Landom se ergueu agora ereto. – Eu vou estar no ponto de ônibus perto da saída do estacionamento quando sua aula terminar.

– O que isso quer dizer? – eu o encarei ainda perdida.

– Quer dizer que hoje eu vou te apresentar a minha casa.

Notas finais
o que acharam, insanas?